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 Fic Sailor Moon - O Amor é Complicado

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Tinoco-chan
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MensagemAssunto: Re: Fic Sailor Moon - O Amor é Complicado   Sab Ago 07, 2010 9:22 pm

Citação :
Spoiler:

Como comentei com Amanda-chan não espere nenhuma fic de mim pois minha imaginação é ****
foi tremenda catastrofe quando tentei escrever uma... joguei a folha imediatamente fora ¬¬*(não sirvo para isso)
loool
ta bom, mas olha, tenta novamente, pois sabe la se nao sai algo bom tambem ^.^
Citação :
rachei de rir kkkkkkk'
Citação:
SAILOR STAR HEALER ONDE É QUE TU TENS A CABEÇA CARAMBA!!!!! METE MAS É JUIZINHO NESSE CEREBELO VÁ!


me ri muito escrevendo isso tambem ^.^
loool
depois eu posto mais
Spoiler:
 
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misashi-san
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MensagemAssunto: Re: Fic Sailor Moon - O Amor é Complicado   Sab Ago 07, 2010 9:23 pm

hehehe sim... sim irei add^^

Spoiler:
 
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MensagemAssunto: Re: Fic Sailor Moon - O Amor é Complicado   Sab Ago 07, 2010 9:31 pm

eu digo ja que publicar aqui e um pouco complicado xD
onde tou publicando,noutro forum, nao tenho de acrescentar italicos e isso, mas aqui estraga toda formataçao que eu tinha no word e entao e por isso que demoro quarto de hora e as vezes meia hora pra publicar cap, mas sempre que puder, posto toda hora que tiver para postar aqui ^.^
daqui pouco ja posto, depois para Amanda poder ler tambem ^.^
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MensagemAssunto: Re: Fic Sailor Moon - O Amor é Complicado   Sab Ago 07, 2010 9:33 pm

hehehe ^^
compreendo^^
enquanto não posta irei assistir Fairy Tail^^
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MensagemAssunto: Re: Fic Sailor Moon - O Amor é Complicado   Sab Ago 07, 2010 9:56 pm

bem, enquanto vc ve Fairy Tail, eu vou preparando o Cap para postar ^.^´
EDIT:Pôxa, esse foi o cap em que meti menos itálicos?? A sério? Oba! Demorei pouquinho postando esse ^.^


Capítulo 7 – A fotografia
Depois de Seiya e Taiki terem saído, depois do almoço, eu fiquei sozinho em casa. Ainda bem, assim tinha tempo para estar só. Para poder pensar. Para poder ir revelar as fotografias. Para poder, simplesmente, estar sozinho.
Fui buscar a máquina da Minako ao meu saco, e retirei o rolo da máquina, metendo-o na caixa para o efeito. Depois, meti a máquina no saco dela, e voltei a arrumá-la dentro do meu saco. Depois, fui com a caixa para o quarto de revelação.
Após horas de trabalho exaustivo, consegui revelar o rolo todo. Agora era só juntar todas as fotos num portefólio. E depois, entregar tudo. Fui para a sala, e liguei a televisão. Apeteceu-me ver algo. Mas no fundo, só queria poder ver se estava a dar a minha série favorita na TV. Mas não. A televisão estava ligada no canal de música, e não me apeteceu mudar, embora soubesse que me ia arrepender completamente de deixar ficar naquele canal.
- Este é o Top+, o programa da actualidade musical do Japão! Após dois anos de ausência dos palcos, os Três Luzes vão voltar com um novo álbum que os irá por novamente no estrelato. Yaten Kou, Seiya Kou e Taiki Kou revelaram-se entusiasmados com o início da sua Tour, que começará em Tóquio, no dia 7 de Fevereiro, e esperam que tenham uma grande afluência de fãs…
Eu mudei de canal. Não quis ouvir mais. Mas como sabem eles que nós estamos entusiasmados com isto?! AHH Aquela editora mata-me imenso. A meter palavras na nossa boca que nós nem dissemos… Aiai… Não vale a pena comentar… Desisto simplesmente. Enfim, está feito, está feito. Agora temos de nos safar como podemos… Ou seja, a cantar….
Depois, decidi votar ao trabalho. Tinha de organizar as fotos, para depois as poder colar no portefólio. Em todas elas havia algo que me marcava: a admiração profunda, quer pela beleza da Minako, quer pela perfeição artística das fotos que lhe tirara. Oh meu deus, mas que estou para aqui a pensar?! Não… Isto não é nada normal… Eu preciso de me afastar destas fotos. Não posso voltar a ver isto. HEALER LARGA-ME JÁ ISSO IMEDIATAMENTE! Eu atirei com as fotos para cima da mesa de chá, obedecendo pela primeira vez em algum tempo ao meu subconsciente, e depois apaguei a televisão, e fui para o meu quarto. Queria desanuviar, longe daquelas fotos. Longe de tudo aquilo que mexia com a minha cabeça. Subi ruidosamente as escadas, e entrei no quarto, fechando a porta por detrás de mim, e senti-me deslizar lentamente até ao chão, e a levar as mãos à cabeça. Contudo, não me deixei ficar ali muito tempo. Algum tempo depois, levantei-me e deitei-me na cama, de barriga para baixo, enterrando a cara na almofada.
- Enfim… Como posso eu estar aqui a pensar na Minako, e como posso eu deixar-me manipular pelos sentimentos? Eu sou uma guerreira, por amor da santa! Uma rapariga! Como posso eu gostar de outra rapariga! Não faz sentido… Ai… Sinto-me tão mal por isto… Eu assim só vou magoar a Minako… Ela não merece isto… Não merece… Nem eu mereço sofrer assim… Só queria que tudo se resolvesse… - Eu já estava a dar em maluco com isto, e já não sabia o que pensar mais. Acabei a atirar contra a parede a primeira coisa que me chegou às mãos: uma moldura. (Porque é que temos sempre tendência para partir molduras?!) Essa moldura tinha uma foto minha, do Seiya e do Taiki, com a Mina-chan a fazer de emplastro. Eu levantei-me da cama, com a intenção de ir buscar a vassoura para limpar aquela confusão de vidros partidos, só que tropecei e caí no chão, a rir que nem um desalmado, como se aquela situação estúpida tivesse alguma piada. Depois levantei-me e lá fui buscar a vassoura à cozinha. Apanhei os cacos e pu-los no lixo. Apanhei depois a foto, e enfiei-a para dentro de uma gaveta. Depois, saí do quarto, descendo silenciosamente as escadas, apreciando o silêncio que corria na casa. Eu gostava de sentir o vazio nestes momentos, pois sabia que não haveria ninguém para me fazer questões sobre nada de nada. Nem para me perguntar o porquê de terem ouvido um barulho super estranho vindo do meu quarto.
Voltei para a sala, para voltar a pegar nas fotos, para desta vez, definitivamente as ir organizar. Mas as fotos tinham desaparecido. Eu fiquei atónito a olhar para a mesa de chá, sem perceber o que estava a acontecer.
- Mas que raio?! - Mas eu deixei-as aqui em cima… Não está ninguém em casa, e não, as fotos não têm pernas, como podem ter desaparecido?
- Olá H… Yaten! Que belas fotografias que aqui tens… - Ouvi uma voz feminina, e ao olhar, vi que a sua figura tinha as minhas fotos na sua mão.
- Princesa! - Fiz uma vénia. Não estava a contar que ela viesse a aparecer aqui. Ela sorriu, e depois pousou as fotos novamente na mesa de chá.
- Então… Onde estão o Seiya e o Taiki? - Disse ela, com um sorriso quase infantil.
- Eu acho que devem estar aí a chegar. Eles estão na Universidade…
- E porque é que tu não estás lá também?
- Porque eu tive coisas para fazer cá em casa…
- Incluindo revelar essas fotos? - Disse ela, com um olhar curioso, mas ao mesmo tempo repreensivo.
- Sim… Incluindo revelar essas fotos… - Disse, respondendo ao olhar da princesa. Vá… Dê-me na cabeça, eu sei que eu estou a merecer…
- Não sabia que tu tinhas tanta admiração pela Navegante de Vénus… - Ela sorriu, simplesmente para me picar amigavelmente.
- Ahah! Não é nada disso! Isto é para um trabalho, nós trabalhámos em conjunto, e eu fiquei de revelar as fotos… Sabes como é, eu adoro fotografia… - Disse, atrapalhado.
- Ah… Está bem… - Disse ela, como se não conseguisse acreditar naquilo que dizia - Já passou tanto tempo desde que vocês se foram embora de Kinmoku, só vos encontrei porque apanhei umas ondas de energia que vocês deixaram pelo caminho.
- Pois… Eu já estava à espera que isso fosse acontecer… Mas a Princesa não vai contar a ninguém que nós estamos aqui, nomeadamente ao nosso pai! A Fighter, quer dizer, o Seiya era bem capaz de me ‘assassinar’…
- Está descansado, Yaten, que eu não vou contar nada a ninguém. Eu só vim ver se vocês estavam bem, pois vocês nunca mais deram notícias. E eu queria saber de vocês…
- Estamos muito bem, como pode ver… - Disse, virando o olhar por momentos.
- O que se passa, Yaten?
- Não se passa nada… - Disse, mentindo. De repente, senti uma coisa estranha, como aqueles feelings que tinha quando uma semente de estrela desaparecia. Mas o que foi isto?! A sério, que foi isto! Não entendo! Alguém que me explique!
- Sinto que algo estranho se passa contigo… E também senti uma energia estranha no ar… - A princesa olhou para mim com um ar inquiridor.
- Será que… - Disse eu, olhando com o olhar arregalado de terror.
- É possível… Mas duvido muito… Devem ser apenas pessoas a morrer… As sementes de estrela não podem estar a ser retiradas… A Galáxia agora é boa, não voltaria a tentar fazer a mesma burrice, não é?
- Esperemos que não… - Disse eu. Sentia-me preocupado. Não podia estar a acontecer novamente aquilo que aconteceu há dois anos.
- YATEN! CHEGÁMOS! - Ouvi a voz do Seiya e do Taiki a exclamar - Princesa! - Eles ficaram tão admirados quanto eu, e fizeram uma vénia.
- Seiya, Taiki! Estava com tantas saudades vossas! - Ela abraçou-os e eu ri-me desalmadamente. Achei piada às suas caras de espanto. Simplesmente amei. Eram hilariantes de mais.
- Então Princesa, descobriu-nos… - Disse Seiya, rindo-se.
- Vocês é que deixaram um rasto… - Disse ela, rindo-se também.
- Deixámos? A sério? - Disse Taiki, ligeiramente assustado.
- Sim… Se não fosse isso, não saberia onde vocês estavam…
- Princesa… A Princesa não vai contar aos nossos pais, pois não? - Seiya estava preocupado com essa situação. Claro… Não quer casar, é o que é… Mas essa traz água no bico… Ainda não percebi o que se passa com ele… Queria tanto saber porque é que ele quis voltar à Terra, eu ainda não consegui entender…
- Não… Eu já tinha dito ao Yaten, e tinha dito que não iria contar, vocês têm o direito de andarem fugidos por um tempo. Mas deviam pedir-lhes desculpa…
- Eh… Não sei… - Seiya/Fighter estava de pé atrás com o nosso pai. Ele queria casá-lo/a com um rapaz que estava completamente vidrado por ele/a, e ele/a não achava piada nenhuma. Isto é, é que o Seiya, quer dizer, a Fighter, não gosta dele nem à lei da bala, e então foi por isso que fugimos. Quer dizer, foi por isso que o Seiya, quer dizer, a Fighter, quis fugir - Não sei se tão cedo sou capaz de perdoar o pai pelo que ele fez… E ele sabe que eu não quero fazer o que ele me manda, e tão cedo não vou voltar a Kinmoku, só vou voltar quando ele perder essa ideia triste de me casar com aquele traste.
- Concordo plenamente. Eu também não casava com ele, nem que me pagassem - Disse a Princesa, sorrindo – Ele não te ama de todo, e o teu pai só te quer casar com ele por interesse, nada mais… E já ouvi dizer que ele queria arranjar um noivo aí para o Yaten, quer dizer, a Healer… Mas enfim…
- Enfim, não falemos mais sobre isto. Eu cá não quero conversas nupciais para os meus lados… Bem… Querem comer alguma coisa? - Perguntei, vendo que a conversa estava a virar para mau porto, e para saber se teria de fazer mais tostas, sem ser para mim.
- Bem que podias fazer umas tostas aqui para o pessoal, estou mesmo cheio de fome! - O Seiya olhou para mim, com um olhar arregalado. Mas que comilão… Só pensa em comer…
- Se não te importares, Yaten… - Disse a Princesa, com um sorriso tímido.
- Vá, eu ajudo-te! - Disse Taiki, puxando-me para a cozinha.
- Ei, ei! Espera aí! - Eu quase caí, pois estava sentado na ombreira do sofá. Eu desmanchei-me a rir.
- Totó do caneco! Vá, mexe-te! - Ele entrou na cozinha, e eu fui atrás. Este momento era daqueles que era super-divertido, contudo, eu ainda tinha em mente aquilo que acontecera momentos antes de eles aparecerem. O meu instinto dizia-me para não contar o que acontecera. Ainda era muito cedo para poder dizer algo acerca disso. E para além de mais, eram coisas que eu queria esquecer plenamente. Não me queria lembrar que:
1. Gostava da Mina-chan;
2. Que não o admitia;
3. Que a Mina gosta de mim, e apesar de ter gostado do beijo da Mina-chan, não aguentava namorar com ela, pois os meus subconscientes iriam desancar-me completamente;
4. Apesar de andar a ser um palhaço com ela, eu não consigo deixar de sentir o que sinto por ela;
5. E último, se eu não atinasse, de certeza que as coisas vão correr mal para o meu lado…
Enfim… Eu já nem sabia o que pensar. Sabia que amava a Mina, sei que ela me ama, mas a tratá-la assim deste modo, as coisas não vão correr muito bem.

_______________________________________________________
Notas:Princesa das Starlight se chama Kakyuu
Essa do ele/ela, e por causa da sua dualidade no sexo xD (e o que da ser rapaz/rapariga)
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MensagemAssunto: Re: Fic Sailor Moon - O Amor é Complicado   Sab Ago 07, 2010 11:48 pm

vou postar so mai um amanha nao vou poder vir ca xD *chorando*
um beijo pra todo mundo


