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 [Fic VK][+16] Laços do Amor

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Tinoco-chan
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MensagemAssunto: [Fic VK][+16] Laços do Amor   Ter Set 27, 2011 2:10 pm

Considerações iniciais acerca da fic
Título da Fic: Laços do Amor
Género: Romansu, Shoujo, Yaoi/Yuri, com Hentai ligeiro, podendo haver oscilações para um Hentai mais pesado
Classificação: +16 (todas as cenas que forem susceptíveis de causar constrangimento estarão devidamente assinaladas e o leitor só as lerá se assim o desejar, pois as cenas assinaladas não serão muito relevantes para a trama da história, sendo apenas momentos mais íntimos vividos pelas personagens)
Baseada no Anime: “Vampire Knight”, escrito por Matsuri Hino e produzido pela Studio Deen© (2008).
Todos os direitos das personagens reservados à autora Matsuri Hino, excluindo as personagens Haruka e Rika Kuran, bem como Misaki Matsumoto e Haruse Kamijou, cujos direitos de criação a nível psicológico pertencem a Diana Tinoco (2011) e a imagem física das duas últimas personagens citadas pertencem, respectivamente, a Yana Toboso (autora de Kuroshitsuji) e a Naoko Takeuchi (autora de Bishoujo Senshi Sailor Moon), por serem baseadas em Sebastian Michaelis e Haruka Tenoh, respectivamente.
Quaisquer semelhanças com eventos reais ou pessoas reais, são meras coincidências e pura ficção não devendo ser levadas a sério.
Fan Fic escrita por: Diana Tinoco AKA Haruse Tinoco 2011©

Agradecimentos: Esta fic foi escrita, de alguma forma, a pedido de uma amiga minha, a Rah Phantomran (AKA Raquel Pipa). Algumas das situações descritas nesta fic foram sugeridas e idealizadas por ela, e é a ela que dedico esta fan fic. Obrigada Rah por teres permitido que esta fic acontecesse. Sem o teu incentivo, esta fic nem tinha saído do primeiro prólogo que eu escrevi ^^ Ly <33

Resumo: Hanabusa Aidou tem tudo na vida, apesar de ter aspectos que contrariam tudo o que é para ele uma vida em paz e sossego.
Passados quase vinte anos, Hanabusa volta à Academia onde tudo para ele começara a ganhar algum sentido. Será que ao sair de lá, conseguirá tudo o que sempre quis?
Por outro lado, Akatsuki Kain vê o seu conto de fadas realizado e a sua Cinderela aparecer no casamento na carruagem puxada por cavalos brancos. Mas será que a sua carruagem também não se irá transformar numa abóbora?

Notas:
• Todos os termos usados e retirados da Língua Japonesa estarão devidamente assinalados e traduzidos em nota de rodapé.
• Shoujo: para raparigas, por ser um Romansu (romance)
• Yaoi: relação homossexual entre dois rapazes
• Yuri: relação homossexual entre duas raparigas
• Hentai: algo de perverso, picante (implicância de cenas de cariz sexual)





Indice:
Prólogo __________________________________________1

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Tinoco-chan
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MensagemAssunto: Re: [Fic VK][+16] Laços do Amor   Ter Set 27, 2011 2:11 pm

Prólogo
* Dia de aniversário de Kaname Kuran*
Eram sete e meia da manhã e Hanabusa Aidou tinha acabado de acordar.
Não era normal para ele. Ele tinha justamente adormecido. Bem, para se ser preciso, há já uma hora que ele dormia, e agora acordara de um sonho estranho.
Contudo, não se levantou da cama e apenas se deixou estar por um bocado, pois sabia bem que, e àquela hora, isso lhe era mais do que possível. Era hora de dormir para os Vampiros, enquanto, provavelmente naquele mesmo instante, os Humanos, em maioria em qualquer parte do mundo, nomeadamente em Hokkaido, Japão, onde ele vivia, se levantavam para, ou ir para as escolas estudar, ou para os seus escritórios minimalistas onde trabalhavam como formigas. Para Hanabusa, esse tipo de vida, até certo ponto, não existia.
Ele era um vampiro Level B, do elemento gelo. Um nobre, vindo da família Aidou, uma família proeminente no meio vampírico, mas com a qual Hanabusa não se dava. Os seus pais estavam sempre a insistir que ele se casasse com a sua irmã, Akihiko, e Hanabusa, farto de tamanha obsessão, fugira de casa e agora vivia numa confortável e espaçosa mansão em Hokkaido, com o seu primo Akatsuki Kain.
Akatsuki, por seu lado, e apesar de todas as divergências pelas quais tinha passado, acabou a conseguir o que queria. Casara com Ruka Souen e viviam ambos com Hanabusa. Contudo, e por esse facto, Hanabusa passava metade dos seus dias fora de casa, pois ele e Ruka, no mesmo local, era quase como que uma bomba a explodir no meio de um edifício cheio de pessoas. Hanabusa e Ruka sempre se deram pessimamente, e quase não se podiam ver à frente. Contudo, pelo bem do seu primo, Hanabusa decidiu aguentar a pessoa que mais odiava à face da terra, para não lhe causar quaisquer problemas no seu matrimónio.
Assim, quase todas as suas noites eram passadas na casa de Kaname e Yuuki Kuran.
Há dez anos atrás, Yuuki, seguindo as suas escolhas pessoais, casou e foi viver com Kaname, depois de ter abandonado a Academia Cross, após a enorme e violenta batalha entre Kaname e o seu tio, Rido Kuran, na qual tinham sido “ajudados” (meio que à força e por meio de chantagens e joguinhos psicológicos de Kaname) por Zero Kiryuu. Este, vendo que não tinha qualquer hipótese com Yuuki, que deixara bem claro que preferia viver com Kaname, e que não o amava, apesar de, por várias vezes, ele lhe ter dado a entender que gostava mais dela do que aquilo que ele aparentava; acabou por desistir dela, enquanto terminava os seus estudos, acabando mesmo por, anos mais tarde, assumir o cargo de director da Academia Cross, com a reforma de Kaien Cross, que acabara por assumir a sua notória homossexualidade, e casado com o proeminente, sexy e psicologicamente incaracterizável Yagari Touga, o Vampire Hunter que tinha sido o professor de Zero e que sob outras circunstâncias viera dar aulas para a Academia Cross, há uns anos atrás. Passado algum tempo, Zero acabou até por casar com Maria Kurenai, uma familiar afastada de Shizuka Hiou, a vampira que o tinha tornado num Level D. De alguma forma, Maria via Ichiru Kiryuu em Zero (em parte por eles serem gémeos) e o facto de Zero ter-se aproximado de Maria fez com que eles se apaixonassem um pelo outro, e acabassem juntos como um casal, acabando Zero por refrear a sua raiva e ódio contra os Vampiros, excluindo dois vampiros, e esses Zero, sem dúvida alguma, iria odiar até ao fim da sua existência: Kaname e Yuuki Kuran.
Kaname e Yuuki, passados seis anos de terem casado, tiveram o primeiro fruto do seu amor: uma linda rapariga. Ela tinha os cabelos iguais aos de Yuuki, e os olhos de Kaname. Tinha todas as aparências de Yuuki, mas no seu olhar bailava a tenacidade e inteligência de Kaname. Essa era a Haruka Kuran. Uma criança doce e feliz, educada sob um ambiente de paz e carinho. E tudo deveria manter-se assim.
Por outro lado, há dez anos que ninguém sabia do paradeiro de Takuma Ichijou.
Takuma, após se fartar de ser um pau-mandado do avô, e por ter tido um laivo de consciência face à atitude de traição que estava a ter para com o seu melhor amigo, Kaname, fora atrás do seu avô, Ichiou Ichijou, que tinha sido derrotado pela sua ganância em dominar o mundo dos vampiros e acabar com toda e qualquer hipótese de Vampiros e Humanos conviverem em paz uns com os outros. Desse confronto, nunca ninguém soube o que acontecera, mas uma coisa era certa. Ichiou provavelmente estaria morto, e Takuma desaparecido.
Preocupado com tal desaparecimento, Senri Shiki, preocupado com o seu melhor e único amigo, para além de Rima Touya, decidiu procurar Takuma, e, na companhia de Rima, ficaram durante anos a fio procurando por indícios ou provas de que Takuma ainda pudesse estar vivo e por ali perto. Nada previa que eles o encontrassem, mas essa era a esperança que Shiki mantinha, querendo encontrar o seu melhor amigo.
Voltando a Hanabusa, ele olhou para o relógio de novo, com um ar passivo. Sete e trinta e cinco da manhã – Seria a hora a que ele normalmente se deitaria quando estava na Academia Cross, na enfadonha Night Class – E ao pensar nisso, Hanabusa riu-se para com ele mesmo. Como poderia ter saudades daquilo, sendo que, de certa forma, ele tinha sofrido um pouco por lá? Contudo era um facto que Hanabusa sentia saudades de todo o ambiente escolar que se vivia naquele lugar.
”Talvez um dia lá volte, nem que seja só para aborrecer o Zero... Ele certamente iria ‘adorar’...” - Pensou Hanabusa de forma irónica, o que o faz rir mais. De facto, aborrecer Zero Kiryuu era e sempre fora o passatempo favorito de Hanabusa quando ele andava na Academia. Já tinham passado dez anos desde que ele decidia seguir Kaname, e dez anos que tinha saído de lá. Eram muitos anos passados, mas Hanabusa ainda guardava, de algum modo, boas recordações daquele lugar, apesar de todas as desgraças e desventuras a que assistira na única academia do mundo em que Humanos e Vampiros estudavam no mesmo lugar, ainda que em turmas diferentes, em dormitórios diferentes.
Mais uma vez, Hanabusa olhou para o relógio. Já eram sete e quarenta da manhã. Certamente aquele seria um longo dia para Hanabusa.
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MensagemAssunto: Re: [Fic VK][+16] Laços do Amor   Qui Set 29, 2011 11:38 pm

