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 Fic Sailor Moon - O Amor é Complicado

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Tinoco-chan
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MensagemAssunto: Re: Fic Sailor Moon - O Amor é Complicado   Sab Ago 14, 2010 8:06 pm

Mais um cap pra Mii e pra Amanda *.*

Capítulo 14 – O desaparecimento da primeira semente de estrela
Nós fomos até ao parque de estacionamento para irmos para o carro. Seiya depois conduziu até à entrada da biblioteca, onde, como já tínhamos calculado, Taiki estava a morrer de tédio. Eu saí do carro para poder puxar o banco para a frente, para Taiki entrar para a parte de trás. É o que dá eu e o Seiya escolhermos carros de apenas três portas… É sempre uma complicação dos diabos… E dá um trabalhão… Enfim…
- Desculpa termos demorado tanto… - Disse o Seiya, enquanto Taiki entrava no carro.
- Não tem mal… Eu até estava bem acompanhado, até há uns momentos, mas isso agora não interessa para o caso… Mas conta lá, porque é que se atrasaram tanto?
- Ah… Por nada em especial… - Disse eu, encolhendo os ombros, voltando a entrar no carro, e fechei a porta. Entretanto, Seiya arrancou.
- Nós depois falamos sobre isso, Taiki… - Sussurrou Seiya, tentando passar despercebido, mas comigo não tinha sorte.
- Não… Não vais falar de rigorosamente nada! – Disse eu, querendo demonstrar que não queria que Seiya andasse por aí a comentar com Taiki a minha vida amorosa.
- Tudo bem… Eu não digo… - Disse Seiya, mas eu vi pelo espelho retrovisor que ele piscara o olho. Já estou a imaginar o tema de conversa entre estes dois depois, quando eu for dormir… Estou feito com eles…
Eu olhei através da janela. Como sempre, Tóquio estava entupida de carros e as pessoas caminhavam apressadamente nos passeios assoberbados de gente. Era uma visão a que me habituara a ver todos os dias, quando vinha da universidade. Contudo, parecia que hoje, as coisas estavam diferentes. Algo estava diferente. Só não sabia o que era. Sentia quase como que uma onda enérgica diferente no ar… Algo diferente, negativo… Esquisito…
- Seiya, porque paraste o carro? – Disse, de repente, notando que o carro parara. Achara estranho, pois estávamos longe de ter chegado a casa.
- Sim Seiya, porque paraste? – Taiki fez o mesmo ar admirado que eu, colocando o cotovelo na ombreira do banco do condutor.
- Possas, vais dizer-me que não ouviste o barulho? Foi bem audível… Se não passasses metade da tua vida com os fones enfiados nos ouvidos, terias ouvido… Furou-se um pneu… - Disse ele, suspirando. Eu mordi o lábio para não me desmanchar a rir, mas Taiki não se conseguiu conter.
- C-Como é que tu conseguiste furar o pneu, Seiya! – Disse Taiki, enquanto se ria a bandeiras despregadas.
- Olha, furando, não é!? – Disse Seiya, frustrado, entretanto, ele já tinha tirado o cinto, e saído do carro, furioso – Em vez de estares aí a rir-te de mim, devias era levantar-te e ajudar-me, seu idiota!
- Vai chamar idiota a outro! E afinal de contas, o carro é teu, muda tu o pneu… Olha-me este agora… - Taiki cruzou os braços, num tom aborrecido, enquanto eu ainda me controlava para não me desmanchar a rir. Mas depois, decidi que iria acabar com aquela discussão, antes que ela azedasse.
- Vá meninos, não discutam! Seiya, eu ajudo-te a trocar o pneu… Espera aí… - Eu desapertei o cinto também, e saí, dirigindo-me à mala do carro, e abri-a, para retirar o macaco, a chave de porcas e o pneu sobresselente de lá de dentro.
Quando olhei à minha volta percebi que estávamos à entrada do parque de Tóquio. Que estranho… Sinto uma grande onda de energia negativa à volta deste lugar… Enfim… Se me apetecer fugir deles, já sei para onde ir! Sorri ligeiramente. Mas mesmo assim, a onda de energia que sentira continuava a ser estranha para mim. Parecia um presságio de perigo. Mesmo assim, nada podia fazer, pois não sabia de onde é que este perigo vinha. Deixei-me estar, e ajudei Seiya a mudar o pneu, descontraidamente.
Quando estávamos mesmo a acabar de mudar o pneu, e a baixar o macaco, ouvimos um grito conhecido, que demonstrava pânico, e ao mesmo tempo, desespero. Eu levantei a cabeça, para observar de onde vinha o som assustador.
- Oh! É a Mako-chan! – Eu corri na direcção do grito, e ao chegar perto do local, escondi-me nos arbustos. Depois, vi a Mako-chan, transformada, e com a sua semente de estrela a brilhar sobre a sua cabeça. OH NÃO! Apenas consegui pensar.
-Transformação do Poder da Estrela Healer! – Eu tinha de, no mínimo, tentar salvar a sua semente de estrela.
Depois, saltei dos arbustos.
- Inferno... Sensitivo... Da Estrela! – Atirei um ataque contra aquela que estava a atacar a Mako-chan.
- Quem és tu? – Ouvi a rapariga perguntar. Ela tinha um ar doce, mas as grilhetas que ela tinha nos pulsos eram-me bem familiares – Galáxia. Era a única palavra que ecoava na minha cabeça. Depois, atrás de mim, senti Maker e Fighter, que no entretanto apareceram.
- Através da escuridão da noite…
- Através da liberdade do ar…
- Aqui vêm as estrelas cadentes sagradas… Sailor Star Fighter…
- Sailor Star Maker…
- Sailor Star Healer!
- Somos as Sailor… Starlights!

- Ah… Kinmokianas… A vossa princesinha… Deu-me um prazer enorme… Quando lhe retirei a semente de estrela… - Disse a rapariga, com um ar presunçoso, e um sorriso maldoso – E vai-me dar um prazer ainda maior se eu conseguir as sementes das suas três últimas guardiãs!
Ela tentou retirar-nos as sementes de estrela. A fuga era impossível, mas algo a impediu de nos atingir. Eu fiquei parvo a olhar à minha volta, não percebera o que estava a acontecer. Mas depois senti a energia de quatro sementes de estrela poderosas, e ouvi o grito de uma das Outer Senshis, lançando o seu escudo. Era a Saturno.
- Parede do Silêncio!
- SATURNO?! – Ouvi a voz da Fighter exclamar de admiração.
- Abalo do Mundo!
- Mergulho Profundo!
- Grito… Da Morte!

- As Outer Senshis! – Dissemos os três em coro. Depois, reparei que uma das grilhetas se partira. Esta é mais frágil do que as outras guerreiras da Sailor Galáxia, pergunto-me porque será…
- Quem são vocês, e como ousam interromper-me! – Disse ela, levando a mão ao outro pulso, aquele que tinha a grilheta que agora estava em estilhaços no chão. Ela lançou um olhar furioso na nossa direcção, mas foi ignorada.
- Eu sou a Guerreira dos Ventos e dos Céus, protegida por Urano. Sou a Navegante de Urano!
- Eu sou a Guerreira dos Mares e dos Oceanos, protegida por Neptuno. Sou a Navegante de Neptuno!
- Eu sou a Guerreira do Tempo e da Mudança, protegida por Plutão. Sou a Navegante de Plutão!
- Eu sou a Guerreira do Silêncio e da Destruição, protegida por Saturno. Sou a Navegante de Saturno!

- Somos as guerreiras que protegem os confins do sistema solar, e não vamos permitir que leves mais sementes de estrela da nossa galáxia, principalmente do nosso sistema solar! – A Haruka, quer dizer, a Urano, estava determinada em eliminar aquela que retirara a semente de estrela à Mako-chan.
- Eu sou a Sailor Mnemosyne do planeta Mnemosyne. Sou uma das últimas guerreiras que defendem os propósitos da Galáxia-sama, e nós conseguiremos todas as sementes de estrela do vosso sistema solar. Nós voltaremos a encontrar-nos, mas o meu trabalho por hoje acabou! Adeusinho! – Disse ela, pegando na semente de estrela da Makoto, e desapareceu. Eu corri para a Mako-chan, que estava, a pouco e pouco, a desaparecer.
- Mako-chan! Não desapareças agora… Não… Não morras por favor!
- Healer… Quer dizer… Yaten… Luta pela Mina, sim? Isso é a única coisa que me vai satisfazer agora… Saber que vais lutar por ela… É o que tens de fazer… É o correcto…
- Não Makoto, não fales dessa maneira! Não fales como se fosses morrer! – Disse, com as lágrimas ao canto do olho, não suportava esta situação…
- Eu não vou morrer… Eu… Eu só vou desaparecer por uns tempos… Eu confio… em vocês para conseguirem recuperar… As sementes de estrela… Coragem… - Ela sorriu, e depois, desapareceu dos meus braços, acabando por desaparecer naquele momento a sua energia.
- NÃO! – Gritei eu. O sistema solar acabara de perder mais uma semente de estrela – Eu não acredito… Vai começar… Tudo outra vez… - Disse eu, caindo de joelhos no chão, eu estava completamente de rastos. Assistira ao desaparecimento de uma semente de estrela, novamente. Depois de todas as batalhas que tínhamos travado para repor o equilíbrio da galáxia, mais uma vez, esse equilíbrio foi quebrado, e mesmo à frente do meu nariz, sem eu nada poder fazer. Eu teleportei-me dali para fora, precisava de estar um pouco sozinha, e longe de tudo. Precisava de compreender tudo isto. E acima de tudo, pensar para mim mesma, longe de todos. Precisava de me libertar disto tudo. Queria um ponto de refúgio e principalmente desacreditar aquela malvada, que dissera algo que me ficara completamente atravessado na garganta: …A vossa princesinha… Deu-me um prazer enorme… Quando lhe retirei a semente de estrela… Não… isso não podia ser verdade! Eu acabei por me dirigir na direcção de Kinmoku, passando por aquele imenso espaço, saltando de sistema solar em sistema solar, até chegar ao meu planeta natal.
*MOMENTO TAIKI/MAKER*
- Healer!!! – Ela desaparecera mesmo à minha frente. Bolas, mas onde é que raio ela se foi enfiar agora?!
- Como é que ela soube que a Makoto era uma Navegante, ou que possuía uma semente de estrela genuína?! COMO!? – Urano estava possessa.
- Não sei, mas temos de avisar as outras! Isto está a tornar-se grave demais! É que ainda por cima começaram por atacar as Inner! – Disse Neptuno, alarmada.
- Sim, mas para avisarmos as outras, temos de avisar também a Minako. E como é que a vamos avisar se ela está do outro lado do mundo? – Fighter estava preocupada, e isso estava patente no seu semblante.
- Pois, não a podemos avisar assim por telefone, nem por carta… Temos de a avisar pessoalmente. Alguém tem que lá ir… - Disse Plutão, com um ar preocupado.
- Esperemos que ela não esteja a ser atacada neste preciso momento… - Disse Saturno, com um ar letárgico.
- Ai, ai, não digas uma coisa dessas! – Disse, repreendendo a onda de negativismo da Saturno. Odiava negativismos à minha volta.
- Olhem, fazemos assim, para acabar com isto e já: Eu e a Neptuno, vamos avisar as outras. Plutão, vai com a Maker procurar a Healer, Saturno, vai com a Fighter avisar a Minako. Agora depressa, antes que isto azede para os nossos lados mais do que já azedou, não podemos deixar que se percam mais sementes de estrela! Tenham todas muito cuidado, está bem? – Disse Urano, enquanto se preparava para partir com a Neptuno.
- Claro! Vão com cuidado! – Disse eu, e depois eu e a Plutão desaparecemos.
O primeiro sítio em que procurámos foi em Kinmoku, que parti logo do princípio que era o lugar onde Healer se fora esconder. Era certo e sabido que quando ela se sentia deprimida ou confusa, que ela se ia refugiar no nosso planeta natal. Contudo, o nosso planeta estava agora longe de ser um refúgio.
Tudo estava destruído e envolto em escuridão. Nada sobrevivera ao ataque cruel das guerreiras da destruição. Todas as casas, edifícios, e o nosso tão conhecido palácio, tudo em ruínas. Tal como há dois anos atrás. Ali o sol já não brilhava, e nem se tinha um vislumbre de nada. Nem plantas, nem pássaros, nada… Nada havia naquele planeta que outrora fora brilhante. Agora era um planeta de silêncio. Acabámos por encontrar Healer junto às ruínas do palácio, num pranto. Eu já sabia que a visão desta destruição a iria afectar. Ela não suporta este tipo de coisas, simplesmente são emoções a mais para ela. A Navegante de Plutão olhou para mim, e acenou-me com a cabeça, como que a dizer-me para eu ir falar com a Healer. Eu assenti com a cabeça, e corri na direcção dela. Depois, abracei-a, e ela deitou a cabeça no meu ombro, e ali ficou a chorar durante tempos e tempos. Eu passei cuidadosamente a minha mão pela face dela, tentando limpar-lhe as lágrimas, mas isso era missão impossível, pois ela chorava e chorava cada vez mais. Eu senti pena dela, e acabei por desistir de limpar as lágrimas dela. Deixei-a simplesmente continuar a chorar no meu ombro. Depois, eu ajudei-a a levantar-se, e depois chegámo-nos ao pé da Plutão, e teleportámo-nos de volta à Terra.
*FIM DO MOMENTO TAIKI/MAKER*
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Amanda Shiki
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MensagemAssunto: Re: Fic Sailor Moon - O Amor é Complicado   Sab Ago 14, 2010 8:29 pm

Citação :
Taiki estava a morrer de tédio.

Parece alguem que conheço hehehehe

Torcendo pros mocinhos \o/ iaoaheueheuhaua


Tah mara amore *---*

Poste mais pleaseee!

Aki tem mto msn piscando ¬¬' tah dificio mas depois eu edito pra comentar melhor

Mas tah mto boa mesmo *--------------*

E fikei hiper curiosa!

;*
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Tinoco-chan
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MensagemAssunto: Re: Fic Sailor Moon - O Amor é Complicado   Sab Ago 14, 2010 9:03 pm

Ui este que eu vou publicar, e melhor cap de todos *.*
Kyaaa
Muito mara mesmo *.* :muahaha: E agora... Vou postaaaar


Capítulo 15 – Fartos de tristezas e o salvamento inesperado
Passaram-se algumas semanas depois daquele dia fatídico para a Mako-chan. Nesse dia, fugi para Kinmoku, na esperança de lá poder encontrar um refúgio, mas apenas consegui encontrar Kinmoku novamente envolta na destruição, após termos reconstruído tudo de novo. A Kinmoku que eu conhecia estava de novo envolta na escuridão. E a minha Princesa Iluminada, mais uma vez, encarcerada nas masmorras da desaparição. Eu acabei por voltar à Terra, depois de ter sido encontrado por Taiki e Setsuna, que vieram à minha procura, preocupados comigo.
Eu estava no quarto, novamente de volta daquela pseudo-canção, ou poema, não sei bem como lhe chamar ainda. Mas estava assim, contente por poder fazer alguma coisa naquele domingo. Ao menos, não estava a pensar na Minako. Ou indirectamente, até estava… Aquilo que tinha escrito fazia-me lembrar aquela loira de olhos azuis que eu tanto amara, e que ainda amava. Só era pena que ela já não sentisse o mesmo por mim que ela sentia antes. Enfim… Que posso eu fazer agora para alterar o inalterável? Nada… Ainda não tenho, pelo menos que eu saiba, o poder de manipular os pensamentos das pessoas, por isso não o posso fazer. E de qualquer maneira, mesmo que eu tivesse esse poder, nunca o usaria para isso, pois se tiver de amar alguém, e se esse alguém me amar, tem de ser amor verdadeiro e mútuo, senão, nunca resultaria uma relação baseada em falsidades e manipulação.
- Yaten, posso entrar? – Ouvi a voz de Seiya do outro lado da porta, que estava encostada. Eu levantei a cabeça, que estava encostada na almofada, e sentei-me, embora ainda me mantivesse debaixo dos lençóis.
- Sim, podes, entra! – Disse, tentando esconder aquela folha de Seiya. Não queria que ele a visse, senão acho que lhe daria uma coisinha má. Mas sem sucesso.
- Ei, o que é isso? – Disse ele, tirando-me a folha das mãos, e eu fiz uma expressão de total assombro. Ele vai comer-me vivo depois de acabar de ler aquilo… Oh minha nossa estou tão feito ao bife… Tenho mesmo muito azar na minha vida… Primeiro a Minako, agora tenho o Seiya… Ai pelo amor à Princesa… Salve-me desta agora…
- Ei! Dá-me cá isso! – Disse, furioso, enquanto observava, sem nada poder fazer para impedir Seiya de ler aquela folha. Ele começou a ler aquilo alto e a bom som, e a minha vontade foi de me enterrar num poço bem fundo. Ia arranjá-la bonita por causa de uma singela folha de papel…

Todas as noites eu ia para a janela
Com o propósito de contemplar o céu
Mas sobretudo para te poder ver
Tu que eras a minha estrela cadente
Eras tu que iluminavas o céu
Na sua fase mais obscura
Mas o que eu mais valorizava era
Sem dúvida a tua ternura
Contudo decidiste partir e
Ainda por cima sem aviso prévio
Eu só não consigo entender
Porque foi tudo isto
Refrão:
Mas onde estás tu
Minha estrela cadente
Que iluminavas a minha noite
Com a tua luz ardente
Mas onde estás tu
Minha estrela cadente
A quem eu amava
Agora e para todo o sempre
Tanto que eu gostava
Que tu um dia regressasses
Pois há muita coisa
Que ficou por dizer
Só tenho pena que não estejas aqui
Para poderes ouvir isto
Tu que és a minha estrela cadente
Da maior parte dos meus sonhos
Que eram apenas meras ilusões
Refrão (repetir 2x):
Mas onde estás tu
Minha estrela cadente
Que iluminavas a minha noite
Com a tua luz ardente
Mas onde estás tu
Minha estrela cadente
A quem eu amava
Agora e para todo o sempre