Capítulo 8 – A partida de Mina-chan para Inglaterra
Passaram-se três meses depois daquela aula de Técnica de Fotografia embaraçosa. Eu e Mina-chan continuávamos afastados, contudo, andávamos a dar-nos melhor. Mesmo assim, a nossa relação estava muito na corda bamba. E eu já não sabia bem o que fazer. É que o amor que nós sentíamos um pelo outro fazia-nos sentir renitentes ao quanto podíamos estar juntos, e cada vez que nos aproximávamos um pouco mais do que aquilo a que a cortesia permitia, eu acabava por tornar-me azedo com ela. Mas enfim… Não posso fazer nada para mudar… Nada mesmo…
Acordei nesse dia demasiado cedo. Era domingo, dia 7 de Dezembro. Naquela noite iria sair com a Mina-chan, se tudo corresse bem, mas algo me dizia que uma coisa má iria acontecer…
Contudo, eu quis ignorar esse pressentimento, e levantei-me da cama. Depois fui para a casa de banho, para poder ir tomar duche. Finalmente, desci ao andar de baixo para tomar o pequeno-almoço, pois estava cheio de fome. Na cozinha estava Taiki, com um monte de manuais em cima da mesa. Ele estava completamente absorvido, mas assim que ouviu os meus passos, levantou a cabeça.
- Bom dia…
- Já a pé? - Disse eu, surpreendido.
- Já… Tenho que estudar para as frequências…
- Mas ainda falta tanto tempo para as frequências! – Disse, picando-o. Que maníaco por estudo… Irra! É pior que certas pessoas que eu conheço… Do tipo Ami Mizuno… Oh minha nossa… Tirai-me deste suplício…
- Ah… Mas convém começar já a estudar…
- Enfim… Marrão… - Disse eu, sorrindo.
- Ahah! Deixa-me rir, tu também tens de estudar e muito! – Disse ele, sorrindo diabolicamente.
- Pois… - Disse, pois já não tinha mais argumentos para o contrapor. De facto, tinha de estudar também, mas ainda era muito cedo para isso, pelo menos para mim - Bem, eu vou fazer umas torradas… Estou cheio de fome…
- É hoje que vais sair com a Mina-chan, não é? – Disse ele, com um ar inquiridor.
- C… Como é que soubeste disso?! - Perguntei, atrapalhado.
- Ah, li o teu quadro de recados…
- Coscuvilheiro… - Disse eu, sorrindo – Não tens condições nenhumas, seu desavergonhado…
- Vá, não ias fazer torradas?
- Ia… Queres? - Disse, sorrindo, e olhando para ele com um ar descontraído.
- Não… Eu já comi… - Ele sorriu de volta - Ah, olha, tens ali uns envelopes que estavam na caixa do correio há bocado…
- Deixa-me adivinhar… - Comecei eu a dizer.
- Cartas das fãs… - Dissemos os dois em coro, suspirando.
- Bom dia! - Ouvi a voz sonolenta do Seiya, que entrava agora na cozinha. Ele, como sempre, estava com aquele ar de quem tinha acabado de acordar.
- Bom dia… Olha, toma lá isto! - Atirei-lhe um maço de cartas.
- O que é isto? - Disse ele, confuso.
- Cartas das fãs… Todas tuas! - Disse eu, querendo livrar-me daqueles envelopes do diabo.
- Cartas de fãs… Ao domingo? - Disse ele, pegando no maço de envelopes - Olha Yaten, esta não é minha… É tua… - Disse ele, depois de passar revista nas cartas.
- Minha? Ah, podes deitar fora… - Disse, com desdém, enquanto tirava as torradas da torradeira, e o leite do fogão. As cartas deviam ser queimadas na lareira, até que está a ficar frio…
- Tens a certeza que não queres ler? Eu conheço esta letra… É a letra da Mina… Sim, são os kanjis dela… - Disse Seiya, abanando o envelope à frente do meu nariz, enquanto eu deitava o leite na caneca. Depois, comecei a beber o leite, descontraidamente. Não me interessava, apesar de a curiosidade estar a matar-me por dentro, contudo, não quis saber disso. Ignorei essa curiosidade, e deixei-me ficar.
- Ah… Não me interessa… - Disse, com desdém, enquanto ainda bebia o leite.
- Ah, vou ler… - Ele abriu o envelope, enquanto eu ignorava o seu gesto, e comecei a comer uma torrada, enquanto ele lia a carta alto e a bom som.
Querido Yaten,
Eu simplesmente já desisti de te tentar convencer ou de tentar provar que te amo. Tu estás sempre a ignorar-me e eu simplesmente já desisti.
Eu vou tentar esquecer-te, só que se ficar no Japão, não o vou conseguir, pois vou ver a toda a hora, em todo o lugar, fotos tuas, e em todo o santo sítio vou ouvir falar de ti. Sendo assim, vou partir para casa da minha mãe, em Inglaterra. Vou partir ainda hoje, no último voo da manhã. Se bem que não te deve interessar de todo. Por ti, até aposto que ficas feliz. Deves até estar aí aos saltos. Até deves já estar a mandar foguetes ao ar… Mas enfim… Eu não te vou sequer criticar. Já te conheço demasiado bem… Não vou dizer nada.
Enfim… Também não vale a pena estar aqui a perder tempo a falar contigo. Tu simplesmente não queres saber de mim para nada, não é? Bem me pareceu…
Com amor, e neste momento tristeza,
Minako.

- Repete lá o que estavas a dizer?! - Disse eu, cuspindo a torrada. Fiquei aparvalhado. Mas ela tinha dito… Não… Não entendo… Mas… Mas… E o que…
- A Mina-chan diz nesta carta que vai para Inglaterra, e que parte hoje, no último voo da manhã… - Disse Taiki, que se levantara, e fora até Seiya, e começara também a ler.
- O QUÊ?! – Gritei, chocado.
- É o que está aqui escrito… Lamento Yaten… - Disse Seiya, baixando a carta.
- Levem-me ao aeroporto! - Disse eu, lívido. Não… Isso não pode ser verdade… Ela não se pode ir embora… Não pode… Ela prometeu que…
- Mas o que vais lá fazer?! Acho que nada do que tu faças a vai impedir… - Disse Taiki, num tom completamente insensível. Como és capaz Taiki?! Como podes ser tão insensível?! Idiota! Odeio-te tanto por isto!
- LEVEM-ME AO AEROPORTO! - Gritei a alto e bom som para Seiya, ignorando Taiki.
- Está bem, está bem… Mas eu acho que não vai valer a pena - Disse o Taiki, repetindo o mesmo tom que usara há bocado.
- Taiki! Não sejas parvo com o Yaten! - Disse Seiya, com um olhar recriminatório.
- Tudo vale a pena quando é por amor, coisa que tu não sabes o que é, Taiki! - Disse eu, por cima da voz do Seiya, enquanto sentia as lágrimas a bailar nos meus olhos.
- Vá anda lá, antes que seja tarde! - Seiya pegou-me pelo braço e levantou-me do banco. Taiki ficou na cozinha, a olhar para toda aquela situação, com um olhar de desprezo.
Nós corremos para a garagem, e entrámos dentro do carro, que ele fez arrancar com grande velocidade.
- Só espero que não seja tarde demais… - Disse eu, suprimindo as lágrimas.
- Tem calma Yaten, vais ver que tudo se vai resolver… - Disse Seiya, passando uma mão no meu ombro.
- Espero que tenhas razão… - Disse eu, encostando a cabeça ao banco do carro. Não queria dizer mais nada.
A viagem foi para mim um tormento, cada segundo que passava, estava um segundo mais perto da perdição. Senti-me totalmente perdido na ilusão do pesadelo que a minha vida se estava a tornar. Sentia que estava a perder aquilo que mais me importava acima de tudo, apesar de nos últimos tempos, não ter tratado muito bem a Mina. Eu sabia perfeitamente que não estava a ser correcto com ela, e que estava a ser muito estúpido em agir desta maneira, sendo que amo a Mina tanto quanto ela me ama. Quer dizer, eu não sei… Eu… Eu sinto-me confuso. Mas eu sei que gosto dela. Isso é o que tenho mais certeza neste momento. Mas mesmo assim, a raiva que sentia de mim mesmo suplantava essas certezas.
Ao chegarmos ao aeroporto, a primeira coisa que ouvimos foi:
- Relembramos aos nossos utentes que é proibido parar na zona vermelha, e é proibido estacionar na zona branca… Obrigada pela vossa compreensão.
Boa… Rica coisa para se ouvir quando estou neste estado… Ah, estupidez, a quanto me obrigas…
- Vá, Yaten, sai aqui. Não me interessa se posso ou não parar na zona vermelha. Eu depois tento encontrar um lugar para estacionar. Vá, corre antes que seja tarde demais!
- Obrigado Seiya!
- Boa sorte com isso!
Eu saí do carro, fechando mal a porta, e corri para o interior do aeroporto. A loucura e a confusão pairavam naquele local inundado de gente. Tentei a todo o custo passar pelas pessoas, contudo, era complicado, e acabei a dar alguns encontrões nalgumas pessoas, que reclamaram, furiosas. Acabei a correr até ao balcão de informações, já ofegante.
- O avião para Londres… Já partiu? - Ouvi a minha voz ofegante perguntar.

- Está a ser feita a última chamada para o check-in– - Eu não quis ouvir mais, corri até à zona do check-in, e consegui ver Mina-chan, com o seu típico laço vermelho, que se destacava no louro dos seus cabelos. Aquilo chamou-me completamente a atenção, era a única coisa que conseguia encontrar para a identificar.
- MINA-CHAN! – Gritei alto para poder-me fazer ouvir.
À minha volta ouvi burburinhos, que eram acerca de mim:
- Olha, é o Yaten Kou!
- Olha, o Yaten, dos Três Luzes!
- ’Bora! Vamos pedir-lhe autógrafos!

Eu ignorei todos aqueles comentários e continuei a correr em direcção à fila do check-in, acabando por chegar ao pé da Mina-chan, ainda mais ofegante do que já estava.
- Não… Podes… Partir… Mina-chan… Amo-te… Demais… - Disse, agarrando-lhe o braço suavemente. Não a queria magoar – Não… Não me deixes… Não agora… Por favor… Não partas…
- Porque não posso partir? Não vale a pena estar aqui. Tu eras a única coisa que me prendia ao Japão, e visto que não queres saber de nada que esteja relacionado connosco, eu vou voltar para de onde nunca devia ter saído!
- Mina-chan, por favor, eu amo-te… Não me podes abandonar!
Repentinamente, vi a mão de Mina-chan voar na direcção da minha cara: Ela dera-me uma estalada, que eu demorara a assimilar. Mas… Mas… Mina… Porquê… Eu amo-te… Não… Não foste capaz de o fazer… Não o podes ter feito…
- Como… Como és capaz de dizer algo que ambos sabemos que é mentira?! Se tu me amasses realmente, tu não recuavas perante nada nem ninguém! - Ela estava a chorar, e depois eu acabei por levar a minha mão à cara, no lugar onde ela me batera. Depois olhei-a, com um olhar lacrimejante. Doeu tanto… Uma chapada de luva branca, literalmente… Não acredito que isto aconteceu mesmo… Oh Mina… Porquê…
- Mas Mina-chan! Eu… - Eu não queria acreditar que ela me estava a fazer aquilo. Simplesmente não queria acreditar que ela me ia deixar. Por um lado, não queria aceitar, por outro, achava que era muito bem feito, para eu aprender. Para eu aprender a deixar de ser idiota com a Minako. Quer dizer, acho que se ela estiver determinada, nunca mais serei idiota com ela.
- Nem mas, nem meio mas! Eu quis lutar por ti, por nós, mas tu desististe de mim. Eu amo-te mas tu simplesmente não queres saber disso! Sabes… Eu tenho um avião para apanhar. Adeus, Yaten Kou! - Ela passou pelo detector de metais, e depois, não voltou a virar costas.
- Mina-chan, espera! - Ela voltou a ignorar-me, e continuou a andar. Tudo à minha volta caiu. O amor da minha vida acabara de me fugir por entre as mãos. Tudo por causa da minha estupidez e da minha insegurança infantil.
- Yaten! - Ouvi a voz de Seiya por detrás de mim, à qual não liguei nem respondi. Oh meu deus… Eu… Eu não acredito… Que ela me deixou… Não pode ser… Isto não é verdade… Não…
Depois, senti a sua mão tocar o meu ombro, ficando lá pousada. Era um toque quente e familiar, e que me deu algum conforto. Eu descontrai-me por um bocado, mas mesmo assim, não conseguia reagir de maneira nenhuma… Eu entrara completamente em choque. Não queria mesmo acreditar… Mas mesmo assim…
- Ela… Ela foi-se embora… - Foi apenas o que consegui dizer.
- Lamento Yaten… Lamento imenso… - Ele abraçou-me, e depois, tentando esconder-me dos olhares curiosos das fãs asquerosas, levou-me dali para fora.
Foi um grande erro… Tudo um grande erro… Não devia… Não a devia ter desprezado… Desculpa Mina-chan… A culpa é toda minha… É tudo… A culpa desta porra toda é minha…
- Queres comer alguma coisa, Yaten? Ou beber alguma coisa? – Perguntou Seiya, tentando animar-me. Mas não resultara. Só queria sair dali. E bem depressa.
- Não quero nada, Seiya, deixa-me em paz… - Disse, encostando-me à parte lateral do carro. O meu coração estava num sufoco profundo. Não conseguia aguentar a dor que sentia neste momento.
- Tudo bem… Vamos para casa então… Lamento por tudo isto, não devias estar a sofrer deste modo… - Disse ele, destrancando o carro. Depois eu entrei, e ele entrou, dando à chave, e arrancámos dali para fora.
O caminho para casa foi, no meu ponto de vista, penoso. Todos os sítios por onde passávamos faziam-me lembrar a Mina-chan. Todas as paisagens tinham, bem no fundo, algo que me fazia lembrar dela. Tudo isso magoava-me imenso. Eu nem dei por chegarmos a casa. E nem queria que isso acontecesse, que me desse conta que tinha chegado ao ponto de partida de todo este dia fatídico… Eu só sinto vontade de morrer neste momento, se bem que no fundo, já morri completamente.
- Yaten…
- Uh? - Disse, levantando a cabeça do banco, saindo do meu transe de desespero.
- Já chegámos a casa…
- Tudo bem…