Apesar de não achar muita piada ao facto do Zero e Yuuki ficarem separados, gostei muito Very Happy
Continua!
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Tinoco-chan
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MensagemAssunto: Re: [Fic VK][+16] Laços do Amor   Sex Jan 20, 2012 5:36 pm

obrigada pelo comment ^^ desculpa a demora a postar mas raramente venho aqui
Vou postar agora o cap

Capítulo 1 – A Noite dos Vampiros Puro-Sangue
Passado algum tempo, Hanabusa acabou por adormecer, contudo, algumas horas depois, foi acordado de novo, desta vez pelo barulho do seu telemóvel a tocar a sua música favorita, ‘Suna no Oshiro’ de Kanon Wakeshima . Estavam a telefonar-lhe, e Hanabusa não soube bem porque acordou, mas acabou por o fazer, e atender o telemóvel para que este não fizesse mais barulho do que o que já fizera. Para ele já tinha sido o suficiente. Ele detestava ser acordado pelo barulho do telemóvel, mas naquela manhã, esquecera-se de pô-lo no silêncio, e agora tinha de se aguentar.
- Moshi, moshi ... – Acabou ele por dizer num tom sonolento e aborrecido, um tom que demonstrava que ele acabara naquele preciso instante de acordar de um sono que tinha sido perpetuado há pouco tempo – Dare?
- Hanabusa-kun , daqui fala a Yuuki-chan... – Acabou por lhe dizer uma voz num tom jovial. Era Yuuki “Cross” Kuran, a mulher de Kaname, o seu “mestre”. Hanabusa acabou por bocejar pela quinta vez consecutiva, embora não intencionalmente. A verdade é que ele estava a morrer de sono, e Yuuki viera acordá-lo. E eram dez e meia da manhã, duas horas e meia depois de ele ter adormecido, e isso de certa forma irritava-o peremptoriamente, para além do facto de que era sábado, no meio do mês de Novembro. Nada podia ser melhor que aquilo.
- Ah, Yuuki-sama... – Acabou Hanabusa por dizer, num tom cordial e respeitoso, deixando completamente de lado o tom rude com que começara a falar, de certa forma querendo redimir-se – Como está?
- Hanabusa, não sejas tão cordial... Já sabes que não gosto nada – Yuuki, como sempre, repreendeu-o por ele o fazer. Ela tinha chegado a uma altura da sua existência em que se fartara que a tratassem por “Yuuki-sama” ou por “Kuran-sama”. Tornava-se aborrecido para ela, e dava-lhe uma sensação de afastamento em relação aos outros, coisa que ela não suportava. Coisa que Yuuki detestava era sentir-se sozinha e parecia que por momentos, Hanabusa se tinha esquecido disso. Ele acabou por engolir em seco e num tom de arrependimento sincero, disse:
- Desculpa, Yuuki... É o hábito...
- Não tem problema... E desculpa se te acordei, é que tentei falar com o Akatsuki-kun também mas ele não me atendeu o telefone...
- Pois... O Akatsuki é capaz de estar ferrado a dormir. Mas diz-me, no que te posso ajudar?
- Bem... – Começou Yuuki por dizer num tom meio que a receio – O Kaname faz anos hoje... E eu queria fazer-lhe uma surpresa... Só que a “surpresa” que é... Não a posso fazer com a Haru-chan aqui...
- Estou a ver – Disse Hanabusa, num tom de gozo – Então precisas que alguém tome conta da Haruka, é isso?
- Sim... Desculpa não queria nada ter de vos incomodar, mas não me consegui lembrar de mais ninguém assim em cima da hora...
- Não tem problema. A Haru gosta imenso de vir cá a casa. E eu gosto muito de tomar conta dela. Sabes bem que mo podes pedir a qualquer altura e a qualquer hora. A que horas precisas que a vá buscar?
- Lá para as seis da tarde, que é quando o sol está mais baixo? – Perguntou Yuuki.
- Claro que sim. Eu irei buscá-la a essa hora. Fica descansada e faz a tua surpresa ao Kaname com calma.
- Oh Hanabusa, tu nem sabes como isso me deixa mais descansada. Muito obrigada... – Disse Yuuki, nitidamente agradecida por Hanabusa tomar conta da Pequena Kuran, que ninguém conseguia aguentar, e a qual apenas ele conseguia pôr mão e tomar conta dela. Hanabusa acabou por sorrir e depois num tom carinhoso, disse:
- Não tens de agradecer. Sabes bem que faço sempre o que for preciso para vos ajudar, Yuuki...
- Eu sei que sim, Hanabusa. Bem, vou ter de desligar. O Kaname acordou e ele não pode saber da surpresa. Até logo.
- Até logo Yuuki – Hanabusa sorriu, e depois acabou por desligar a chamada, desligando também o telemóvel, para que ele não tocasse mais. Enfiou-o debaixo da almofada, e voltou a adormecer como se nada tivesse acontecido.