Escrito por : Yaten Kou*
*isso foi escrito pra mim por uma amiga minha *.*


- Yaten… Eu não acredito nisto… Acredita que eu não acredito no que estou a ver aqui… Desculpa… Mas não posso… Não consigo ver-te mais tempo assim neste estado de melancolia total… - Disse, baixando a folha, e atirou-a para cima da cama, depois sentando-se a meu lado, baixando o olhar na direcção do chão, com um ar desiludido – Não… Não te posso deixar mais tempo assim… E sabes, ainda bem que não leste aquela última carta da Minako, aquela que a Makoto te queria dar, senão ainda ficarias pior do que aquilo que já estás… Iria completamente dar cabo de ti… Desta vez… Não sei o que te faria… Acho que em vez de duas semanas num hospital, desta vez, provavelmente irias parar a um hospício… Tu amas mesmo aquela rapariga, e ela está a levar-te à loucura… - Ele estava completamente desapontado comigo, e um sentimento de culpa estava agora a assolar-me. Eu não suportava ouvir o meu irmão falar assim, naquele tom melancólico; mas depois ele levantou o olhar, que estava brilhante, e sorriu para mim, com um ar que era um misto de entusiasmo com compreensão - Sabes, eu e o Taiki estivemos a falar, e acabámos por decidir que… Sabes que mais, eu não vou perder mais tempo a explicar nada, toma este envelope, abre-o… - Disse ele, passando-me um envelope branco, apenas com o meu nome escrito na caligrafia perfeita de Taiki, para a mão.
- O… O que é isto? Diz-me, Seiya! O que é… O que é isto? – Perguntei, ainda abananado com a atitude dele para comigo. Devias estar a dar-me na cabeça, mas não estás… Diz-me… O que me estás a dar?
- Um bilhete de avião… Yaten… Vai ter com ela… Eu e o Taiki sabemos que é isso que tu queres acima de tudo neste momento. Vá, tenta ser feliz! Acaba de vez com essa loucura que é o teu amor por ela, e torna-o numa acção… Vai… – Disse ele, puxando-me para fora da cama, sorrindo ao mesmo tempo.
- Mas Seiya… E-
- E nada! Vá, nós conseguimos dar conta do recado. Vai ter com ela! Faz a mala vá!
- Oh Seiya… - Disse, com as lágrimas a escorrerem pela minha face, mas estas lágrimas eram lágrimas de felicidade profunda – Muito… Muito obrigado…
- Não tens que agradecer, meu grandessíssimo choramingas… Vá, agora mexe-te, que o voo parte daqui a duas horas…
- Duas horas?! Ah, como eu detesto fazer check-ins à pressa! – Disse eu, rindo-me um pouco, sentindo-me genuinamente feliz pela primeira vez em muito tempo. Yes! Vou poder ver a Mina-chan outra vez! Sinto-me como se o meu coração estivesse a voar… Estou… Estou tão feliz…
- Ah, não te preocupes com isso agora! Vá, vai arrumar umas coisas quaisquer, mexe-te!
- Está bem… Mas ajuda-me então…
-Olha, e leva isto… Acho que te vai ser útil… - Disse ele, passando-me a folha com a minha pseudo-canção para a mão – Entrega-lha…
- Achas que deva? – Disse, pegando a folha a receio.
- Sim, acho que deves. Vá, está aqui a mala, arruma o que precisas e nada mais – Disse ele, tirando a minha mala de debaixo da cama, e atirou-a para cima da cama, limpando o pó que esta tinha – Despacha-te!
Eu comecei a atirar roupa à balda para dentro da mala, e atirei mais umas coisas que achei necessárias. Meti lá para dentro a folha, dentro de uma bolsa que tinha só para os documentos, e tentei fechar a mala.
- Acho que agora já está tudo… - Disse, conseguindo fechar a mala a custo. Tinha ficado um pouco cheia demais – Bolas, acho que exagerei… Mas pronto… Não se pode fazer mais…
- Então vamos Yaten, eu levo-te ao aeroporto.
- Obrigado. Vamos então… - Eu peguei na mala, e sorri para ele, mas depois, o meu olhar assumiu um tom de dúvida - E o Taiki, sabe disto? Sabe que eu me vou embora assim, sem avisar ninguém, que me vou embora hoje?
- Sabe pois, foi ele que reservou o voo e tudo… Vá, anda, mexe-te! Não te preocupes com isso agora! Olha que perdes o voo… E depois só amanhã… E aposto que tu não queres esperar mais por este momento…
Nós descemos as escadas em alvoroço, e Seiya abriu a porta, onde um admirado Taiki estava a tentar pôr a chave na fechadura. Ele ficou meio atrapalhado, mas depois compreendeu a nossa agitação, e sobretudo a minha pressa.
- Onde é… Ah! Boa sorte com a Mina-chan, Yaten! – Disse ele, dando-me uma palmadinha amigável nas costas. Isso foi apenas mais um incentivo para seguir em frente.
- Oh, obrigado! Até depois! – Disse, fechando a porta, depois de Taiki ter entrado. Eu e Seiya corremos até ao carro, que estava estacionado na entrada, e depois de ele ter destrancado o carro, eu enfiei a mala na bagageira, e entrei no carro, metendo o cinto de segurança rapidamente, enquanto Seiya dava à chave e arrancava.
Seiya conduzia o carro a grande velocidade, pelas ruas de Tóquio, em direcção à auto-estrada, que levaria ao aeroporto. Enquanto isso, eu observava o exterior através da janela, que ficava sempre para trás. Ao princípio sentia-me triste por me ir embora, mas depois fiquei feliz. Só o facto de abandonar o Japão para voltar a ver Mina-chan, tornava aquele momento menos tortuoso. Voltar a ver a pessoa que mais amo… É tão boa a ideia, que quase parece irreal.
Ter estado tanto tempo sem a ver fez-me aperceber de quanto é que eu a amo realmente. Fez mudar o meu ponto de vista quanto às coisas. Fez-me perceber o quão importante era o amor. Agora que me estava a ser dada uma terceira oportunidade, não a iria desperdiçar. Desta vez, eu iria declarar-me à Minako. Desta vez, eu não irei ser um anormal com ela, e, desta vez, nós iremos ficar juntos. Eu tenho a certeza disso. Eu acredito que isso é possível acontecer! SABES O QUE DEVIAS TER A CERTEZA?? ERA DE QUE TU DEVIAS TER MAS É JUIZO, E VOLTAR IMEDIATAMENTE PARA CASA! BOLAS HEALER, MAS QUANDO É QUE TU METES JUIZINHO NESSA CABECINHA LINDINHA, QUE EU ACREDITO QUE AINDA TEM UMA CENTELHA DE INTELIGÊNCIA… OHPORAMORÀPRINCESA…TU CALA-TE QUE JÁ ME ANDAS CA A ENJOAR… YATEN KOU, ESTAS A AGIR MUITO BEM… ACHO BEM QUE MESMO QUE ELA TE DE PARA TRAS NOVAMENTE, TU TENTES LUTAR POR ELA… SINTO-ME ORGULHOSO DE SER O TEU SUBCONSCIENTE MASCULINO, ASSIM, NESTAS ALTURAS, QUANDO TU DEIXAS O TEU ORGULHO IDIOTA DE LADO, E ASSUMES O QUE SENTES REALMENTE… Bem… Importam-se de me deixar em paz? Eu só queria poder ter um pouco de paz, para poder me consciencializar de que isto que está a acontecer é mesmo realidade. Enfim… Oh minha nossa… Eu vou poder ver a Minako, ver aqueles olhos azuis cintilantes, aquele cabelo longo e loiro, que me faz sempre lembrar todos os momentos bons que passámos juntos, de todos os momentos de disparates que aconteceram entre nós, e, sobretudo, aqueles momentos menos bons, mas que ficarão sempre na minha memória., aqueles erros colossais que cometi, que aqui ficarão para eu aprender com eles, e nunca mais os repetir… Oh Minako… Espero que todas aquelas cartas que elas me deram, aquelas em que dizias que estavas determinada a esquecer-me, sejam apenas meros desvarios de uma cabeça quente a falar, e que não sejam realidade. Acho que desta vez não aguento ficar longe de ti… Eu gostava tanto, mas tanto de perceber o porquê de, quando as coisas más acontecem, é que as pessoas dão o valor às pessoas que gostam… É tão absurdo… Mas ainda bem que consegui dar-me conta disto assim… Mas também, se não fossem o Seiya e o Taiki… Se não fossem o Seiya e o Taiki, eu não estaria aqui neste carro, a caminho do aeroporto, para embarcar no avião, para ir ter contigo… Eu… Sozinho não teria coragem… Se tivesse de ser eu a tomar a decisão de comprar o bilhete de avião, não seria capaz… Eu ir-me-ia sentir um fraco, não teria a vontade suficiente de o fazer, melhor, eu não teria sequer coragem de o fazer, o que me faz sentir ainda menos digno de te merecer… Literalmente estou a ser empurrado até ti… Mas é bom estar a ter o apoio do Seiya e do Taiki nisto… Poder ver-te… Vai ser para mim a melhor coisa que me vai acontecer nesta altura… Sinto-me tão feliz Minako, nem tu sabes o quanto… Só queria que tu pudesses estar aqui, a sentir a minha felicidade…
- Yaten… Já chegámos – Disse Seiya, dando-me uma pancadinha amigável no ombro, interrompendo o meu momento de reflexão. Eu abri os olhos, com um misto de atrapalhação e alegria patentes no olhar.
- Ah… Ok… Obrigado mais uma vez… Por tudo…
- Não tens de agradecer…
- Eu ligo-vos quando chegar, prometo! – Disse, saindo do carro, para ir à bagageira retirar a mala, apressada e atrapalhadamente.
- Nós estamos a contar com isso! Vá, boa sorte!
- Obrigado. Adeus! – Disse, entrando no aeroporto, em passo rápido. Tinha de chegar aos balcões de check-in antes que fosse dada a ordem de embarque para o avião, para que ainda tivesse tempo de comer qualquer coisa antes de embarcar.
*****
Cheguei a Londres às três da tarde, hora local.
Eu sentia-me cansado da viagem, que tinha sido longa. E para meu azar, e como de costume, tinha uma daquelas comitivas super-simpáticas de fãs à espera no aeroporto. AH… Como somos sempre descobertos… E temos fãs na Europa? Que giro… *Ironia, riso maléfico, tosse convulsa* Ah, odeio as fãs… Quem me dera que elas deixassem de existir… Vá, tirando algumas… Tirando aquelas que quando nos vêem não nos ficam a olhar babadas, aquelas que não gritam histéricas o nosso nome, e aquelas que realmente dão valor às nossas canções, e que entendem as nossas mensagens… Essas são as únicas fãs que ainda consigo suportar… São as únicas fãs que eu considero verdadeiras fãs, na verdadeira acepção da palavra…
- YATEN!!! Dá-nos autógrafos! – Ouvia isto por todo o lado, mas ignorei. Acabei por me dirigir à zona das bagagens, para reaver a minha mala. Depois, saí da zona de chegadas, com um ar aliviado. Tinha finalmente chegado ao meu tão desejado destino: Londres!
Ao sair do aeroporto, decidi que tinha de alugar um carro. Não iria andar a toda a hora de transportes públicos… Se bem que alugar um carro vai-me sair bem caro… *gotas* Mas de qualquer maneira, e ignorando sobremaneira o meu pensamento, aluguei um carrinho jeitoso, um Opel Corsa, a gasóleo, pequeno e de pouco consumo, não ao meu gosto, mas um carro, desde que tivesse quatro rodas, um motor, e andasse, chegava-me; e depois fui procurar Minako, que era o meu objectivo de viagem. Era ela que eu queria ver, e só de pensar que estava cada vez mais perto do meu objectivo, fazia o meu coração palpitar de entusiasmo. E assim fui, alegremente, conduzindo cuidadosamente pelas estradas ao contrário de Inglaterra.
*****
Olhei para o papel que Seiya me dera antes de sair do carro, e li a morada que lá estava escrita. Estava no sítio certo. Depois de ter dado tantas voltas, e de, apesar de ter um mapa, ter-me perdido montes de vezes, acabei por pedir informações, e cheguei ao meu destino, quatro horas depois da minha chegada. Eram sete e meia da noite, e depois de ter pedido umas quantas informações lá consegui encontrar a casa da Mina-chan. Saí do carro, e fui na direcção da porta. Senti o meu coração palpitar de alegria. Sabia que iria ver Mina-chan em breve.
Bati à porta, meio que a receio, pois não sabia quem poderia abrir a porta, e uma senhora loira, muito parecida com Mina, e que aparentava não ter mais de 35 anos abriu-ma. Ups… Não acredito… Que barraca que eu fui arranjar… A mãe da Minako… Estou feito…
- Quem é? – Perguntou-me ela, com um ar admirado.
- Ah… A Minako está? – Perguntei, hesitando um pouco. E agora, e agora, e agora?! AGORA VAIS GANHAR UMA CENTELHA DE JUIZO E VAIS-TE PISGAR DAÍ MENINA HEALER! NÃO TENS NADA, MAS NADA QUE VIR ATRÁS DE UMA RAPARIGA QUE TE DEU COM OS PES! AINDA PARA MAIS… TU OUTRA VEZ?! DEIXA O YATEN SOSSEGADO… VÁ, NÃO TE PREOCUPES, VAI TUDO CORRER BEM… É SÓ A MÃE DA MINAKO… ELA VAI DIZER-TE QUE A MINAKO ESTÁ, E DEPOIS VAIS TER COM ELA, E VAIS FICAR MUITO FELIZ POR ESTARES COM ELA…
- Ah… Ela não está… Foi sair esta noite com o namorado… Mas queres deixar algum recadinho para ela? – A mãe dela acabara de destruir as minhas esperanças de a ver hoje… Apesar de por dentro estar desfeito e de sentir o meu coração ficar apertado, ainda fui capaz de sorrir para a mãe de Minako, falando num tom sereno e perfeitamente controlado, pois quis disfarçar.
- Não… Deixe estar… Eu depois falo com ela nas aulas… Acho que este assunto pode esperar por amanhã… Peço desculpa por a ter incomodado. Boa noite…
- Boa noite… E não tens de quê… Volta sempre que quiseres… - A mãe de Minako fechou a porta e eu dirigi-me para o carro, meio que desolado, sobremaneira.
Boa… Afinal o que a Mako-chan me tinha dito era verdade… Ela esqueceu-me bem depressa… Ela… Ela desistiu mesmo de mim… Oh… Já não vale a pena perder o meu tempo… Ter perdido este tempo de viagem foi um desperdício… Devia era ter ficado em Tóquio… Pensei. Eu sentia-me desiludido. Pensava que Mina ainda me amava, mas enganei-me. Mas não… Ela já não me ama de todo… É pena… Eu pensava ser capaz… Capaz de aguentar… Mas… não consigo… Oh Minako! Porquê! Porque me fazes isto, porque me castigas, porque me torturas desta maneira tão cruel! Porque me deixas assim abandonado… Porque me fazes isto… Mas se é assim que queres… Eu… Eu deixo-te ser feliz com esse rapaz que te conquistou o coração… YATEN NÃO PENSES ASSIM! TU AMA-LA, NÃO É? ENTÃO NÃO DESISTAS! A PENSAR ASSIM, E QUE TU NÃO FICAS COM ELA… POR FAVOR NÃO DESISTAS DELA, EU SINTO QUE ELA NÃO TEM SIDO SINCERA CONTIGO… HÁ QUALQUER COISA QUE CHEIRA MAL NAQUILO QUE ELA TEM DITO… EU SEI QUE ELA AINDA TE AMA… VA… EU SEI QUE TU NÃO QUERES DESISTIR TAO CEDO DAQUELA RAPARIGA…ANDA LÁ YATEN… TU ÉS CAPAZ! A MAKO-CHAN NÃO TE DISSE SÓ QUE A MINAKO TINHA ARRANJADO ALGUEM! ELA TAMBEM TE DISSE PARA LUTARES PELA MINAKO, O QUE ME CONVENCE MAIS DE QUE ALGO ESTÁ ERRADO NO QUE ELA TEM DITO! VÁ LÁ! FORÇA, YATEN! SÓ TENS DE LUTAR POR AQUILO QUE ACREDITAS! Depois senti-me muito melhor. O meu subconsciente quando queria conseguia animar-me. Eu sorri para mim mesmo, e ao chegar perto do carro, destranquei-o.
Entrei no carro, dando à chave, e depois conduzi, com o intuito de tentar encontrar um hotel ou uma pensão para passar a noite, visto que a missão encontrar Minako ficara meio que comprometida, pelo menos por hoje. Após mais algumas horas a conduzir, encontrei uma pensão simpática à beira de um riacho e consegui arranjar um quarto. O que me fez sentir melhor. Já não era nada cedo, e por norma, a partir de uma certa hora, já não costumam aceitar entradas… Enfim…
Depois de me ter instalado confortavelmente, de ter tomado um duche e de ter comido alguma coisa, pois estava esfomeado, deitei-me na cama, a olhar para o tecto, e a reflectir sobre os verdadeiros motivos pelos quais ali estava. De repente, o telemóvel tocou ruidosamente. Era Seiya. UPS! Esqueci-me da minha promessa! Não lhes liguei! O Seiya deve estar para me comer vivo… Ah… Ainda por cima já é bué tarde no Japão! Eles devem estar mesmo para me assassinar… Aiaiai! Que eles vão fazer-me em picadinho…
- Estou… - Disse, meio que a receio. Ai, ai, ai, que ele vai comer-me vivo, raios me partam… Sou tão cabeça de alho chocho…
- Yaten! Finalmente consigo falar contigo! Nós já estávamos a ficar preocupados! Onde tens andado? Tu já chegaste há séculos a Londres!
- Ora essa… Porquê? Não tens motivos para te preocupar, a sério… Bem, é verdade que eu não vos liguei e peço desculpa por isso… Tive uns pequenos contratempos…
- Enfim… Deixa lá isso, ainda bem que estás bem! Já falaste com a Minako?
- Não… Ela foi sair, ou lá o que foi… - Disse, com um ligeiro azedume. Ainda não me tinha esquecido daquilo que a mãe de Mina me tinha dito.
- Ah que miúda tão desmiolada. Sabendo que o inimigo anda por aí, e anda por aí a passear-se, sem protecção nenhuma!
- O QUÊ?! – Exclamei, e aposto que do outro lado, Seiya teve de afastar o telefone do ouvido. Ups… Desculpa lá… - Não… Não pode ser verdade! Como é que ela descobriu?!
- Infelizmente é verdade, Yaten… A Sailor Mnemosyne anda por esses lados. Ela deve estar atrás da semente de estrela da Mina-chan… Não me perguntes como ela descobriu que a Minako estava aí, mas não deve ter sido muito difícil, pelo menos não mais difícil que beber um copo de água…
- Essa parvalhona da Sailor Mnemosyne que não pense que vai conseguir retirar a semente de estrela à Mina-chan! Eu não vou permiti-lo!
- Por favor Yaten, promete-me que vocês terão cuidado… E que proteges a Minako… E que acima de tudo, enquanto não a encontrares, que vais ter cuidado contigo! Agora que estou a ver bem, não estou a gostar nada da ideia de te ter deixado ir para aí sozinho… Devia ter ido contigo… Ou eu ou o Taiki… Caramba! Devíamos ter visto que isto era potencialmente um risco! Ah, que estúpidos que nós fomos! Idiota, idiota, idiota! Sou mesmo um idiota!
- Não te preocupes comigo, eu safo-me bem. E quanto à Minako, não te preocupes, que se for preciso, protegê-la-ei com a minha vida. E vocês deixem-se estar aí quietos, não se passem dos carretos, e não tomem atitudes precipitadas. Não preciso de vocês aqui. Eu preciso é que vocês monitorizem as coisas por aí, e que me dêem notícias sobre o que se passa aí. Neste momento, eu sou o menor dos vossos problemas…
- Não te preocupes com as atitudes precipitadas, a Haruka e as outras já nos impediram de fazer algo perigoso… Mas enfim… Eu não me apetece nada andar às ordens daquela Loira Empertigada e Irritante, mas fizemos tréguas… E agora tenho de acatar tudo o que ela diz, contrariado, mas tenho… - O tom que ele aplicara àquele discurso era claramente um tom de censura, mas depois de ter ouvido tudo o que ele tinha a dizer sobre aquilo, tudo o que ele dissera, irritara-me sobremaneira. Mas se bem que apesar de se fazer tréguas, não temos necessariamente de passar a gostar da pessoa com quem as fizemos… - Bem, eu tenho que desligar. Tocaram à campainha, deve ser o Taiki. Ele foi lá abaixo ‘despedir-se’ da Ami-chan… Já não são horas de andar acordado, mas enfim… Já sabes como são os casalinhos, querem sempre um pouco mais… Nós fomos todos jantar fora, e depois fomos a um bar de karaoke, e chegámos há duas horas…
- Ah, está bem… ‘Despedir-se’… Eu conheço bem esse género de despedida… E com que então ‘preocupados’?! Admite lá que aproveitaram a minha viagem para se livrarem do enfadonho, chorão e melancólico Yaten, para depois se irem divertir… - Seiya ia para contra-argumentar, mas eu não o permiti, pois eu estava mesmo numa de gozo, e depois acabei por lançar uma risada ao de leve – Enfim… Estou só a brincar… Tenham uma boa noite. Eu juro que amanhã não me esqueço de vos ligar! E tenham também cuidado, por favor, peço-vos por tudo!
- Não temos sempre? Vá, adeus!
Seiya desligou a chamada, e o silêncio reinou no outro lado da linha. Eu pousei o telemóvel em cima de uma das mesas-de-cabeceira, e depois acabei por adormecer ali, confortavelmente em cima da cama. Eu ressenti-me do cansaço da viagem. Admitamos, são muitas horas de voo, e depois de ter feito mais umas quantas viagens por aí, sentia-me esgotado. Efeitos do jet-lag… *gotas, bocejo*
*MOMENTO MINAKO*
- Obrigada pela noite fantástica, Mike… - Disse, ao rapaz que viera passar a noite comigo, apesar de não ter em nada apreciado a noite. Tinha sido, para mim, um falhanço autêntico… -.-’ Não tinha corrido nada bem, pelo menos para os meus lados… Oh minha nossa…. Aturá-lo foi um suplício…
- Não tens de quê… Eu adoro estar contigo… Devíamos repetir isto mais vezes… - Ele estava a olhar de uma maneira apaixonada para mim, mas eu ignorei por um pouco. Por favor… Pareces um bulldog babado a olhar para mim… -.-’ Pára lá com isso por um pouco sim?
- Claro que sim… Bem agora tenho de entrar, já é tarde, e amanhã temos aulas logo de manhãzinha… Tem uma boa noite… - Disse, dando-lhe um beijo na bochecha. Ele ficou todo derretido, e eu sorri de través. Depois entrei e fechei a porta, vagarosamente. E depois, suspirei de alívio. Tinha-me finalmente livrado daquele emplastro.

Este rapaz é um chato do pior! Não tem nada a ver com o… Não… Eu prometi a mim mesma que nunca mais iria pensar no Yaten-kun… Bolas, caramba! Mas quem é que eu estou a querer enganar! Que parva que eu sou! É impossível esquecer o Yaten… Ele é a pessoa que eu mais amo… Simplesmente é impossível esquecê-lo… Pensei para mim. E era verdade. Desde que pedira à Mako-chan para entregar aquela última carta, que estive determinada em esquecer Yaten, e até começara a sair com Mike, mas era impossível esquecer uma ligação tão forte como a minha e a do Yaten. Eu simplesmente amava Yaten demais para ter coragem de o esquecer. Não conseguia… A ideia de esquecer aquele rapaz pelo qual me apaixonara há dois anos atrás, e que continuara a amar desde então, era simplesmente penosa. Não suportava tal acontecimento. Eu… Eu não… Definitivamente, não seria capaz de esquecer Yaten se tivesse de o fazer. Mesmo que me obrigassem a fazê-lo eu não seria capaz de o fazer, pois isso partir-me-ia o coração.
Entrei pela casa adentro à socapa, tentando não acordar a minha mãe. Só queria poder ir para a cama, sem ser questionada acerca da minha saída com Mike. Entrei no quarto, que estava às escuras, e liguei a luz. Depois, vesti o pijama e deitei-me na cama, pronta para dormir. Liguei o discman e deixei-me embalar pelo som da música. Adormecer assim, permitia-me não pensar mais no que se passava, nem no que iria acontecer. Ao menos assim, não pensava naquilo que não devia…
*****
Acordei de manhã cheia de dores de cabeça. Não sei porquê, mas há duas semanas que acordo assim. Contudo, continuo a ignorar. Isto deve ser de andar a dormir pouco… Deve ser deve… Deve mas é ser remorsos daquilo que ando a fazer ao Yaten, deve ser mas é isso… Ai, ai… Não me apetece mesmo nada ir para o Conservatório… Acabei por me levantar, e fui tomar um duche rápido. Saída da banheira, sequei o cabelo, com o secador. Coloquei o laço no cabelo, e depois vesti o uniforme escolar, e desci para tomar o pequeno-almoço.
- Bom dia! – Disse, sorrindo. Não que ele seja ou vá ser muito bom, mas enfim… A Michaella já me vai fazer um inquérito quando chegar ao conservatório… E o Mike, como sempre, vai andar o dia todo com o fiozinho de baba a escorrer pela boca, atrás de mim a dizer o quão bonita eu sou, ou a dizer o quão cheirosa estou… Ah senhores, salvem-me deste pesadelo tão real…
- Bom dia… Então… Conta-me lá, como foi a tua noite?
- Excelente… E a tua, como foi? – Disse, mentindo um pouco. Não queria desiludir a minha mãe, que me vira sair ‘feliz’ com o Mike.
- Eh… Normal… Tirando a parte em que um rapaz esteve cá à tua procura… - Disse ela, enquanto se levantava, e depois colocou a caneca e o pires dentro do lava-loiças, e encostou-se à bancada.