Eu saí do carro, e caminhei em direcção a casa. As luzes estavam apagadas, mas um Taiki de braços cruzados estava sentado no sofá. Quando me viu, olhou para o meu ar de farrapo. Apesar de tudo, ele tinha sido um parvo comigo antes, e mesmo assim, continuou a ser um parvo. Não acredito que o meu irmão está a ser assim comigo, mas enfim…
- Eu avisei-te, não foi Yaten? - Disse-me ele, encolhendo-me os ombros, com um ar de desdém. Esse gesto da parte dele irritou-me profundamente, e eu acabei por lhe espetar um murro bem dado na cara. Estava farto. Não aguentava mais aquilo. Simplesmente não aguentava mais a sua arrogância.
- Eu já sei disso, não precisas de estar constantemente a atirar-mo à cara, Taiki! Parvalhão! Odeio-te tanto! Deixa-me simplesmente em paz! - Disse eu, saindo dali em direcção ao quarto. Ao entrar, bati com a porta com bastante violência, querendo deixar bem claro que não queria falar com mais ninguém.
Não aguentava que me viessem com moralismos, ainda para mais moralismos cínicos. Não naquela altura…
*MOMENTO SEIYA*
- Era preciso atirares-lhe com aquilo à cara, Taiki?! – Disse eu, furioso. Como era ele capaz de falar naqueles modos ao pobre do Yaten.
- Eu só disse a verdade. Mais nada – Disse ele, com um ar cínico, que me irritou ainda mais.
- Tu és mesmo anormal! Não vês que ele está mesmo feito num farrapo? Mas não! O super génio Taiki tinha de se armar para sabichão insensível! Queria ver se fosses tu e a Mizuno-san, e se ela te tivesse feito o mesmo… Queria ver se também gostavas que te dissessem o mesmo que disseste ao Yaten! Na minha opinião, o Yaten devia ter-te dado mais do que um murro na cara! – Eu saí da sala, deixando Taiki ficando a olhar para mim. Já não discutia assim com ele há muito tempo… Talvez desde o tempo em que eu gostava da Bun… Mas mesmo assim, apesar de eu gostar muito do meu irmão, não podia aceitar que ele fosse tão insensível. Era bem feito se lhe acontecesse o mesmo que estava a acontecer ao Yaten…
Eu tentei ir falar com o Yaten, que estava trancado no quarto. Eu bati à porta, mas ele não deu sinal de si. Fogo, como o Taiki pode magoar uma pessoa apenas com as palavras, consegue ser mesmo algo incrível… O que vale, é que eu sei que o Yaten é capaz de perdoar isto. Iria odiar que o Taiki e o Yaten deixassem de se falar, e andassem depois os dois à pêra um com o outro…
- Yaten, abre-me a porta! Deixa-me entrar para falar contigo, por favor!
Senti que o Yaten me estava a ignorar, e voltei a bater à porta. Queria poder dar-lhe uma palavra de consolo, não o conseguia ver naquele estado. Eu não gosto nada de ver pessoas tristes, muito menos os meus irmãos… Eles eram muito importantes para mim, e a tristeza deles, é a minha tristeza. Yaten continuou a ignorar-me, e bati novamente, cruzando os braços depois à volta do peito. Não iria arredar dali pé.
*FIM DO MOMENTO SEIYA*
Eu ouvia Seiya do lado de fora, mas ignorei-o completamente. Não queria saber de ninguém. Só queria poder estar um pouco sozinho. Não queria falar sobre nada, com ninguém. Eu sentia-me deprimido: a minha vida como pseudo-rapaz acabou ali. Para mim já não me fazia sentido estar no papel de um rapaz, pois só gostava de ser rapaz, pois assim podia estar com a Mina-chan. Ela era tudo para mim, e ela ter-me abandonado daquele jeito, magoou-me profundamente. Mesmo assim, não a consigo esquecer… Eu continuo a amá-la. Não a consigo mesmo esquecer, apesar de tudo. Bem, mas agora nada posso fazer. Ela fugiu de mim, e nada o mudaria. Nada mesmo. Só o facto de ela ter apanhado aquele avião, significava isso mesmo. Provavelmente nunca mais a iria ver. E isso provoca-me uma angústia autêntica. Levantei-me da cama, e abri a gaveta da cómoda, e retirei lá de dentro um álbum que lá tinha escondido. Esse álbum tinha as cópias das fotos que tiráramos naquela aula de Técnica de Fotografia, em que me diverti imenso com Mina. Ao ver aquelas fotos, as lágrimas começaram a cair para cima do plástico que protegia as fotos. Puxei para fora a foto em que eu e Mina, que fizéramos uma pequena brincadeira no final do trabalho, e decidíramos tirar uma foto aos dois ao mesmo tempo, e que por incrível que pareça, ficara perfeita, e abracei-a junto ao meu peito. Depois, voltei a deitar-me na cama, num pranto completo.
- Yaten, abre a porta, vá lá! Deixa-me falar contigo, por favor! – Seiya continuou a insistir em querer falar comigo, mas eu simplesmente não queria falar para ninguém.
- Deixa-me em paz! Não quero falar com ninguém! – Gritei eu, com a voz embargada pela tristeza.
- Vá… Vamos falar com calma… Por favor… - Ouvi Taiki a dizer. Ah, agora já queres falar! E quando te armaste para parvalhão, não pensaste nisso pois não!? OH, NÃO FALES ASSIM DELA… SABES QUE ELA SÓ DISSE ISSO PARA O TEU BEM, TENS DE METER JUIZINHO NESSA CABECINHA LINDA… OH MARIA-RAPARIGA, POUPA-O AOS TEUS SERMÕES… DEIXA-TE DISSO, DEIXA-TE! ELE JÁ ESTÁ MAL O SUFICIENTE, NÃO PRECISA DOS TEUS SERMÕES CINÍCO-MORALISTAS!
- Não quero falar com ninguém! Desapareçam! – Eu já não os podia ouvir mais. Acabei por enfiar a cabeça debaixo da almofada, e adormeci com a fotografia a meu lado, cansado. Cansado de pensar, cansado de sentir, cansado de viver, cansado, simplesmente de tudo.
*MOMENTO MINAKO*
- Finalmente chegámos… - Disse, ao chegarmos a casa da minha mãe.
- Então filha… Conta-me… Porque quiseste voltar para cá? Pensei que estavas a gostar de estar a viver com o teu pai…
- Fartei-me de lá viver… - Disse, secamente.
- Mas tu tinhas tantas amigas, e elas gostavam tanto de ti…
- Houve coisas que mudaram a minha vida…
- Minako, não me digas que é por causa de um rapaz novamente…
- Mais ou menos…
- Por quem é que te apaixonaste desta vez?
- Mãe! Por favor, eu não quero falar sobre isso…
- Tudo bem… Tu deves estar cansada, afinal fizeste uma longa viagem… Eu vou deixar-te ires descansar…
- Obrigada mãe… Tem uma boa noite…
- Boa noite…
Eu entrei no meu quarto, que continuava exactamente na mesma como estava quando fui para o Japão, há quatro anos atrás. Eu senti-me mais ou menos em casa, contudo, sentia que algo me estava a fazer falta: faltavam as minhas amigas… A Ami-chan, a Usa-chan, a Mako-chan, a Rei-chan, a Haruka-chan, a Michiru-chan, a Setsuna-chan, a Hotaru-chan, o Artemis… Eu disse ao Artemis que ficasse com a Luna, sabia que ele assim se sentiria mais feliz. Depois, sentia a falta do Mamoru, do parvo do Seiya, do totó do Taiki… E o Yaten…
Senti uma lágrima a cair-me pela face. Lembrar-me de Yaten, daqueles cabelos cinzentos, daqueles olhos verde-esmeralda, do seu sorriso e da sua atrapalhação cada vez que me via, magoou-me profundamente. Eu amava-o e muito, e aquela estalada que eu dera nele, no meio daquele aeroporto, magoou-me muito. Mas eu tinha de o fazer para conseguir ir embora. Tinha de fazer algo que me deixasse com remorsos suficientes para nunca mais o querer ver à frente. Não queria… Simplesmente não queria… Oh Yaten… Perdoa-me por tudo… Eu não acredito que te fiz isto… Sou tão estúpida, tão parva, tão… Nem tenho palavras para me insultar a mim própria… Mas não vou chorar mais lágrimas… Vou seguir em frente com isto… Não posso prender-me ao passado… Pensei para mim. Precisava de me abstrair de tudo isto. Sabia que o Yaten era uma parte muito importante para mim, mas saber que ele não queria nada comigo magoava-me ainda mais. Mas enfim… Ele fizera a sua escolha, e eu fizera a minha. Ia tentar seguir em frente, por muito que isso me fosse custar.
Apesar de sentir fome, não me apeteceu ir comer nada. Só queria poder ver a minha cama, e poder dormir, para descansar. A viagem tinha sido longa, e eu estava cansada. Mas ainda tinha algo a fazer. Tinha de ir tomar um duche quente. Para além de estar cheia de frio, sentia que tinha de limpar o passado de mim. Queria simplesmente livrar-me de tudo isso.
Assim, fui tomar o duche, e após este, vesti o meu pijama, e fui para a cama, e lá acabei por adormecer.
*FIM DO MOMENTO MINAKO*
Fim desse cap
ate segunda *.*
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MensagemAssunto: Re: Fic Sailor Moon - O Amor é Complicado   Seg Ago 09, 2010 3:06 pm

hoje vou postar cap 9, ja reparei que nem Mishashi-san nem Amanda-chan vieram ler, assim ficam com dois cap ^.^
Capítulo 9 – O início do amor entre a Ami-chan e o Taiki
*MOMENTO TAIKI*
Estava a tocar para a saída.
Era sexta-feira, sete de Fevereiro. Eu olhei à minha volta, e vi que toda a turma tinha saído, menos eu e a Ami-chan. Eu levantei-me lentamente do meu lugar, e dirigi-me ao lugar da Ami-chan, que estava a arrumar as suas coisas para sair da sala. Com um sorriso super afável, dirigi-me a ela, com a voz num tom objectivo. Não me queria descuidar e revelar as minhas intenções demasiado cedo.
- Ami-chan, podemos falar?
- Sim, Taiki-kun. Tens alguma dúvida na matéria que eu te possa esclarecer? – Disse ela, com um ar muito inocente. Matéria? Eu? Duvidas? Ah… Essas três palavras não combinam comigo… Pensei para mim.
- Não… Nada disso… - Disse, rindo-me um pouco, e depois aproximei-me lentamente dela, como quem não quer a coisa. Ela ficou escarlate, pois eu acho que ela percebera mais ou menos o meu objectivo, se bem que não era bem isso que eu queria fazer passar. Já me estava a descair, contudo, ainda consegui agir com naturalidade. CERTAMENTE NÃO ERA MESMO ISSO QUE TU QUERIAS FAZER PASSAR MAKER! – Só queria dar-te isto… - Disse, tirando dois envelopes do bolso, e passando o primeiro à Ami-chan.
- O que é? – Ela ficou a olhar durante uns segundos para o envelope que lhe dera. Eu olhei-a nos olhos, e depois sorri. Gostava de saber que a tinha surpreendido.
- Um bilhete… Para o concerto do início da nossa Tour… Esta noite… Espero que possas vir… - AI, SEU MALANDRO QUE VAIS FAZER? UHM? CONTA LÁ AQUI AO TEU AMIGO SUBCONSCIENTE… AH, NÃO LHE ESTEJAS A METER IDEIAS ARRAPAZADAS NA CABEÇA OUVISTE! MAKER, TIRA JÁ ESSE OLHAR DA RAPARIGA! OH, ESTÁ MAS É CALADINHA, QUE NINGUÉM TE PERGUNTOU NADA. CONTINUA TAIKI, QUE ESTAS A IR MUITO BEM…-Oh, claro… Muito obrigada Taiki… Eu estive horas numa fila para conseguir um bilhete, e quando chegou a minha vez, eles estavam já esgotados…
- Pois, eu soube disso, por isso é que também te vou dar isto… - Disse, passando-lhe o segundo envelope – Calculo que as outras meninas também não tenham conseguido arranjar bilhete. Por isso é que pedi para guardarem estes… Mas guarda segredo, ninguém pode saber que eu fiz isto, senão as outras fãs chacinam-me – Disse, rindo-me. Mas no fundo era verdade. E então, se a Somoko , do Clube de Fãs soubesse, matava-me de certeza absoluta, ainda por cima sabendo que me recusara a oferecer-lhe bilhetes a ela. Se isto lhe chegasse aos ouvidos… Ui que caía o Carmo e a Trindade…
- Claro, eu compreendo, e agradeço muito… - Ela abriu o envelope, e depois olhou para mim, com um olhar que me deixou curioso, pois eu não entendera o porque desse olhar – Estão aqui bilhetes a mais…
- Ah, esses bilhetes… - Eu sorri, embaraçado - Foram o Yaten e o Seiya que pediram para juntar mais uns quantos para a Setsuna, para a Hotaru, para a Michiru e para a Haruka… Se bem que não deve valer muito a pena e elas nem sequer vão aparecer e isso tudo, mas foi mesmo por uma questão de cortesia. Não íamos oferecer bilhetes a vocês e a elas não… Bem, e outra coisa, depois se vocês quiserem ir aos bastidores, digam que eu vos deixei passar, o segurança perguntar-vos-á os nomes, e não haverá qualquer problema, pois eu deixei uma lista lá com os vossos nomes, e assim nenhuma fã ‘não autorizada’ entrará por ali adentro.
- Oh… Muito obrigada, Taiki-kun, és muito simpático… - Disse ela, sorrindo, enquanto arrumava os envelopes na pasta.
- Não tens de quê! – Disse eu, sorrindo de volta. SAILOR STAR MAKER, QUE PENSAS QUE ESTAS A FAZER?! NÃO É OBVIO? É CLARO QUE ELE ESTÁ A ENGATAR A RAPARIGA, AFINAL DE CONTAS, ELE AMA-A!- Bem Taiki, eu tenho de ir andando… Até já… - Disse ela, preparando-se para abandonar a sala. Eu fiquei meio alarmado, e resolvi tomar uma atitude.
- Não… Espera… Ainda te quero dizer mais umas coisas… - Disse, agarrando delicadamente o braço dela. Agora é que vão ser elas, finalmente a declaração que eu estava à espera de poder fazer.
- Que queres Taiki? – Disse ela, com um ar desconfiado.
- Só te quero dizer… O que já quero dizer desde o dia em que te vi pela primeira vez… Melhor, desde o dia em que te salvei daquele monstro…
- Que… Que queres dizer com isso Taiki? – Ela estava completamente vermelha de embaraço. Eu corei também, nós parecíamos o reflexo um do outro neste momento.
- Bem… Eu… Nesse dia em que te salvei… Eu já andava contigo na cabeça… Sabes Ami-chan… - Disse, agarrando-lhe as mãos, o que a fez ficar ainda mais escarlate. OH POR AMOR À PRINCESA, EU NÃO ACREDITO NO QUE ESTOU A VER! EU NÃO ACREDITO QUE ESTÁS A FAZER ISTO… – Houve algo em ti, na tua pessoa, que me marcou profundamente… Mesmo apesar de ter descoberto que tu eras uma guerreira navegante, e sabendo que tu sabias que aquilo que eu era não era aquilo que eu aparentava ser, isso não fez esmorecer aquilo que sentia por ti. Sabes Ami-chan, eu sempre pensei que uma relação entre um de nós e uma pessoa deste sistema solar seria impossível, e depois do que aconteceu ao Yaten e à Minako-chan, ainda mais, mas sabes… Eu não consigo aguentar mais… Não consigo lutar mais contra este sentimento que baila louco no meu coração. Eu amo-te muito, Ami Mizuno, e não vai haver nada nem ninguém que me vá abalar essa certeza… Não vai haver nada que mude isso…
- Taiki-kun… - Ela estava novamente escarlate que nem um tomate, assim como eu, que ainda sentia a minha face estar quente.
- Não precisas de ficar embaraçada… Eu não acredito que uma rapariga tão linda como tu nunca tenha recebido uma declaração de amor… - Disse, passando um dedo na sua bochecha escarlate.
- Não é isso… Só não estava à espera… Mas sabes… É que eu também gosto muito de ti, só que nunca tive a coragem de o admitir… - Disse ela, meio atrapalhada – E também não tenho experiência nestas coisas…
- Descansa… Eu também não… - Disse, sorrindo timidamente. Depois, puxei-a suavemente para junto de mim, e beijei-a, um pouco hesitante, mas beijei-a carinhosamente. Senti-me feliz por finalmente ter admitido a ela o que sentia, e também porque ela estava a corresponder ao meu beijo. Mas depois de um tempo, ela afastou-se subtilmente, e sorriu para mim, fazendo-me sorrir de volta.
- Eu amo-te, Taiki-kun… - Disse-me ela, olhando-me profundamente com os seus belos olhos azuis arregalados, à espera que eu respondesse o mesmo.
- Eu também te amo, Ami-chan… - Voltei a beijá-la, desta vez sem medos. Senti o meu coração palpitar de alegria, e eu sentia-me realmente alegre. Estar ali naquele momento com a Ami-chan, era para mim o único paraíso que podia existir. MAKER, FRANCAMENTE! JÁ NEM TU TENS JUIZINHO NENHUM? PRIMEIRO A HEALER, AGORA TU?! AH, OH SUA BICHA MALUCA! DEIXA-TE DE CHATEAR O TAIKI QUE ELE, SE GOSTA DA RAPARIGA, É DEIXÁ-LO! VAI, TAIKI, VAI-TE A ELA! VAI-TE A ELA NADA! ÉS UMA GUERREIRA, ACIMA DE TUDO ÉS UMA RAPARIGA! POR FAVOR MAKER SÊ SENSATA! TU SEMPRE FOSTE SENSATA! Ok, rapaziada… Subconscientes parvos, não estou para vos ouvir, acabou-se! CALEM-SE! Já não vos posso ouvir, nem quero saber do que vocês estão para aí a dizer, simplesmente C.A.L.E.M.-.S.E.! Que bichas barulhentas…
- Taiki… - Ela interrompeu o nosso beijo com um murmúrio, o que me fez sorrir. Cada vez que ela dizia o meu nome, era para mim o paraíso.
- Diz… - Disse, mantendo-a envolta nos meus braços, enquanto encostava a minha cara ao seu cabelo. Entretanto, a campainha soava pelos corredores.
- Está a tocar… Os nossos colegas devem estar aí a chegar…
- Não… Não te preocupes com isso, agora vamos ter Anatomia, e a aula é no auditório… Os nossos colegas não devem vir aqui… - Disse, enquanto passava uma mão no seu cabelo.
- Tens a certeza? – Ela estava com um tom de preocupação patente na sua voz.
- Tenho… Mas de qualquer maneira, acho melhor irmos andando, senão vamos chegar atrasados, e eu não quero chegar atrasado e aposto que tu também não vais querer chegar atrasada…
- De maneira alguma… Vamos então… - Ela sorriu para mim, com um ar feliz.
Caminhámos lado a lado pelos corredores, sorrindo abertamente, e só não demos a mão um ao outro, para não darmos muito nas vistas, embora a nossa relação não tarda estivesse nas bocas do ‘mundo’, melhor, das fãs. Mas enfim, só o facto de me ter declarado à Ami-chan, era já para mim uma grande vitória, e desde que possa estar com ela, para mim basta. Beijei novamente Ami, ali mesmo no meio do corredor. Está bem que não o deveria ter feito, mas fora mais forte do que eu. Era o amor…
- Olá, pombinho apaixonado… - Ouvi a voz de alguém a falar por detrás de mim, bem conhecida dos meus ouvidos. Eu afastei Ami, e olhei para o dono daquela voz com o olhar esbugalhado. S…SEIYA?! ESTOU FEITO…
- S… Seiya!? – Disse eu, ficando escarlate. Ami riu-se de mim. Eu quase tinha vontade de me enterrar num buraco bem fundo. Mas daqueles bem fundos mesmo… Ser apanhado pelo Seiya… Mas que vergonha… É preciso ter sorte… CONCORDO PLENAMENTE, ONDE É QUE ISTO JÁ SE VIU, UMA RAPARIGA APAIXONAR-SE POR OUTRA… FRANCAMENTE… OH, POR FAVOR, DEIXA-TE DISSO, SUA MARIA RAPARIGA COM A MANIA DAS GRANDEZAS! SE ELE GOSTA DA MOÇA, DEIXA-O ANDAR COM ELA. SÓ LHE VAI FAZER BEM! Vocês outra vez!? Já não vos tinha dito para se calarem, agora são vocês que eu menos preciso ouvir!
- Então… Que andas aqui a fazer sozinho com a Mizuno-san? Já não deviam estar nas aulas? – Disse ele, com um olhar daqueles típicos dos irmãos mais novos - super inquiridor – que me deixava sempre atrapalhado.
- O… Olha, nós estamos muito atrasados! Até logo! – Eu puxei Ami pelo braço, e corremos até ao auditório. Eu ainda consegui ouvir Seiya a rir-se de mim, a bandeiras despregadas. Eu fiquei plenamente escarlate, e Ami também.
Ao chegarmos ao auditório, burburinhos ouviam-se em toda a parte, sobre eu estar a chegar atrasado com Ami, mas eu não me importei, nem quis saber. O que me importava agora, era saber que a Ami gostava tanto de mim, quanto eu gosto dela. E é só isso que importa. Nada mais.
*FIM DO MOMENTO TAIKI*