*****

- Aff – Acabou Hanabusa por resmungar, suspirando, enquanto conduzia o seu Subaru Impreza de ‘96 pelo meio do trânsito da rua que levava à pequena rua deserta que o levaria depois à casa de Yuuki e Kaname – Odeio trânsito. É sempre a mesma coisa, demoro sempre tempos e tempos aqui a chegar. Se soubesse tinha vindo a pé. Se não fosse por ter de levar as coisas da Haru não tinha sequer pegado no carro. Mas ela leva sempre toneladas de coisas... – Hanabusa suspirou de novo. Não que o aborrecesse o facto de Haruka trazer quase o seu armário de brinquedos todos com ela, mas pelo facto de estar ali há mais de meia hora empancado no trânsito. O que lhe valia, é que Yuuki, quando ele lá chegasse, já teria Haru despachada. Isso era, de certa forma, um alívio para ele. Não ter de arrumar nada. E para além de mais, Akatsuki facilitara-lhe a vida. Não iria estar em casa durante a noite, iria sair com Ruka para um “encontro escaldante” como ele dissera na brincadeira. Ao ouvir aquela notícia, Hanabusa quase saltou de alegria. Não lhe apetecia estar a noite toda a levar bocas do género “Pareces uma criança Hanabusa” ou “Até a filha do Kaname se comporta como uma adulta, ao contrário de ti, Hanabusa” ou ainda “Oh por amor de Kami-sama , Hanabusa, tem juízo...”. Isso irritava-o peremptoriamente. Ele já andava literalmente farto da Ruka, e só de pensar que ela era sua “prima” de alguma forma, até o enojava. Simplesmente ele não entendia como Akatsuki podia estar tão cegamente apaixonado por aquela víbora, que não merecia nem um minuto da atenção dele. Se existissem agências de rating de mulheres como existem agências de rating de empresas e economias de países, certamente tais agências iriam classificar Ruka Kain (Hanabusa, só de pensar que aquela mulher carregava um nome relacionado com a sua família, ficava com náuseas) como um “Lixo” de mulher. Nem Hanabusa, por muito desesperado que estivesse, alguma vez iria querer algo com ela, mesmo que ela fosse a última mulher à face da Terra. Era preciso ser-se muito cego para não entender que Ruka não prestava (e na opinião de Hanabusa, Akatsuki Kain era burro a esse ponto).
Passados alguns minutos, Hanabusa finalmente parou em frente dos grandes portões dourados que guarneciam a entrada da casa de Yuuki e Kaname. Ele suspirou de alívio, e depois estacionou o carro ali perto para poder ir buscar a Pequena Kuran dentro de casa. Ele estava a planear levar a Pequena Kuran ao cinema ver um filme que ela há muito tempo que queria ver, para irem comer depois a casa da sua irmã Akihiko, que já por várias vezes convidara a Pequena Kuran para ir lá jantar, e, por fim, irem para casa dele para brincarem um pouco, indo depois dormir. Eram estes os planos de Hanabusa. Até ele ver o estado em que Haruka estava, pois Yuuki esquecera-se de mencionar por telefone que a Pequena Kuran estava doente.
- Hanabusa, ainda bem que chegaste... – Disse Yuuki, sorrindo. Ela parecia meio que cansada.
- Sim, desculpa a demora. Onde está a Haru? Ela já costuma estar aqui à espera... – Acabou Hanabusa por comentar. Ele estava a estranhar muito a ausência de Haruka ao portão.
- Bem, uma das razões pelas quais eu te pedi para tomares conta da Haru... É que ela ao que parece apanhou varicela, e está a arder em febre. E tem estado um pouco rabugenta, e se eu não tiver ninguém para tomar conta dela, não posso fazer nada... Já sabes como ela é...
- Claro que sei... Mas como é que ela apanhou varicela? – Perguntou Hanabusa, com um ar nitidamente preocupado com a Pequena Kuran.
- Um amigo nosso que veio cá com o filho e ele tinha apanhado recentemente varicela. Ele, claro que sem querer, acabou por lhe pegar. Ela está cheia de borbulhas e comichão desde madrugada. Vais ter de ter muita paciência com ela.
- Sabes que paciência é a minha maior virtude, Yuuki – Disse Hanabusa, obviamente mentindo, o que fez com que Yuuki se risse. Ela já conhecia Hanabusa há anos demais para saber que coisa que Hanabusa não tinha era paciência para nada. Hanabusa Aidou era a impaciência em pessoa.
- Sim, sim, Hanabusa. Paciência é sem dúvida a tua maior virtude... Então não se está mesmo a ver? Tens cara de anjo e tudo ^^’
- Eu sei que não, Yuuki, mas acredita que acho que só um anjo consegue aturar a Haru, e se eu a aturo, é porque devo ser parente de um anjo qualquer – Hanabusa riu também, gracejando um pouco. Yuuki riu de novo, e depois encaminhou-o para dentro da mansão, depois indo com ele para o quarto de Haruka.
Kaname e Yuuki viviam relativamente perto de Hanabusa, numa mansão enorme, com ar e construção típicas da época Vitoriana, marcando assim a passagem dos ingleses pelo Japão no século dezanove. O seu interior era majestoso e ao mesmo tempo simples. Por um lado, majestoso reflectindo os gostos de Kaname, contudo, a simplicidade de Yuuki também estava compenetrada em alguns aspectos da decoração da casa. A escadaria, com corrimões em mogno envernizado e polido e sumptuosos degraus em mármore negro, cobertos com uma bela carpete vermelho-sangue, levavam os convidados que entravam pela elaborada porta de carvalho com embutidos em talha de ouro, a se imiscuírem no universo majestoso de Kaname. O andar de cima estava luxuosamente decorado, e as cores oscilavam entre vermelhos e dourados. No andar de baixo, a decoração era ligeiramente mais simples, embora os tons majestosos que Kaname usara no andar de cima estivessem espelhados também naquele andar, contudo mais esbatidos e ocultados por uma panóplia de quadros, estátuas e tapeçarias caras e mandadas fazer por medida. E isso deixava a casa com um ar respeitoso, e ao mesmo tempo com um ar de sobriedade, tal como deveria ter. Nem o passar dos anos mudara isso. E o percurso até ao quarto de Haruka foi feito debaixo de tal ambiente, de certa forma acolhedor, ao mesmo tempo que intimidador, por reflectir a imponência e poder da família Kuran.
Haruka não era como a típica rapariga, que gosta de tons de cor-de-rosa e de histórias de príncipes e princesas. Ela era uma criança meio que rebelde e gostava de fazer tudo o que os rapazes gostavam de fazer. O seu passatempo favorito era ir para o jardim jogar à bola, mesmo que isso implicasse alguns vidros partidos. E esses gostos arrapazados reflectiam-se na decoração do quarto, que devia ser o único da casa que não tinha tons avermelhados. O quarto de Haruka era em tons de azul-marinho, como as cores do mar na noite escura, e em tons de dourado, como o sol que brilha pela manhã. Toda a decoração envolvente apontava para o quarto típico de um rapaz, com prateleiras recheadas de motas e carros de colecção, bem como por todo o lado era possível ver ursos de peluche e bonecos. Contudo, isso tudo contrastava com o guarda-roupa dela, que eram só saias e vestidos, bem como camisas e calções de ganga, embora estes fossem em menor quantidade. Haruka gostava de ser maria-rapaz, mas também gostava, de vez em quando, de se armar em senhora. Quem não conhecesse suficientemente bem a família Kuran, pensaria que Haruka seria um rapaz, e não uma rapariga.