- Um rapaz? – Indaguei, enquanto comia um scone. Fiquei curiosa, e agora queria tentar saber quem seria.
- Sim um rapaz… Pela conversa dele, ele é teu colega… Mas não me disse grande coisa…
- Quem seria… - Perguntei eu, apenas para mim, mas a minha mãe, como sempre, ouviu esse meu desvario que supostamente era só para eu ouvir.
- Se te ajuda, ele tinha uma voz muito aguda, tinha cabelo cinzento muito comprido, e tinha um ar fofinho mas mesmo muito, muito fofinho… E tinha os olhos verdes. Um rapaz muito bem-parecido… E parecia mesmo determinado a querer falar contigo… Embora quando lhe disse que tinhas saído tenha ficado um pouco desiludido…
- Uhm… Isso é deveras interessante… - Murmurei. Será que é quem eu estou a pensar que é? Nãaao… Isso era a vontade do meu coração… Só que do imaginar ao acontecer, vai um longo caminho… Mas mesmo assim… Só o queria poder ver, nem que fosse só por um segundo… Um milésimo de segundo chegava… Ou então poder apenas ouvir novamente o som da sua voz a soar perto dos meus ouvidos, mesmo que fosse só para me dizer para eu ir pentear macacos… Amo-o tanto, e fui tão cruel… Mas tão cruel para com ele… Que acho que se ele me visse outra vez, iria desprezar-me. Mas se isso acontecesse, era bem merecido, por muito que isso me fosse custar… Eu não mereço um rapaz como o Yaten… Ele simplesmente merece bem melhor que eu… Eu sou uma parvalhona de primeira categoria… Ele deve odiar-me imenso neste momento… Porquê, porque é que fui tão cruel para ele, porque é que eu o deixei assim, porque é que eu fiz isto a nós os dois?! AHG ODEIO-ME TANTO!
- Mina, estás a ficar atrasada! – Disse a minha mãe, quebrando a minha linha de pensamento. Eu levantei a cabeça, e levantei o olhar na direcção do relógio da cozinha.
- AH! Já são oito horas! – Disse, assim que olhei para o relógio da cozinha - Lá vou eu chegar atrasada ao conservatório! Como é costume… – Emborquei o resto do leite com chocolate, dei um beijo de despedida à minha mãe, e saí porta fora, com a mala a bater no jarrão da entrada. Felizmente, este não caiu. Quando fechei a porta, suspirei de alívio. Se partisse aquele jarrão, a minha mãe possivelmente assassinar-me-ia… Era o jarrão ‘super caro e amado’ da minha mãe. Ela sempre teve aquele jarrão, pelo menos desde que me lembro de o ver ali. Enfim…
Estava um dia frio e chuvoso em Londres, mas eu já estava habituada. E afinal de contas, o tempo estava de acordo com o meu estado de espírito. Abri o meu chapéu, e caminhei enquanto tentava segurá-lo contra o vento que soprava forte pelas ruas atravancadas de gente de Londres. Apesar de ser uma missão impossível, eu consegui aguentar o chapéu, e ele chegou inteiro ao destino. Quando cheguei à entrada do conservatório, encontrei a minha melhor amiga de infância. Ela, pelo que me pareceu, já estava à minha espera há algum tempo, sentada no banco, de chapéu aberto e estava com um ar meio para o aborrecido, mas misturado com divertimento.
- Minako… Estás atrasada, como sempre… - Disse ela, rindo-se.
- Eu sei… Desculpa Michaella… - Disse, simulando um tom arrependido.
- Estou só a brincar! Não tem mal nenhum. Então… Conta-me… Como é que foi a tua noite com o Mike?
- Uma noite… - Disse simplesmente, enquanto fechava o chapéu, pois a chuva parara de cair, finalmente. Ela sabia perfeitamente que eu iria responder isto. Ela sabia de tudo entre mim e o Yaten, e sabia que me era difícil esquecer o Yaten.
- Não aconteceu nada?
- Não… - Respondi prontamente, num tom descontraído, desprovido de qualquer emoção relacionada a Mike.
- Mas tu não gostas dele?
- Só como amigo…
- Minako Aino! Tu prometeste que ias esquecer aquele rapaz, o Yatin, ou Yatene, ou lá como ele se chama! Tu prometeste-me que o ias esquecer!
- Ele chama-se Yaten, e eu não o consigo esquecer… Eu simplesmente já não sei o que faça mais… Ele não me sai da cabeça… - Disse, sorrindo tenuemente E ainda bem que eu não o esqueci… Sinto a sua presença… Eu sinto-o… Eu sinto que ele anda por aí… Mas onde? Onde será que ele está? Oh… Eu só o queria poder ver… Diz-me… Onde estás… Eu quero encontrar-te… Encontrar-te para te pedir perdão por tudo o que te fiz… Vem ter comigo… Ou diz-me onde estás, que eu vou ter contigo… Vá… Por favor… Dá-me um sinal…
- Mas tu tens de fazer alguma coisa! Tens de ser sincera com o Mike! Vê-se mesmo que ele está apaixonado por ti. Não podes andar a brincar com os seus sentimentos!
- E PENSAS QUE EU NÃO SEI DISSO?! – Disse, exasperada, mas vendo o ar chocado de Michaella, mudei o meu tom de voz, assumindo um tom mais calmo - Eu sei disso tudo… Só que não consigo arranjar maneira de lho dizer delicadamente…
- Oh Mina, nestas situações não há cá delicadezas! Dizes o que tens a dizer e mais nada! Há que se ser directa! Qual delicadezas… Foi à pala das delicadezas que a Ana Bolena perdeu a cabeça.
- Mas… - Eu vi o olhar dela, que era meio agressivo, e acabei por anuir – Eu… Eu vou tentar, mas não prometo nada…
- Assim é que se fala! - Ela sorriu, e deu-me uma pancada amigável nas costas.
- Vá! Agora vamos mas é para a aula, que a campainha já tocou há um bocado… - Disse eu, levantando-me do banco onde estávamos sentadas, num tom agitado – E eu não quero chegar atrasada outra vez à aula do Dickinson. Ele era capaz de me assassinar. Bem, assassinar-nos às duas… Já na sexta chegámos atrasadíssimas!
- Eich! É verdade, a primeira aula hoje é de canto, e é com ele… Anda, Mina, senão não entramos na sala! Apesar de ele ser todo perdido de bom e isso tudo, não compensa o facto de ele ser o prof. mais rígido aqui do Conservatório! – Ela puxou-me pelo braço, depois de se ter levantado também, e corremos ambas para a sala onde íamos ter a primeira aula.
*****
Chegou o fim do dia. No entanto, ainda tinha algo a fazer. Tinha de ir falar com Mike. Fui até à Trafalgar Square, que fora onde nós tínhamos combinado o nosso encontro. Eu ia ser sincera com ele. Ia acabar com toda aquela ilusão dele. Já era hora de tudo aquilo ficar esclarecido, e deixar de estar em águas de bacalhau. O vento corria alegre por entre as pessoas. As folhas que teimavam em cair rodopiavam à nossa volta como passarinhos à volta das árvores. Dava, no mínimo um ar mais leve ao cenário da desilusão que iria provocar e assistir.
- Minako! – Ouvi a voz alegre do Mike a chamar-me, bem ao longe.
- Mike! – Abracei-o quando ele chegou ao pé de mim. Depois, pedi-lhe que se sentasse a meu lado, no banco de mármore.
- Então… Que coisa tão importante tinhas para falar comigo? – Perguntou ele, pegando a minha mão cuidadosa e cautelosamente, como se tivesse medo da minha reacção.
- Bem… É um assunto muito sério… E eu espero que não fiques chateado comigo, e que possamos continuar amigos…
- Bem, já vi que é algo muito grave… Vá, conta lá. Sou todo ouvidos…
- Bem… Eu… - Eu começara a falar, mas fui interrompida abruptamente, por uma voz desconhecida, mas que conotava doçura em demasia, e ao mesmo tempo, um tom de ameaça latente. Eu virei o olhar da cara de Mike, em sobressalto, para observar a figura de uma rapariga com ar dócil, mas cujo sorriso era ameaçador.
- Ah! Finalmente encontrei-te, Minako Aino, melhor Navegante de Vénus!
- Oh não! – Disse, em pânico – Mike, foge, por favor, depois falamos! – Disse-lhe, ele assentiu com a cabeça, e fugiu. Eu fiquei sem bem saber como reagir, se me transformava, se ficava… Não sabia mesmo como fazer. A minha mão abria-se e fechava-se hesitante à volta da caneta de transformação dentro do bolso do casaco, enquanto eu dava passos para trás, recuando a medo, embora no fundo soubesse algo… Uma coisa era certa. Eu estava feita ao bife. Sabia que não tinha escapatória possível, se não me transformasse, mas seria um risco para mim fazê-lo. Certamente seria apanhada por alguém, ou então, correria mal para o meu lado, e acabaria na mesma por não conseguir fazer nada de nada…
*FIM DO MOMENTO MINAKO*

Eu andava às voltas pela Trafalgar Square. Andava a tirar fotos, para pôr no meu portefólio pessoal. E nada melhor que fotografar a praça mais famosa de Londres. Era algo que nem todos os fotógrafos amadores tinham hipótese de fotografar, tirando os que viviam em Londres. E como, apesar do tempo não estar muito agradável, até estava luminosidade suficiente para conseguir tirar fotos decentes, decidi aproveitar, visto também que não tinha mais nada de jeito para fazer, pois não sabia onde andava a Minako, e também não estava ali para a perseguir. Se ela quiser falar comigo, que não seja por obrigação, mas sim por vontade dela, não obrigo ninguém a fazer nada.
De repente, senti uma energia negativa, mas ao mesmo tempo, sentia a energia luminosa da Minako. Ao andar mais um pouco, ouvi um grito de pânico. Escondi-me numas sebes ali perto, a observar, para tentar perceber o que se passava ali, e fiquei perturbado.
- Ah! Finalmente encontrei-te, Minako Aino, melhor Navegante de Vénus!
- Oh não! Mike, foge, por favor, depois falamos! – Minako estava na companhia de um rapaz que fugiu a pedido dela. Eu entrei em pânico quando vi a Sailor Mnemosyne avançar perigosamente na sua direcção. MINA-CHAN! E…Eu vou ajudar-te!
- Transformação do Poder da Estrela Healer! – Eu não pude evitar, apesar de eu não querer meter-me, mas fora mais forte que eu. Eu tinha de a salvar, custasse o que custasse. Não podia permitir que alguém lhe fizesse mal.
- Agora que não tens ninguém que te proteja, vou tirar-te a tua semente de estrela genuína! Prepara-te! Não te vai doer nadinha… Acredita no que te digo… Vai ser rápido… E o melhor, é que eu é que vou ficar a ganhar, e tu a perder… Ui, isto foi tão fácil… Encontrar-te, e eu até estava á espera que desses luta, mas nem te transformas… Que tamanha cobardia… Só prova a fraqueza das guerreiras deste sistema solar…
- Inferno... Sensitivo... Da Estrela! – Eu tinha-me transformado, e atirei com um ataque na direcção da Sailor Mnemosyne, que procurou auscultar a direcção de onde viera o meu ataque, de onde eu depois apareci, com um ar ofegante. Ela levou a mão ao pulso, onde o meu ataque lhe acertara em cheio e ela estava furiosa, acabando eu por sorrir - Através da escuridão da noite, aqui vem a estrela cadente! Sailor Star Healer! – Exclamei, num tom agressivo, mas depois assumi um tom preocupado para Minako. Eu reparara que ela não estava nada bem – Minako, estás bem?
- S… Sim! – Toda ela tremia que nem varas verdes, completamente assustada.
- Então transforma-te! Vá!

- Tu outra vez?! Sua Sailor intrometida! Vais-te arrepender de te teres metido no meu caminho! – Ela tentou atacar-me mas sem efeito, eu consegui esquivar-me rápida e eficazmente, tendo o ataque dela quebrado um braço à estátua de mármore da fonte, que caiu ruidosamente dentro de água, fazendo um grande splash.
- Amor de Vénus… e Beleza Chocante! – A Mina tentou travar a Sailor Mnemosyne, e acertou-lhe em cheio na grilheta, que apenas ficou rachada. Mas mesmo assim eu sorri, de rejúbilo. Era agora! Tinha a possibilidade de acabar com ela, de vez.
- Inferno... Sensitivo... Da Estrela! – Eu acabei de destruir o resto da grilheta, e a Sailor Mnemosyne desapareceu numa coluna de fumo. Eu suspirei de alívio. Toma lá! Já é menos uma! Esta já não nos chateia mais! Depois, a minha intenção era de sair dali, já não estava ali a fazer nada. Eu nem era suposta estar ali, supostamente. Não queria mais nada naquele momento. Tentaria encontrar Mina depois, mais tarde, quando ela já estivesse recuperada do choque que apanhara, e se tivesse livrado do namoradinho dela. Eu, sobremaneira, estava cheio de ciúmes, mas não o queria demonstrar, não agora.
- H… Yaten, espera! – Ouvi a voz da Mina-chan chamar-me, e isso fez-me estacar, e virar-me na sua direcção. Era quase como uma voz de comando, a que obedeci prontamente.
- Diz, Minako… – Disse, um pouco a receio, e depois destransformei-me, e ela fez o mesmo.
- Podemos falar os dois, um para o outro, como adultos que somos? – Disse ela, raspando o sapato no passeio. Eu achei piada àquele gesto. Era típico das raparigas humanas, quando elas estão completamente embaraçadas, ou quando estão hesitantes.
- Sim… Mas se eu fosse a ti, eu ia falar primeiro com o teu namoradinho… Ele deve ter ficado deveras assustado… - Disse, azedamente. Não gostara de a ver com outro rapaz e isso estava bem patente no meu tom de voz.
- Ele não é meu namorado… - Disse ela, com um à-vontade que me deixou incrédulo.
- Não? É que vocês pareciam muito próximos…- Voltei a dizer, ainda com uma ponta de ciúme na voz.
- Não… Não temos nada… E para além de mais, tens razão. Tenho de ir falar com ele, há que resolver umas coisas que ficaram mal esclarecidas entre nós…
- Tudo bem… Olha, depois vem ter a esta pensão, é onde eu estou alojado. Eu estarei à tua espera no jardim… Até logo… - Disse, passando-lhe um papel para a mão, com a morada da pensão.
- Até logo, Yaten… E obrigada por me salvares… - Disse ela, piscando-me o olho. Eu sorri, embaraçado, e ela riu-se.
- Não tens de quê… Bem, adeus… - Depois abandonei-a e fui-me embora da praça. Tinha muito em que pensar, e um curto caminho a percorrer até ao carro. Mas o que me deu na cabeça? Porque não acabei logo com isto? Devia ter conversado ali com ela, logo na hora! Enfim… Agora já é tarde… Eu entrei no carro, depois de ter percorrido o caminho todo de volta até ao parque de estacionamento, e de ter retirado do pára-brisas o papel de uma multa, que me tinham passado, por ter ‘excedido o tempo de estacionamento’. Nunca fui multado lá no Japão, e foi preciso chegar a um país estrangeiro para o ser… Ainda para mais… Por estacionamento… É preciso ter sorte… Depois dei à chave e arranquei.
Eu conduzi apressadamente até à pensão e depois de ter estacionado o carro nas traseiras, entrei sorrateiramente pensão adentro, e subi até ao quarto. Despi o blazer e fiquei apenas em camisa. Apesar de estar ligeiramente frio, era como se não sentisse frio nenhum, sentia-me bem assim. Acabei por ir para a varanda, com o telemóvel na mão. A noite estava a começar a dar sinais de aparecer, e eu senti-me a medo de telefonar. Achava que, no sítio para onde ia telefonar, já era muito tarde… Mas… Eu tinha de telefonar para Seiya. Tinha de o avisar daquilo que acontecera. Não podia passar impune esta situação aos ouvidos de Seiya. Bem… Nem aos de Seiya, nem aos da Haruka… Se bem que a esta hora, já deve ser bem tarde em Tóquio, e que Seiya vai-me matar por o acordar, mas enfim… Se é tarde, e se ele já estava a dormir, paciência, agora acorda. Isto não pode esperar!
- Vá lá! Atende, seu pirralho dorminhoco! – Disse eu, resmungando com a demora do Seiya.
- Estou… - Disse um Seiya muito sonolento do outro lado da linha. Ups… Ele já estava a dormir… Já vou ouvir dele…
- Seiya! Sou eu, o Yaten! Desculpa acordar-te a esta hora, eu sei que não é nada cedo para esses lados, mas isto é demasiado importante para esperar por amanhã!
- Ah… Não é assim tão tarde… São só três da manha… Isso não é nada… São só TRÊS DA MANHÃ YATEN!!! – Disse ele, completamente passado dos carretos comigo. Pudera… Três da manhã… Se me acordassem àquela hora… Eu acho que entrava em parafuso e era capaz de fuzilar a pessoa que me telefonasse e me acordasse assim que a visse novamente - Enfim… Já que me acordaste, diz lá o que querias dizer, e é bom que seja algo que valha a pena!
- O inimigo… Vieram atrás da Mina-chan! Felizmente consegui evitar que levassem a semente de estrela dela… E também conseguimos dar cabo da Sailor Mnemosyne…
- Mas-
- Destruímos a outra grilheta. Mas mesmo assim, não podem baixar a guarda! Ainda há ondas negativas no ar, eu sinto-as, apesar de estar longe daí…
- Eu sei disso… Por favor Yaten, tem muito cuidado… Sabes que mais, eu acho que vocês deviam voltar para Tóquio, o mais rápido que puderem. Acho que estão mais seguros aqui do que apenas aí, os dois, sozinhos…
- Eu por mim, estou de acordo com essa ideia… Mas primeiro tenho de falar com a Mina-chan, e resolver as coisas, e só depois é que posso dar uma resposta…
- Mas vocês ainda não…
- Não… Fiquei de falar com ela daqui a um bocado…
- Tudo bem… Por favor Yaten, promete-me… Promete-me que vais ficar bem…
- Eu prometo… Olha eu vou deixar-te dormir, até que eu tenho que desligar. Estão aqui a bater à porta. Até logo!
- Até logo! – E ele desligou.
Depois de ele ter desligado a chamada, eu voltei para dentro do quarto, fechei a janela, pousei o telemóvel em cima da cama, e fui abrir a porta. A minha vontade era de continuar por ali no quarto, que me dava segurança, devido ao seu aspecto antiquado, que ao mesmo tempo me fascinava. Adorava cada viga do tecto, cada pedaço do papel de parede, cada quadro que estava pendurado. Adorava aquele ambiente místico e aconchegante. Era para mim, algo maravilhoso. Olhei mais uma vez lá para fora a observar a paisagem exterior, e depois levei finalmente a mão ao puxador. Tinha de ver quem era.
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MensagemAssunto: Re: Fic Sailor Moon - O Amor é Complicado   Dom Ago 15, 2010 11:11 pm

=O

Que capítulo imenso meu Deus

Citação :


Todas as noites eu ia para a janela
Com o propósito de contemplar o céu
Mas sobretudo para te poder ver
Tu que eras a minha estrela cadente
Eras tu que iluminavas o céu
Na sua fase mais obscura
Mas o que eu mais valorizava era
Sem dúvida a tua ternura
Contudo decidiste partir e
Ainda por cima sem aviso prévio
Eu só não consigo entender
Porque foi tudo isto
Refrão:
Mas onde estás tu
Minha estrela cadente
Que iluminavas a minha noite
Com a tua luz ardente
Mas onde estás tu
Minha estrela cadente
A quem eu amava
Agora e para todo o sempre
Tanto que eu gostava
Que tu um dia regressasses
Pois há muita coisa
Que ficou por dizer
Só tenho pena que não estejas aqui
Para poderes ouvir isto
Tu que és a minha estrela cadente
Da maior parte dos meus sonhos
Que eram apenas meras ilusões
Refrão (repetir 2x):
Mas onde estás tu
Minha estrela cadente
Que iluminavas a minha noite
Com a tua luz ardente
Mas onde estás tu
Minha estrela cadente
A quem eu amava
Agora e para todo o sempre


Mtoo fofo *---*
Parabens pra tua miga



Linda o capitulo foi mto perfo iaoaheuehehahah
Só que se eu for citar vou ter que citar tanto que o post's vai fikar mto grande O.O

Tu caprichou nesse ai hein? *-*


Mto mara x)
Ri d+

Poste mais e faça o spoiler o/
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MensagemAssunto: Re: Fic Sailor Moon - O Amor é Complicado   Dom Ago 15, 2010 11:43 pm

Citação :
Todas as noites eu ia para a janela
Com o propósito de contemplar o céu
Mas sobretudo para te poder ver
Tu que eras a minha estrela cadente
Eras tu que iluminavas o céu
Na sua fase mais obscura
Mas o que eu mais valorizava era
Sem dúvida a tua ternura
Contudo decidiste partir e
Ainda por cima sem aviso prévio
Eu só não consigo entender
Porque foi tudo isto
Refrão:
Mas onde estás tu
Minha estrela cadente
Que iluminavas a minha noite
Com a tua luz ardente
Mas onde estás tu
Minha estrela cadente
A quem eu amava
Agora e para todo o sempre
Tanto que eu gostava
Que tu um dia regressasses
Pois há muita coisa
Que ficou por dizer
Só tenho pena que não estejas aqui
Para poderes ouvir isto
Tu que és a minha estrela cadente
Da maior parte dos meus sonhos
Que eram apenas meras ilusões
Refrão (repetir 2x):
Mas onde estás tu
Minha estrela cadente
Que iluminavas a minha noite
Com a tua luz ardente
Mas onde estás tu
Minha estrela cadente
A quem eu amava
Agora e para todo o sempre
Escrito por : Yaten Kou*
*isso foi escrito pra mim por uma amiga minha *.*


*.*.* Umas das coisas mais lindas que já li em minha vida !!!
cap Lindo Perfeito Mara... <3 (ainda estou emocionada)


Citação :
SABES O QUE DEVIAS TER A CERTEZA?? ERA DE QUE TU DEVIAS TER MAS É JUIZO, E VOLTAR IMEDIATAMENTE PARA CASA! BOLAS HEALER, MAS QUANDO É QUE TU METES JUIZINHO NESSA CABECINHA LINDINHA, QUE EU ACREDITO QUE AINDA TEM UMA CENTELHA DE INTELIGÊNCIA…

Nossa dou muita risadas nessas partes kkkkkkk'
não aguento !!! Parabéns a Fic ta lindaa mesmo!!!
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MensagemAssunto: Re: Fic Sailor Moon - O Amor é Complicado   Dom Ago 15, 2010 11:47 pm

LOOOl
eu vou dizer pra ela que vc gostou muito da cançao ^.^
eu tinha outro mas so pus esse ai, mas posso mostrar pra vcs
Spoiler:
 
essa tambem foi escrita por ela ^.^
mas a gente nao quis postar(havia coisas aqui q sugeriam outraas XD
depois eu dou spoiler pera xD


Citação:
SABES O QUE DEVIAS TER A CERTEZA?? ERA DE QUE TU DEVIAS TER MAS É JUIZO, E VOLTAR IMEDIATAMENTE PARA CASA! BOLAS HEALER, MAS QUANDO É QUE TU METES JUIZINHO NESSA CABECINHA LINDINHA, QUE EU ACREDITO QUE AINDA TEM UMA CENTELHA DE INTELIGÊNCIA…


Nossa dou muita risadas nessas partes kkkkkkk'
não aguento !!! Parabéns a Fic ta lindaa mesmo!!!