__________________________________________
Nota: A Violeta claro: Subconsciente de Rapariga
A violeta escuro: Subconsciente de Rapaz
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MensagemAssunto: Re: Fic Sailor Moon - O Amor é Complicado   Qua Ago 11, 2010 1:19 am

Está muy bueno mi querida *----*

Finalmente eu pude ler \o/

Poste mais se nao... Evil or Very Mad

Hehehe

Estou adorando mesmo *----*

E eu ri demais x)

Citação :
CONCORDO PLENAMENTE, ONDE É QUE ISTO JÁ SE VIU, UMA RAPARIGA APAIXONAR-SE POR OUTRA… FRANCAMENTE…


Eu sempre disse isso u.u
Mas os personagens da sua fic não me escutam

iaoaueuehehahahahahahahaha

Mais mais :love:
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MensagemAssunto: Re: Fic Sailor Moon - O Amor é Complicado   Qua Ago 11, 2010 1:28 am

LOOL
Amandinha minha querida *.*


Eu depois amanha posto tah bom, e que eu penso que cap a seguir tem muito italico, e mudar tudo isso agora, demora tempo xD e tenho mesmo de ir dormir, nao tarda tou adormeçendo aqui no computador xD
Citação :
Citação:
CONCORDO PLENAMENTE, ONDE É QUE ISTO JÁ SE VIU, UMA RAPARIGA APAIXONAR-SE POR OUTRA… FRANCAMENTE…
Eu sempre disse isso u.u
Mas os personagens da sua fic não me escutam



pois foi xD
vc teve sempre dizendo isso *.*


Lool xD
:vampiredance:
bem agora e que éh!!!
:T.T:
tenho de ir
mas amanha tara cap aqui postado *.*
Um grande beijo
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MensagemAssunto: Re: Fic Sailor Moon - O Amor é Complicado   Qua Ago 11, 2010 1:31 am

Fiko esperando \o/

;***
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MensagemAssunto: Re: Fic Sailor Moon - O Amor é Complicado   Qua Ago 11, 2010 3:14 pm

^-^
Oi oi *.*
Entao vim ca publicar Cap *.* :vampiredance:
Ontem foi mesmo ruim xD Net estava doida mesmo xD
enfim...
Cap entao ^.^


Capítulo 10 – O Yaten desespera de amores
Hoje é dia sete de Fevereiro.
Hoje é o dia em começa a Tour dos Três Luzes. Faz hoje também dois meses que a Mina-chan se foi embora para Inglaterra. Enfim… Dois meses… Dois meses que pareceram dois anos… O tempo estava a passar muito devagar para mim…
No dia a seguir à partida da Minako, eu e Taiki tivemos uma conversa séria, e pedimos desculpa um ao outro pelas nossas atitudes infantis, e voltámos a ficar amigos. Apesar de tudo, o Taiki admitiu que tinha sido incorrecto comigo. Acho muito bem, ele foi mais do que incorrecto, foi mesmo um grandessíssimo idiota. Enfim… Contudo, em parte ele tinha razão, ele tinha-me avisado que a minha ida ao aeroporto não iria mudar nada. Mina acabara por partir na mesma, e ainda me humilhara em frente de centenas de pessoas, contudo, isso era um caso à parte. Um caso à parte, e que não podia dizer nada quanto a isso, pois fora bem merecido… Devia era ter sido pior, para ver se aprendia de vez… Aprendia de vez a deixar de ser a pessoa mais anormal que deve existir nesta imensa galáxia.
Durante uns tempos, andei a faltar às aulas, pois andava demasiado deprimido para ter paciência para estar naquela tortura. Eu apenas voltei à universidade uma semana depois de a Mina ter partido, quando tive de entregar um trabalho que tivera de fazer no entretanto. Mas na semana seguinte, voltei a faltar, pois tive um colapso nervoso, e estive internado num hospital. Saí duas semanas depois, mesmo em cima das frequências. Resumindo: estive mesmo em baixo. Não andei bem, e isso reflectiu-se nas frequências – Tive negativa em três delas. Isso foi mais um balde de água fria no meio de tantos que já me caíram em cima… Mas enfim… Que posso fazer? Rigorosamente nada. Eu de qualquer maneira quase que já me marimbei para o curso. Não preciso daquilo para nada. Eu já sei trabalhar com máquinas fotográficas há muito tempo, e não preciso que me ensinem aquilo que eu já sei fazer…
Hoje não há excepção, pelo menos no que toca ao faltar às aulas.
Tivera de faltar, pois tinha de afinar novamente o baixo antes do concerto de logo à noite, apesar de não estar com muita paciência para isso, teria de cantar e tocar para aquelas bichas pindéricas das fãs… *gotas* É estúpido baldar-me às aulas por uma coisa que podia fazer em 10 minutos, depois de vir das aulas, mas no fundo, só faltei porque queria estar sozinho, sem aturar o Seiya ou o Taiki ou as chatas das fãs.
Eu olhei para o baixo que estava num canto do meu quarto, pousado em cima do suporte e fui buscá-la. Depois, comecei a rodar as cravetas para poder atingir o tom perfeito de cada corda. Só que para meu azar, acabei por partir uma corda, depois duas, e ainda a terceira. Devo ter feito pressão a mais. Mas o que se passa comigo? Eu não costumo partir cordas, e a primeira vez que o faço, parto logo um monte delas…
- Bolas! Tinha de partir logo agora as cordas! Agora vou ter de instalar um set inteiro, e ter de as afinar todas novamente… Que treta! – Resmunguei para comigo mesmo – Não estou com vontade nenhuma, mas tenho mesmo de ir à loja de música para comprar cordas… - Suspirei. Depois, pousei cuidadosamente o baixo em cima da cama, peguei na minha carteira, pondo-a no bolso do blazer, e saí do quarto. Depois, peguei nas chaves, que estavam à entrada, e saí porta fora, fazendo algum barulho. Como Seiya e Taiki não estavam em casa, não tive de lhes dar satisfações. Se calhar, mesmo se eles cá estivessem, não lhes daria satisfações algumas. Eu sou o mais velho, eu sou o que manda, se saio ou não, não é da conta deles.
Caminhei até ao centro de Tóquio, onde existia uma loja de música que era bem conhecida do público em geral, sobretudo dos artistas de Tóquio. Eu sorri, e entrei, sentindo-me feliz pela primeira vez em algum tempo. Aquele ambiente era excelente para mim. Eu adorava estar no meio de instrumentos musicais, era como se estivesse no paraíso, no meio de um completo inferno.
Assim que entrei, dirigi-me logo à zona dos instrumentos de corda, e fiquei absorto na vitrina das cordas. Queria tentar encontrar aquelas que costumo utilizar, mas isso estava a revelar-se quase uma missão impossível, no meio de tanta confusão naquela secção.
- Olá Yaten! – Ouvi uma voz por detrás de mim, e esta deixou-me sobressaltado, mas agi com naturalidade, como se não tivesse ficado incomodado com o susto que ela me pregara.
- Michiru-senpai! Que surpresa, encontrar-te aqui! – Disse com um ar admirado. Não estava nada à espera de a encontrar ali. Numa cidade tão grande como Tóquio, qual era a probabilidade de eu e a Empertigadinha estarmos os dois, na mesma loja, no mesmo momento?
- Isso digo eu… Há muito tempo que já não te via…
- Sabes como é, tenho tido muito trabalho…
- Pois, compreendo plenamente. Olha, Yaten, nós temos de falar convosco…
- Connosco?! Porquê? – Perguntei, curioso. Porque motivo queria ela falar connosco?
- Podem vir até ao parque de Tóquio, esta noite?
- Só se me deres um bom motivo para nós o fazermos… - Disse, sorrindo de través. Ui ui… Há aqui algo que cheira a esturro…
- Há um novo perigo a ameaçar o nosso sistema solar, e eu acho que vocês têm de estar a par disto… - Disse ela, sussurrando ao meu ouvido – Pode ser algo mais grave do que ao princípio se pensou… E acho que vocês podem saber mais qualquer coisa sobre isto… E talvez ajudar-nos…
- Concordo plenamente… Sendo assim, eu falarei com os rapazes.
- Tudo bem… - Disse ela, sorrindo abertamente.
- Aqui tem, menina Kaioh. O seu violino está oficialmente pronto para outra…
- Oh, muito obrigada… - Disse ela, pegando na maleta do violino que o dono da loja lhe entregara. Entretanto, eu pedi-lhe que me desse o set de cordas, para que eu me pudesse ir embora.
- Então Michiru, o que aconteceu ao teu violino? – Perguntei, tentando manter conversa de circunstância.
- Ah, a Haruka e o meu violino não se deram muito bem, e ela teve um pequeno acidente com ele… Sabes… Deixou-o cair ao chão, e as cordas partiram-se todas, e o cavalete saltou do sítio. Tive de o trazer para arranjar antes do concerto que vou dar amanhã no conservatório de música de Tóquio. O cavalete e as cordas eu sei pôr, mas tinha medo que a caixa de ressonância tivesse ficado danificada… Felizmente não ficou…
- Vais dar um concerto amanhã? – Perguntei, curioso novamente.
- Vou… E ouvi dizer que tu amanhã também vais dar um concerto… Não é?
- Infelizmente… Só de pensar que vou desperdiçar o dia do meu aniversário a cantar… - Suspirei. A minha vontade era de aquele concerto nem acontecer.
- A sério, fazes anos amanhã? – Disse ela, parecendo genuinamente admirada.
- É verdade… - Disse, sorrindo forçadamente.
- Eu vou ver se faço um esforço para assistir ao teu concerto de amanhã… - Disse ela, piscando o olho.
- Ah… Mas pensei que o Taiki já te tivesse entregue…
- Entregue o quê?
- Ele ficou de vos entregar bilhetes para o concerto de hoje…
- Oh, eu vou ver se ainda consigo falar com ele…
- Bem, menino Kou, aqui tem o set que me pediu…
- Obrigado… - Disse, passando duas notas para as mãos do dono da loja - Bem Michiru, eu tenho de ir andando, sabes, é que eu tenho de mudar as cordas todas ao meu baixo antes de logo à noite… Parti umas quantas há bocado…
- Oh, podias vir beber um cafezinho lá a casa… Eu não tenho nada para fazer esta tarde, e a Haruka não está por lá… Aceita, vá lá…
-Tudo bem… Mas fica sabendo que não posso demorar muito tempo… - Disse, sorrindo timidamente. Mas o que é que esta Empertigadinha quer agora? Indaguei comigo mesmo. O facto era no mínimo estranho, mas enfim…
Eu e Michiru caminhámos lado a lado, tendo conversas de circunstância, daquelas mesmo desinteressantes, a que eu assentia com a cabeça, sem ter muita vontade de conversar. Não tinha paciência, simplesmente. Ao chegarmos a casa dela, ela foi fazer dois cafés, só que a meio do café, o telefone tocou. Eu fiquei assim meio que aparvalhado (telefone? O que é isso? *ironia*), mas não liguei. Depois, Michiru levantou-se da cadeira, e foi atender o telefone, pedindo-me desculpa por interromper a conversa que estávamos a ter no entretanto.
- Espera aqui um pouco, eu já volto – Ela foi até ao hall de entrada, e foi atender o telefone. Eu apanhei pouco da conversa, mas tão pouco me interessou. Eu fiquei a olhar à minha volta, e a admirar a decoração da sala, que era uma decoração simples, mas que dava à sala um ar imponente. Era uma decoração muito à base da decoração típica dos inícios da segunda metade do século XX, e dava-lhe aquele toque clássico. Ao canto da sala, um piano de cauda preto dava uma nota musical àquela sala. Passados alguns minutos, ela voltou à sala de estar – Olha Yaten, eu tenho de ir a um sítio, se quiseres posso dar-te boleia até casa, eu vou ter de passar lá perto.
- Tu é que sabes. Obrigado – Disse, sorrindo. Desde que depois me deixes em paz… Eu agradeço…
Nós saímos de casa, e entrámos no carro. A viagem decorreu num silêncio pesado, que me caía em cima como tijolos, e me deixava com um ar de aborrecimento. Pior que ter conversas chatas, é estar em silêncio. E isso eu não suportava. Enfim… Que podia eu fazer? Então, eu virei a face para a janela, e entretive-me a observar a paisagem exterior.
Dez minutos depois, estávamos à porta de minha casa. Eu desapertei o cinto, e preparei-me para sair do carro. Queria sair dali o mais depressa possível, aquele ambiente estava a sufocar-me profundamente. E para além de mais, já estava a ficar atrasado em tempo. Eu queria afinar o meu baixo antes que Seiya e Taiki chegassem, senão eles não me deixariam em paz e sossego.
- Bem, chegámos… Eu subo contigo – Disse ela, com um sorriso, e um piscar de olho.
- Mas tu não –
- Eu posso demorar um pouco mais…
- Tudo bem… - Disse, engolindo em seco. Mas o que raio é que esta está a tramar?! Isto cheira-me a esturro… Mas muito a esturro… Mas mesmo muito… Aqui há gato, melhor, aqui há segredo, e ninguém me está a dizer o que se passa… E eu cá não estou a gostar nada disto…
Eu enfiei a chave na fechadura, e ao abrir a porta, estava uma autêntica multidão dentro da sala. Eu fiquei de queixo caído, sem saber bem o que dizer. Não percebia o motivo… Não… Simplesmente não entendia… Mas que raio se está para aqui a passar?! Porque é que está aqui esta gente toda?
- Olá Yaten! – Exclamaram todos em uníssono – Surpresa!
- Surpresa! – Disse Michiru, pondo uma mão no meu ombro.
- Mas… Mas vocês planearam isto tudo? – Disse eu, com um ar estupefacto. Simplesmente não queria acreditar que isto estava a acontecer.
- Já que não vamos poder festejar amanhã, fazemos a festa já hoje… Parabéns adiantados… - Disse Seiya, sorrindo. Sabes que isso dá azar, Seiya Kou??? Dar parabéns antes do tempo dá sempre azar!
- Tens sempre de ter um truque na manga, não tens?
- Sim, sempre… Faço tudo para tentar pôr-te minimamente feliz.
- Obrigado… - Disse eu, sorrindo com as lágrimas ao canto do olho – Obrigado por me tentares animar…
- Não tens de quê! Sempre às ordens! – Ele deu-me um abanão amigável, e eu entrei na sala, ainda abananado.
- Bem, vamos festejar? – Disse Taiki, que estava junto à Mizuno-san, só que quando digo junto, é mesmo junto… Mas o que raio se passa aqui? A Mizuno está com o Taiki, é isso?! O que é que eu perdi? Já vi que tenho perdido muitos pormenores ultimamente… Ando mesmo desatento… Mas mesmo assim, fico ligeiramente feliz. Já que não estou eu, ao menos que alguém cá em casa esteja feliz com a pessoa que ama…
- Sim, vamos… - Disse. Ao menos algo que me possa animar minimamente. Apesar de tudo, só queria ter alguma paz e sossego. Poder estar sozinho sem ter de aturar tudo isto, e acima de tudo, queria poder livrar-me de tudo o que me enchia a cabeça. Todos os problemas, todas as coisas que me magoavam e que me punham triste… Tudo… Tudo deitava-me abaixo, mas com Seiya, havia sempre uma réstia de esperança e de felicidade que me ajudava a manter-me minimamente à tona da água.
Contudo, não estava totalmente feliz. Sentia a falta da Mina-chan. Queria poder estar com ela. Mas ela estava distante, e eu não a podia ver nem ter. Enfim… Não se pode ter tudo na vida… Acabei por ir para a varanda, com um copo de licor na mão, e sentei-me numa das cadeiras. Depois, pus-me a observar o vazio. Era como estar ali, fisicamente, mas espiritualmente, estar noutra dimensão. E era aí que eu queria estar. Longe da realidade cruel que me afectava profundamente. Longe de todos, longe da confusão que estava agora a minha querida sala de estar. Longe simplesmente de tudo. Já não aguentava este sufoco que era agora a realidade.
- Ei, alguém sabe onde… Ah! Estás aqui! – Ouvi a voz do Seiya ecoar na varanda, o que me fez despertar para a realidade, em sobressalto. O copo quase me caiu da mão, mas eu consegui agarrá-lo firmemente. Olhei nos olhos de Seiya, que olhava para mim com um ar preocupado – O que se passa Yaten? Não estás feliz, pois não?
- Não… Nem por isso – Disse, enquanto agitava o resto do licor que estava no copo, emborcando depois o seu conteúdo, com um trejeito de desdém pelo meio. Já que não posso beber nada mais forte… A minha vontade era de me enfrascar de tal maneira para não ter de ir àquele concerto… *Gotas. Desespero profundo. Suspiro*. Era tão bom poder fazê-lo… Assim não sofreria mais, não iria aturar tudo isto… Oh… Que seca…
- Oh Yaten! Não me digas que é a conversa da Mina-chan outra vez! – Disse ele, simulando estar ofendido. Bem… Ele tinha motivos para isso. Ele com todo o trabalho a fazer uma festa para me tentar animar, e eu só consigo pensar naquela que me abandonou…
- Não consigo deixar de pensar nela… - Disse, baixando o olhar, completamente envergonhado.
- Yaten, não consegues, por um dia que seja, esquecer todos os teus problemas?
- Já tentei, percebes? Mas não consigo…
- Tudo se consegue… Eu também fiquei assim quando foi com a Bun, lembras-te? E tu não me deixaste ir abaixo… Vá, agora é a minha vez de não te deixar ir abaixo…
- Eu sei disso, Seiya… - Disse, encostando o queixo ao varão da varanda, e olhei para o céu azul, com um olhar vazio.
- Vá lá Yaten! Nem que seja por mim! Tenta ser feliz por um pouco, está bem? – Ele chegou-se ao pé de mim, e abraçou-me. Eu acabei por sorrir, e depois acabámos por voltar lá para dentro. Eu acabei por me afundar no puff, depois de ter voltado a encher o meu copo, enquanto Seiya sentara-se no sofá, ao lado da Michiru. Aquele anda a querer irritar a Loirinha… E olha que ela não está a achar piada nenhuma à tua aproximação subtil, querido irmão… Depois não digas que não te avisei… A Loirinha, se não molhar a colher na sopa, vai ser um milagre…
- Yaten-kun, podemos falar? – Ouvi uma voz feminina dizer. Eu olhei para cima, e vi que era a Usagi, e ela estava com um olhar preocupado.
-Sim, Usagi-chan… - Disse, embora não percebesse bem o que raio quereria ela falar comigo.
- A sós… Esta é uma conversa muito séria para a termos no meio desta confusão…
-Tudo bem… Vamos para o meu quarto… - Disse, levantando-me relutantemente do puff, e encaminhei Usagi para o meu quarto. Eu entrei, depois dela, e depois fechei a porta. O meu quarto estava completamente desarrumado, com roupas e papéis por todo o lado. Isto não era normal em mim, deixar o meu quarto numa completa desarrumação, contudo, era assim que aquele quarto estava, mesmo assim, ignorei esse facto, e sentei-me à beira da cama, cruzando os braços, e esperando que Usagi se dignasse a falar.
- Bem, Yaten-kun, primeiro que tudo, quero que saibas que vou dizer isto para o teu bem, e porque me pediram, e peço desde já desculpa se isto te magoar…
- Usagi-chan, diz de uma vez o que quer que seja o que queres dizer! – Disse eu. Odiava que enrolassem as conversas, sobretudo se fossem do género que ela estaria prestes a ter comigo. Não gostava, melhor, odiava profundamente. Se ia ser uma conversa daquelas que me iria deixar a sofrer, que ela dissesse logo tudo de uma vez. Assim poupava-me ao sofrimento por antecipação.
- Bem… A Minako pediu-me para te entregar isto apenas no dia do teu aniversário, mas como não vais estar cá em Tóquio, eu acho melhor entregar-te já… Por isso toma… - Disse ela, passando-me um envelope castanho para as mãos, que eu abri cuidadosamente. Lá dentro, estava o cartão de fã da Mina-chan, e um bilhete do primeiro concerto que nós, Três Luzes, demos. Junto a isso, estava um pequeno bilhete que dizia:
Para veres que nunca te esqueci…
Para veres que nunca te esqueço…
Para veres que nunca te esquecerei…
Mas principalmente para dizer,
Que decidi que vou seguir em frente…