Naquele momento, ela estava era com vontade de se atirar para uma banheira de água gelada, para ver se aquelas comichões irritantes se iam embora de uma vez. Aquilo já estava a dar com ela em doida.
- Mamã T_T Isto dá muita comichão T_T – Disse ela, muito chorosa, assim que os viu entrar no quarto.
- Eu sei Haru... Mas não coces para não ficares marcada – Respondeu-lhe Yuuki – Olha quem está aqui para ficar contigo o resto do dia ^^ - Acabou por dizer, apontando para Hanabusa, que estava meio que escondido atrás de Yuuki.
- Olá, Haru-chan ^^ - Disse ele logo de seguida, com um sorriso caloroso, como os que sempre mostrava àquela pequena e terna criança de dois anos de idade.
- Aidou-senpai *w* - Disse ela, parando de chorar quase que automaticamente, ficando muito feliz por o ver – Ainda bem que vieste *w*
- É... A Yuu-kaa-chan pediu-me para te levar para minha casa para tomar conta de ti. E visto que o chato do Akatsuki e a bruxa da Ruka não estão lá, somos só nós os dois, o que achas?
- Que fixe *w* Assim podemos fazer guerra de almofadas ou algo do género *w* - Haruka olhou para Hanabusa com um olhar brilhante, quase parecendo que já estava boa de saúde, e isso fez Hanabusa rir muito. Haruka era mesmo assim. E isso parecia aliviá-lo um pouco. Isso queria dizer que ela não estava tão mal como parecia.
- Logo veremos. Agora temos de te pôr boa. Por isso, isto se a tua mãe e o teu pai não se importarem, vou-te raptar ^^ Em vez de só ficares lá esta noite, vais ficar em minha casa até ao fim da semana, que tal?
- *w* Posso mamã? Eu quero muito *w*
- Claro que podes, Haru... Se te ajudar a ficar melhor, claro que podes ^^ - Disse Yuuki, num tom que manifestava claro alívio.
- Oh, obrigada mamã *-* - Haru levantou-se a custo da cama e abraçou Yuuki, feliz. Era deveras um sonho para ela, ficar uma semana em casa de Hanabusa.
- Não tens de quê. Agora vamos vestir para ires com o Aidou-kun para casa dele.
- Claro *--* Vá mamã, vamos *--* - Haru naquele momento parecia ter ganho outra vida. Já nem parecia quase estar doente. Mas de certa forma, Hanabusa, era quase como que uma cura milagrosa para ela, pois por muito doente que estivesse, se Hanabusa estivesse por perto, tudo parecia bem mais fácil. E obstante o facto de Haruka estar cheia de comichões, ela até parecia muito melhor, só ao sorrir.
- Anda lá ^^’ - Yuuki levou-a para se vestir, enquanto Hanabusa esperava pacientemente por elas. Ele não tinha pressas e sabia que era difícil para Haruka, sobretudo quando ela estava doente, ser tão rápida quanto era normalmente. Mesmo assim, Haruka em menos de cinco minutos já estava vestida, e com as suas coisas já preparadas por Yuuki, Hanabusa pegou nela ao colo, carinhoso.
- Então, Haru-bocchama , estás pronta para irmos embora no meu “calhambeque”?
- Sim *--* Ai Aidou-senpai *--* Já tinha saudades de estar contigo – A Pequena Kuran abraçou o seu pescoço, nitidamente feliz por ele estar ali. Ela gostava imenso de Hanabusa e da sua companhia, e por vezes sentia-se deprimida quando ele não estava por perto. Hanabusa era o seu melhor amigo e companheiro de brincadeiras que para ela nunca pareciam acabar, por o mundo para ela nem parecer andar. Ela era criança, logo inocente. Não dava pelo tempo passar, e toda a hora para ela era hora de brincadeira. O mesmo se passava com Hanabusa. Haruka fazia-o sentir-se criança outra vez, e ter aquela infância que ele nunca tivera, devido à educação rígida que tivera dos pais. “Respeito acima de tudo” Ouvia ecoar na sua mente a voz do seu pai tais palavras “Um Aidou não se rebaixa, mas também não faz os outros se rebaixarem. Um Aidou, em qualquer circunstância, é um cavalheiro, mesmo que o humilhem à frente de toda uma multidão”.
“Cavalheiro uma ova...” – Acabou por pensar Hanabusa, enquanto ainda abraçava a Pequena Kuran – “O que o meu pai quer fazer comigo e com a Akihiko definitivamente é rebaixamento. Nem sei como a minha mãe concorda... Se eu tivesse ao menos maneira de o demover daquilo que ele quer fazer. A Akihiko nem me ama... Não entendo tamanha teimosia... O meu pai adora fachadas. Eu não suporto este tipo de coisas, é simplesmente impensável para mim... Tomara que o meu pai me deixasse em paz de uma vez por todas e me deixasse fazer aquilo que eu quero da minha vida...” – E ao pensar nisso, acabou por suspirar, o que preocupou de imediato a pequena que ainda abraçava o pescoço dele.
- Que se passa, Aidou-senpai? Estás aborrecido com alguma coisa? Fiz algo de mal? – Haruka pensava que, ao estar a abraçá-lo, estaria a magoá-lo ou algo semelhante, e então acabou por o libertar, com um ar triste no seu olhar puro e inocente de criança. Para ela, Hanabusa apenas esboçou um sorriso doce, e num tom doce também, disse:
- Não é nada com que uma pequena pirralhinha como tu tenha de se preocupar. E não fizeste nada de mal. São só coisas minhas, de velho chato. Nada de importante. Não te preocupes...
- A sério, estás mesmo bem? Não te magoei? – Haruka estava quase à beira de um ataque de choro, que Hanabusa impediu com um simples sorriso, e palavras doces:
- Claro que estou bem. E não, não magoaste. Anda cá tontinha e dá cá um abraço – Hanabusa abriu os braços para ela. Os seus lábios carnudos sorriam e os seus olhos azul-turquesa brilhavam, parecendo dois sóis de Verão, num dia de muito calor. E Haruka sentia-se reconfortada por aqueles braços musculados, aconchegando-se depois no peito quente de Hanabusa. Ela adorava aquela sensação, e no fundo, sentia que Hanabusa era uma espécie de cavaleiro andante e de armadura brilhante, que estaria sempre pronto a protegê-la quando ela necessitasse. E no fundo, Hanabusa sabia disso, e queria ser esse cavaleiro andante para ela. Porque aquela menina era muito importante para ele.
- Aidou-senpai? – Disse ela num tom doce.
- Diz, Haru... – Respondeu Hanabusa, sorrindo.
- Quando eu for grande... Achas que eu e tu... Podemos ser como o papá e a mamã? – Acabou ela por dizer, num tom inocente. Hanabusa limitou-se a corar, e Yuuki riu. Todas as vezes que estavam juntos, Haruka perguntava-lhe aquilo, e Hanabusa nunca sabia como lhe responder, pois era uma pergunta tão ao acaso, e ele era sempre apanhado de surpresa.
- Logo se vê, logo se vê. Tu quando fores grande não vais querer aturar um velho rabugento como eu – Foi a resposta que Hanabusa lhe deu, rindo.
- Eu vou gostar sempre de ti, Aidou-senpai, e vamos ficar juntos para sempre! – Retorquiu ela, usando os braços para expressar o seu “para sempre”. Hanabusa mais uma vez riu, e depois, num tom autoritário, disse:
- O papá está a chegar. Agora temos de ir. Diz adeus à mamã.
- Adeus mamã ^^ Até para a semana ^^
- Adeus Haru-chan, e não dês cabo do juízo ao Aidou-kun e ao Kain-kun... – Disse Yuuki, com um ar divertido. Hanabusa riu-se do que ela dissera, e depois pegou, com a mão que tinha livre, a mala da Pequena Kuran, e fazendo todo o caminho que fizera para chegar ao quarto dela na ordem inversa, chegou ao seu carro.