Brigada Mii *.*
Bem, depois vou dar spoiler
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MensagemAssunto: Re: Fic Sailor Moon - O Amor é Complicado   Dom Ago 15, 2010 11:53 pm

hehehe oks...
vocês tem muita criatividade
pois
essas canções são lindas *.*
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MensagemAssunto: Re: Fic Sailor Moon - O Amor é Complicado   Dom Ago 15, 2010 11:57 pm

Ela escreveu musica por ela, eu avaliei, dei passada nos erros, e depois deu nessas duas
mas havia uma coisa, que fazia todo mundo pensar que era outra coisa
Citação :
Embora as minhas atitudes
Fossem de quem merecia apanhar

Todo mundo pensava que merecia apanhar era merecia apanhar noutro sentido xD
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MensagemAssunto: Re: Fic Sailor Moon - O Amor é Complicado   Seg Ago 16, 2010 3:09 pm

Capítulo 16 – Declarações
Eu abri a porta, e era a dona da pensão. Fiquei apanhado de surpresa, mas depois sorri. Queria demonstrar que a senhora não tinha, de maneira nenhuma, vindo num momento inconveniente.
- Sir Kou… Está lá em baixo uma tal de Miss Aino à sua espera à algum tempo no jardim… - Disse-me ela, no seu inglês fluente e perfeito.
- Obrigada, Mrs. Mcfish… Diga-lhe que eu desço já, sim? – Eu pedi delicadamente, na mesma língua que ela.
- Com certeza… - Ela assentiu com a cabeça e eu retirei do bolso uma nota de 10 libras, em jeito de gorjeta, e depois fechei a porta, cuidadosamente. Ainda fui procurar na bagagem a pseudo-canção, e saí apressadamente do quarto. Corri pelos corredores da pensão, que estavam em silêncio, e que apenas me traziam de volta o som dos meus passos apressados. Depois, saí porta fora, e corri o mais depressa que pude até ao jardim.
- Desculpa a demora, Minako… - Disse eu, quando cheguei ao pé do banco onde Mina estava sentada. Ela olhou para mim com um olhar arregalado, e eu corei. Já não estava habituado a sentir aquele tipo de olhar sobre mim, sobretudo vindo dela. Para mim, cada olhar que ela me lança é especial, e é assim que os guardo na memória – Eu é que devia estar aqui… Mas tive coisas a fazer antes… Desculpa-me…
- Não tem mal… Eu já estou habituada a esperar… - Disse ela, sorrindo abertamente para mim.
- É indelicado fazer uma rapariga esperar, seja qual for a circunstância… Peço-te mesmo muitas desculpas…
- Já te disse, não faz mal… Agora temos de falar…
- Sim, é verdade… Temos de falar… Mas antes de eu ou tu dizermos mais alguma coisa, quero que leias isto… Acho que te vai dizer muito mais do que as minhas palavras faladas… - Disse-lhe, passando-lhe a folha, enquanto me sentava no banco, a seu lado.
- O que é? – Perguntou ela, curiosa.
- Lê, e depois podes fazer as perguntas que quiseres – Disse eu, simplesmente.
- Tudo bem… -Disse ela, desdobrando a folha, e começou a ler. Enquanto isso, eu comecei a analisar as suas reacções. Ela chegou ao fim da folha com um olhar lacrimejante. Pelos vistos, ler aquela pseudo-canção, custou-lhe tanto o quanto custou a mim escrevê-la… - Tu… Tu nunca me esqueceste, pois não Yaten? Mas tu… Tu… Tu sempre me desprezaste… Mas no fundo sempre me amaste, não é… Apesar de tudo não me esqueceste…

- Não Mina-chan… Nunca te esqueci… E aposto que tu, apesar de todas as crueldades que me fizeste… E apesar de todo o desprezo que te dei… Sinto que também não me esqueceste… Quando te foste embora, deixaste-me um grande vazio no coração. Quando recebi todas aquelas cartas pelas mãos das tuas amigas, só pensava no porquê… No porquê de tu não mas mandares directamente, ou o porquê de não me telefonares… Pensei durante muito tempo que já não me amavas, ou que simplesmente só querias me magoar, ou que simplesmente já nem querias saber de mim… Mas depois pensei… Não… Não era verdade, tu amavas-me demais. Mas depois pensava novamente no que me fazias passar, e eu ficava infeliz. Eu cheguei a ir parar ao hospital por causa disto, acreditas? Isto literalmente deu cabo de mim… Foi algo que me magoou bastante, e que eu pensava que passado algum tempo iria superar tudo isto, mas não fui capaz. A cada dia que passava andava cada vez mais deprimido, e havia dias que nem ligava nenhuma a nada nem ninguém. Simplesmente era como estar ali, mas a minha cabeça estava noutro sítio. Mas depois, o Seiya e o Taiki, já fartos de me ver naquele estado deprimente, mandaram-me para aqui à tua procura, para tentar resolver as coisas contigo. Pagaram-me o bilhete, deram-me até a tua morada, e recambiaram-me para este fuso horário. Ao chegar, o primeiro sítio para onde fui, o primeiro sítio que procurei, foi a tua casa. Eu queria saber de ti, e onde estavas, para poder falar contigo, e a única coisa que me dizem é que tu estavas com o teu namorado… Isso deitou-me completamente abaixo… Sempre era verdade o que já me tinham dito. Mas mesmo assim, não desisti… O meu coração bate mais forte por ti, e deu-me alento para continuar. Depois, encontrei-te em perigo, e a minha vontade foi de me atirar para a tua frente, de te proteger… Porque és demasiado importante para mim, para eu me dar ao luxo de te perder… Tu és a mulher da minha vida, Mina…
- Yaten… - Ela estava mesmo à beira das lágrimas. Eu olhei para ela com um sorriso na face, e continuei a falar, descontraidamente.
- Não… Deixa-me acabar, por favor, Mina-chan… Tu és a pessoa que eu mais amo, acima de tudo na minha vida. Mesmo que o facto de ser um homem só seja apenas uma fachada para aquilo que realmente sou, isso não vai mudar em nada o que sinto. Foste tu quem eu amei, quem eu amo e quem eu sempre amarei, Mina-chan, e não há ninguém nem nada que mude o que acontece no meu coração cada vez que te vejo ou sinto a tua presença luminosa. Sabes… Simplesmente já não consigo encontrar mais palavras para descrever o que sinto por ti… - Disse, sorrindo por entre lágrimas.
- Oh Yaten! - As lágrimas corriam pela sua face – Amo-te tanto! Desculpa por tudo o que te fiz sofrer, por tudo o que te fiz passar, por tudo mesmo! Eu… Eu nunca devia ter duvidado dos teus sentimentos… Nem dos meus… Eu sempre te amei, desde o início…
- Eu também te amo, Mina… - Disse, puxando-a para perto de mim, e beijei-a apaixonadamente. Um beijo daqueles que deixa uma marca bem profunda no coração dos apaixonados: A marca do primeiro beijo de amor verdadeiro. Eu sentia-me muito feliz, quer dizer, acho que nunca mais vou ser tão feliz como sou agora. Aquele momento era simplesmente, indescritível e deveras mágico.
- Obrigada por este momento maravilhoso, Yaten… Sabes, eu durante muito tempo esperei que tu viesses ter comigo… E julguei que este momento nunca mais chegaria… Mas nunca pensei que este momento fosse tão especial, nem que fosse num local tão bonito, e ainda por cima à luz do luar… É tão bonito este momento… É o melhor momento da minha vida…
- Eu também esperei muito tempo por este momento… Nem tu sabes o quanto… Não tens de quê… És a melhor coisa que tenho na minha vida… - E voltei a beijá-la, depois de ter passado a mão pela sua face escarlate. Estava a ser um momento único, e que eu não esqueceria tão cedo.
- Yaten? – Disse ela, num murmúrio.
- Sim, Mina… - Disse, dando-lhe um espaço para ela falar, mesmo assim, encostei a sua cabeça ao meu peito, carinhosamente, e depois comecei a passar a minha mão delicadamente pelo seu cabelo.
- Queres voltar para Tóquio?
- A minha intenção era essa… Mas tens de falar com a tua mãe, não é?
- Sim… Não posso partir sem aviso… E tu tens de pagar o quarto, e de entregar o carro na empresa de alugueres… Não é?
- Sim… Mas podíamos passar esta noite juntos, os dois, assim, aconchegadinhos um ao outro… Tu sabes… - Disse, corando com a ideia que me trespassara o pensamento.
- Seu malandro… Mas só pensas nisso? – Disse ela, rindo-se.
- Não, eu penso em mais coisas… Penso em ti, em como tu és bonita, em como te amo tanto… Em tudo isso… Enfim… Queres jantar? Eu pago…
- Não tenho outra hipótese senão aceitar, não é?
- Se não quiseres, eu posso ir pôr-te a casa, falas com a tua mãe e nós podemos já ir embora…
- Tenho uma ideia melhor: vamos jantar com a minha mãe… Numa de despedida… Não sei quando voltarei a ver a minha mãe outra vez…
- Também serve… Então deixa-me só ir pagar o que devo, e ir buscar as minhas coisas, e depois vamos até tua casa… Só espero que a tua mãe não se importe…
- Está bem… E não te preocupes que ela não se importa… - Disse ela, abraçando-me – Eu vou contigo… - Ela pegou na malinha dela, e seguiu-me em direcção à pensão.
Depois de eu ter trazido para baixo as minhas coisas, e de ter pago o que devia, fomos até ao carro. Eu abri-lhe a porta, e depois entrei.
-Antes que eu me esqueça, eu tenho de te perguntar isto, sabes, só para o tornar oficial… Aceitas namorar comigo? – Disse, agarrando-lhe as mãos, enquanto sorria abertamente para ela.
- Sim… Claro que sim, Yaten! – Ela abraçou-me felicíssima, e eu sorri, dando-lhe depois um beijo carinhoso na testa, e depois arranquei. Oh boa, este é o melhor dia da minha vida! HEALER, JÁ PENSASTE BEM NO QUE ESTÁS A FAZER?! OH TU AÍ, SUBCONSCIENTE FEMININO ESTÁ CALADO! DEIXA LÁ O RAPAZ SER FELIZ! Calem-se os dois, caramba, estou a apreciar o momento, está bem?!
Enquanto ouvia a discussão que estava a acontecer na minha cabeça, sentia que o ambiente dentro do carro estava mesmo espectacular. Eu senti os meus lábios esboçar um sorriso, ao ver que Mina estava totalmente feliz. Sem dar por isso, e também rapidamente, chegámos a casa da Mina-chan. Desliguei o carro, que parou de vibrar ao sabor das rotações do motor, e olhei para Mina-chan, que começara a tirar o cinto.
- Aqui estamos… Espera, eu abro-te a porta… - Eu saí do carro, abri-lhe a porta, e depois tranquei o carro.
Mina abraçou-me, feliz. Ela parecia uma tola apaixonada, tal como eu. O amor é espectacular, e cada vez que penso nisso, só me faz lembrar as palavras de Joseph Addison , que disse uma vez que “O amor não é para ser afastado com o raciocínio, ou perdido em alta ambição ou sede de grandeza; é uma segunda vida, cresce e invade a alma, aquece cada veia, e bate em cada pulsação.” As palavras deste senhor deixam-me cada vez mais convicto de que estou a agir da maneira certa. Se é a Minako que eu amo, não tinha outra atitude a tomar senão declarar-me e ficar com ela, para sempre no meu coração, sem pensar nas consequências que isso pode trazer. Pensar em consequências, ou simplesmente reprimir o que sinto por ela, simplesmente nos magoará mais, e não é preciso existir mais mágoa neste mundo.
Eu e Mina caminhámos agarradinhos um ao outro até à porta de casa dela, que estava mais ou menos às escuras. Apenas se via a luz que vinha da cozinha. Talvez a mãe de Mina estivesse a fazer o jantar, ou outra coisa do género. Não sei. Mina olhou para a porta, e hesitou ligeiramente.
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MensagemAssunto: Re: Fic Sailor Moon - O Amor é Complicado   Seg Ago 16, 2010 3:18 pm

*.* aien que Lindo Tinoco-chan :blush:
Citação :

- Não Mina-chan… Nunca te esqueci… E aposto que tu, apesar de todas as crueldades que me fizeste… E apesar de todo o desprezo que te dei… Sinto que também não me esqueceste… Quando te foste embora, deixaste-me um grande vazio no coração. Quando recebi todas aquelas cartas pelas mãos das tuas amigas, só pensava no porquê… No porquê de tu não mas mandares directamente, ou o porquê de não me telefonares… Pensei durante muito tempo que já não me amavas, ou que simplesmente só querias me magoar, ou que simplesmente já nem querias saber de mim… Mas depois pensei… Não… Não era verdade, tu amavas-me demais. Mas depois pensava novamente no que me fazias passar, e eu ficava infeliz.

Owun chorei !!! T.T
ia colocar o paragrafo todo mas iria ficar muito grande *.*
lindooo perfeitoo ^^

Maiss maiss!!!
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MensagemAssunto: Re: Fic Sailor Moon - O Amor é Complicado   Seg Ago 16, 2010 4:16 pm

Mais mais *.*
Oh Mii isso me deixa muito feliiiz *.*
Eu depois quando Amanda-chan ler, posto mais *.*
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MensagemAssunto: Re: Fic Sailor Moon - O Amor é Complicado   Seg Ago 16, 2010 10:36 pm

Simm *.*
Vamos lá Amandinha lê logo!!!
estou esperando ^^
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MensagemAssunto: Re: Fic Sailor Moon - O Amor é Complicado   Seg Ago 16, 2010 11:37 pm

Aqui está mais um(Amanda fica com dois pra ler xD)