Eu olhei para Usagi, com um olhar assombrado. Não estava a querer acreditar no que acabara de ler. Aquilo não era possível estar a acontecer…
- Lamento muito Yaten-kun… - Disse ela, cabisbaixa.
- Não te preocupes… Isto não foi nada… - Disse, com o olhar vazio. Aquele bilhete deixara o meu coração ferido, tal como o meu orgulho.
- Acho que não te devia ter dado isto… Devia ter guardado…
- Não… - Disse, com as lágrimas a escorrer involuntariamente pela minha face – Fizeste muito bem em entregar-me… Obrigado, Usagi-chan… - Depois, voltei costas, e saí do quarto, com um ar de enterro.
- Yaten… - Seiya chamou-me, mas eu ignorei-o. Saí porta fora, batendo com força com ela, e não me importei com mais nada. Não queria saber de ninguém, mas também se a Mina-chan queria enterrar o passado, que enterre, eu também o enterrarei. Ou pelo menos tentarei enterrá-lo.
*MOMENTO SEIYA*
- Bun, o que é que lhe foste dizer? – Disse eu, calmamente. A Usagi estava num pranto, e eu não quero piorar a situação. E também se a fizesse chorar ainda mais, a Haruka era bem capaz de me dar um tiro… Se bem que eu não entendo o motivo desta Loira Empertigada estar aqui, na minha casa…
- Apenas lhe disse o que a Mina-chan me pediu para lhe dizer… - Disse ela, com as lágrimas nos olhos. Pobre Bun… Espero que o Yaten não tenha sido um idiota com ela… Ela não merece… Mas mesmo assim…
- Oh Bun… Mas ele não foi idiota contigo, pois não?
- Não… Nada disso… Só que… E-Ele não está nada bem… Acho que devias ir atrás dele…
- Eu vou lá falar com o Yaten… – Ouvi a voz autoritária da Haruka pronunciar.
- Loirinha…
- Seiya, peço-te que nunca mais evoques essa alcunha idiota. Voltas a fazê-lo, levas… Enfim… Eu vou atrás dele. Nada melhor do que as pessoas que mais odiamos para ajudar numa situação destas.
- Tudo bem Haruka, mas por favor, não sejas brusca com ele… - Disse Taiki, suplicando, com a voz e com o olhar, que estava preso nela.
- Não te preocupes, eu sei controlar-me… Eu não serei bruta com ele… - Disse ela, com um olhar de certeza inabalável do qual ninguém pode duvidar. Contudo, eu tive de duvidar daquele olhar. Eu não gostava daquela Loira Empertigada, nem das suas atitudes. Tinha mesmo de desconfiar das suas intenções.
- De qualquer maneira, eu vou contigo! - Disse, pegando no meu casaco, que estava pendurado numa das cadeiras.
-Tudo bem, Cara de Osga… - Disse ela, sorrindo malevolamente. Quer dizer, primeiro queixas-te que eu não posso insultar-te, agora insultas-me, e ainda por cima… Ah, já vais ver! Loira do diabo!
- Loirinha… - Eu olhei para ela, com um olhar irado. Involuntariamente, os nossos corpos aproximaram-se numa posição violenta, e Haruka olhou para mim com um olhar fulminante. Eu respondi-lhe com um olhar igual.
- Bem meninos, não comecem! – Disse Ami, separando-nos. Taiki suspirou de alívio, assim como Michiru, Setsuna, Hotaru, Rei, Makoto e Usagi – Entretanto, eu e o Taiki vamos afinar o baixo do Yaten… Vão lá… Mexam-se!
- Tudo bem… Vá, vamos embora, antes que o Yaten vá para parte incerta – Disse a Loirinha Empertigada, abrindo a porta, e saindo fugazmente porta fora.
- Já voltamos… - Eu fui atrás dela. Chiça, mas porque raio quis ela falar com o Yaten? Ela não nos pode ver nem pintados de ouro… Adorava que me explicassem…
Haruka andava rapidamente pelas ruas de Juuban, ao sabor do vento, enquanto eu me esforçava por acompanhar a sua passada. Ela andava mesmo muito rápido, e eu estava a ficar cansado. E simplesmente, estava a detestar a ideia de estar a correr atrás daquela Loira Empertigada.
- Ei ó Loirinha, espera aí! – Disse, ofegante.
- Mexe-te, olha-me este… Agora era só o que me faltava… Abrandar por causa dele… - Disse-me ela, dando uma gargalhada.
- Ah! Tu és mesmo irritante!
- Olha lá! Eu só vim para ajudar o Yaten a recompor-se, e não para te ouvir, ou para aturar as tuas atitudes idiotas. Agora toca mas é a procurar o Yaten, e não me dirijas mais a palavra, a não ser que seja acerca do Yaten. E mais nada!
-Também não fazia tenções de falar mais contigo, sua Empertigada, Convencida, Mandona e Arrogante.
- NÃO TE ESTIQUES SEIYA KOU! – Disse ela, olhando-me enfurecidamente, puxando do punho para fora do bolso das calças, apontando-o na minha direcção – Eu estou-te a avisar! Olha que ficas amassado! E se ficares amassado, ficas a sério, não é só uma nódoa negra… São várias, e cada uma maior que a outra!
- Pronto, já cá não está quem falou… - Disse eu, engolindo em seco. Fogo, deixa-me cá estar calado, senão ainda como porrada aqui e agora… E não me apetece mesmo nada…
- Ainda bem… - Disse ela, sorrindo malevolamente, e voltando a pôr a mão no bolso. Eu meio que suspirei de alívio, contudo, não dei ares de o ter feito.
- Enfim… Mas onde raio será que o meu irmão está enfiado?
- Perguntas bem… - Disse ela, suspirando.
- Só espero que ele esteja bem…
- Vais ver que está tudo bem com o Yaten… Olha, não é ele que está ali naquele banco, ao pé da fonte?
Eu olhei na direcção que a Loirinha me indicou, e realmente, era um triste Yaten sentado no banco, atirando pedras à fonte. Eu quis ir ter com ele, mas Haruka impediu-me. Eu fiquei parvo a olhar para ela. Tipo, ele é meu irmão, deixa-me ir lá falar com ele, larga-me já, sua Loira Empertigada e Imprestável!
- Não… Deixa-te estar aqui… Eu vou lá ter com ele – Ela colocou uma mão no meu peito, travando o meu movimento de avanço. Eu olhei para ela, com um olhar de desafio, mas depois assenti com a cabeça, e deixei-a avançar até Yaten. Só espero que ela não seja uma bruta com ele… Só espero…
*FIM DO MOMENTO SEIYA*
- Yaten, posso falar contigo por um pouco? – Ouvi uma voz que vinha de uma pessoa que estava agora sentada a meu lado.
- O que queres? – Perguntei, enquanto atirei mais uma pedra à fonte, distraidamente. Vai-te embora, sua Loira Irritante! Não quero falar contigo!
- Diz-me, o que te aconteceu?
- Não tens nada a ver com isso! Deixa-me em paz, Tenoh! – Disse, num tom azedo. Depois, peguei noutra pedra, e atirei-a para dentro da fonte. Pelo menos enquanto o fazia, não atirava a pedra à cabeça de Haruka. Entretanto, de esguelha, vi Seiya na outra ponta do parque, a andar de um lado para o outro, que nem uma barata tonta. Se ele não parasse quieto, provavelmente iria abrir um buraco no chão.
- Eu só te vim ajudar, mas se não quiseres falar, eu compreendo…
- Mas qual é a tua agora? Primeiro, tu sempre me odiaste, depois atropelaste-me, ainda colocaste picante na minha comida de tal maneira que quase me mataste, e depois ainda despejaste um jarro de água por cima de mim. Explica-me o que queres, pois eu não te entendo!
- Sabes, eu também não entendo bem o que estou aqui a fazer, mas eu vim aqui para tu teres alguém para desabafar, alguém que não te vai julgar nem que te vá dizer coisas só para te fazer feliz. Sabes que eu sou muito directa e que só digo aquilo que deve ser dito. Eu não estou cá para te chatear, apenas para te ajudar…
- Mas o que acontece é que eu não quero a tua ajuda! DEIXA-ME EM PAZ DE UMA VEZ! – Disse, frustrado. Eu só queria estar sozinho, e aquela chata do pior não me largava.
- Tudo bem… Ninguém pode dizer que eu não tentei… Mas sabes, eu acho que, se não fores para casa agora, para te ires vestir, vais chegar deveras atrasado ao concerto… - Disse ela, com um ar de gozo. Parecia que me queria irritar até à morte. Eu fiquei fulo, e não fui de modos.
- E O QUE É QUE TU TENS A VER COM ISSO!? – Disse, olhando para ela com um ar enfurecido.
- É só por não querer que o Taiki e o Seiya te estrafeguem… E as fãs ainda muito mais… - Disse ela, rindo-se. Eu fiquei perplexo. Mas?!
- Ah… O Taiki e o Seiya não eram capazes de o fazer… - Disse, rindo-me um pouco. Ei?! Porque raio é que a Loirinha está a ser tão simpática comigo? Não entendo mesmo… A esta altura do campeonato, ela provavelmente já estaria a espetar-me um murro na cara ou algo do género… Não estou mesmo a perceber nada disto. Gostava que me explicassem tintim por tintim… O que é que isto significa??
- Não sei não… Mas olha, faz assim, esquece tudo sim? Vai para o concerto de cabeça e espírito vazio. Até porque depois temos de ter uma conversa muito, muito séria, não é?
- Sim, é verdade… Quase me esquecia disso no meio disto tudo… - Disse, sorrindo de través.
- Bem, agora que já descomprimiste um pouco, acho que está na altura de irmos andando… - Disse ela, levantando-se do banco.
- Sim, também acho… Senão ali o Seiya entra em parafuso, ou ainda abre um buraco no chão, de tanto andar às voltas…
- Podes crer! – Disse ela, largando uma gargalhada. Depois, agarrou-me o braço para me ajudar a levantar.
- Obrigado – Disse, sorrindo abertamente.
- Não tens de quê – Ela sorriu também.
Depois, fomos até Seiya, que me deu uma palmadinha no ombro. Eu sorri de través, e ele depois devolveu o sorriso, embora o meu fosse mais apagado que o dele. O de Seiya era quase de alívio. O meu era meramente por cortesia.
- Não precisavas de ter ido embora… Podias ter falado connosco…
- Precisava de poder clarear as ideias, longe de casa… - Disse, simplesmente. Não queria tocar mais na conversa.
- Mas agora já estás bem, não estás? – Insistiu ele. Eu não respondi, apenas acenei com a cabeça.
Eu ainda estava confuso. Porque raio é que a Loirinha tinha sido tão amistosa comigo? Bem, eu não morro de amores por ela, nem ela por mim. Por outras palavras, eu sou o forasteiro, e isso faz com que ela esteja sempre de pé atrás comigo e com os meus irmãos. Por isso, não conseguia entender de todo o que a fizera mudar de ideias. Mas pronto, nem vou pensar mais nisso. Não vale a pena tentar perceber algo que desde o início que não percebo…
- Yaten, estás aí? – Ouvi a voz do Seiya chamar por mim, e isso fez-me voltar à realidade. Olhei para ele, com um ar confuso.
- Ahn? O quê?
- Já vi que não… - Seiya olhou para mim, com um olhar sério, mas ao mesmo tempo preocupado.
- Oh… Desculpem… Estavam a falar de alguma coisa importante?
- Não… Deixa lá isso… Nós falamos depois… - Disse Seiya, sorrindo.
- Tudo bem… Tu é que sabes… - Disse, enquanto caminhava lentamente. A pressa que sentia não era muita. Também, ir para casa, para depois ir dar um concerto… Que pressa haveria eu de ter? Resposta: nenhuma. Rigorosamente nenhuma.
O céu começou a ficar avermelhado, dando sinais de crepúsculo. Eu olhei para cima, só por olhar, e vi uma luz brilhante no céu. Era o planeta Vénus, que estava sempre visível ao pôr-do-sol. Ver aquilo deu-me um presságio. Um presságio de que as coisas iriam manter-se tal como estavam agora: eu bem longe da pessoa que amo. Eu bem longe da Mina-chan. Apesar de tudo, a única coisa que me poderia fazer feliz neste momento, era tê-la a meu lado. Seria a coisa que mais me poria bem. Não pediria mais nada na vida, se esse meu desejo fosse concedido. Não pediria mesmo mais nada… Mas sabia que isso seria impossível, pois com ela em Inglaterra, possivelmente nunca mais a veria. A não ser que… Mas não… Não o iria fazer… Afinal de contas, ela dera-me com os pés, e eu agora não iria andar a rastejar atrás dela que nem um cachorrinho… Que atitude tão de rapaz desesperado. Isso não faz sentido para mim. Não quero fazer tal coisa. Eu ainda tenho o meu orgulho, e não vou andar a correr atrás da Mina, por muito que a ame… *suspiro profundo de desespero*