***

- Aidou-senpai *--* Que vamos fazer hoje? – Perguntou Haruka, assim que Hanabusa parou o carro à porta de casa dele, alguns minutos depois de ter saído de casa de Yuuki.
- Uhm... Eu tinha planeado irmos ao cinema e jantar à casa da Akihiko-nee-chan , mas visto que tu estás doente, parece-me que a cozinha lá de casa vai ter de nos aturar – Hanabusa gracejou, e como sempre, a Pequena Kuran riu.
- Cozinha... Coitadinha... Lembras-te da última vez que tentaste cozinhar? O Kain-senpai e a Ruka-senpai ficaram muito chateados porque tu sujaste a cozinha toda...
- Então não me lembro? A Ruka andou o resto da noite atrás de mim com o rolo da massa – Hanabusa riu, apesar de não guardar boas recordações daquele momento. A sua salvação tinha sido o facto de Hanabusa ser elemento gelo, e ter conseguido congelar os pés de Ruka para que esta não corresse mais. E ela ficara furiosa com ele, oh se ficara...
- Pois foi. E depois o Kain-senpai é que te deu com o rolo da massa por teres congelado a Ruka-senpai – Haruka riu mais. Hanabusa sorriu, enquanto desligava o motor, e desapertava o cinto, para depois sair do carro para a ir tirar da cadeirinha – Foi tão divertido...
- Para ti, porque tu limitaste-te a assistir – Hanabusa riu, embora fosse de algo que tinha acontecido à sua custa, e rir dele mesmo não era o seu passatempo favorito. Mesmo assim, riu, mesmo que fosse apenas para satisfazer a Pequena Kuran. Depois, abriu a porta do carro, e tirou-a da sua cadeirinha, para irem para dentro de casa – Sabes bem que o Akatsuki não achou piada nenhuma.
- Pois sei. Aidou-senpai... – Haruka fez um ar inocente.
- Diz... – Hanabusa já sabia do que ali vinha.
- Podes beijar-me como a mamã e o papá fazem? – Aquele tom, inocente mas ao mesmo tempo hesitante, fez Hanabusa lembrar-se de todas as vezes que Haruka lhe pedia tal coisa. Ela era uma criança inocente, mas ao mesmo tempo tinha alguns aspectos de Kaname incutidos na sua personalidade, já mesmo com tenra idade, tal como Haruka tinha, ela sabia bem o que queria, embora, tal como Yuuki, estivesse sempre com medo de magoar as pessoas à sua volta. E Hanabusa tinha medo de a magoar também, pois ele detestava vê-la chorar. Contudo, ele, sempre que ela lhe pedia aquilo, não sabia como reagir ou o que fazer. Apesar de aquilo, naquele momento lhe parecer meio que imoral, e ao ver o ar impaciente de Haruka, Hanabusa acabou por ceder ao pedido dela. Então, muito delicada e carinhosamente, pousou os seus lábios macios como cetim nos pequenos e carnudos lábios de Haruka, dando assim um beijo nela, consumando aquele acto tão rápido quanto lhe foi possível fazê-lo. Depois de ver que a sua Pequena Kuran estava, para além de satisfeita, corada, sorriu, e, pegando nas coisas dela, levando-a pela mão, entraram dentro de sua casa, para darem início a uma semana de “aventuras”.
Entretanto, na casa dos Kuran, Yuuki ultimava os preparativos para a “festa-surpresa” de Kaname. Tudo estava pronto, desde as pétalas de rosa espalhadas pela casa, desde a cozinha aos corredores, por todo o quarto e cama, culminando na casa de banho, com um rastro de pétalas de rosa que levava até onde Yuuki estava, nua, na banheira, com as suas curvas voluptuosas e atraentes escondidas pelo manto nevado de espuma, à espera que Kaname viesse ter com ela. A água da banheira, temperada com sais de banho com cheiro de rosas, tinha sobre si a espuma de banho, que manchava a água, antes cristalina e agora avermelhada, devido aos sais, de nuvens brancas, sobre as quais pétalas de rosas vermelhas, a cor da paixão e da luxúria, repousavam preguiçosamente, sem que nada as tirasse do seu eterno repouso. Velas com cheiros afrodisíacos que estavam espalhadas por toda a casa de banho e por todo o quarto enchiam o ar envolvente de tentadoras sensações, convidando a toda uma noite de experiências exóticas e excitantes.