Capítulo 17 – O jantar em casa da Mina-chan
Mina-chan agarrou-me as mãos. Ela não tinha bem a certeza se deveria fazer o que ela ia fazer, e isso estava bem patente no seu semblante.
- Tens a certeza que queres fazer isto, Yaten? – Perguntou-me ela, olhando-me profundamente nos olhos.
- Claro… Afinal de contas, a tua mãe teria de me conhecer mais tarde ou mais cedo… Não é?
- Sim, de facto… Tudo bem… - Ela largou apenas uma das mãos, e com a outra, bateu à porta. Eu ri-me da cara que ela fizera após ter batido à porta. Era um misto de medo com felicidade. Era mesmo divertido vê-la assim, neste misto de sentimentos.
- Já vai, já vai! – Ouvimos a voz da mãe da Mina-chan dizer, do outro lado da porta – Oh, Minako… Só agora… Oh… já percebi… Espera lá! Tu és o rapaz de ontem, não és?
- Posso dizer que sim… Eu sou o Yaten Kou, muito prazer… – Disse, apertando a mão da mãe de Minako, e enquanto ao mesmo tempo sorria abertamente.
- Mãe… Eu tenho uma coisa para te contar… - Mina apertava a minha mão com muita força, enquanto estava a meu lado. Eu mordi o lábio para não me desmanchar a rir.
- Contas quando entrarem, vá que está frio aí fora! Entrem, entrem!
- Obrigado – Disse eu, limpando os sapatos no tapete, e entrei, depois de Minako.
- Vá, senta-te aí no sofá! Está à vontade, é como se estivesses em tua casa! – Disse a mãe de Mina, sorrindo para mim. Eu acenei com a cabeça, e sentei-me. Minako sentou-se a meu lado, e deu-me a mão. Enquanto isso, dei uma vista de olhos à sala de Mina. Era uma sala simples, com alguns vasos de flores expostos pela sala. Uma mesinha tinha uma jarra ancestral lindíssima exposta, que eu só tinha pena de não ter ali a máquina fotográfica para tirar-lhe uma foto. Os sofás eram também de um tempo antigo, talvez finais dos anos 50. A única coisa ali com um ar mais recente era o enorme plasma que estava pendurado na parede. As janelas tinham também um ar antigo. Melhor, toda aquela casa tinha um ar antigo. Se a minha relação com Mina durar, vou gostar da minha ‘sogra’. Acho que nos vamos dar muito bem. Adoro coisas antigas. A mãe dela foi buscar uns cafés, e pô-los à nossa frente – Então Minako, que me querias contar? – Disse, depois pondo um olhar nas nossas mãos, que estavam unidas – Se bem que já estou a imaginar o que me vais dizer…
- Mãe… Eu quero dizer-te uma coisa… Lembras-te daquela conversa que tivemos logo quando eu cheguei, quando tu me perguntaste se eu tinha deixado o Japão por causa de um rapaz? É verdade que isso aconteceu, e foi por causa dele… - Disse ela, olhando de esguelha para mim, para se certificar que não me tinha ofendido, e depois continuou – Eu e o Yaten tivemos um período conturbado, com muitas discussões e isso tudo. Foi quando decidi que tinha de sair um pouco da rotina, e tinha de me afastar daquilo que me fazia sofrer. Acabei aqui, e foram uns meses muito tristes e felizes aqui na tua companhia, isto é, tristes, porque estava longe do Yaten, e felizes, porque estava contigo. Mãe, tu pensaste que o Mike era meu namorado, mas ele nunca foi mais que um amigo… Enfim… Sabes que mais, isso é uma longa história, e não interessa para nada. O que interessa, é que não deves ficar chateada com o Yaten, eu também fui uma parva com ele. Nós amávamo-nos e fomos uns casmurros do pior. Mas ele agora veio ter comigo, para me pedir desculpa, e para fazermos as pazes. Vá, depois deste discurso todo, acho que já percebeste mais ou menos o que eu queria dizer…
- Mas vocês já namoravam, antes dessas confusões, como tu lhes chamas? – A mãe de Mina estava meio confusa, mas o mais importante, é que ela tinha percebido, sem se lhe ter dito muita coisa. Eu acabei por decidir naquele preciso momento que iria contar tudo às duas. Havia coisas que tinha escondido à Minako, e que agora iria contar, já que tinha surgido a oportunidade.
- Não, Sr.ª Aino… Eu e a Mina-chan amávamo-nos, mas eu não o queria admitir, percebe? Eu sentia-me muito confuso nessa altura, apesar de a amar… Tinha acabado de voltar ao Japão, de onde tinha partido dois anos antes, e caí ali, de chapão. Não estava à espera de encontrar, dois anos depois, a Mina-chan naquele estado ainda apaixonado, estava à espera que ela me tivesse esquecido, e arranjado alguém que lhe desse o carinho e o amor de que ela precisa, visto que eu a tinha abandonado… - Disse, olhando para ela de esguelha. Era a primeira vez que dizia aquilo tudo à frente de Mina-chan, as verdadeiras razões por ter sido meio parvo com ela, e estava com medo da sua reacção, mas eu tinha de dizê-lo… Mina-chan acenou-me com a cabeça, como que a dizer-me para continuar - E então, quando ela se foi declarar a mim, fiquei sem saber o que fazer, acabando por a rejeitar, e assim foi durante algum tempo, até que ela simplesmente se fartou. E fez muito bem, eu também ter-me-ia fartado, se estivesse no lugar dela. Eu fui do mais ruim que podia haver. Nenhuma rapariga merece as palavras duras que lhe disse. Qualquer rapariga com algum amor-próprio nunca me perdoaria. Mas a Mina-chan tem um coração de ouro… Apesar de tudo, está a perdoar-me… Não quero que me julgue pelo passado, Sr.ª Aino, pois a Mina também não o fez… Eu só quero que me dê a sua aprovação, para que eu e a Mina possamos namorar…
- Querido, olha… - A mãe da Minako pegou nas minhas mãos, depois de me ter interrompido – Eu confio plenamente na minha filha, e se és tu que ela quer, eu não me oponho… Só te peço que tomes conta da minha menina… Ela é a minha única filha… - A mãe dela abraçou-me e eu senti-me pouco à-vontade. A Mina riu-se da situação. Eu depois sorri de través – Vocês agora devem querer voltar para o Japão, não é?
- Pois… Eu também queria poder ter-te dito isso… Mãe… Eu…
- Não precisas de dar justificações… Podes ir… E para além de mais, já tens idade para tomar as tuas próprias decisões…
- Mas…
- Não te preocupes… Eu fiquei aqui quatro anos sozinha… Eu aguento mais uns quantos…
- Tudo bem… Obrigada mãe! - Disse Mina-chan, abraçando a mãe dela emotivamente. A sua face depois assumiu um ar divertido, que eu não compreendi, até ela falar – Olha, podemos comer qualquer coisinha? É que eu estou cheia de fome…
- Só tu para dizeres isso depois de uma conversa séria… Vá, eu vou ver o que posso fazer para nós os três… - A minha mãe levantou-se do sofá, e foi para a cozinha, deixando-nos sozinhos na sala – Já volto, deixo-vos aqui aos dois, por isso, juizinho… - Eu ri-me um pouco, e depois entretive-me a passar suavemente o polegar pela mão de Mina, que sorriu para mim. Contudo, o seu sorriso não durou muito tempo.
- É verdade, aquilo que tu disseste? – Disse ela, olhando para mim, com um olhar sério, aproximando-se de mim.
- A mais pura delas todas, Mina-chan. Sabes que eu jamais te mentiria. Muito menos nesta altura… - Disse, agarrando-lhe as mãos, e sorri para ela.
- Oh Yaten, foi muito corajoso da tua parte dizeres aquilo tudo à minha mãe… Não estava nada à espera…
- Eu tinha de te contar… E a tua mãe queria saber coisas sobre nós, e assim, matei dois coelhos de uma só cajadada. Tinha mesmo de contar. Não gosto de ter segredos para ti…
- És tão tolo às vezes… Enfim, é por isso que também gosto de ti.
- Eu também gosto muito de ti… - Disse, dando-lhe um beijo na bochecha. Apesar de namorar com Mina-chan, tinha de respeitar o espaço onde estava, e não iria beijar a Mina sabendo que podia ser apanhada pela mãe dela. Mas depois acabei por lhe dar um beijo perto do canto da boca, só para deixar uma ponta de desejo. Mina acabou por me puxar, e beijar-me por um longo bocado. Este deve estar a tornar-se dos momentos mais embaraçosos da minha vida, mas desde que esteja perto da Mina-chan, não há problema… Contudo, a mãe de Mina nem se deu conta do que estava a acontecer. Eu sorri de alívio. Ainda bem que a mãe de Mina não deu por nada… HEALER, ESTÁS A COMETER O MAIOR ERRO DA TUA VIDA! Cala-te consciência estúpida… Odeio ter duas consciências… É horrível, caramba!
Após um bocado, a mãe de Mina-chan apareceu com duas travessas na mão, e chamou-nos, meio aflita:
- Meninos, venham ajudar-me, se fazem favor… - a mãe de Mina fazia um esforço desgraçado para equilibrar as travessas nas mãos, tentando não as deixar cair.
Eu levantei-me prontamente, para ajudar a mãe de Mina, e Mina também ajudou. Ela pôs a mesa, enquanto eu e a mãe de Mina pousávamos cuidadosamente as travessas na mesa.
- Eu fiz bifes com batatas fritas, espero que gostes Yaten.
- Oh, Sr.ª Aino, eu como qualquer coisa, eu não sou esquisito… Não se preocupe com isso…
- Pois, mãe… Espero que tenhas feito salada para mim, sabes que eu não como fritos… - Disse Mina, assim que viu a travessa das batatas fritas.
- Espera que eu já vou buscar à cozinha, eu fiz em grande quantidade, só que ficou lá, não podia trazer tudo sozinha… E tu já viste que eu quase ia deixando cair as travessas…
- Deixe-se estar, Sr.ª Aino… Eu vou lá buscar… - Eu dirigi-me à cozinha, e trouxe a tigela da salada. Depois, sentei-me e começámos a jantar.
- Então Yaten, conta-me lá! O que fazes da tua vida? – Perguntou a mãe de Mina, enquanto comíamos.
- Nos tempos livres? Faço parte de uma banda muito famosa no Japão, os Três Luzes, com os meus irmãos. Mas no fundo, eu gasto a maior parte do meu tempo a tirar a minha licenciatura em Fotografia… É o que eu mais gosto de fazer, acima de tudo. É isso, e apreciar antiguidades…
- Uhm… Bem me parecia que a tua cara não me era estranha… Eu já tinha visto concertos vossos na televisão… Mas de repente não estava a associar… Antiguidades, isso é muito bom… Como já viste, a minha casa parece quase um museu…
- Pois… Realmente… A sua casa tem um toque especial, que eu gosto muito. Bem, por norma, até prefiro quando não me associam logo à banda… Eu gosto de conservar a minha privacidade… Não sou muito dado à fama. Prefiro ficar escondido na sombra. Só que isso é muito difícil…
- Ainda bem que gostas da minha decoração… A Minako, sobretudo quando a mala dela tem encontros imediatos com o jarrão da entrada, não aprecia muito… Mas isso agora não importa… Explica-me como conheceste a Mina…
- Ela fazia parte do clube de fãs dos Três Luzes e chegou a ser a nossa manager, mas quando eu fui para o Liceu de Juuban, começámos a ter uma relação mais próxima. Mas não deu para muito, pois os meus irmãos decidiram que era altura de partir para outra. Já andávamos um pouco cansados da banda, e quisemos dar uma pausa, e então saímos do Japão. Depois, tudo o resto é história…
- Mãe, não vais fazer um inquérito à moda da inquisição espanhola ao meu namorado, pois não? – Mina olhou para ela com um ar divertido, e a maneira como Minako dissera a palavra namorado deixara-me meio que atrapalhado. Ainda não me habituei à ideia de que tinha Minako só para mim, nessa acepção da palavra.
- Não… Desculpem, mas eu sou muito curiosa… - A mãe de Mina corou de embaraço.
- Oh, não se preocupe, é perfeitamente normal uma mãe querer saber coisas sobre o namorado da filha… - Disse, desculpando-a, embora no fundo, estivesse a lutar comigo mesmo para não me desmanchar a rir.
- Enfim… És um rapaz muito simpático Yaten… Ainda bem que a Mina teve a hipótese de encontrar um rapaz assim…
- Obrigado… - Disse, sorrindo. Se soubesse como era antes… Acho que não pensaria o mesmo… Se soubesse como era antes de conhecer a Minako…
- Mãe, o Yaten pode passar cá a noite, é que nós queríamos partir já amanhã, e ele já deu check-out na pensão onde estava. Pode, mãezinha querida?
- Claro que pode…
- Oh, muito obrigada!! – Disse ela, sorrindo.
- Bem, se já acabaram de jantar, podem ir dormir. Mina, vai mostrar o quarto de hóspedes ao Yaten, enquanto eu arrumo a mesa.
- Não queres ajuda?
- Não… Vá, vai lá mostrar o quarto ao rapaz… Tenham uma boa noite meninos…
- Boa noite, Sr.ª Aino… Obrigado pela hospitalidade, e pelo óptimo jantar – Disse eu, sorrindo abertamente.
- Não tens de quê. Boa noite.
- Boa noite mãe! – Mina puxou-me para o andar de cima, e eu ri-me a bandeiras despregadas. Subimos as escadas, e o andar de cima seguia a linha de decoração do andar de baixo. Só que as paredes livres de janelas tinham agora quadros que faziam papel disso. Mais uma vez, arrependi-me de não ter a máquina fotográfica à mão. Os quadros eram lindíssimos. Mina pôs-se em frente da porta do quarto, e sorriu para mim. 
- Enfim, o quarto é aqui… Queres ir buscar alguma coisa à mala?
- Sim… Eu vou lá abaixo ao carro, num instante.
- Não queres que eu vá contigo?
- Se quiseres… - Disse eu, olhando com um ar tentador para ela.
- Oh, Yaten… Francamente… - Disse ela, rindo-se – Anda lá! Deixa-te de disparates. À minha frente! Vamos embora!
- Sim capitã! – Disse, rindo-me.
Ela empurrou-me, literalmente, escadas abaixo. No andar de baixo tudo estava às escuras. A mãe de Mina provavelmente já se tinha ido deitar, e nós fizemos pouco barulho, para não a incomodar. Saímos pela porta, deixando-a encostada, pois Mina não levara as chaves com ela, e ela não queria bater à porta, consequentemente incomodando a mãe dela. Ao chegar ao carro, abri a mala deste, e depois abri a minha mala de viagem, tirando o pijama. Depois, voltamos para dentro. Como é que esta gente consegue aguentar este frio? Fogo! Subimos silenciosamente as escadas, e voltámos ao quarto de hóspedes.
- Oh Mina, tens a certeza que queres voltar para o teu quarto? – Disse eu, com um ar de cachorrinho abandonado. Não queria que ela me deixasse sozinho.
- A minha mãe não vai achar piada nenhuma, mas que se dane… Mas primeiro, deixa-me ir vestir o pijama…
- Tudo bem… Vai lá… - Eu sorri, e ela foi num instante ao quarto.
Mais uma vez, pus-me a olhar à volta para o quarto. Mais uma vez, a mãe de Mina surpreendeu-me. O quarto de hóspedes estava decorado, mais uma vez à moda antiga, e eu sinceramente já não conseguia arranjar palavras para descrever a mãe de Mina, e a sua decoração: esta senhora é simplesmente espectacular, e tem um excelente gosto.
Enquanto esperava que Minako voltasse, eu comecei a vestir o meu pijama, e depois, deitei-me na cama, enroscando-me debaixo dos cobertores. Estava um frio que não se podia, apesar de estarmos a meio de Maio. Bem, o Reino Unido é conhecido por ser um país particularmente frio… Por isso…. Acho que é normal a esta altura do ano o tempo estar assim.
- Yaten! – Ouvi um sussurro entusiasmado vindo da entrada do quarto. Era Minako, e ela vinha com um sorriso de orelha a orelha. Eu sorri, também, enquanto ela entrou no quarto, e fechou a porta.
- Mina… - Disse, quando ela chegou perto de mim, e se deitou a meu lado, abraçando-me. Eu olhei-a de alto a baixo, e depois, num tom de gozo, disse – Tens… um pijama muito giro… - O pijama dela era cor-de-laranja, com ursos castanhos, e ao ver aquilo, deu-me uma ligeira vontade de rir, embora não o tenha feito. Não queria magoar os sentimentos de Minako novamente.
- Ao menos é mais giro que o teu… - Ela riu-se do meu comentário, e eu acabei por me rir também. Depois, envolvi-a com os meus braços, e adormecemos assim, os dois, abraçados um ao outro.
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MensagemAssunto: Re: Fic Sailor Moon - O Amor é Complicado   Ter Ago 17, 2010 9:43 pm

Capítulo 18 – Mais duas sementes de estrela que desaparecem na escuridão
Acordei na manha seguinte abraçado à Mina-chan. A noite anterior fora maravilhosa, talvez das melhores na minha vida. Enquanto Mina-chan dormia, entretive-me a passar com o dedo carinhosamente na sua bochecha. Era tão bom poder estar ali a seu lado, com ela, poder tocá-la… Tê-la só para mim… Poder sentir o calor do seu corpo aquecer o meu coração…
De repente, ela acordou. Os seus olhos abriram-se lentamente, e ela sorriu abertamente para mim. Ela parecia tão ou mais feliz que eu, e eu senti-me ainda mais feliz por isso.
- Bom dia… - Disse, sorrindo para ela.
- Bom dia… - Ela respondeu-me de volta. Depois, ela encostou os seus lábios aos meus, beijando-me carinhosamente. Eu sorri, e depois levantei-me, encostando-me à cómoda, com um ar descontraído. Esta foi definitivamente a melhor noite da minha vida… Sem dúvida alguma… Poder ter estado com a Minako… Há tanto tempo que não me sentia tão feliz… OH HEALER… POR FAVOR… TU NÃO TENS MESMO JUIZINHO NENHUM NESSA CABEÇA OCA… ESTÁS MESMO A PERCISAR DE UMA TERAPIA DE CHOQUE…
- Mina, como queres viajar? De avião, ou preferes um modo de transporte mais rápido? – Disse, com um olhar travesso, após um momento de silêncio que correu por entre nós. Tinha de lhe fazer aquela pergunta, pois não me apetecia nada andar de avião outra vez, e só queria o meu modo de transporte favorito. Andar de avião irritava-me sobremaneira, sobretudo quando estou tão habituado ao teleporte. Em comparação, os aviões são demasiado lentos, mas muito mais lentos que o teleporte…
- E que modo de transporte seria esse? – Respondeu ela, fazendo o mesmo olhar, embora o dela demonstrasse um pouco de receio à mistura, o que me fez esboçar um trejeito de gozo.
- Teleporte… Muito mais rápido e muito mais seguro… Estaríamos no Japão em menos de um minuto… Em vez de termos de fazer uma viagem super dispendiosa e demorada de avião… - Disse, sorrindo abertamente.
- Ah… Não sei não… Já ouvi histórias de pessoas que se perderam entre dimensões a viajar assim… - Disse ela, com um ar assustado.
- Confias em mim?
- Sim… Confio… - Disse ela, agarrando-me a mão.
- Então é quanto baste. Não tenhas medo… Eu já viajei muitas vezes assim.
- Oh… Mas isso és tu… E tu tens de devolver o carro…
- Eu sei… Nós vamos até ao aeroporto, até que não podíamos desaparecer assim do nada, e depois, devolvemos o carro, eu pago o que tiver a pagar, e depois teleportamo-nos daqui para fora.
- Oh… Está bem… Mas para que conste nos autos, eu não concordo… Então se vamos, vamos já… - Disse ela, levantando-se – Quer dizer… Primeiro vou à casa de banho, para tomar um duche, e depois vamos embora.
- Tudo bem… Tu é que sabes… - Disse, levantando-me também, para lhe dar um beijo.
- Vá, eu tenho de ir para o quarto, senão a minha mãe, se nos apanha, faz-nos a folha… - Disse ela, empurrando-me amigavelmente.
- Oh… Está bem, vai lá… Vejo-te daqui a bocado…
- Daqui a bocado… Vou tentar ser rápida.
Eu fiquei no quarto a despir o pijama, dobrando-o de seguida, fazendo depois também a cama, deixando-a incólume, como ela estava antes de eu chegar. Depois, vesti as roupas que trazia vestidas ontem. Esquecera-me ontem, quando fui buscar o pijama, de trazer roupas para vestir. Saí do quarto, silenciosamente, e desci as escadas. Ao chegar ao andar de baixo, andei até à porta, abrindo-a, e depois deixei-a encostada. Depois, fui ao carro para pôr lá o pijama, e trazer outras roupas. Fiz isso em pouco mais de cinco minutos. Voltei para dentro de casa, e ia com intenções de voltar ao quarto para me vestir, depois de tomar um duche. Contudo…
- Bom dia, Yaten… - A mãe da Minako apanhou-me a subir as escadas.
- Bom dia, Sr.ª Aino.
- Então, foste buscar roupas lavadas… - Disse ela, apontando para a trouxa que levava na mão.
- Sim… É verdade. Ontem esqueci-me de trazer, quando fui buscar o meu pijama… Sou uma pessoa muito esquecida… - Tentei justificar-me, com uma desculpa tosca, que a mãe de Mina mordeu completamente. Por acaso, e só por acaso, só não tirei mais roupa da mala, do que o pijama, pois Minako beijara-me pelo meio do processo, e depois acabei por não pegar em mais nada.
- Oh, és exactamente como a minha Minako… Ela também é assim, muito despistada…
- Bom dia mãe! Quem é que é despistada? – Mina descera as escadas, provavelmente à minha procura.
- Ah, a tua mãe estava aqui a dizer-me que eras despistada, como eu… A tua mãe viu-me a vir lá de fora, porque tive de ir buscar roupa para vestir.
- Ahhhh…. Está bem… Olha, eu já estou pronta para irmos…
- Oh Mina… Tens mesmo de ir embora hoje?
- Sim mãe… O Yaten não pode faltar mais às aulas… E eu tenho coisas a fazer…
- Oh… Está bem… Olha filha, eu tenho de ir trabalhar… Vou ter tantas saudadinhas tuas… Não quero deixar-te ir…
- Oh, mãe, eu também vou ter saudades tuas… Adoro-te muito… Mas agora tens de ir, senão chegas atrasada…
A mãe de Minako abraçou-a, e depois olhou para mim:
- Toma bem conta dela, sim? – Ela abraçou-me também, e eu sorri, com um ar confiante.
- Esteja descansada que ela comigo ficará bem… Não se preocupe.
- Adeus meus lindos. Depois passem por cá de vez em quando para me fazer uma visitinha, sim?
- Sim mãe… Adeus! – A mãe dela saiu, e nós os dois ficámos sozinhos em casa.
Eu olhei para Mina-chan, e sorri. Ela estava com um ar super divertido, e eu ri-me por um bocado.
- Yaten, vê lá se queres ir tomar um duche antes de irmos… - Disse ela, assumindo um ar sério.
- Por acaso tenho mesmo de o fazer, e até era o que ia fazer a seguir, antes da tua mãe me apanhar com a roupa na mão… Enfim… Dá-me um quarto de hora… - Disse, acenando com a roupa que tinha nos braços.
- Tudo bem, eu espero cá em baixo…
- Está bem… Até já… - Eu subi as escadas, e fui para a casa de banho, depois de Minako me ter indicado onde esta ficava.
Tomei um duche rápido, e depois desci até lá abaixo. Queria ir ter com a Mina-chan o mais rápido que podia, para podermos ir embora. Queria voltar a Tóquio o mais rápido que pudesse. Sentia que algo estava errado no equilíbrio das coisas, e estava com um mau pressentimento acerca disso. Apareci de repente na sala, sem ela dar por isso, e Mina assustou-se.
- Ah, estavas aí… - Ela levantou-se num salto.
- Podemos ir? – Perguntei, sorrindo.
- Sim, vamos… Yaten?
- Sim? – Disse num tom curioso, achando estranho o tom que Mina usara.
- Oh, nada, esquece…
- Não… Diz…
- A sério, esquece…
- Tudo bem. Vamos sair então – Eu pus o meu braço à volta da cintura dela, e saímos assim de casa.
A viagem até ao aeroporto decorreu-se em silêncio. Nem eu nem Mina falámos. O ar estava pesado. Que se passará com ela? Ela está assim desde que saímos de casa… Não percebo, sinceramente… Ah… Continuo a ter aquele mau pressentimento… Há qualquer coisa de errado… O equilíbrio está todo alterado… Bolas caramba, o que se está a passar! Eu não entendo!
- Yaten…
- Sim, Mina? – Ela quebrara o silêncio que estava no carro, e também quebrara o meu pensamento. Eu olhei para ela, com um ar meio exasperado, e depois acabei por tirar as mãos do volante, pousando os cotovelos neste, e encostando depois o meu queixo nos braços, num tom meio abstraído.
- Não sentes que há algo estranho no ar?
- Algo estranho? Como assim?
- Não sei… Algo me diz que alguma coisa má vai acontecer…
- Ah… Afinal não sou só eu… - Disse, suspirando.
- Tu também?
- Sim… Há já um bocado que ando com um mau pressentimento…
- Que será que se passa…
- Eu sei… Quer dizer mais ou menos…
- Que queres dizer?
- Ainda há perigo para nós…
- Como assim? Não matámos –
- Sim, matámos, mas ainda há, pelo menos, uma sailor a tentar conseguir as restantes sementes de estrela… Nós temos de a… – Eu parei de falar. Senti uma pontada de dor trespassar-me, o que me fez fazer um trejeito de dor. Eu sabia bem o que aquilo significava, e o meu consciente também. Oh não! Mais uma semente de estrela que se foi!
- O que se passa Yaten, estás bem? – Mina olhou para mim com um olhar preocupado, e envolveu-me nos seus braços, o que me confortou por um pouco.
- Temos de ir depressa devolver o carro! Houve outra semente de estrela que desapareceu! Bolas! Tinha mesmo de ser enquanto estou aqui sem poder fazer nada! – Eu saí do carro. Já estávamos no aeroporto há um pouco, e eu fui até a loja de alugueres do aeroporto, para entregar a chave do carro, e pagar o valor do aluguer… Ah, e deixar o dinheiro da multa também… Depois, voltei. Mina-chan estava à minha espera à porta da loja, com um ar cansado.
- Bolas, Yaten, tu quando queres, ninguém te apanha… - Ela estava ofegante. Eu fiquei embaraçado, e sorri.
- Desculpa, eu sei que andei muito rápido… Vá, temos de achar um sítio onde me possa transformar! Temos de nos despachar a sair daqui para fora…
- Olha, ali dentro… - Disse ela, apontando para um barracão que estava ali, ao abandono, com um aspecto decrépito. Eu sorri de través, mas ao mesmo tempo, fiz um trejeito de nojo. Ich… Que porcaria… Mas enfim, vai ter de servir! Também para o que é, não vou ter de lá ficar dentro muito tempo!
- Está bem… Vamos! – Disse, puxando-a pelo braço. Entrámos no barracão, e eu transformei-me. De repente, estava completamente diferente. Já não era o Yaten, mas sim a Healer, uma das guerreiras protectoras de Kinmoku. Mina olhou para mim, com um ar apreensivo.
- É preciso que eu me transforme também? – Acabou por dizer, derrotada.
- Não… Dá-me as tuas mãos… - Disse, agitada.
- Está bem… - Disse ela, a receio.
- Confias em mim, Mina?
- Confio, mas…
- Mina, só tens de confiar em mim… Não me largues, está bem? Não me largues, e nada de mal te acontecerá… Confia em mim, por favor…
- Está bem… - Ela apertou firmemente as minhas mãos, e depois desaparecemos dali.
*****
- Mina, já chegámos… - Disse eu, libertando as mãos de Mina.
- O que é aquilo? Oh não! Tu tinhas razão!
- Droga! A Ami! – Disse, vendo ela caída no chão, com a semente de estrela a pairar por cima dela. Taiki, melhor, Maker, estava lívido/a. Eu corri na direcção do local onde eles estavam. Mina-chan, atrás de mim, transformara-se, e depois correu atrás de mim.
- Laser... Potente... Da Estrela!
- Utensílio... Generoso... Da Estrela! – A Maker e a Fighter atacaram aquela guerreira maldita, que tirara a semente à Ami-chan, que agora começava a desaparecer.
- Inferno... Sensitivo... Da Estrela!
- Amor de Vénus... e Beleza Chocante! – Eu e Mina-chan atacámos ao mesmo tempo, e acabámos por atingir aquela estúpida, empertigada e malvada que tirara a semente de estrela à Ami-chan.
- Ahg! Quem são vocês?! – Ela estava furiosa. Ainda bem, é assim que eu gosto dos inimigos: quando estão mal dispostos.
- Através da escuridão da noite, aqui está a estrela cadente! Sailor Star Healer!
- E eu sou a Guerreira do Amor e da Beleza, protegida por Vénus, sou a Navegante de Vénus!