- Sabes Yaten… - Ouvi a voz da Loirinha a principiar uma frase.
- O quê? – Respondi-lhe, distraidamente.
- Devias falar com a Minako… Sabes, tentar esclarecer as coisas…
- Esclarecer? Esclarecer o quê?! Ela já deixou bem claro que me quer esquecer!
- Mas tu vais desistir assim dela? Sinceramente não te entendo. Choras pelos cantos por causa dela, mas não lutas por ela… - Ela olhou para mim com um ligeiro ar de desdém. Eu fiquei meio que irritado, e respondi-lhe meio torto.
- Vou desistir do quê? E lutar para quê? Entre nós nunca houve nada, pelo que não há nada para eu desistir, ou algo pelo qual possa lutar. Não há nada…
- Nunca houve nada? – Ela estava estupefacta. Wow, agora é que percebeste??
- Não, nunca… - Disse, cabisbaixo.
- Mas vocês nunca –
- NÃO! Importas-te de não falarmos mais nisto?
- Tudo bem, desculpa… – Disse ela, encolhendo os ombros. Eu olhei de esguelha, e depois sorri para mim mesmo. Fiquei aliviado por Haruka não ter insistido. Depois, abstrai-me novamente do ambiente que nos envolvia, mergulhando no silêncio profundo.
- Olha Yaten, já todos foram para o Autódromo de Tóquio, e nós vamos também andando. Eu já estou pronto a ir, e a Haruka deve querer ir ter com a Michiru. E eles só estão à nossa espera… - Nós estávamos agora à porta de casa, e Seiya olhou para mim com um olhar preocupado. Eu levantei a cabeça, para o olhar nos olhos, e sorri abertamente.
- Tudo bem, vão lá… Eu depois vou lá ter…
- Prometes? – Seiya olhou para mim com um olhar avaliador.
- Prometo… Não te preocupes… Até já! 
- Até já, Yaten, e ânimo! – Haruka sorriu para mim. Depois, ela e Seiya caminharam em direcção à garagem. De relance, vi o punho de Haruka a encerrar-se, ligeiramente de raiva. Provavelmente Seiya já estava a provocá-la, como de costume.
Eu entrei em casa, e fui até ao meu quarto, para poder trocar de roupa. Vesti o meu típico fato cinzento, e coloquei, como sempre, uma rosa amarela no bolso do blazer. Peguei no meu baixo, depois de lhe ter dado uma olhada, e saí do quarto. Desci as escadas apressadamente, e ao chegar ao Hall, abri a porta da rua, e sai, indo até à garagem. Entrei no meu carro, e arranquei. Conduzi rapidamente, querendo chegar o mais depressa possível, pois já estava ligeiramente atrasado. Ligeiramente é dizer pouco…Vou chegar mesmo em cima da hora… Odeio chegar atrasado…
Ao chegar ao Autódromo, tive de entrar de surra, senão seria, provavelmente, ‘atacado’ por um bando de fãs histéricas e entusiasmadas demais. Estacionei o carro ao lado do de Seiya, que estava ali parado. Imagino qual foi o ambiente da viagem da Loirinha e do Seiya… Deve ter sido emocionante… *risos* Devem ter-se pegado ao estalo hehe! Devia ter ido com eles. Ou ao menos eles podiam ter esperado por mim, cambada de maus pah… *ar irónico* Enfim… Assim sempre foi melhor. Eles provavelmente iriam massacrar-me com perguntas. Assim, não tive de pensar no que aconteceu, e para além de mais, a Mina-chan faz parte do passado. *mentes bem, mas não enganas…* Ai… Tenho tantas saudades dela… E quero-a tanto… Acabei por sair do carro, e dirigi-me aos camarins, de cabeça baixa, mãos nos bolsos e de óculos escuros na cara. Os flashes piscaram à minha volta, mas eu ignorei todos os paparazzi que aproveitaram o momento da minha passagem para tirarem fotos. Continuei a andar calmamente, sem dar atenção a nada.
- Boa! Vieste! – Disse Taiki, sorrindo, assim que abri a porta do camarim. Eu sorri abertamente para ele, e depois encostei-me à parede, depois de ter fechado a porta do camarim. Tirei os óculos de sol, e pu-los em cima de uma mesa que ali estava. Depois, pousei a maleta do baixo, que estava a começar a pesar no meu ombro.
- Porque não haveria de vir? Alguma vez vos deixei ficar mal?
- Não… Tu sempre vieste a todos… Mesmo quando estavas numa pilha de nervos… - Seiya sorriu também.
- Enfim… - Suspirei. Seja o que Deus quiser… Eu apenas vou fazer aquilo para que vim aqui…
- Bem, chegaste mesmo em cima da hora do show, Yaten. Temos de ir… - Disse Taiki, que se levantara do cadeirão em que estava sentado.
- Claro, está na hora… Vamos então? – Disse eu, abrindo cuidadosamente a porta do camarim, depois de ter aberto a maleta, e retirado o baixo de lá de dentro, pegando-o pelo braço.
- Sim… Vamos… – Seiya olhou de relance para mim com um ar preocupado – Mas tens a certeza que queres fazer isto? Podemos cancelar o concerto…
- Não… Eu tenho a certeza que quero fazer isto. Não vais agora cancelar o concerto, as fãs comiam-nos vivos… Vamos lá cantar para elas, antes que elas invadam os camarins.
- Tudo bem, tu é que sabes, mas por favor, avisa-nos se não quiseres continuar com isto…
Nós os três saímos do camarim, caminhando pelos corredores em direcção ao palco. O ambiente que pairava era de festa e eu sorri tenuemente. Enfim, festa só se for para as fãs… Para mim, não há festas nenhumas. BAH!
- E agora, pela primeira vez em palco, depois de dois anos de ausência, os Três Luzes! – As fãs deliraram ao ouvir o nome da nossa banda. Eu fiz um esforço por sorrir, e assim passei o concerto todo: a fingir. A fingir estar feliz, a fingir que me sentia bem. Contudo, tocar o meu baixo (alguém fez-me o grande favor de colocar as cordas no baixo, e de o afinar, ainda bem! *suspiro profundo de alívio*) fez-me ficar menos tenso, e fez-me agir mais naturalmente, o que me fez sentir ligeiramente melhor comigo mesmo. E também estava a fazer aquilo que Haruka me aconselhara: a actuar de cabeça e espírito vazio (no meio do meu desespero, sugestões vindas até das pessoas de quem eu não gosto são bem-vindas…).
- Search for your love... - Começámos então a cantar um dos nossos antigos êxitos, Nagareboushi He...
Passadas duas horas de concerto, este finalmente acabou, e nós retirámo-nos para o camarim. Assim que entrámos, eu sentei-me num dos cadeirões, e ali me deixei ficar, a relaxar, colocando o baixo no meu colo, e diverti-me a passar os dedos nas cordas. Sentia-me bem, no fim daquilo tudo. Afinal de contas, tinha conseguido não pensar na Mina-chan durante todo o concerto. Contudo, os pensamentos sobre ela começaram a atacar-me cruelmente, mas eu ignorei. Não queria voltar a ficar mal por causa de tudo isto.
- É bem Yaten! Conseguiste desligar da situação! – Disse Seiya, dando-me uma palmadinha amigável no ombro.
- Pois foi! – Taiki sorria abertamente.
- Eh… - Foi a única coisa que consegui dizer. Não conseguia dizer rigorosamente mais nada. Estava feliz comigo mesmo demais para estragar essa felicidade agora.
Knock knock!
- Podem entrar, está aberta! – Seiya sentara-se no cadeirão, enquanto bebia água. Eu ri-me dele, pois ele assim que viu quem era a pessoa que encabeçava o cortejo, engasgou-se todo. Taiki fez uma expressão daquelas do género das pessoas que se querem rir, mas fazem um esforço monumental para não o fazerem. Mas depois Taiki achou algo mais interessante para fazer, e acabou por se controlar.
- Parabéns rapazes! O concerto foi espectacular! – Disse a Michiru, sorrindo, enquanto Taiki beijava apaixonadamente Ami. Que pombinhos… *gotas*
- Obrigado – Disse Seiya, sorrindo de volta. Depois, só o vi olhar de soslaio para Michiru. Aqui há gato… Cá para mim, este sente alguma coisa por ela…
- Fizeram um bom trabalho, como sempre. Adorei o concerto! – Disse a Rei-chan, sorrindo.
- A Mina iria adorar este concerto… - Disse a Mako-chan, esquecendo-se por momentos que eu gostava dela, e que eu estava em baixo por causa dela – Oh, desculpa Yaten-kun, não devia ter dito isto. Perdoa a minha falta de consideração…
- Não faz mal… Não te preocupes – Disse, sorrindo – Não é nada que eu não aguente. Deixa lá isso…
- É bom ver que seguiste a minha dica… Parabéns Yaten… - Haruka pôs a sua mão, em trejeito de cumprimento, e eu apertei-a – Acho que depois disto, vamos ter de declarar tréguas… Depois de te ter ajudado, já não consigo ser mazinha… Ir-me-ia sentir mal…
- Pois, realmente tens razão… Tréguas aceites – Disse eu, rindo-me por um pouco. Achei piada à atitude de Haruka, mas concordei totalmente. Achei que já era hora de pormos todas as pequenas divergências de lado. Para além de mais, eu odiava estar mal com as pessoas durante muito tempo, e para além de mais, a Haruka demonstrara ser melhor pessoa que eu pensara que ela era. Assim, acho que está justificadíssimo o facto de eu ter aceite as tréguas.
- Bem, agora acho que está na hora de todos irmos para casa – Declarou Usagi – Aposto que vocês querem descansar.
- Pois, mas vá, aceitem a nossa boleia. Já é um pouco tarde para vocês irem por aí sozinhas… - Taiki sorria perante a ideia de Seiya.
- Obrigada rapazes… - Disse a Usagi – Mas o Mamo-chan ficou de cá me vir buscar…
- Eu aceito. Faço tudo para poder estar mais um pouco com o Taiki… - Disse a Ami, corando.
- Eu também aceito! – Disseram a Rei e a Makoto ao mesmo tempo.
- Nós vemo-nos mais logo ao pé da fonte do parque, eu levo a Mako-chan e a Rei-chan. Taiki, levas a Ami, mas daqui a bocado quero-te no parque. Não quero cá perdas de tempo… Seiya, leva a Haruka e a Michiru contigo. Eu levo ainda a Hotaru e a Setsuna. Vá, vamos embora a despachar – Disse eu, querendo despachar isto tudo, e querer saber mais sobre o que iria acontecer nos próximos tempos.
- Naaaa, naaaa! Leva tu a Haruka e a Michiru contigo… Já me bastou a viagem de há bocado… Eu levo a Hotaru e a Setsuna comigo… - Disse Seiya, com um trejeito de gozo. Ele de maneira nenhuma deveria querer aturar novamente Haruka.
- Tudo bem, mas tu é que sabes… Olha que a Haruka é uma excelente companhia… - Disse, para o provocar, ao que ele respondeu com um trejeito de sarcasmo – Bem, vamos embora, que eu quero ver se despachamos a conversa o mais rápido possível. Eu depois quero ir dormir. Sinto-me cheio de sono… - Bocejei para demonstrar e enfatizar o que estava a dizer.
- Claro… Vamos então… Até já! – Disse Seiya, sorrindo, e saiu do camarim. Depois todos nós saímos também.
Entretanto, Mamoru aparecera para vir buscar a Usagi, e ela não podia estar mais feliz. Eu sorri, pois estava a ver que já que não podia ser feliz, ao menos que os outros fossem. Makoto e Rei olhavam para mim com um ar preocupado, mas eu ignorei, aposto que se lhes perguntasse o porquê daqueles ares, elas provavelmente começariam com perguntas sobre a Minako, e esse era um assunto que eu queria evitar, à força toda. Não podia ir-me outra vez abaixo. Nem queria ir-me novamente abaixo.
- Yaten, onde está o teu carro? – Ouvi Haruka perguntar-me. Eu olhei de esguelha para ela, e ela estava com um ar meio aborrecido.
- Ah… Está ali… - Disse, levantando o braço, e destrancando o carro. Elas entraram, enquanto ainda fiquei por um bocado fora do carro, a observar o céu estrelado de Fevereiro. Era algo único, poder fazê-lo, e fazia-me relembrar as noites que passei à varanda a observar o céu, quando estávamos em Kinmoku. Depois, entrei no meu Toyota Celica prateado, e dei à chave. O motor pegou silenciosamente, e eu arranquei, em direcção ao bairro de Juuban, para deixar Makoto e Rei em casa.
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MensagemAssunto: Re: Fic Sailor Moon - O Amor é Complicado   Sex Ago 13, 2010 4:07 am