O ar romântico que a casa de banho dos Kuran tinha naquele momento tirava-lhe a delicadeza e sumptuosidade da decoração de Kaname, que marcava a bela mansão de tons avermelhados e dourados no seu interior, agora cobertos com uma máscara de desejo e sensualidade, que conferia à casa um ar completamente leviano. A casa de banho, que antes parecia a de um rei ou de um magnata de negócios, parecia agora um ninho de amor para um bon-vivant e para a sua madmoiselle , sempre prontos para novas e excitantes aventuras num mundo de volúpia e luxúria.
Antes de ter preparado tudo aquilo, Yuuki preparara também um jantar especial, todo preparado com alimentos que, só por si mesmos, tinham qualidades afrodisíacas, e que Yuuki planeava que Kaname e ela comessem após a primeira aventura da noite, para preparar os seus corpos para muitas mais. Tudo estava pronto para Kaname e aquela seria, sem sombra de dúvida, uma noite inesquecível para ambos. Há muito que ambos já não tinham uma noite assim. Talvez desde que Haruka nascera. Há muito que Yuuki e Kaname já não tinham um momento a sós e aquele aniversário e aquela doença de Haru tinham sido, de alguma forma, um bom pretexto para aquela noite acontecer. Claro que Yuuki não considerava o facto de Haruka estar doente uma sorte, contudo, era o facto da sua querida filha estar com varicela que estava a proporcionar aquele momento, pelo que tudo teria de ser perfeito. Nada poderia correr mal naquela noite. Não podia mesmo haver uma falha sequer.
À medida que os minutos iam passando, Yuuki ia ficando cada vez mais ansiosa. Não sabia bem que reacção Kaname iria ter, e isso causava-lhe algum receio. Apesar de ela saber que Kaname gostava daquele tipo de surpresas, nem sempre ele vinha bem-disposto do Conselho de Vampiros, pelo que, e de certa forma, era isso que a preocupava naquele momento. Ela não queria de maneira nenhuma que um assunto mal resolvido no Conselho deitasse a noite tão ansiada pelo cano abaixo, depois de horas de preparação e muito planeamento.
Mas felizmente para ela, tudo correra como planeado.
Kaname chegou a casa, e ficou admirado com o panorama com que se deparava. As pétalas de rosas que estavam espalhadas pela casa chamaram-lhe à atenção, e ele, curioso, seguiu o caminho que elas traçavam, até ao quarto, até à banheira onde Yuuki, pacientemente e com um ar sedutor e irresistível. Kaname ficou vermelho de embaraço, e na zona do fecho das calças, insinuou-se um volume que deu a Yuuki a deixa perfeita para iniciar a sua surpresa.
- Feliz aniversário, Kaname... – Disse ela, num tom rouco e sedutor. Kaname sorriu, e, sentando-se na beira da banheira, beijou-a calma e apaixonadamente.

- Obrigado, Yuuki... Como é que adivinhaste que eu estava mesmo a precisar de um momento destes? – Acabou ele por perguntar, corado.
- Eu sei o que queres... E hoje era o teu aniversário... Até pedi ao Hanabusa-kun para tomar conta da Haruka, para podermos ter este bocadinho para nós... Achei que já andávamos a precisar...
-E acertaste... – Kaname desapertou a gravata calmamente, embora Yuuki, incapaz de esperar mais, o tenha puxado para dentro da banheira mesmo vestido, e o tenha beijado vorazmente. Yuuki ardia em desejo, e precisava de o satisfazer com o homem que ela mais amava à face da terra – Kaname Kuran. E esse homem, também ele a arder em desejo, tornou aquele momento, que já por si era mágico, um momento único, incapaz de ser descrito em palavras.
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MensagemAssunto: Re: [Fic VK][+16] Laços do Amor   Sab Jan 21, 2012 10:10 pm

Está a ficar giro *.*
Mas meteres "bonequinhos" no meio do texto é algo estranho, pelo menos para mim, que não estou habituada a ler textos dessa forma.

É pena demorares a postar... Quero ler mais!!
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MensagemAssunto: Re: [Fic VK][+16] Laços do Amor   Ter Jan 24, 2012 2:01 pm