- Eu sou a Sailor Lethe , do planeta Lethe, e garanto-vos, não vou ser tão fácil de destruir como a Sailor Mnemosyne! Se for destruída, levarei alguém atrás! – Ela lançou um ataque na nossa direcção, mas a Maker meteu-se à nossa frente, acabando ela por levar com o ataque.
- MAKER! – Eu, Fighter e Vénus exclamámos ao mesmo tempo, com uma expressão de terror estampada nas nossas caras, enquanto víamos a Sailor Lethe retirar-lhe a semente de estrela, a rir-se desalmadamente. Eu debrucei-me sobre a Maker, e abracei-a por entre os meus braços, já quase a desmanchar-me em lágrimas.
- Não… Maker… Não podes morrer aqui… Não agora! Não nos deixes… NÃO!
- Healer… - Disse ela, sorrindo para mim, enquanto a Fighter se aproximava, com as lágrimas nos olhos – Fighter…
- NÃO! NÃO NOS DEIXES… - Fighter a meu lado estava desesperada.
- Não chores, por favor… Eu não vos suporto ver assim… Healer… Toma conta da Fighter… E ajudem a Sailor Moon… A recuperar as sementes de estrela… Eu… Eu acredito em vocês… Mas… Não desistam… Não… Simplesmente não podem desistir… Vocês são fortes, acreditem nisso… Oh… Já não vos posso ajudar mais… Nem pude sequer proteger-vos decentemente… Nem a vocês, nem à Ami… Mas… Eu… Eu… Eu não aguento mais tempo… Adeus… - Depois, a Maker literalmente evaporou-se nos meus braços.
- NÃO! – Eu gritei de dor. Acabara de perder uma das pessoas mais importantes na minha vida, a minha irmã – MAKER!
- AHAH! Já tenho mais duas sementinhas de estrela! Estou tãaaao feliz! – Ela rodava as sementes de estrela na mão – Bem, voltaremos a ver-nos! Até mais depressa do que pensam! Adeusinho! – Aquela navegante do inferno desapareceu, enquanto eu fiquei ajoelhada no chão, sem resposta a dar àquela situação. Eu depois olhei também para onde a Ami estava, depois de lhe terem retirado a semente de estrela, e o seu corpo tinha também desaparecido, tal e qual como o da Maker.
- Oh não! Chegámos tarde demais…- Ouvi uma voz. Era a Navegante de Neptuno, e a sua voz assumira um tom de derrota.
- Pois foi… Não vale a pena, vamos embora… - A Navegante de Urano estava também desiludida por não ter podido fazer nada, e isso estava patente na sua voz.
- Perdemos mais duas sementes… - A Navegante de Saturno estava nostálgica.
- E agora, o que fazemos? – A Navegante de Plutão quis fazer algo, mas a Navegante de Urano interrompeu-a.
- Não fazemos rigorosamente nada… Vamos! – As quatro vozes, que eu reconheci como sendo as das Outer Senshis, deram sumiço. Quatro vultos saltaram de uma árvore, e saíram dali.
- Healer… - A Fighter tinha-se destransformado, e abraçara-me – Não… Não chores… Nós vamos recuperar todas as sementes de estrela… A do Taiki, da Ami e da Mako-chan… E da Princesa… Nós vamos voltar a vê-los… A todos…
- O… O Taiki… A… Ami-chan… - Eu nem conseguia falar direito, tamanho era o meu desespero.
- HEALER! SÊ FORTE! – Mina-chan olhou para mim com um ar sério – Não é a chorar que os vamos trazer de volta! RECOMPÕE-TE CARAMBA!
- Eu… Eu sei… Desculpem… - Disse eu, limpando as lágrimas. Eles têm razão… Não é assim que elas vão voltar… Não é assim que… Que as vou recuperar… HEALER DESTA VEZ METE ALGUM JUIZO NESSA CABEÇINHA E AGE COMO UMA GUERREIRA QUE ÉS! Depois, destransformei-me, ignorando o que o meu subconsciente feminino dizia.
- Agora vamos mas é descobrir de onde é que aquela vem, e vamos acabar com esta fantochada toda! Ela não pode continuar a retirar sementes de estrela! – Disse Seiya, com um olhar determinado.
- Sim… Mas agora vamos… Já não há mais nada a fazer aqui… - Disse, levantando-me do chão.
Ter visto o Taiki perder a semente de estrela para me salvar deu-me cabo da cabeça. Não acredito que ele fez isso… Porque raio é que ele se meteu na frente! HEALER, PORQUE ASSIM EM VEZ DE SE PERDEREM TRÊS SEMENTES, SÓ SE PERDERAM DUAS! ÀS VEZES PARECE QUE ESTÁS CÁ A DORMIR, RAIOS TE PARTAM… O meu subconsciente já me estava a dar nas orelhas, e no fundo, era verdade. Mesmo assim, custa-me ter visto aquilo, ainda para mais por minha causa, mas, eu aposto que, se fosse na situação inversa, eu teria feito exactamente o mesmo.
Nós caminhámos pelo parque fora. Mina-chan caminhava a meu lado, enquanto Seiya andava alerta. Parecia que estava com medo de que a Sailor Lethe saísse de uma esquina, e levasse as nossas sementes duma assentada. Felizmente, nada aconteceu. O vento soprava revoltoso e eu sentia o meu cabelo a esvoaçar por tudo quanto era sítio. Não gostava nada disto. Tínhamos de descobrir onde é que aquela malvada se esconde. Senão, está tudo perdido. Enquanto caminhávamos, eu mantinha-me em silêncio, tentando a todo o custo não chorar. Estava a tentar ser forte, e estava a tentar pensar com clareza, apesar de na minha cabeça apenas bailar a palavra vingança. Era o que eu queria… Vingança…
- Yaten, estás bem? Estás muito calado… - Mina-chan olhou para mim, preocupada.
- Como posso estar bem? Acabei de ver o meu irmão a perder a semente de estrela por nossa causa! – Disse, exasperado – Oh… Desculpa… Tu não tens culpa de nada disto… Desculpa… - Nós estávamos perto da saída do parque, e eu encostei-me a um dos bebedouros, com um completo ar de enterro, e chateado comigo mesmo, por ter sido novamente um anormal com Minako, apesar de me ter prometido a mim mesmo que nunca mais o faria.
- Oh Yaten… - Disse ela, abraçando-me – Eu compreendo… É difícil… Saber que a Mako-chan e a Ami-chan perderam a semente de estrela e não ter estado cá para impedir isso… Também me custa imenso… - A voz dela era quase um suplício de se ouvir, via-se que ela estava a fazer um esforço para não se desmanchar em lágrimas. E isso estava a deixar-me melancólico, e com vontade de chorar também.
- Mas vocês têm de pensar que tudo se vai resolver! Esta batalha só pode ter um fim: nós a ganhar e a recuperar todas as sementes de estrela: as sementes de todas as guerreiras, a da nossa Princesa, a da Makoto, a da Ami e a do Taiki! Esse é o único fim possível! – Seiya olhava para nós, com um olhar profundo – E eu tenho a certeza de que é esse o fim que todos queremos, e pelo qual iremos lutar, nem que para isso tenhamos de perder a semente de estrela! Se for preciso, morrerei por isto. Agora não temos tempo a perder, temos de reunir com as outras! Temos de definir uma estratégia!
- Fazemos assim, vocês vão ter com as outras meninas, e eu vou falar com as Outer Senshis – Acabei por dizer, após alguns minutos de silêncio. Seiya tinha razão. Tínhamos de ser rápidos, para acabar com tudo isto.
- Tens a certeza? – Disse Mina, preocupada.
- Tenho. Vocês tenham cuidado por favor…
- Tu também Yaten… Tu acima de tudo, que vais sozinho…
- Não te preocupes, eu sei tomar conta de mim…
- Até já! – A Mina e o Seiya correram na direcção do bairro de Juuban, e eu corri na direcção do condomínio privado onde as outras viviam, perto da antiga Escola Mügen. Eu tinha reparado que Seiya me tinha mandado um último olhar de compreensão. Ele tinha compreendido que eu deixara Minako ao seu cuidado, pois ele sabia que eu se por ventura, tivesse o azar de ter um encontro imediato com a Sailor Lethe, possivelmente não seria capaz de proteger Minako, pois o meu desejo de vingança de certeza que iria sobrepor-se ao desejo de a proteger, ou seja, Seiya neste momento está em muito melhores condições de a proteger que eu. E de qualquer maneira, o Seiya iria precisar da Minako, pois conhecendo a Usagi como conheço, ela quando souber que a Ami perdeu a semente de estrela, acho que a única pessoa capaz de a acalmar, vai ser mesmo a Minako. Enfim…
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MensagemAssunto: Re: Fic Sailor Moon - O Amor é Complicado   Sex Ago 20, 2010 3:16 am

Ufaa consegui terminar de ler!!
eu começava mas não terminava sempre algo me enterrompia ¬¬'

Adoro as broncas que Healer toma rachoo de rir
e esses caps tem bastantees -feito uma idiota rindo-

Adorando tua fic *.*
Maiss Maisss !!!
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MensagemAssunto: Re: Fic Sailor Moon - O Amor é Complicado   Sex Ago 20, 2010 3:49 pm

Miii *.*
Brigada por vir comentar *.*
Depois vê primeiro post, tem la personagens todas *.* :blush:
Hehe
tou tao feliz por voce tar gostando *.* (e sim, as broncas da Healer são demais XD)
Vou postar outro cap prontinho *.*
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MensagemAssunto: Re: Fic Sailor Moon - O Amor é Complicado   Sex Ago 20, 2010 3:54 pm

Tao lindos lindos os dois capítulos *--*

Sorry a demora pra ler e comentar, tva mto doida esses dias

Citação :
HEALER, PORQUE ASSIM EM VEZ DE SE PERDEREM TRÊS SEMENTES, SÓ SE PERDERAM DUAS! ÀS VEZES PARECE QUE ESTÁS CÁ A DORMIR, RAIOS TE PARTAM…


Tenso tenso...!


Torcendo para que de tdo certo

Fico a espera do proximo
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MensagemAssunto: Re: Fic Sailor Moon - O Amor é Complicado   Sex Ago 20, 2010 4:05 pm

Oh Amanda-chan não tem de pedir desculpa heheh ^.^Eu perdoo *.*
eu acho que sim, tudo irá dar certo. Mas agora, está na hora de mais um cap ^.^


Capítulo 19 – O planeamento de uma nova estratégia
Depois de ter ido falar com as Outer Senshis, fomos todos ter ao Templo Hikawa, pois ninguém tinha conseguido falar com a Rei-chan, nem a encontrar em lado algum, e todos pensámos que ela pudesse lá estar, visto que ela morava lá. Chegámos todos com um ar agitado, e começámos a gritar por Rei e a bater à porta, freneticamente.
- Rei, estás em casa? – Mina chamou por ela.
- Rei-chan! – Usagi gritou também pela Rei.
- Hino-san! Estás aí? – Mamoru, que na altura em que foram procurar pela Usagi, e pelo que percebi, estava com ela, veio também, e gritou para a chamar. Mas ninguém respondia. Ao fim de alguns minutos, Haruka aborreceu-se, e acabou a arrombar a porta. Tudo estava vazio. Não havia vivalma na casa de Rei. De repente, fui trespassado por uma pontada de dor. Mais uma semente tinha desaparecido, e não era muito difícil de se adivinhar de quem era…
- BOLAS! Mais uma semente de estrela que se foi! – Exclamei, desesperado.
- Não pode ser! – Disseram Haruka e Seiya, os dois exactamente ao mesmo tempo, e exactamente no mesmo tom.
- A… Não pode ter sido… A Rei-chan… - Disse Usagi, começando a chorar.
- É a única que falta aqui… Lamento… - Disse, cabisbaixo.
- Vá Princesa, não chores mais, recompõe-te! – Disse a Setsuna, com um ar autoritário.
- Nós vamos recuperar todas as sementes de estrela! Tens de acreditar nisso! Mas não podes desanimar! Não podes deixar-te ir abaixo, Usagi! NÃO PODES DEIXAR-TE IR ABAIXO, OUVISTE?! – Disse a Haruka, abanando Usagi violentamente. Eu assumi um ar chocado, mas ninguém, nem Mamoru, nada fizeram. Mas depois compreendi, era a maneira delas de lidar com a situação – Que raio de Princesa é a minha que chora perante uma situação destas, quando já devia estar a tomar uma decisão quanto ao que temos de fazer?! Parece que a lição que eu e a Michiru te demos na outra vez não chegou, parece que vamos ter de te dar outra! Caramba Usagi, deixa-te de ser choramingas! Odeio choraminguices, sabes bem disso!
- Haruka, tem calma com ela… Não sejas assim tão bruta… - Disse Michiru, pondo uma mão no ombro da Haruka, impedindo-a de continuar aquele massacre ao estado de espírito em decadência de Usagi.
- Não… Michiru… A Haruka tem razão… Eu devia ser a que devia controlar-se… Afinal, eu sou a Princesa deste sistema solar, e devia lutar, e não comportar-me como se já não existisse esperança… Desculpem-me…
- Usagi, nós entendemos-te, acredita… - Disse Seiya, aproximando-se dela, e envolvendo-a num abraço – Vai tudo correr bem… Ninguém mais vai perder a sua semente de estrela, eu prometo!
- Não faças promessas que não sabes se vais poder cumprir… - Disse Mamoru, num tom azedo. O ambiente de repente ficou pesado. A faísca entre ele e Mamoru acendeu. Ele não suportava que dissessem coisas daquelas, quando está a tentar acalmar alguém. Odeia mesmo, e para além de mais, Seiya reparou no olhar ciumento de Mamoru. Ui, isto vai dar caldo para sopa…
- Esta é uma promessa que eu vou fazer tenções de cumprir… - Disse, respondendo no mesmo tom. Seiya acabou por olhar para ele com um daqueles do género de ‘se o olhar matasse, já te tinha fulminado com o meu’.
- Meninos por favor! Não vamos discutir! Não é a discutir que esta situação se vai resolver! – Disse a Hotaru, metendo-se entre nós, notando que o ambiente estava a ficar propício para uma cena de pancada – Parem já com isso! PAREM IMEDIATAMENTE!
- Tens razão, Hotaru… Peço desculpa… - Disse Seiya, engolindo em seco, enquanto Haruka olhava para ele com um olhar fulminante. Parecia quase saturada das ousadias do Seiya.
- Eu é que peço desculpa… Tu só estavas a tentar animá-la, e eu fui brusco…
- Oh, deixem lá isso agora! Agora vamos definir estratégias! A guerra ainda não acabou! – Disse eu, dando uma palmada amigável nas costas do Mamoru, e depois nas de Seiya – O que temos de fazer agora não é discutir, disso tenho a certeza…
- Bem, sendo assim, vamos ter de definir um plano para poder acabar com tudo isto. Temos de restabelecer a paz na galáxia… - Disse o Seiya, com um ar autoritário.
- Estou de acordo aí com o Cara de Osga! – Disse Haruka, insultando Seiya pelo meio, embora ele tenha ignorado profundamente. A Haruka, a concordar com o Seiya?! WOW… Admirável… Não estava nada à espera… Parece que o Seiya e a Haruka estão mesmo a levar as tréguas a sério… Ou talvez…
- Eu tenho uma ideia, embora pareça muito implausível… A ideia era expormos as pessoas que menos possibilidades teriam de parecer possuir uma semente de estrela genuína. Depois… Atacaríamos, e assim recuperaríamos as sementes de estrela… - Setsuna estava com um ar sério.
- Mas isso é impossível! Ela sabe de tudo! Ela sabe quem somos! Senão como saberia que a Minako era uma guerreira navegante, ou que o Taiki, a Ami, a Makoto e a Rei eram guerreiras navegantes? Esse plano iria sair totalmente furado… Acho que a única solução plausível é… - Eu estava a começar a hesitar nas palavras - Acho que não temos… - Eu simplesmente não queria ter de dizer aquilo.
- É o quê? Não temos o quê? Diz Yaten! – Disse Mamoru, olhando para mim com um olhar fulminante.
- Não temos outro remédio… Senão lutar até à morte… - Disse Seiya, concluindo a minha ideia. Ele conhecia-me bem, e sabia exactamente o que eu queria dizer.
- NÃO! Não pode ser! Tem de haver outra solução! Eu não quero perder mais nenhuma amiga! NÃO QUERO! – Usagi estava novamente a chorar e isso irritou-me profundamente por momentos. Oh por favor, mas que raio de princesa é que esta miúda me saiu?! Sempre a chorar, sempre a chorar… Por favor Usagi, cresce! Já estou quase a dar razão à Haruka, apesar de a princípio não ter concordado muito…
- USAGI TSUKINO-CHAN! Se elas nos atacarem individualmente, é que é o fim da macacada! Já viste que se não fosse o Yaten, eu não estaria aqui agora?! Se nos… Se nos atacarem individualmente, seremos exterminados que nem formigas! Agora, se lutarmos todos juntos, como da outra vez, nós venceremos! – Mina-chan estava exaltada, e a minha mão estava literalmente a ser esguichada pela mão dela. Eu tentei fazer passar essa mensagem, passando ao de leve o meu polegar pela mão dela, e ela sorriu para mim, afrouxando o aperto. Obrigado… Pensei para mim mesmo.
- Usagi tens de confiar em nós, por favor… - Michiru partilhava das mesmas ideias de Minako.
- Vá lá, Cara de Lua… Vai tudo correr bem… - Haruka aproximou-se de Usagi, e deu-lhe um abraço, para a reconfortar.
- Bem, se temos de lutar, podem contar comigo… - Mamoru olhou para Haruka com um olhar autoritário. Ele era, no afinal de contas, o Príncipe da Terra, e por isso, tinha autoridade sobre as Senshis. Mesmo assim, Haruka contestou.
- Mamoru… - Começou ela.
- Não me parece que isso seja possível… - Michiru continuou.
- Acho melhor que o Príncipe vá para Elysion… Para estar sob a protecção do Helios… Acima de tudo, temos de conservar as sementes de estrela… As mais poderosas… - Setsuna concluiu.
- Tenoh-san, Kaioh-san, Meioh-san… Eu faço tudo para proteger a Usako. E não vou permitir que nada lhe aconteça!  
- Mas nós também não queremos que nada vos aconteça… Nem a ti, nem à Usa-chan, Mamoru! – Disse Minako, num tom preocupado – Por isso sou forçada a concordar com a Haruka e as outras meninas… Estarás melhor em Elysion… Na companhia de Helios ficarás bem… Espero eu… - As duas últimas palavras foram quase ditas de maneira a que ninguém ouvisse, embora eu as tivesse ouvido na perfeição.
- Mas…
- Mamo-chan… Eu… Eu não suportaria perder-te novamente… Por favor, fá-lo por nós…
- Usako…
- POR FAVOR MAMO-CHAN! – Usagi tinha um laivo de tristeza profunda patente na voz, o que me perturbou. Esta separação iria ser difícil para ela… E à minha volta, eu não suportava ver tristezas…
- Tudo bem… Eu vou para Elysion… Mas só para garantir que não haverá mais perdas. Mas por favor, peço-vos, protejam a Usako…
- Não te preocupes… Nós iremos protege-la, nem que para isso tenhamos de perder as nossas vidas – Disseram Seiya e Haruka ao mesmo tempo, embora Haruka tenha mandado um olhar de desaprovação a Seiya, demonstrando que aquela era a Princesa dela, e que era a missão dela protegê-la. As outras acenaram com a cabeça, como que concordando com a opinião manifestada por eles, e eu limitei-me a sorrir, embora a minha vontade fosse de rir, por causa das caras de Seiya e Haruka, que lançavam ainda olhares fulminantes um ao outro, apesar das tréguas.
- Muito bem… Sendo assim… Eu vou partir… Boa sorte para salvarem as sementes de estrela… Usako… Não te esqueças que te amo imenso…
- Eu também… Eu também te amo imenso… - Usagi deu-lhe um beijo de despedida, por entre lágrimas.
- E Mamoru… - Haruka meteu-lhe uma mão no ombro.
- Sim, Tenoh-san? – Ele estava mesmo pronto a teleportar-se, mas deteve-se.
- Tem cuidado, por favor… - Setsuna olhou para ele nos olhos.
- Terei… Adeus… – Ele desapareceu num clarão. Eu fiquei a olhar por momentos para Usagi, que estava com um ar totalmente desfeito. Fiquei momentaneamente com pena dela, mas nada podia fazer. Eu não posso ajudá-la. Apenas posso olhar para ela, e assistir à decadência do seu estado de espírito.
- Bem, nós vamos tentar encontrar uma solução para este problema. Nós vamos andando… - Ela depois dirigiu-se a Seiya, sussurrando-lhe algumas palavras ao ouvido, ao que ele assentiu com a cabeça, e depois afastou-se dele, e despediu-se de nós - Adeus! – Haruka, Setsuna, Hotaru e Michiru foram-se embora. Eu fiquei perplexo. Quer dizer, com perigo de morte eminente, e em vez de ficarmos todos unidos… Enfim, eu não posso dizer nada, elas já são crescidinhas, que tomem umas conta das outras, eu não tenho nada a ver com isso…
- Usagi, Minako… Acho melhor que vocês passem a viver connosco em nossa casa. Não vos podemos deixar sozinhas… - Disse Seiya, com um olhar determinado. O que quer que Haruka lhe tivesse dito, não parecia tê-lo afectado. Enquanto isso, nós descemos a escadaria do templo, em direcção ao nosso carro.
- Acho que é uma excelente ideia. Obrigada, Seiya – Minako sorriu abertamente, e eu olhei para Seiya com um olhar brilhante. Aquela ideia era simplesmente genial, e visto que as Outer não disseram nada quanto ao que fazer com a Princesa delas, ele simplesmente tomou uma atitude. Ou será que… Bem, não interessa…
- Oh… Obrigada Seiya… - Usagi deu-lhe um abraço – Tu és um óptimo amigo…
- Não tens de quê… - Seiya estava meio atrapalhado, e ele corou completamente. A vontade de me rir dele era tentadora, mas mesmo assim, não o fiz. Não estava com espírito para me rir da situação.
- Bem… Nós vamos embora, antes que a Sailor Lethe se aproveite e nos ataque… - Disse eu, retirando a chave do carro do bolso do casaco de Seiya, e destranquei o carro. Seiya foi o primeiro a entrar, e acabou por ‘roubar-me’ a chave do carro. Eu e Mina entrámos para o banco de trás, e Usagi sentou-se no lugar da frente, ao lado de Seiya. Usagi estava mesmo em baixo, e Seiya passou a viagem toda a tentar animá-la, mas sem efeito. Usagi estava completamente desfeita. Eu senti que Minako estava também em baixo. Eu abracei-a, tentando confortá-la.
- Obrigada… - Sussurrou Mina ao meu ouvido.
- Não tens de quê… - Disse, deixando-me ficar assim, com ela, apesar de estarmos quase a chegar a casa.
O silêncio reinava no carro, e eu não fiz esforço algum para o mudar. Sabia que a Usagi e a Mina estavam com tudo, menos paciência para isto. Seiya conduzia também em silêncio e eu comecei a ficar aborrecido de morte. Mina notou essa mudança de humor em mim, e acariciou-me a face. Eu sorri, e retribuí o gesto. Depois, ela encostou a face ao meu peito, e eu deixei-a ficar assim, naquela posição, bem encostada a mim.
___________________________________________________
Nota: Usako = Usagi
Caldo para sopa = Vai gerar confusão
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MensagemAssunto: Re: Fic Sailor Moon - O Amor é Complicado   Sex Ago 20, 2010 4:14 pm