*.*

Se pudesse colocaria a fic toda em citação tudo
Está muitoo 1000.000.000
Adoreii, quero mais *.*
posta posta!!!

Spoiler:
 
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MensagemAssunto: Re: Fic Sailor Moon - O Amor é Complicado   Sex Ago 13, 2010 7:40 am

misashi-san escreveu:
*.*

Se pudesse colocaria a fic toda em citação tudo
Está muitoo 1000.000.000
Adoreii, quero mais *.*
posta posta!!!

Spoiler:
 

Minha querida Mii *.*
Obrigada por gostar me faz muito muito feliz ^.^
Eu vim aqui cinco da manhã às escondidinhas pra vir ver isso, e chego aqui *.*
:blush: me sinto tao feliz *.*
:happy:
Loguinho venho cá postar então pra vces lerem *.*
:yee: mais uma vez, obrigada *.*
:hearts:
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MensagemAssunto: Re: Fic Sailor Moon - O Amor é Complicado   Sex Ago 13, 2010 8:32 pm

Eheh mais cap pra vos xD


Aqui vai ^.^


Capítulo 11 – A conversa na fonte
Meia hora depois, estávamos todos na fonte, mas faltava Seiya, Hotaru e Setsuna. Quer dizer, ele não teve de ir levar ninguém a casa, e chega atrasado?! Não entendo… Pensei. Contudo, eu meio que não me importava, enquanto as outras estavam a conversar, eu podia estar a pensar para mim mesmo acerca da minha vida. De repente, ouvimos uns passos apressados e uma respiração ofegante. Eram Seiya e Setsuna que vinham aí.
- Desculpem, mas tivemos de ir pôr a Hotaru a casa, ela acabou por adormecer no carro… - Disse Seiya, com um ar cansado.
- Não faz mal… Não temos pressa nenhuma… - Disse Michiru, sorrindo abertamente para Seiya. Continuo a achar que aqui há gato… Ai aqueles dois meninos ainda vão dar os dois muito que falar, ai vão, vão…
- Temos pressa pois! Quero saber o que se passa! – Disse, com um ar sério. Queria saber o que nos ameaçava agora, embora já tivesse assim meia noção do que estava a acontecer. Se era o que estava a pensar, as sementes de estrela estavam a desaparecer, mas eu só queria que não fosse isso… Que isso fosse uma realidade absurda. Isso não podia voltar a acontecer. De maneira nenhuma… Era impossível isso acontecer, pois já tínhamos nos livrado daquela que representava esse perigo para nós.
- Bem, a Hotaru tem a capacidade de prever o futuro, como vocês já sabem… E ela teve uma visão… Uma visão tenebrosa, e que está de facto a acontecer. Este novo acontecimento está a perturbar o equilíbrio espácio-temporal da galáxia, de maneira drástica… Alguém anda de novo à procura das sementes de estrela… - Disse Setsuna, com um ar preocupado.
- E isso implica o perigo de todos nós… – Disse Michiru, completando.
- Quem quer que seja, anda a atacar as navegantes e os planetas um a um, e as sementes têm estado a desaparecer quase a toda a hora. Se nós não impedirmos isto, vamos acabar por enfrentar outra grande crise! – Haruka olhava para Seiya com um olhar sério e ameaçador, sério, por causa do assunto que estávamos a debater, ameaçador, de certeza por causa dos olhares que Seiya de volta e meia mandava à Michiru. Ui… Se não houve caldeirada na viagem deles, não tarda aposto que a Loirinha vai molhar a colher na sopa… Isso já esteve mais longe de não acontecer…
- Sim… Eu posso confirmar tudo isso… Tudo isso está a acontecer… E já há algum tempo… - Disse, cruzando os braços, apreensivo. Eu sabia perfeitamente daquilo que elas estavam a falar. Pior é que não contei nada disto ao Seiya e ao Taiki. E eles irão matar-me por isso…
- Que queres dizer com isso, Yaten? – Disseram Taiki e Seiya em coro – Já sabias disto e não disseste nada?
-Sim, que queres dizer com isso? – Disse Haruka, perguntando também. Eu acabei por revelar o que já escondia há muito tempo. Se bem era apenas uma conjectura até ter sido confirmado pela descrição da visão da Hotaru.
- Lembras-te de quando a nossa Princesa nos visitou, da outra vez? Eu senti a energia de uma semente de estrela a desvanecer-se. E a Princesa também sentiu, mas na altura ignorámos. Pensávamos que fosse algo normal. Mas pelo que vocês dizem agora, não é nada normal. Temos mesmo que fazer alguma coisa… Temos de descobrir quem é que está por detrás disto!
- Concordo! Isto não pode ficar assim! Temos de acabar com esta fantochada! – Haruka olhou para Setsuna e Michiru, e elas acenaram com a cabeça, em sinal de concordância.
- No que depender de nós, ninguém perderá as sementes de estrela neste sistema solar! – Disse Seiya, com um ar determinado – Nós não o permitiremos… Nós vamos ajudar-vos…
- Tudo bem – Disse Haruka, sorrindo malevolamente – Não é que nós precisemos da vossa ajuda… Sabemos safar-nos perfeitamente sem a vossa interferência…
- Meninos… Não discutam por favor… - Disse eu, querendo acalmar os ânimos – Nós temos agora de lutar lado a lado, e não podemos dar-nos ao luxo de estarmos de costas voltadas… Vá, Haruka, Seiya… Façam tréguas… Não custa nada…
- Vá lá meninos… O Yaten tem razão… - Disse Michiru, tentando levá-los à razão. E eu estava de acordo com ela. É claro que eu tinha razão!
- Tudo bem… Só porque vamos lutar por um objectivo comum… Nada mais! – Disse Haruka, estendendo a mão na direcção de Seiya, embora com um ar de desprezo completo – Tréguas?
- Tréguas… - Disse Seiya, apertando a mão a Haruka. Isto não vai ser de muita dura, aposto o meu baixo em como não durará muito… Pensei para mim, suspirando. Mas pronto… Eu não digo nada… Não quero agourar
- Bem, eu acho que damos esta reunião por encerrada… – Disse Michiru, querendo acabar com os olhares de ódio que Seiya lançava à Haruka, e vice-versa. O que a Empertigadinha quer, sei eu… Mas não o vou enunciar… É demasiado cruel dizê-lo, quanto mais pensá-lo…
- Sim… Damos esta reunião por encerrada. Querem que nós vos vamos pôr a casa? – Disse Taiki, com um sorriso amigável.
- Não, obrigada… Nós sabemos safar-nos sozinhas… - Disse a Haruka, com um ar de sarcasmo mordaz. Entretanto, nós estávamos a caminhar lentamente até ao parque de estacionamento. Eu olhei com um ar curioso para eles, que pareciam animados, e prontos a tentar encavacar Haruka.
- Aceitamos com todo o gosto – Disse Michiru, sorrindo, mas principalmente para Seiya. Estes dois, estes dois… Ali há amor, eu tenho a certeza… - Obrigada Taiki…
- Sim, obrigada. Vocês são muito amáveis – Setsuna sorriu também.
- Vocês são mesmo más para mim… Enfim… Não tenho outro remédio senão aceitar… - Disse Haruka, relutante.
- Vá, eu faço o favor de não te torturar. Eu levo-vos. O Taiki e o Seiya vão para casa no outro carro. Vá, mexam-se. Para casa, que já não são horas de vocês andarem na rua! – Disse, gozando um pouco com eles. Sou mesmo mauzinho (vantagens de se ser irmão mais velho hehe!!!).
- Sim, paizinho… - Disse Seiya, dando-me um encontrão amigável nas costas – Vá, até amanhã, meninas.
- Até amanhã! – Disse Taiki.
- Até amanhã, Seiya, até amanhã, Taiki! – Disse Michiru, voltando a sorrir para Seiya durante mais tempo do que aquele que a cortesia permite.
- Até amanhã rapazes! – Disse Setsuna.
- Adeus! – Disse Haruka.
- Vá, pisguem-se! – Disse eu, empurrando Seiya e Taiki na direcção do carro de Seiya – Bem meninas, vamos embora então? – Disse, depois olhando para elas, enquanto destrancava o meu Celica. Entretanto, elas entraram, e Haruka reclamou com o facto de a parte de trás do carro ser muito baixa para ela, e de ela bater com a cabeça no tecto. Eu ri-me ao de leve, mas logo levei com um olhar fulminante da parte da Haruka. Mesmo assim, não consegui evitar rir-me. Ela suspirou, e cruzou os braços, furiosa – Deixa lá Haruka, o Taiki e o Seiya também se queixam cada vez que têm de ir no banco de trás…
- Vá Haruka, pelo menos não tens de aturar o Seiya, já não é mau… - Disse Setsuna, com um sorriso afável.
- Realmente… Nesse aspecto, tens razão Setsuna…
- Vá, vamos embora, que eu quero ir para casa… - Disse eu, diabolicamente, dando à chave.
- Obrigada, Yaten, por nos ires pôr a casa… - Disse Michiru, sorrindo.
- Não tens de quê – Disse, sorrindo de volta. Depois arranquei.
Enquanto conduzia, apanhava umas conversas paralelas entre a Haruka e a Michiru, e que não entendia o porquê de estas estarem a ocorrer. Eram algo estranhas. Sinceramente, nem queria saber… Nada me interessava. Só queria poder estar em paz comigo mesmo. As ruas estavam completamente desertas na noite tardia. Já era meia-noite e poucos, e eu sentia-me cansado. Os meus olhos estavam quase a cerrar-se, mas consegui reunir forças as suficientes para me manter acordado. Algum tempo depois de viagem, consegui finalmente chegar ao destino delas.
- Meninas, chegámos! – Disse eu, sorrindo pelo espelho retrovisor.
- Obrigada, Yaten. Foste muito simpático em trazer-nos mesmo à porta… És um cavalheiro – Michiru sorriu para mim.
- Sim, Yaten… Obrigada… Até depois – Haruka abriu a porta, e saiu, batendo com a porta violentamente. Eu fiquei a olhar escandalizado para a porta por onde saíra. MAS QUEM È QUE BATE COM A PORTA DE UM CARRO DESTES DESTA MANEIRA?! OHPORAMORÀPRINCESA!
- Desculpa lá a Haruka… Ela não está nada bem disposta… Depois da viagem com o Seiya, acho que ela nunca mais o quer ver a frente. E então… - Setsuna tentara justificar a Haruka, mas eu não deixei. Sorri afavelmente, e virei-me para trás, para poder falar com mais ênfase.
- Oh, eu entendo… Eu sei bem o que é aturar o Seiya, e sei que não é fácil aturá-lo. Não te preocupes… Eu compreendo. Vá, vocês devem querer ir para casa, e não me querer aturar…
- Oh, deixa-te disso, Yaten… Tu és muito boa pessoa. Nós gostamos muito da tua companhia. Mas na realidade, temos mesmo de ir… E tu também tens de ir para casa, senão o Seiya ainda pensa que nós te raptámos… - Michiru rira-se do que dissera, e eu ri-me também – E para além de mais, a Haruka está lá fora à nossa espera… Nós é que temos as chaves…
- Pois… Mais uma vez, obrigada por nos teres trazido a casa. Foi muito amável da tua parte…
- Não têm de quê… Tenham uma boa noite.
- Obrigada, tu também! – Elas saíram do carro, e eu arranquei dali para fora, em direcção a casa.
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Amanda Shiki
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MensagemAssunto: Re: Fic Sailor Moon - O Amor é Complicado   Sex Ago 13, 2010 9:54 pm

Está incrivel como sempre x)

Não sei pq mas tenho a impressao que essa fic ficará meio perva :hoho:

Citação :
MAS QUEM È QUE BATE COM A PORTA DE UM CARRO DESTES DESTA MANEIRA?! OHPORAMORÀPRINCESA!

Eu ri iaoaheuehhahahaha

TRAGEDIA A VISTA =O

Curiosa *----*

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MensagemAssunto: Re: Fic Sailor Moon - O Amor é Complicado   Sex Ago 13, 2010 9:59 pm

Amanda Shiki escreveu:
Está incrivel como sempre x)

Não sei pq mas tenho a impressao que essa fic ficará meio perva :hoho:

Citação :
MAS QUEM È QUE BATE COM A PORTA DE UM CARRO DESTES DESTA MANEIRA?! OHPORAMORÀPRINCESA!

Eu ri iaoaheuehhahahaha

TRAGEDIA A VISTA =O

Curiosa *----*

Poste mais :birra:


Quer mais???
Quer mesmo mais???
Mas quer mesmo mesmo mais???
Entao eu posto ^.^
Tragédia e Perversidade sao meus nomes do meio, mas perversidade nao é pra agora xD
eu posto entao ^.^
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MensagemAssunto: Re: Fic Sailor Moon - O Amor é Complicado   Sex Ago 13, 2010 10:05 pm

Capítulo 12- A Haruka desconfia de Michiru
*MOMENTO MICHIRU*
- Michiru… Andas muito simpática para o Yaten e para o Seiya… - Disse-me Haruka, com um ar desconfiado - Mas sobretudo para o Seiya…
- Eu? Que ideia! Apenas sou cortês, nada mais – Disse corando. Pois… Para o Seiya, sou até cortês demais… Se a Haruka soubesse o quanto gosto do Seiya, era bem capaz de me comer viva… Ela odeia-o tanto… Mas enfim… Eu gosto do Seiya, e ponto final.
Após Yaten nos ter deixado em casa, Setsuna alegou que estava cansada, e foi dormir, enquanto eu e Haruka ficámos na sala. E esta discussão estava a partir para maus caminhos… Pelo menos era assim que eu pensava. Haruka estava muito tensa, e isso podia ver-se muito bem no seu semblante. Eu também fiquei assim, mais ou menos tensa, pois não queria discutir com Haruka, contudo, ela voltou a investir contra mim, de maneira agressiva e inquiridora.
- Olha que eu acho isso, e também acho que tens andado a fazer muitos olhinhos ao Seiya… E isso viu-se muito bem em casa deles, e no parque… Gostava de saber o que é que isso significa… Mas gostava mesmo…
- Não ando nada, Haruka! Mas que ideia é essa!? Estás com ciúmes, é? – Disse, picando-a.
- Não… Apenas estou preocupada contigo… O Seiya é um mulherengo. Ele não é boa pessoa para ti…
- Oh Haruka! Tu só dizes isso porque o odeias! – Tinha razão, a conversa estava a ir por maus caminhos, e eu não estava a achar piada nenhuma à situação.
- Olha que eu não diria isto se não soubesse o que a casa gasta. E para além de mais, ele é de fora do sistema solar!
- Já estivemos a conversar melhor Haruka, não vais começar com as conversas à Líder, pois não? Caramba Haruka! Eu sinceramente…
- Não são conversas à Líder, Michiru! É a conversa da tua melhor amiga! Eu estou preocupadíssima contigo Michiru, não quero que apanhes uma desilusão!
- Então se estás preocupada comigo, é melhor não te meteres nos meus assuntos! – Eu já estava farta daquela conversa. Não admitia que a Haruka fosse assim. Odiava quando ela se armava para super protectora comigo.
- Desculpa Michiru, mas sabes que eu estou mesmo preocupada contigo, e não aguento ver-te a ires na direcção de uma pessoa que eu sei que não é boa rês! – Ela já estava tão ou quase mais chateada que eu.
- Deixa-te disso por favor! Sabes que mais? Já estou farta desta conversa! Tem uma boa noite! – Disse, saindo da sala, em direcção às escadas.
- Michiru, espera! – Disse ela, agarrando-me pelo braço – Tu sabes que eu só te estou a dizer isto porque quero o teu bem, não sabes?
- Sei… Agora quero poder ir dormir…
- Tudo bem… Dorme bem…
- Tu também – Disse, enquanto Haruka libertava o meu braço. Eu subi as escadas apressadamente, e entrei no quarto, fechando a porta com força, dando sinal de que não queria ser incomodada.
Aquela conversa de Haruka magoara-me um pouco. Mas no fundo ela tinha razão. Mas mesmo assim, a Haruka não tinha nada a ver com os rapazes de quem gosto. Mesmo que ela fique chateada comigo, eu vou lutar pelo Seiya. Não vai haver nada que me impeça de o fazer. Eu só quero ficar com ele, mais nada… Enfim… Mas já devia estar à espera que a Haruka se fosse passar… É assim que ela funciona…
Eu comecei a despir rapidamente a roupa, e depois vesti a camisa de dormir. De seguida, sentei-me na cama, e pus a cabeça entre os joelhos, tentando não chorar desalmadamente. Contudo foi uma tarefa difícil, e só não me desmanchei, porque alguém bateu à porta. Eu levantei a cabeça, relutantemente, mas não me levantei da cama.
- Michiru… Posso entrar? – Ouvi a voz da Haruka do outro lado da porta. A voz dela soava toda ela a arrependimento. Isso fez-me reagir. Não gostava quando Haruka falava assim… Isso magoava-me profundamente. Simplesmente não suportava…
- Podes… - Disse eu, levantando-me para lhe abrir a porta. Deixei-a entrar, e depois fechei a porta, voltando momentos depois a sentar-me na cama, numa de desespero profundo.
- Michiru… Tu sabes que eu não disse aquilo para te chatear, não sabes?
- Sei Haruka… Eu sei… - Disse, abraçando-a, depois de me ter começado a desmanchar em lágrimas – Só não quero que fiques chateada comigo…
Ela começou a fazer festas no meu cabelo, e eu agarrei com força a camisa dela. Ela viu que eu não estava bem, e deixou-se ficar comigo ali durante algum tempo. A janela estava aberta, e as cortinas verde-água dançavam livremente ao sabor do vento, enquanto eu e Haruka nos mantínhamos abraçadas uma à outra. Haruka continuava incessantemente a fazer festas no meu cabelo, tentando acalmar-me. Ela é o meu porto de abrigo e sempre o fora, desde que a conhecera. Eu continuava a chorar no ombro dela, e ela sabia disso. Ela acabou por puxar-me, tentando olhar-me nos olhos.

- Michiru, estás bem? – Perguntou-me ela, com um ar sereno. Parecia que a brisa marinha tinha levado os maus ares que tinham corrido por nós. Haruka estava agora mais calma, e eu sorri abertamente, enquanto limpava as lágrimas com a manga da camisa de dormir.
- Sim… Agora já estou bem… Obrigada por me apoiares...
- Não tens de quê… Agora vou-te deixar dormir… Boa noite, querida Michiru…
- Boa noite, Haruka… - Disse eu, sorrindo abertamente. Depois de ela ter saído, fui-me deitar, adormecendo pouco depois.
*FIM DO MOMENTO MICHIRU*


Esse cap nao é dos melhores, mas senti necessidade de o escrever *.* espero que goste ^.^
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MensagemAssunto: Re: Fic Sailor Moon - O Amor é Complicado   Sex Ago 13, 2010 10:16 pm

Citação :
Pois… Para o Seiya, sou até cortês demais





Citação :
Não ando nada, Haruka! Mas que ideia é essa!? Estás com ciúmes, é? – Disse, picando-a.
- Não… Apenas estou preocupada contigo… O Seiya é um mulherengo. Ele não é boa pessoa para ti…

Sei sei... Ciume detected.