eu explico o porquê dos bonequinhos, é de alguma forma para ajudar a exprimir melhor os sentimentos imiscuidos nas palavras ^^ Eu vou postar agora o proxim. Embora nao tenha ainda muitos para postar xD
Capítulo 2 – A Princesa Puro-sangue Kuran
- HARUKA-SAMA! – Ouvia-se a voz de Hanabusa pela casa toda, em busca da filha mais velha dos Kuran, enquanto a Princesa Puro-sangue Kuran, Rika, a filha mais nova do casal Kuran, estava sentada junto de Akatsuki no sofá da sala, a ler um livro de botânica. No entretanto, Haruka corria pela casa, fugindo de Hanabusa. A Pequena Kuran recusava-se a fazer os trabalhos de casa, e Hanabusa lutava, de alguma forma, por a conseguir levar para a sala de estudos para que ela os fosse fazer. Yuuki e Kaname tinham ido passar o fim-de-semana a Osaka, e tinham deixado Rika e Haruka nas mãos de Hanabusa e Akatsuki, para que eles tomassem conta das duas pequenas enquanto eles estavam fora. Contudo, e para Hanabusa, a tarefa não se estava a revelar nada fácil – Volta aqui!
Tinham-se passado dez anos desde o aniversário de Kaname, e Haruka tinha agora doze anos. Rika, por seu lado, dois anos mais nova que a irmã, tinha dez. Ela nascera a 11 de Janeiro, dois meses e meio depois do aniversário de Kaname e era, de alguma forma, diferente de Haruka, quer em termos físicos, quer em termos psicológicos.
Ao contrário de Haruka, cujos cabelos castanho-claros eram iguais aos da mãe, Rika possuía longos e encaracolados cabelos de um tom castanho-arruivado, que contrastava com as cores dos cabelos de ambos os progenitores, Kaname e Yuuki, mas que todos associavam aos pais deles, por Juuri ter cabelos castanho-arruivados. Os olhos de Rika, mais claros que os de Haruka, que eram iguais aos do pai, mesmo assim mostravam o brilho da tenacidade e inteligência que ela herdara de Kaname, assim como Haruka. Apesar disso, Rika era mais introvertida e recatada, como se vivesse no seu próprio mundo. Rika sempre fora uma criança que resolvera as coisas de uma forma racional, e nunca se deixava levar pelas emoções. Contudo, salvo por alguns momentos, era uma criança muito solitária.
Yuuki, mesmo que sem intenção, por vezes negligenciava a filha, na medida em que dava mais atenção a Haruka, deixando Rika de parte, apesar de esta ser muito acarinhada pelo pai, pelo que ela apenas se podia apoiar na irmã, na ama, ou então, em Akatsuki Kain, quando em determinadas ocasiões, Haruka e Rika tinham de ir para sua casa e de Hanabusa.
Por seu lado, Haruka, detestava a mãe por ela não a deixar ser como queria ser, obrigando-a sempre a ter comportamentos de senhora, e por isso fugia dela por vezes e ia para ao pé da irmã, para não a deixar só, porque Haruka, apesar de meio-arrapazada, infantil e por vezes despistada, adorava a irmã, e preocupava-se muito com ela. Era ela que, no colégio que ambas frequentavam, fazia frente às pessoas que aborreciam ou faziam mal à Princesa Puro-sangue Kuran, e era ela que ia de castigo por agredir alguém para proteger Rika, e desde que a irmã ficasse bem, ela nem se importava. Era Haruka que a ajudava sempre que ela tinha problemas, e era a Pequena Kuran que garantia que a Princesa Puro-sangue Kuran ficava bem e que não havia nada que a aborrecesse.
E Haruka era, sem dúvida, diferente de Rika. Extrovertida, de resposta pronta sempre na ponta da língua, fazia amigos e inimigos com relativa facilidade, já para não falar de que resolvia tudo à sua maneira. Apesar de ambas serem crescidas demais para a sua idade, claramente Rika ia mais à frente que Haruka. Mesmo assim, ambas adoravam a companhia uma da outra e eram inseparáveis. Eram irmãs gémeas, com dois anos de diferença. E Hanabusa e Akatsuki adoravam-nas.
Contudo, havia pessoas que achavam a presença de Rika indesejável, como Ruka Kain, que detestava que o marido desse mais atenção à filha da única pessoa que amara realmente, ou que pensara que amara, Kaname Kuran. Na opinião dela, parecia que Akatsuki sentia uma atracção especial pela Princesa Puro-sangue Kuran, enquanto este rebatia, afirmando que, por ser filha de um Puro-sangue, ainda para mais uma Kuran, tinha de ter toda a atenção do mundo, sobretudo das pessoas próximas da família.
E era com Akatsuki que Rika partilhava o seu pequeno mundo. Apesar de, quando Kaname tinha um pouco de tempo livre, estar com ambas as irmãs Kuran, Rika, por se sentir mais só, precisava de alguém que lhe dedicasse um pouco mais de atenção e Akatsuki era essa pessoa. Sempre paciente, ele fora o seu mentor por muito tempo, e sempre fora seu confidente. Apesar de a sua ama se preocupar muito com ela, Rika só tinha olhos para Akatsuki. Mais ninguém, a não ser o seu pai e irmã; lhe importava. Desde que Akatsuki estivesse com ela, nem o céu era limite.
- Não quero fazer os trabalhos de casa! – Haruka, àquele ponto, já descia os corrimões das escadas, até que acabou por cair redonda no chão e de barriga para baixo, batendo com o queixo no soalho alcatifado – Bolas! – Acabara ela por resmungar, com um ar aborrecido. Ela odiava cair, pois isso significava o fim da fuga para ela e a derrota da sua tentativa frustrada de fugir aos estudos.
A cara de Hanabusa, por seu lado, traçava uma expressão de pânico, retratada também pelo tom de voz que ele usara no momento seguinte:
-OH NÃO! O Kaname-sama vai matar-me, fazer-me em picadinho e dar-me de comer aos tubarões!
O barulho chamou de imediato a atenção de Rika, que, desencostando-se de Akatsuki e fechando o livro que estava a ler calmamente, foi ter com a irmã, que, ainda estendida no chão, estava com uma expressão que não dava bem para entender se ela iria chorar, ou simplesmente desatar a rir com a cara de pânico de Hanabusa. Contudo, Rika, ignorando a cara de Hanabusa e de Haruka, decidiu ajudar a irmã a levantar-se, e num tom doce, perguntou:
- Haru-nee-chan, podemos fazer os trabalhos de casa juntas, por favor? Tu és melhor que eu a Japonês e eu não estou a entender bem uma coisa que aprendemos hoje...
Haruka, sorriu, e felizmente para Hanabusa sem danos de maior, a não ser uma pequena nódoa negra que se ia evidenciando no queixo dela; e acabou por responder-lhe num tom doce que sim, e ambas foram para a sala de estudo, conversando depois acerca da dúvida que Rika tinha, muito animadamente.
Ao ver que a Pequena Kuran tinha ido finalmente estudar, Hanabusa respirou de alívio e, para com ele mesmo, agradeceu a Rika por ter levado a sua irmã à razão. Era sempre difícil convencê-la a ir fazer os trabalhos de casa, porque, apesar de ser muito inteligente como Rika, Haruka preferia passar todo o dia na brincadeira ou a praticar desporto do que a estudar, pois parecia que todos, por ela ser filha de Kaname, queriam que ela fosse perfeita e a melhor da turma. Contudo, isso não acontecia e isso frustrava a Pequena Kuran, embora o seu pai não a censurasse, pois ele considerava que cada um tinha o direito a ser o que era, e não se podia obrigar as pessoas a mudar. Kaname já tivera más experiencias no passado, e não as queria repetir, muito menos com as suas filhas, que eram tudo para ele e se as perdesse, perderia tudo na vida, pois sem as suas meninas, ele não era nada, nem teria por que lutar pelos seus objectivos, pois ele fazia tudo pelo bem delas, que eram a luz dos seus olhos, e ele mostrava bem o seu amor pelas pequenas. Kaname era sem dúvida, um pai babado. E Rika e Haruka, filhas babadas.
Mas apesar de Rika e Haruka nutrirem um grande amor e carinho pelo seu pai, os seus corações estavam também perdidos de amores por outras pessoas. Mas essas paixões estavam longe de ser paixões correspondidas.
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MensagemAssunto: Re: [Fic VK][+16] Laços do Amor   Sex Jan 27, 2012 6:50 pm

Citação :
A cara de Hanabusa, por seu lado, traçava uma expressão de pânico, retratada também pelo tom de voz que ele usara no momento seguinte:
-OH NÃO! O Kaname-sama vai matar-me, fazer-me em picadinho e dar-me de comer aos tubarões

Esta parte fez-me rir que nem uma loca à frente do computador! xD
Acho que está a ser muito giro; continua a postar. Smile
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MensagemAssunto: Re: [Fic VK][+16] Laços do Amor   Qua Fev 01, 2012 4:59 pm

||Midnight|| escreveu:
Citação :
A cara de Hanabusa, por seu lado, traçava uma expressão de pânico, retratada também pelo tom de voz que ele usara no momento seguinte:
-OH NÃO! O Kaname-sama vai matar-me, fazer-me em picadinho e dar-me de comer aos tubarões