Kaname-sama, Zero e Yuuki aprovaram seu capítulo


Aidou quer mais ou ele irá até a sua casa tomar seu sangue

Yuuki está se perguntando pq diabos vc nao postou mais
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MensagemAssunto: Re: Fic Sailor Moon - O Amor é Complicado   Sex Ago 20, 2010 4:25 pm

Amanda Shiki escreveu:



Kaname-sama, Zero e Yuuki aprovaram seu capítulo


Aidou quer mais ou ele irá até a sua casa tomar seu sangue

Yuuki está se perguntando pq diabos vc nao postou mais


hehe
Eu explico
depoois postarei. Kaname, Yuuki e Zero, obrigada por aprovarem
Aidou, não percisa vir tomar meu sangue, logo postarei mais.
Yuuki, não postei mais, porque postarei depois XD


Agora falando sério, feliz por vc estar gostando Amanda ^.^ ao ponto de por personagens de VK falando por vc hehe me ri muito *.*
Postarei mais logo outro cap
Beijo **
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Amanda Shiki
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MensagemAssunto: Re: Fic Sailor Moon - O Amor é Complicado   Sex Ago 20, 2010 4:27 pm

iaoahueheuahauahauheueha


Vou esperar x)
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MensagemAssunto: Re: Fic Sailor Moon - O Amor é Complicado   Dom Ago 22, 2010 12:26 pm

Capítulo 20 – À descoberta da paixão
*MOMENTO SEIYA*
- Ah… Amanhã faço anos… - Sussurrei para comigo.
Hoje é dia 29 de Julho. Isto queria dizer claramente que amanhã era dia 30, consequentemente, é o meu dia de aniversário. Eu sentia-me ligeiramente feliz, embora não houvesse muito tempo para festas, pois para além de não sabermos nada do inimigo há semanas, a Usagi e a Minako andavam fartas da super protecção que eu e Yaten exercíamos sobre elas, apesar de elas saberem e compreenderem que era necessário. Não podíamos deixar de maneira nenhuma as coisas à balda. Tínhamos de manter um mínimo de segurança, para elas, e para nós.
Também a Haruka, a Michiru, a Setsuna e a Hotaru passavam muito tempo cá em casa. Se bem que eu por mim, aquela Loira Empertigada nem cá entrava, mas eu e ela fizemos tréguas, e eu tenho de as respeitar, pelo que não vou fazer nada para acabar com elas. Enfim… Tenho de me aguentar à bronca… Eu sei que não a suporto, mas tenho de a aturar, e de ter muita paciência, para não me passar com ela… Senão… Acho que as coisas não acabarão muito bem…
Por outro lado, sentia que a Michiru estava a aproximar-se cada vez mais de mim, mesmo na presença da Loira Empertigada. Eu até gosto, eu amo-a, e já há alguns meses que namorávamos às escondidas de toda a gente. Parece que foi algo assim, meio surreal. Não sei o porquê de me ter apaixonado por ela, mas foi assim, à primeira vista. Foi estranho para mim, mas eu não sei o que pensar mais. A Michiru é especial para mim. Eu acho que desde aquele encontro no camarim, há dois anos, que as coisas entre nós formaram-se numa bola de neve que crescia cada vez mais, até que culminou nisto. Eu não conseguia agora tirar os olhos da Michiru, e ela sabia disso. E por isso mesmo, sentia que a Haruka me lançava uns olhares daqueles fulminantes, daqueles do género ‘Tocas nela, e és um homem/mulher morto/a’. E ela fazia questão de mo relembrar a cada vez que eu me aproximava demais da Michiru. Ou quando era ela a aproximar-se demais. Haruka continuava a não me suportar, e ela só não se pegava ao estalo comigo, por causa daquelas ‘tréguas’… Tréguas… Pois… Tréguas forçadas… Contudo, não o conseguia evitar, era muito mais forte que eu. E foi uma boa maneira de esquecer a Usagi, esquecer que me apaixonara pateticamente por ela, apesar de saber que ela estava apaixonada e completamente envolvida física e psicologicamente com o Mamoru, e que era impossível separá-los, tentasse fazer o que quer que fosse…
Enfim… Adiante…
Eu decidi que já estava na hora de ir comer alguma coisa, e, para além do mais, sentia-me mesmo cheio de fome. Assim desci as escadas, e ia com um sorriso nos lábios, a pensar que iria devorar a caixa de Oreos que tinha encontrado no armário das massas a noite passada, quando estivera lá à procura da massa para cozer ontem para o jantar. Ao chegar lá abaixo, encontrei Michiru sentada no sofá, e Haruka e Setsuna estavam a falar com o Yaten no hall de entrada. Hotaru estava desinteressadamente a olhar para o aquário, que estava perto da janela que dava para o jardim das traseiras. Eu aproximei-me sorrateiramente da cara de Michiru, tentando não ser detectado pela Haruka, que provavelmente me fuzilaria se me visse ali, ao pé de Michiru. Mas arrisquei. Quem não arrisca, não petisca, não é?
- Bom dia, Michiru-senpai – Senti que ela ficou arrepiada, e ela deu um salto no sofá.
- Ah, és tu, Seiya… Bom dia… - Disse ela, sorrindo.
- Então… Tudo bem? – Disse, sentando-me a seu lado, aproveitando que Haruka não reparara no que eu estava a fazer.
- Sim… E contigo? – Disse ela, sorrindo abertamente, mas de maneira sedutora. Eu gostei de ouvir aquilo, e continuei a falar, tentando a todo o custo arrancar uma reacção dela.
- Também… Até que nada podia estar melhor agora… - Disse, sorrindo subtilmente. Não sei se ela tinha percebido o tom sedutor que eu usara, pelo que desisti; já vi que ela não iria fazer nada ali com a Haruka por perto.
- Então… Amanhã fazes anos, não é? – Ela olhou para mim com o olhar a brilhar, e eu fiquei assim meio que deslumbrado. O seu olhar era fascinante, e meio que me atrapalhou, deixando-me completamente atordoado.
- S… Sim… É verdade… Estou mesmo a ficar velho… - Disse eu, conseguindo olhar para ela, de maneira provocadora, o que a fez rir-se, e a mim, a ficar com uma expressão de pura perplexidade.
- Estás a tentar engatar-me, Seiya Kou? – Sussurrou ela perto do meu ouvido, e depois riu-se graciosamente.
- Bem, uma tentativa, mesmo que saia furada, não morde ninguém, pois não?
- Não é isso, tolinho… Apenas achei piada…
- É bom saber que te entretenho… - Disse, aproximando-me mais dela, o que a fez corar de embaraço – Mas mesmo assim, quero algo mais que isso… - Eu passei uma mão pela sua face, e ela ainda mais corada ficou. Eu fiz um esforço para não me rir, e depois virei o olhar em direcção ao chão, numa de embaraço controlado – Podíamos aproveitar agora que elas estão distraídas… E ninguém nos veria… Vá lá Michiru… Há muito tempo que não temos nem um segundo para nós os dois…
- Oh, Seiya! Deixa-te disso… - Disse ela, rindo-se – Estás a embaraçar-me…
- Oh, desculpa… Não era minha intenção embaraçar-te… - Disse, sorrindo ironicamente.
- Não faz mal… Eu gosto deste jogo de sedução, em que cada um aposta nas suas armas mais poderosas para conseguir o que quer… E tu estás a conseguir, como sempre… - Ela olhou para mim com um olhar sedutor, a que eu respondi com outro. Eu senti a minha face ficar quente, e o meu subconsciente feminino a entrar em pânico. FIGHTER, TU DEIXA-TE DISSO, ÉS UMA RAPARIGA POR AMOR DA SANTA, MANTÉM A TUA DIGNIDADE! NÃO SIGAS O MAU EXEMPLO DAS TUAS IRMÃS! Eu ouvi o meu subconsciente feminino a dar-me nas orelhas, mas ignorei. Eu tinha todo o direito de seguir o meu coração, e se o meu coração me guiava para o de Michiru, não iria fazer o oposto. Ia seguir o que sentia. SIM… É ISSO SEIYA, TEMOS DE SEGUIR O QUE O CORAÇAO MANDA, E NÃO O QUE UM SUBCONSCIENTE FEMININO MANDA! POR ISSO PEDE-SE AO SUBCONSCIENTE FEMININO QUE SE CALE PARA SEMPRE! – Sabes… Eu gosto do desafio que é a nossa relação… Mas é sempre complicado… Estarmos escondidos de todos… A Haruka meio que já desconfia… Mas ainda não lhe contei…
- Bem, não falemos disso agora… Elas podem ouvir… No entanto, eu vou ver se arranjo qualquer coisa para comer… Queres alguma coisa? – Disse, olhando novamente para ela com aqueles olhares provocadores.
- Não, obrigada… Eu já tomei o pequeno-almoço, mas sou capaz de aceitar um café…
- Tudo bem… Então vem comigo até à cozinha… - Eu levantei-me, e puxei-a para a ajudar a levantar-se. Ela riu-se da minha atitude, e eu ri-me também. Haruka e as outras continuavam sem se dar conta do sucedido, e eu e Michiru fomos sorrateiramente para a cozinha.
Eu deixei-a passar, para entrar na cozinha, e depois reparei como ela vinha vestida: ela vinha com uma saia azul, que acabava ligeiramente abaixo do joelho, e com uma camisa branca, muito simples. Eu fiquei assim durante um bocado a olhá-la, discretamente, contudo, acabei por ser apanhado.
- Para onde olhas tão atentamente? – Perguntou ela, curiosa.
- Ah… Para nada de especial… - Disse, corando, e levantei o olhar, para poder disfarçar. Mas ela apanhara-me em flagrante, e não tinha grandes hipóteses de negar o que estava a fazer.
- Vá lá Seiya, admite lá que estavas a olhar para o que tenho vestido… Eu sei que era isso… Ou se calhar até era algo mais… Não sei… Mas desconfio que queres mais alguma coisinha de mim, do que somente a minha companhia…
- Eu… Eu nem sei que te diga… - Disse, completamente atrapalhado com a perspicácia dela, de adivinhar o que me ia na cabeça, ao vê-la assim, tão perto de mim, e eu ter uma possibilidade de poder tê-la ali mais perto ainda.
- Não digas nada… Beija-me apenas… - Disse Michiru, puxando-me para junto dela. Eu segui o meu instinto, e, carinhosa, mas fugazmente, beijei-a profundamente.
*FIM DO MOMENTO SEIYA*
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MensagemAssunto: Re: Fic Sailor Moon - O Amor é Complicado   Dom Set 12, 2010 2:58 pm

Capítulo 21 – Apanhados em flagrante
Passaram-se semanas sem a Sailor Lethe dar sinal de si. Nada aconteceu, nem nada acontecia. Parecia quase que ela tinha desistido do seu objectivo mórbido. Não conseguíamos sentir nada, nem a sua presença maléfica, nem a sua localização. Contudo, nós não baixámos a guarda. Tínhamos de estar totalmente alerta, para o que desse e viesse.
Hoje é dia 30 de Julho. O Seiya faz anos, e nós decidimos que iríamos fazer uma pequena festa para ele, para ajudar a desanuviar o ambiente que pairava cá em casa. Sobretudo porque a Minako e a Usagi estavam um pouco deprimidas. Elas andavam meio que fartas da super protecção que nós e as Outer Senshis exercíamos sobre elas, apesar de compreenderem que era necessário. Mas esta festa era mais pela Usagi, porque ela estava muito triste. Desde que o Mamoru se foi embora que ela nunca mais conseguiu passar muito tempo feliz. Para ela devia estar a ser um sacrifício enorme estar longe de Mamoru. Eu tinha pena dela, mas não a podia ajudar, apesar de a minha vontade ser de a levar até ao Mamoru, nem que fosse só por umas horas, para eu a poder ver feliz… Enfim… *suspiro profundo*
Eu levantei-me, e fui tomar um duche rápido, antes que Mina acordasse. Queria poder dar-lhe os bons dias, assim que ela acordasse. Mas ela antecipou-se ao meu gesto. Assim que saí do duche, a Mina já estava à porta do quarto, à minha espera.
- Bom dia, Yaten… - Disse-me ela, com um sorriso radiante.
- Bom dia, Mina-chan… - Disse, depois de me ter aproximado dela, e de a ter beijado animadamente – Então, dormiste bem esta noite?
- Sim, e tu? – Ela sorria abertamente e eu sorri de volta. Aquele momento estava no mínimo a ser caricato. Era divertido ver como a nossa relação tinha evoluído tão depressa, no espaço de tão pouco tempo. Fazia-me sentir outro. E isso era uma sensação espectacular.
- Sim… Sempre… - Disse acabando por olhar para ela, com um ar de paixão e devoção total. Ela riu-se e eu corei, embaraçado, acabando depois por dizer algo que a fez corar – Sobretudo quando sonho contigo…
- Parvinho… Bem… Queres ir acordar o aniversariante?
- Sim, quero… Mas primeiro anda acordar a Usagi, para ela vir connosco acordar o Seiya…
- Oh, deixa-a dormir mais um pouco, coitada… Ela ontem adormeceu muito tarde… Sabes bem que ela ultimamente não tem dormido nada… E se ela ainda está a dormir, é deixá-la…

- Oh, está bem… Vamos então acordar o Seiya… - Disse eu, abrindo a porta do quarto. A casa estava em silêncio, e aquele corredor principalmente. Parece que toda a gente dormia, menos nós. Eu ri-me por momentos, pois já estava a imaginar na minha cabeça a cara de Seiya quando nos vir, e o que ele me vai fazer, por o acordar, ainda para mais a esta hora da manhã, a meio das férias.
Saímos do quarto em passos silenciosos, e depois percorremos o corredor até chegarmos à porta do quarto de Seiya, que dormia profundamente. Ao lado dele, Michiru dormia também, e um dos braços de Seiya estava pousado sobre ela. Eu e Minako ficámos meio que admirados, mas focámo-nos no nosso objectivo. Fazer uma ‘surpresa’ ao Seiya. Então, eu tive uma ideia brilhante.
- Minako, espera aqui… Eu já volto… - Disse-lhe, ao que ela assentiu com a cabeça. Eu saí do quarto, e fui à casa de banho do andar de baixo, que por norma só usávamos para quando era uma urgência, e não estávamos para subir ao andar de cima, e peguei no balde de lavar o chão, e esvaziei-o, enchendo-o depois de água limpa. Iria dar um banho no Seiya. Depois, a custo, levei-o para o andar de cima, enquanto Minako me esperava à entrada do quarto. Quando me viu com um sorriso travesso nos lábios, o olhar brilhante, e o balde nas mãos, percebeu logo a minha ideia, e sorriu travessamente. Ela depois ajudou-me a levar o balde até ao quarto, e depois de nos termos aproximado cautelosamente da cama, acabámos por o despejar em cima do Seiya, que acordou sobressaltado, e furioso.
- MAS VOCÊS ESTÃO LOUCOS?! PORRA, QUE A ÁGUA ESTÁ GELADÍSSIMA! YATEN! ÉS UM IDIOTA! – Seiya ficou deveras furioso, e eu e Minako só conseguíamos rir-nos da cara dele. Michiru a seu lado acordou sobressaltada com o grito de Seiya, e ao ver o que o fizera gritar, ficou completamente escarlate.
- Bom dia… - Acabou por dizer, num murmúrio.
- Bom dia… Ah, Seiya… Parabéns… - Disse eu, ofegante - Sabes como é, como és o mais novo, tens de ser alvo da minha tortura. E eu este ano decidi que um pouco de água para acordar bem fresquinho, era bom…
- Que ideia idiota! Odeio-te Yaten! Agora vou ter de pôr o colchão lá fora a secar, senão logo à noite tenho de dormir no saco-cama, por tua causa! Idiota! – Ele e Michiru levantaram-se, e Seiya começou a retirar os lençóis encharcados da cama, enquanto eu lançava olhares sarcásticos a ele e a Michiru, a qual olhei de alto a baixo.
- Oh, foi só uma brincadeira, não precisas de levar a mal… E já vi que esta noite tiveste uma prenda especial… - Disse, gozando ainda mais com ele, depois de verificar que ele não ligava nada aos meus olhares, que eu queria tanto que ele censurasse. Estava mesmo com vontade de o chatear hoje.
- Não é o que tu estás a pensar… - Disse Michiru, ainda embaraçada – Garanto-te que não fizemos nada de mal…

- Pois, e mesmo que fosse, e mesmo que tivéssemos feito alguma coisa, não tinhas nada a ver com isso… Deixa-te de ideias tristes, Yaten… Agora, se já acabaste com o teu festival, e, por favor, pisga-te daqui para fora… - Ele olhou para mim com um olhar furibundo, e depois olhou para Minako, que ainda se ria desalmadamente, e fez um trejeito de fúria, que fez com que ela parasse de rir, mas não evitou que ela mandasse uma tirada irónica.
- Tudo bem… Teve a sua piada, mas era giro tê-los apanhado noutra altura… Isso é que era giro… - Seiya olhou furioso para ela, e ela riu-se, desafiando Seiya.
- Minako, já chega de o picar… Nós agora vamos embora, vamos dar-lhes privacidade… Pombinhos, tenham juizinho sim? – Disse eu, rindo-me novamente, enquanto abria a porta do quarto. Uma almofada encharcada veio na minha direcção, arremessada por Seiya, mas ele falhou redondamente, o que me fez rir ainda mais dele, enquanto Mina saía e eu fechava a porta.
- Bem, quem diria… Aqueles dois… – Disse Mina, rindo-se a bandeiras despregadas – Eu não sabia… Mas isto espantou-me…
- Bem, eu não digo nada, já sou capaz de acreditar em tudo, mas em tudo mesmo… - Disse, rindo-me também. Depois, abracei-a, e comecei a dar-lhe beijos no pescoço. Ela riu-se e depois beijou-me na face. Eu procurei fugazmente os seus lábios, e beijei-a apaixonadamente. Aqueles momentos eram deveras especiais para mim. Eu amava cada segundo daqueles momentos, e aposto que ela também amava cada segundo, tanto quanto eu. Acabámos por descer as escadas assim, aos beijos um ao outro, só que houve algo que nos fez parar.
Alguém estava a chorar. Eu olhei para o sofá, e vi uma cabeça loira, que não parava quieta. Eu separei-me de Mina por momentos, e aproximei-me do sofá, para ver quem era. Lá sentada estava Usagi, com um ar completamente triste e desesperado. Era assim que a encontrávamos todos os dias, desde que Mamoru se fora embora para Elysion.
- Usagi… O que se passa? – Disse eu, sentando-me no sofá, a seu lado, com um ar preocupado, embora já soubesse mais ou menos o que ela iria me responder. Era certo e sabido que a resposta era sempre a mesma.
- Eh… Não se passa… Rigorosamente nada… - Disse ela, com um olhar lacrimejante. Depois, ela desmanchou-se em lágrimas, e abraçou-me começando a chorar no meu ombro, o que me fez sentir desconfortável, odiava ver raparigas a chorar, sobretudo no meu ombro. Mina-chan olhava para mim, apreensiva, e eu olhei para ela, como que a dizer ‘fala com ela…’
- Usagi-chan… Passa-se alguma coisa contigo, não o negues… Aliás, há muito tempo que se passa alguma coisa contigo… Podes contar-nos, somos teus amigos, não somos? – Disse Mina, sentando-se a meu lado, e pegando numa das mãos da Usagi.