Eh mto bom sim *Hunf* apesar d ser curtinho d+

Nem matou a vontade!
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MensagemAssunto: Re: Fic Sailor Moon - O Amor é Complicado   Sex Ago 13, 2010 10:20 pm

lool xD
Amanda, se quiser, eu posto outro cap prontinho, hoje estou com vontade *.*


e que posto ja ja ja xD
quer?(ja sei isso nem se pergunta xD)
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MensagemAssunto: Re: Fic Sailor Moon - O Amor é Complicado   Sex Ago 13, 2010 10:22 pm

\o/


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MensagemAssunto: Re: Fic Sailor Moon - O Amor é Complicado   Sex Ago 13, 2010 10:29 pm

Nao xD
vou postar pronto xD

Capítulo 13 – A escrita
Passaram duas semanas desde aquele concerto. E duas semanas depois daquela conversa meio perturbadora.
A Tour tinha já acabado, e depois de uma semana e meia de concertos, voltei aos estudos. A Tour acabou em parte por minha causa. Esta era para ter durado um mês, e era para ter ido até aos EUA, mas como Seiya e Taiki viram que a minha vontade de andar a cantar não era muita, decidiram cancelar todos os outros concertos. Eu agradeci, e não me preocupei mais com esse assunto. O assunto Tour estava encerrado! A editora é que não ficou muito satisfeita, mas depois como as vendas do novo álbum compensaram as perdas, eles não nos chatearam mais. Bem, admitamos, fomos quíntupla platina… São muitos discos… Enfim…
Estava na aula de fotografia.
A aula, como sempre estava a ser uma seca, pelo menos na parte a que me toca. Odiava aquelas aulas. Mas hoje estava deveras entretido a escrever. Era algo que me soava ser uma canção, contudo, não tinha bem a certeza do que aquilo fosse. Parecia ser um flashback dos últimos tempos. Soava-me tão familiar, que olhar para aquilo fazia-me lembrar de tudo o que passei até agora, e que quero esquecer, pelo menos as partes más.
- Menino Kou, pode ler o texto da página 126? – Ouvi de repente a voz abafada do professor Takeshi. Eu despertei para a realidade.
- Claro… - Disse, abrindo o livro na página, e depois comecei a ler. Após ter acabado, voltei ao que estava a fazer, enquanto aquela tartaruga vesga estava a explicar pormenorizadamente o processo de revelar fotografias, que eu conhecia de trás para a frente, e de frente para trás. Definitivamente, aquela aula era mesmo uma seca completa, de A a Z.
- Que é que tu escreves tanto, Yaten-kun? – Ouvi um sussurro que se dirigia a mim, era a Ino-san. Eu olhei de esguelha para ela, e depois respondi-lhe, sem a olhar nos olhos.
- Não é da tua conta… Não te metas onde não és chamada… – Sussurrei, friamente. Não lhe queria dar detalhes sobre a minha vida privada.
- Só perguntei porque estou preocupada contigo… - Preocupada uma ova… - Tenho achado que tens estado muito deprimido ultimamente… É só isso…
- Obrigado pela preocupação, mas não há nada com que te preocupares… Eu estou bem… - Sussurrei novamente, sorrindo tenuemente, mas num tom irónico. Deprimido, eu? Deves andar a alucinar… Eu não ando nada deprimido… Mas realmente, que é que tu tens a ver com isso?
- Ok… Mas já sabes, se quiseres desabafar…
- Obrigado, mas há coisas que prefiro guardar para mim mesmo… - Sussurrei uma última vez, encerrando ali a conversa. Que miúda intrometida… Raios a partam. Depois, virei-me novamente para o papel onde estivera a escrever, e tentei delinear mais uns versos antes do fim da aula.
A campainha tocou algum tempo depois, e eu suspirei de alívio. Apesar de estar entretido, já estava a ficar farto de estar ali dentro, a apanhar uma seca descomunal. Então, comecei a arrumar as coisas no saco, e depois, saí, caminhando dali para fora, com o intuito de ir ter com o Seiya ao bar.
- Yaten! Posso falar contigo? – Ouvi a voz de alguém por detrás de mim, enquanto eu atravessava o pátio da universidade, serenamente. Eu estaquei, e a rapariga que me chamara parou à minha frente, com um ar cansado, de ter vindo a correr.
- Mako-chan? Por aqui? – MAKO-CHAN?! Mas que raio queres tu de mim?
- Sim… A Usagi disse-me que vocês estudavam aqui…
- Bem, diz lá o que queres, e depressinha, que eu tenho de ir ter com o Seiya…
- Eu vim falar contigo porque a Mina-chan me pediu…
- Bem, se tu vens com esse género de conversas… Sabes, eu tenho mais que fazer do que ouvir isto, e o Seiya está, de certeza absoluta, impaciente à minha espera… Adeusinho! – Disse, tentando ir novamente na direcção do bar, contudo, sem sorte.
- Tu espera aí, que eu não te disse para te ires embora! – Ela agarrou-me pelo braço, violentamente, e eu fiquei indignado. Queria era sair dali, e fazer aquilo que tinha a fazer – Vais ouvir tudo o que te tenho para dizer!
- Não, não vou! O Seiya vai ficar chateado comigo se eu não for ter com ele agora. Tenho mesmo que ir… – Disse, libertando-me a custo do aperto da Mako-chan. Depois, virei costas, e fui-me embora, em passo de corrida.
- Ei, Yaten, espera aí! – Ela corria atrás de mim, tentando apanhar-me, mas sem sucesso. Eu ignorei-a, e entrei no bar, pelo meio da confusão. Seiya estava à minha espera, sentado, enquanto tamborilava os dedos na mesa, impaciente. Estou frito… Ele vai comer-me vivo…
- Finalmente, pensava que já te tinhas esquecido de mim! – Disse ele, assim que me viu. Depois, ele endireitou-se na cadeira, e olhou para mim com um ar sério, como se estivesse aborrecido comigo.
- Desculpa por me ter atrasado – Disse, fazendo aquelas expressões do género *leva a mão à cabeça, fecha os olhos, deita a língua de fora, trejeito de arrependimento*, como que a enfatizar o meu pedido de desculpas.

- Oh, deixa lá! Não faz mal… Mas conta lá porque é que te atrasaste?
- AH! Estás aqui! – Ouvi a voz da Mako-chan, ofegante, à entrada do bar.
Com um bar tão cheio como o da universidade estava, ainda não percebia como ela me conseguira ver. Mas ela apanhara-me e eu não tinha escapatória possível. Era simplesmente impossível. Seiya olhou para a minha expressão carrancuda, e ele mandou-me um olhar de gozo. Ele já percebera o porquê de ter demorado tanto, e depois acabou por fazer um ar compreensivo, embora a vontade dele fosse de se desmanchar a rir, e isso estava bem patente no seu semblante.
- Oh! Outra vez não… - Engoli em seco, e passei uma mão pela minha cara, num tom de desprezo pela situação embaraçosa que de certeza iria ali decorrer. Ela depois de ter passado por todo o magote de pessoas, chegou à nossa mesa com um ar furioso, e bateu com o seu punho na mesa, como que a dar ênfase à sua fúria.
- Agora não tens outro remédio senão ouvires o que te tenho para dizer!
- Bem… Eu vou… - Seiya levantara-se, mas eu puxara-o para a cadeira novamente. Não era preciso ele sair, porque haveria ele de sair?
- Não Seiya, deixa-te estar. Não acredito que o que a Mako-chan tenha para me dizer seja tão secreto assim…
- Tudo bem… Tu é que sabes… - Disse Seiya, encolhendo os ombros.
- Olha Yaten, o que te tenho para dizer, não vai ser fácil de ouvir, e para mim não vai ser fácil de dizer. Mas a Mina-chan pediu-me…
- E PORQUE É QUE NÃO É ELA A DIZER?! Porque é que ela não me telefona?! Porque é que ela não me manda as cartas directamente?! Porque é que têm de haver sempre ‘pombas-correio’?! – Perguntei, friamente, batendo com o punho na mesa, e levantei-me, olhando-a agressivamente – Toda a gente têm de saber o que se passa entre nós, é? – Todas as pessoas que estavam no bar olharam para a nossa mesa, com um ar chocado. Eles não percebiam nada do que se estava a passar, nem o motivo pelo qual eu estava ali a berrar com uma rapariga muito mais alta que eu, e da qual eu deveria ter um medo de morte, mas mesmo assim, continuei a praguejar contra ela – Diz-me, Makoto Kino, se achas bem que a tua amiguinha ande a fazer-vos de mensageiras para o meu sofrimento?! Achas bem?! DIZ-ME!
- Yaten, a Mina-chan é minha amiga, e é normal que eu saiba o que aconteceu… E ela de qualquer maneira, só pediu que lhe fizesse um favor, e é isso que as amigas fazem umas pelas outras, não é? E é o que eu vim aqui fazer. Ela pediu-me que lhe fizesse o favor de vir falar contigo, e eu só… 
- E que tal, em vez de estares aí a enrolar conversa, dizeres o que tens a dizer de uma vez? – Disse, já num tom azedíssimo - É que eu e o Seiya temos de ir buscar o Taiki à biblioteca, e depois eu tenho mais que fazer, não tenho a tua vidinha… - Eu desviei o olhar dela, voltando a sentar-me na cadeira, ainda aborrecido.
- Bem, primeiro que tudo, a Mina-chan pediu-me que te entregasse isto… - Disse ela, passando um envelope para perto de mim, mas que eu ignorei, já numa de despachar a conversa, visto que eu até não estava tão interessado assim – E depois ela pediu que te dissesse que ela encontrou o amor noutro sítio… Pronto, já disse o que tinha para dizer… Adeusinho! – Ela levantou-se da cadeira, ruidosamente, e foi-se embora.
- MAS QUE RAIO É QUE ISSO ME INTERESSA! – Disse, furioso, atirando com o envelope contra Seiya. Depois, bati com o punho novamente na mesa, furiosamente. As pessoas que ainda olhavam para nós viraram o olhar, após eu ter dado o murro na mesa. Tinham ficado meio que assustadas, e como já tinha acabado o espectáculo, olharam de lado – O que me interessa se ela já não quer saber de mim! Porque é que ela me faz perder tempo?! – Murmurei entredentes, furiosíssimo comigo mesmo.
Seiya olhou para mim, com um ar sério, enquanto eu olhava para a agitação à nossa volta. Ele apanhou o envelope, que no entretanto caíra no chão, e olhou novamente para mim, com um ar aborrecido, com um misto de preocupação. Ele sabia que tudo o que tocava falar de Mina afectava-me imenso. Contudo, quis ignorar o seu olhar.
- Oh, deixa de te fazeres de durão! Sabes tão bem quanto eu que isto te afectou! – Ele pegou a carta, agitando-a na minha direcção – Não a vais abrir?
- Não faço tenções disso… Podes deitá-la fora… – Disse, com desdém, embora tenha notado um tom de sofrimento na minha voz. No fundo, queria saber o que a Minako dizia naquela carta, apesar de mais ou menos já saber o que ela dizia naquela cartinha maravilhosa que Makoto me trouxera… Por outro lado, não a queria ler, de maneira nenhuma. Preferia não sofrer mais com este assunto estúpido.
- De qualquer maneira, eu guardo-a, para quando quiseres saber o seu conteúdo – Disse ele, arrumando o envelope dentro do bolso do uniforme.
- Faz como entenderes… - Disse, dando um piparote no dispensador de guardanapos. Eu já sei o que ela está a dizer nessa carta, que me interessa? Está a dizer claramente que não quer saber de mim para mais nada…
- Bem… Vamos buscar o Taiki, ele deve estar a morrer de tédio em frente da biblioteca…
- Tudo bem… Vamos então… - Disse, levantando-me da cadeira. Mas toda a gente tirou o dia para me chatear, foi? Oh por favor, dêem-me um pouquinho de paz e sossego por hoje. Não tenho paciência para isto. E para variar, mais uma vez, o amor fechou-me as portas… Oh Mina… Porque me fizeste isto, porquê?! Já não sei o que faça para acabar com esta dor que me atormenta todos os dias, a toda a hora. Amo-te mas não tenho maneira de to dizer, pois estás longe, e nem comigo directamente falas… Tenho tantas saudades tuas Mina… Mas tantas… Que nem tenho palavras para descrever o que sinto…
- Sim… Vamos… - Seiya levantou-se também, e saímos do bar, em passo lento. Apesar de sabermos que Taiki estava à nossa espera, nós não tínhamos assim muita pressa. E nós gostávamos de chatear o Taiki, apesar de ele por vezes não achar piadinha nenhuma. Mas enfim… Era giro ver a sua expressão aborrecida. Sobretudo quando éramos nós a provocar essa expressão aborrecida no seu semblante.
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MensagemAssunto: Re: Fic Sailor Moon - O Amor é Complicado   Sex Ago 13, 2010 10:40 pm

Maravilhosa *-*

Vc escreve mto mto bem mesmo

Citação :
Mas toda a gente tirou o dia para me chatear, foi? Oh por favor, dêem-me um pouquinho de paz e sossego por hoje. Não tenho paciência para isto. E para variar, mais uma vez, o amor fechou-me as portas… Oh Mina… Porque me fizeste isto, porquê?! Já não sei o que faça para acabar com esta dor que me atormenta todos os dias, a toda a hora. Amo-te mas não tenho maneira de to dizer, pois estás longe, e nem comigo directamente falas… Tenho tantas saudades tuas Mina… Mas tantas… Que nem tenho palavras para descrever o que sinto…

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MensagemAssunto: Re: Fic Sailor Moon - O Amor é Complicado   Sex Ago 13, 2010 10:59 pm

Amanda Shiki escreveu:
Maravilhosa *-*

Vc escreve mto mto bem mesmo

Citação :
Mas toda a gente tirou o dia para me chatear, foi? Oh por favor, dêem-me um pouquinho de paz e sossego por hoje. Não tenho paciência para isto. E para variar, mais uma vez, o amor fechou-me as portas… Oh Mina… Porque me fizeste isto, porquê?! Já não sei o que faça para acabar com esta dor que me atormenta todos os dias, a toda a hora. Amo-te mas não tenho maneira de to dizer, pois estás longe, e nem comigo directamente falas… Tenho tantas saudades tuas Mina… Mas tantas… Que nem tenho palavras para descrever o que sinto…

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E verdade, meu pobre Yaten, eu digo gostar muito dele, mas so faço ele sofrer xD
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MensagemAssunto: Re: Fic Sailor Moon - O Amor é Complicado   Sab Ago 14, 2010 12:53 am

Tinoco-chan escreveu:
Amanda Shiki escreveu:
Maravilhosa *-*

Vc escreve mto mto bem mesmo

Citação :
Mas toda a gente tirou o dia para me chatear, foi? Oh por favor, dêem-me um pouquinho de paz e sossego por hoje. Não tenho paciência para isto. E para variar, mais uma vez, o amor fechou-me as portas… Oh Mina… Porque me fizeste isto, porquê?! Já não sei o que faça para acabar com esta dor que me atormenta todos os dias, a toda a hora. Amo-te mas não tenho maneira de to dizer, pois estás longe, e nem comigo directamente falas… Tenho tantas saudades tuas Mina… Mas tantas… Que nem tenho palavras para descrever o que sinto…

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E verdade, meu pobre Yaten, eu digo gostar muito dele, mas so faço ele sofrer xD
Spoiler:
 
e depois vejo imagens dessas ai *.*
Kyaaa
Eles vao ter muita historia ainda pra contar vai ver ^.^

concordo homem/mulher deu muita dó .... mas adoreiii tudo e concordocom as duas ^^
a fic está maravilhosa....Kami-sama que colírios para meus olhos essas imagens *.*
lindas Tinoco-chan^^
Não preciso falar mais nada né...está tudo perfeito *-*-*
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MensagemAssunto: Re: Fic Sailor Moon - O Amor é Complicado   Sab Ago 14, 2010 12:55 am

Exato exato *.*

Imagens KAWAIII XD

mim gosta muito de ver comment *.*
Brigada Miii *.*
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