- É o Mamo-chan… - Disse ela, com a voz embargada pela tristeza.
- O que se passa com o Mamoru? – Perguntei, com uma voz compreensiva.
- Ele… Ele já não me diz nada… Há muito tempo…
- Há quanto tempo?
- Há duas semanas que ele já não me diz nada…
- Nem bilhetes, nem mensagens, nada? – Disse, meio que chocado.
- Nada… E o seu calor está cada vez mais difícil de sentir… Eu antes sentia forte a sua energia… Agora… Parece que se esta a desvanecer. Aquela energia quente… - Ela começou a chorar novamente. Eu afaguei-lhe o cabelo para a tentar acalmar. Eu sentia a minha camisa ser puxada com força. Mina sorria para mim, e eu sorri de volta. Não conseguia arranjar maneira de lidar com esta situação. Era daquelas situações que eu não sabia resolver, e nas quais por norma não me meto. Mesmo assim, fiz um esforço por compreender Usagi, que continuava a chorar no meu ombro.
- Usagi-chan… Vais ver que esta tudo bem com o Mamoru… Não lhe aconteceu nada… Se calhar não te diz nada, para se manter seguro, para não ser detectado pelo inimigo… Eu acredito que ele está bem… Vá, não desanimes… - Disse Mina, com um ar confiante.
- Achas?
- Tenho a certeza… - Disse Mina, agora já não estando tão segura do que dizia.
- Oh… Mina-chan, Yaten… O que seria de mim sem vocês?
- Estarias feita ao bife… - Disse eu, rindo-me.
- Vá Usa-chan, não chores sobre o leite derramado, anda… Vem ajudar-nos a fazer a festa para o Seiya, se bem que ele esta noite já teve festa, mas pronto…
- Pois… Festa… - Disse eu, piscando o olho à Usagi, que não tinha percebido o porquê de Mina ter dito aquilo – Vá anima-te!
- Está bem, eu vou tentar…
- Não é ‘vais tentar’, é ‘vais animar-te’! – Disse, levantando-me, e de seguida, ajudei Usagi a levantar-se.
Enquanto isso, ouvimos passos nas escadas. A princípio não tínhamos percebido quem era, mas depois Michiru desceu as escadas, com um ar ainda meio abananado, e Seiya logo de seguida, completamente corado e ofegante.

- Ah… Os pombinhos já desceram… Finalmente, já não era sem tempo… - Disse eu, picando Seiya, que ainda mais corado ficou. Usagi a meu lado não percebeu, nem as caras deles, nem o que eu queria dizer com aquilo.
- Ah, não digas disparates! Bem, alguém pode ir arranjar alguma coisa que se coma? É que eu estou cheio de fome…
- Fome? Ainda tens fome depois do belo banquete… - Seiya olhou para mim com um olhar fulminante, e eu calei-me por momentos, falando novamente alguns segundos depois, desviando a conversa para outros lados. Mesmo assim, voltei a picar Seiya e Michiru. Agora que tinha apanhado esta piada, ia continuar a explorá-la até já não ter piada – Uhm… Certo… Sim, eu vou fazer qualquer coisa para todos… A Haruka, a Setsuna e a Hotaru não tarda devem estar a descer. Como uma certa pombinha decidiu ficar no poiso com o pombinho, elas decidiram cá ficar, mesmo contra a vontade de Haruka, que por ela tinha ido embora, mas porque a Usagi não quis que ela fosse sozinha para casa, ela acabou por ficar…
- Ah, ah, que piadinha Yaten… Faz lá a paparoca, que eu vou mas é acordar aquela gente dorminhoca… – Disse Michiru, voltando lá para cima, e de relance, consegui ver que ela ficara escarlate, e que aquilo fora apenas um pretexto para que a gente não a picasse mais. Eu e Mina rimo-nos deles, mais uma vez a bandeiras despregadas. Depois Usagi percebeu tudo, e riu-se também connosco, enquanto Seiya tentava esconder-se, de tão encavacado que estava.
- Bem, eu vou tratar mas é do pequeno-almoço… - Disse, já completamente ofegante, e quase sem poder dizer palavra - Já não posso mais com isto… Vocês são hilariantes! Bem… Minako, vens comigo? – Consegui dizer, após respirar fundo, enquanto caminhava para a cozinha.
- Claro… Claro que vou! – Disse ela, seguindo-me animadamente.
- Pronto, lá vão os pombinhos namorar para a cozinha… Depois ainda falam de mim e da Michiru… - Disse Seiya picando-me de volta, mas ele não teve sorte, consegui ser mesmo mauzinho, e Seiya acabou por ficar sem resposta.
- Ah, esteja calado, que eu pelo menos não fui apanhado depois de, provavelmente, ter andado a fazer coisas indecentes… - Disse, respondendo à letra - Não sou assim tão indecente a esse ponto…
- Desculpa… - Disse ele, engolindo em seco. Tinha sido derrotado - Bem, vai lá fazer o pequeno-almoço, eu já não te chateio mais…
- Tosco… - Disse eu, rindo-me, finalmente entrando na cozinha.
A cozinha estava arrumada, como sempre. Claro, já que não estava cá o Taiki, tinha de ser eu a arrumar tudo. Ele é que costumava manter um pouco a ordem cá em casa. Sem ele, a casa seria uma autêntica pocilga… Nesse ponto, tinha saudades dele. Mas também tinha saudades de tudo o que tinha a ver com ele, tanto a sua mania da arrumação, como o feitio dele enquanto irmão. Nós passámos bons e maus momentos antes de ele ter desaparecido. Enfim, não podia pensar nisto, senão não tarda o meu lado feminino vem à flor da pele, e começo para aqui a chorar. De maneira nenhuma quero chorar. Chorar é para os fracos e oprimidos. Embora às vezes também chore. Vá, eu admito, sou um bebé chorão autêntico… Porque tento negar? Enfim…
- Sabes que te amo? – Ouvi Mina-chan dizer, enquanto preparava o pão para depois começar a fazer as tostas. Ela quebrou a minha linha de pensamento, mas eu não me importei. Queria poder parar de pensar naquilo.
- Sei… Eu também te amo… E muito… - Disse, largando o pão por momentos, para a beijar apaixonadamente. Só a queria a ela neste momento. Ela depois afastou-me e sorriu-me.
- Tu deves ser o rapaz mais sortudo à face da Terra, não é? – Disse ela, com um ar sonhador, enquanto eu tirava a sanduicheira de dentro do armário.
- Uhm… Não sei… Diz-me porque será que eu sou o rapaz mais sortudo? – Disse, olhando para ela com um ar curioso.
- Porque estás com a rapariga mais sortuda que por aí anda…
- E porque é que és a rapariga mais sortuda que por aí anda? – Perguntei, novamente, ainda num tom curioso.
- Porque estou contigo…
- Convencida… - Disse, dando-lhe um piparote no nariz.
- Ah! Convencida não! Apenas realista! – Disse ela, rindo-se. Eu ri-me também, e depois abracei-a, dando-lhe um beijo no pescoço, alegremente.
- Bem… Podes ir perguntar àquela gente que está ali na sala o que querem nas tostas, para eu começar a fazê-las, se não te importares?
- Sim, eu vou lá fora num instante… Já venho… - Ela passou ao de leve a mão pelas minhas costas, e saiu graciosamente da cozinha. Eu ri-me, e depois voltei ao pão, que dispus pela bancada. Depois, fui buscar as caixas com o fiambre, com o queijo, com a mortadela e com o chourição ao frigorífico.
Depois de ter posto tudo isso em cima da bancada, abri as tampas das caixas. Só que enquanto abria a caixa do fiambre, uma pontada de dor surgiu, e a caixa caiu abruptamente no chão, com um baque barulhento, que se deve ter ouvido na sala. Outra semente de estrela acabara de desaparecer. Mas esta semente de estrela era muito brilhante, e muito poderosa. A sua energia era-me conhecida, e esta emanava uma energia quente, que agora desaparecera, assim de repente, sem aviso prévio.
- Oh não… - Apenas consegui dizer para mim mesmo. Estava a entrar em choque – Só… Só pode ser… A semente do Mamoru… Mas… Isso não pode ter acontecido… N… Não é possível… Era suposto ele… Estar s… Seguro… - Eu acabei por me sentar lentamente no chão, encostando a cabeça à porta do armário. Naquele momento, só sentia o vazio tocar-me. Nada via, nem nada queria ver. Só queria ver algo que me dissesse que o que acontecera era mentira. Aquilo não podia estar a acontecer. Eu acabei por fechar os olhos, e pressionar a cana do nariz por entre os meus dedos, num tom de frustração e fúria. Não o devíamos ter mandado para Elysion… Agora… Oh minha nossa, a Usagi vai ficar desfeita… Ai, ai, ai!!! Que é que eu faço à minha vida…
- Yaten, o que se passa contigo, estás bem? – Ouvi uma voz que me chamava, mas a que eu não respondi. Era como se eu tivesse um botão de on/off, e o botão estivesse neste momento em posição off – Porque estás assim?
- YATEN! O que se passa! – Senti o meu corpo ser abanado por tudo quanto era sítio. Continuava impassível. Não tinha reacção. As imagens mentais que passavam pela cabeça davam-me cada vez mais certezas daquilo que aconteceu, o que ainda me deixava mais afectado.
- YATEN, CARAMBA! RESPONDE! O QUE SE PASSA CONTIGO?! – Alguém gritou comigo, mas eu continuei na minha. Não tinha resposta a dar aquela multidão que estava à minha volta. Eu abri os olhos repentinamente, e olhei à minha volta. A cozinha que estava deserta até há momentos, tornou-se na maior confusão. Haruka, Setsuna, Michiru, Hotaru, Usagi, Seiya e Minako olhavam para mim com um ar confuso, embora o olhar de Haruka conotasse raiva refreada.
- Yaten… - Senti o toque quente de Mina-chan, que me abraçara emotivamente – Diz-me o que se passa… Ficaste assim de repente…
- O… O Mamoru… - Apenas consegui dizer. O meu olhar estava completamente perdido na realidade.
- O que se passa com ele! DIZ-ME! – Disse Usagi, aproximando-se de mim, com um ar desesperado.
- Ele… Ele foi atacado… - Disse, simplesmente, num tom indiferente. Não conseguia assumir outro tom que não aquele. Já me tinha consciencializado de que aquilo acontecera realmente, embora a minha voz não estivesse a exprimir com exactidão o que eu estava a sentir.
- O QUÊ?! – Exclamaram todos.
- Sim… A energia dele, desapareceu… - Disse Seiya, olhando para mim, com um ar apreensivo – Mas Yaten, como é que isso aconteceu?
- Eu senti a sua energia desaparecer… O inimigo apanhou-o… A ele e ao sacerdote… A… A sua energia desapareceu também… - Disse, com o olhar vazio novamente. Mina agarrou-me a mão, não querendo que eu me perdesse no desespero. Eu sorri, e encostei a minha cabeça ao seu ombro. Era a única coisa que agora me dava conforto… Saber que Mina-chan ainda estava ali a meu lado, para o que desse e viesse… OH HEALER… TU TENS MESMO DE MUDAR ESSA ATITUDE… MAS ENFIM, EU JÁ DESISTI DE TENTAR INCUTIR-TE JUÍZO… SIM… PODES DESISTIR COMPLETAMENTE. O YATEN GOSTA DA MINA, E É COM ELA QUE ELE QUER FICAR. PONTO FINAL! AH, SEU MACHISTA, NÃO DIGAS DISPARATES! O TEU ‘YATEN’ É UMA RAPARIGA! NÃO LHE DIGAS QUE ELA É UMA COISA QUE NÃO É! OH POR FAVOR, DEIXA-TE DE SER IDIOTA! NÃO TENS HIPÓTESE DE MUDAR O QUE O YATEN SENTE POR AQUELA RAPARIGA! Não podem discutir noutra altura, seus subconscientes intrometidos? Metam-se nos vossos assuntos, por amor à santa! DEIXEM-ME EM PAZ! NÃO QUERO SABER DO QUE VOCÊS DIZEM! Não agora… Não agora que a esperança está a começar a desvanecer-se completamente… Não depois disto… Os meus subconscientes, como sempre, estavam a dar-me na cabeça, mas eu já não os podia ouvir.
- Não… O… O Mamo… O Mamo-chan… Não… Ele… Ele prometeu-me… Ele prometeu-me que fica…ria…bem… - Usagi começou a chorar, e Seiya, que odiava ver Usagi chorar, abraçou-a. Haruka, mais uma vez, não achou piada nenhuma àquele gesto, e isso era possível ver na sua cara, mas ela não comentou nada. Não queria magoar mais Usagi. E nem queria, de certeza absoluta, perder a paciência, para não desatar à porrada com o Seiya.
- Usagi, por favor não chores… Não gosto de te ver triste… Por favor… Tu sabes que é possível… É possível recuperarmos as sementes de estrela… E a do Mamoru… Também é possível… Não desistas, navegante de valor… Tu és capaz… Eu acredito em ti! – Disse ele, apertando-a por entre os seus braços.
- Sim… Usagi-chan… Nós acreditamos em ti! Mas não podes deixar-te ir abaixo agora… Por favor… Não te deixes ir abaixo… - Disse eu, olhando para ela com um ar confiante – Nós vamos conseguir recuperar todas as sementes, por ti, pelas nossas amigas, pela nossa Princesa, pelo Taiki, pelo Mamoru… Só não podemos desistir. É possível… É possível recuperar as sementes de estrela!
- Mas quanto tempo vai isso demorar a acontecer?! – Disse ela, desesperada e o seu desespero acabou por me afectar também o meu estado de espírito, que acabou por decair para a incerteza.
- Para ser sincero… Não te sei dizer… - Disse, cabisbaixo.
- Oh, não desanimem! Vai tudo correr bem, vão ver… - Disse Hotaru, com a sua voz de criança, que transmitia esperança – Nós vamos recuperar as sementes todinhas!
- Achas? – Disse Usagi, limpando as lágrimas.
- Sim… Acho, Cara de Lua… - Disse Haruka, que sorria. Ela estava muito mais confiante que eu ou o Seiya.
- Sim… Eu também acredito que é possível! – Michiru meteu a mão no ombro de Haruka, como quem não quer a coisa. Parecia que elas já tinham alguma na manga. Não percebi bem o quê, mas também nem fiz um esforço por perceber. Não queria saber de mais nada.
- Muito bem! Vamos lá acabar com as tristezas, e vamos mas é comer, que eu estou cheio de fome! – Seiya olhou à volta, e todos riram-se da sua observação idiota. SO MESMO A FIGHTER PARA TER UMA TIRADA DESTAS… PELA PRIMEIRA VEZ EM MUITO TEMPO, CONCORDO CONTIGO… Sim… Sou forçado a concordar com vocês, só o Seiya… Só o Seiya no meio de uma conversa letárgica para dizer uma coisa destas… Enfim… Ao menos tenta animar-nos…
- Seiya… Eu agradeço, mas para ser muito sincera, eu não estou assim com muita fome… - Usagi foi sentar-se no sofá, libertando-se do abraço carinhoso do Seiya, e encostou a cabeça à almofada.
- Sim, Seiya… Sabes que mais? Façam tostas para vocês, eu também não tenho fome, está tudo ali em cima da bancada… Eu… Eu já venho… - Disse, saindo da cozinha, abandonando abruptamente os braços de Minako. Depois, subi as escadas em passo de corrida, e enfiei-me no quarto. Precisava de estar sozinho por um pouco, e pensar nalgumas coisas em privado, sem ter vozes a buzinar à minha volta a todo o momento. Só precisava de estar só com os meus pensamentos.
O meu quarto estava completamente desarrumado, ainda não tinha tido tempo de fazer a cama, nem de arrumar a roupa que despira esta manhã, antes de ir tomar banho. Arrumei tudo e depois fui para a varanda, para apreciar um pouco do calor matinal. Contudo, o vento que soprara ontem à noite ainda se reflectia no dia de hoje, e algumas rajadas de vento sopravam animadamente. Eu acabei por me deitar na espreguiçadeira, a observar o céu, mas isso fez-me sono, e acabei por adormecer. Adormecer assim, sem ter grandes preocupações com o que vai acontecer, é definitivamente brutal. Só queria ter um pouco de paz, longe desta enorme confusão que é neste momento, a minha vida.
*MOMENTO MINAKO*
- Achas que eu deva ir falar com ele? – Perguntei a Seiya, após Yaten não dar sinal de si durante cinco horas – Estou a ficar preocupada…
- Não Minako… Deixa-o estar sozinho… Acho que ele está a precisar de um momento só para ele… Pelo menos por mais um bocado… - Disse ele, pondo uma mão no meu ombro – Acredita no que te digo… Eu conheço o Yaten há muito tempo. Quando ele tiver pensado em tudo o que tinha para pensar, ele vem cá fora, até que não tarda está na hora de almoçar, e ele não tarda, e ainda por cima nem tendo tomado o pequeno-almoço, deve aparecer aí esfomeado que nem um cachorrinho abandonado…
- Oh… Está bem… - Disse, voltando a sentar-me no sofá, resignada. Estava mesmo a ficar preocupada com ele, e só queria ficar com ele para lhe dar apoio. Queria ajudá-lo. Mas mesmo assim, lutei contra a vontade agonizante de subir até ao quarto. Deixei-me ficar ali, ao pé de Usagi, enquanto Seiya, Setsuna e Michiru foram fazer o almoço. Haruka e Hotaru ficaram na sala, a ver TV, a tentarem distrair-se de tudo o que estava a acontecer. Mas algum tempo depois, Setsuna juntou-se a nós. Devia ter ficado farta da conversa que devia ir ali para aqueles lados. Conversa de namorados, é o que é… Ai, ai, aqueles dois ainda vão dar molho… A Haruka é que não deve estar a gostar de ver a Michiru com o Seiya. Mas se ela levasse a mal, de certeza que não os deixava estar sozinhos…

Eu olhei lá para fora. O tempo parecia estar agradável, e a vontade que tinha de ir lá para fora era imensa. Contudo, não o fiz. Só tinha Yaten na cabeça. A meu lado, Usagi dormia no sofá, e ela estava com um ar cansado.
Pobre Usagi-chan, deve estar destroçada por causa do Mamoru… Acontecer-lhe isto, duas vezes no espaço de dois anos, e dessas duas vezes ela não ter podido fazer nada para o evitar deve estar a dar-lhe cabo da cabeça. Eu só espero que nós consigamos recuperar as sementes de estrela, sem perder mais nenhuma… Seria devastador para a Usagi-chan… Enfim… Mas eu acredito que seremos capazes de as recuperar… Até o Yaten e o Seiya devem estar com o espírito em baixo… Imagino as saudades que eles devem ter do Taiki… A única coisa que deve fazer Yaten feliz neste momento, é saber que me conseguiu salvar, e que a viagem dele até Londres não foi em vão… Ah… Eu só queria que tudo voltasse a ser como era antes…
- Minako… Se quiseres ir ter com o Yaten, eu fico com a Princesa… - Ouvi a voz de Setsuna, que me quebrou a linha de pensamento.
- Sim… Podes ir ter com ele, nós ficamos com ela… Não te preocupes… Ela fica bem connosco… - Haruka levantou-se e puxou-me para fora do sofá – Agora tu sobe-me aquelas escadas, e vai lá ter com o Yaten… Senão eu acho que tu entras para aí em parafuso…
- Oh meninas… Obrigada… - Disse, sorrindo, e depois subi as escadas, em passo de corrida. Estava ansiosa por saber como estava Yaten.
Aquela zona da casa estava totalmente em silêncio, e o único ruído que se ouvia era o assobio do vento. Alguma janela estava aberta, e estava a fazer corrente de ar com a janela do corredor. Eu fechei a janela do corredor, e depois abri a porta do quarto do Yaten. Este estava completamente vazio, e totalmente arrumado. Diferente do que estava esta manhã, antes de termos ido acordar Seiya. A janela estava aberta, e as cortinas verde-lima estavam a dançar ao sabor do vento. Eu entrei na varanda, e encontrei o Yaten a dormir profundamente na espreguiçadeira. Eu sorri. Vê-lo dormir assim, tão descansadamente, dava-me a sensação de que não acontecera nada, e que o facto de as sementes de estrela estarem a desaparecer fazia apenas parte de um pesadelo enorme que estávamos todos a viver. Eu deitei-me junto a ele, silenciosamente, não o querendo acordar. A sua cara angelical dava-me pena, e se eu o acordasse, ele possivelmente iria passar-se, o que não seria muito bom.
Pobre Yaten… Isto está mesmo a afectá-lo… Acho que nunca o vi tão em baixo como agora… Quem me dera poder fazer alguma coisa para o ajudar a ultrapassar este momento tão difícil… Se eu soubesse como recuperar as sementes de estrela… Mas eu sozinha não o posso fazer… Eu… Eu só quero que isto acabe… Que isto acabe, e que todos possamos ser felizes…
Eu enrosquei-me a Yaten, cuidadosamente. Só queria sentir o calor da sua energia, e o toque suave da sua pele. Queria poder estar com ele, mesmo que ele estivesse a dormir. Apenas queria poder estar assim, bem junta a ele. Não havia nada melhor que isso agora. Passei a minha mão na sua face, cautelosamente. Era divertido seguir as linhas do seu rosto com a ponta dos dedos, e sentir cada centímetro da sua expressão adormecida. De repente, senti-o mexer-se e um braço moveu-se na minha direcção, aproximando-me ainda mais dele. Os seus lábios traçaram um sorriso resplandecente, e os seus olhos verde-esmeralda abriram-se. Eu sorri. Ele acordara, e parecia bem-disposto, mais uma vez dando-me aquela sensação de falsa segurança que ver a sua face calmamente adormecida me dera.
- Olá… - Disse ele, ainda com o sorriso bem estampado na face.
- Olá… Então já acordaste…
- Pois… Eu acabei por adormecer aqui… Obrigado por teres vindo ter comigo…
- Não tens de quê… Bem, agora que já acordaste, talvez eu te… - Disse, afastando o seu braço, preparando-me para abandonar a espreguiçadeira, querendo deixá-lo sozinho por mais um pouco.
- Não Mina, não vás… Fica aqui comigo, por favor… - Senti a sua mão a agarrar-me o braço suavemente, e eu não resisti.
- Oh… Está bem… - Disse suavemente, voltando a encostar-me a ele.
*FIM DO MOMENTO MINAKO*
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