Esta parte fez-me rir que nem uma loca à frente do computador! xD
Acho que está a ser muito giro; continua a postar. Smile

Imagino que sim, a minha intençao era essa XD
Ainda bem que estás a gostar, posto mais em breve.
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MensagemAssunto: Re: [Fic VK][+16] Laços do Amor   Qua Fev 08, 2012 11:24 pm

Só agora é que me apercebi que em vez de escrever louca escrevi "loca" xD

Posta, posta, posta...! Quero ler mais!! Very Happy
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MensagemAssunto: Re: [Fic VK][+16] Laços do Amor   Ter Fev 14, 2012 4:56 pm

xDDD morri a rir XD Vou postar mais um entao XD

Capítulo 3 – A “Nova” Night Class – A Noite dos Vampiros
Aquele dia iria ser diferente para todos os Vampiros.
Pela primeira vez em vinte anos, o director da Academia Cross, Zero Kiryuu iria abrir uma Night Class. Ninguém sabia o porquê de ele o fazer, visto que desde a crise que houvera com o tio de Kaname Kuran, Rido Kuran; não havia nenhuma turma de Vampiros, talvez devido ao caos que se instalara e que quase levara ao fim da Academia Cross, bem como do afastamento por parte dos Kuran daquela instituição, o que levou a que todos os outros Vampiros se afastassem também, levando ao fim da Night Class.
Apesar disso, tudo agora era diferente. Tanto a Associação Hunter como o Conselho de Vampiros tinham novas regras e novos presidentes, e a estrutura de ambas faziam com que trabalhassem em conjunto, evitando as conspirações e acabando com o clima de ódio entre Vampiros e Hunters, embora a maior parte dos Humanos ainda desconhecesse a existência das Criaturas da Noite, e estas, em conjunto com os Hunters; zelassem para que assim continuasse, para o bem dos Humanos normais.
Mas na Academia Cross, apesar de os alunos que a frequentavam serem maioritariamente Humanos não-Hunters, os Vampiros assumiriam de novo o seu lugar, ocupando de novo a posição que lhes pertencera há bastante tempo atrás. E tudo estava pronto para a recepção aos novos membros da Academia Cross.
Zero não deixara nada ao acaso, tal como o seu antecessor, Kaien Cross não deixara - de entre os alunos da Day Class, escolheu dois para serem guardiões do recinto, para evitar que a Day Class saísse durante a noite e corresse perigo perante um aluno da Night Class, ou descobrisse o seu segredo. Um deles era o seu filho, Ichiru Kiryuu, cujo nome vinha do seu falecido tio e irmão gémeo de Zero, Ichiru. O outro guardião, ou melhor, guardiã, era uma rapariga chamada Maryanne Collin, uma estudante de intercâmbio vinda de Inglaterra e que pertencia a uma ancestral família de Hunters e uma das mais respeitadas a nível mundial. Apesar de ser de uma família de Hunters, ela não odiava Vampiros, a não ser que estes lhe pusessem a vida em risco. Apesar de Maryanne ser uma pequena e magra rapariga ruiva e de olhos verdes, com um ar aparentemente inocente, era perigosa, assim como Ichiru. Este era um Level B, em parte graças ao facto de a sua mãe, Maria Kurenai ser um puro-sangue; que herdara a faceta mais pura e inocente de Zero, e os traços da sua mãe, Maria. Tinha cabelos cinzentos como Zero, mas os olhos, sem sombra para dúvidas, eram os de Maria. Contudo, a personalidade doce do filho de Zero e Maria fazia lembrar a de Ichiru Kiryuu, antes de ser consumido pela amargura de Shizuka Hiou, e de ter morrido para salvar a vida do irmão gémeo.
Isso deixara, de certa forma, um certo sabor amargo em Zero. Mesmo depois de ter assumido o seu amor por Maria, após anos de convivência com ela, ainda havia uma réstia, um pouco de paixão no seu interior pela primeira rapariga que amara e desejara para si realmente - Yuuki Cross... Não... Yuuki Kuran, aquela que era a mulher de Kaname Kuran, e a mulher que ele sempre odiaria para o resto da sua vida. Desde que Yuuki fugira da Academia Cross com Kaname que Zero nunca mais falara ou sequer pensara nela, mas depois de ter lido a lista de alunos matriculados e ter visto por duas vezes o apelido ”Kuran” patente nela, o actual director da Academia Cross não pôde deixar de pensar naquela rapariga doce e meiga que conhecera antes de saber que afinal de contas era a herdeira do sangue puro da família Kuran, a família mais antiga de Vampiros e a única que se mantinha com linhagem pura, pelo menos na parte que tocava à linhagem de Haruka e Juuri Kuran, os pais de Kaname e Yuuki.
Pensar no apelido Kuran trazia a Zero péssimas memórias dos últimos vinte anos. Desde as sucessivas tentativas de suicídio até Maria Kurenai assumir o que sentia por Zero, muita coisa acontecera, e cada vez que ela se lembrava de todas as humilhações que passara à custa do nome Kuran, mais ódio surgia contra aquela família.
Apesar de ao longo dos tempos o seu ódio por Vampiros ter diminuído, os Kuran eram a única família que Zero tinha a certeza de que iria odiar para o resto da sua existência. Quer o seu inconsciente, quer o seu consciente, não achavam razões boas as suficientes para conseguir achar algo que pudesse gostar naquela família que tanto odiava, e sempre que alguém falava nos Kuran, Zero simplesmente mudava de assunto. Ele não queria nem saber. Simplesmente não lhe interessava. E nunca lhe interessaria. Para ele, era como se a Yuuki pela qual se apaixonara tivesse morrido a partir do momento em que vira Kaname mordê-la para a fazer recuperar as memórias da sua infância perdida.
Mas o facto de Kaname e Yuuki, após tantos anos, de alguma forma entrarem na sua vida através das suas filhas, que frequentariam agora a Academia, de certa forma o atormentava e muito. Ele não sabia como lidar com aquela situação, mas teria de pensar em algo, e depressa.
No entretanto, era noite lá fora. A Academia Cross, que já por si era um lugar imponente e respeitável, agora tinha uma fachada de misticismo. Naquele cenário típico de um filme de terror de John Carpenter misturado com a concepção vampírica de Bram Stoker , tudo era propício ao sucesso do início da nova vida dos novos estudantes da Academia Cross, e entre eles estavam Haruka e Rika Kuran, acompanhadas por Hanabusa Aidou e Akatsuki Kain, que traziam Ruka Kain atrás, literalmente por arrasto, pois esta viera de má vontade, apesar de ter sido uma ordem explícita da sua paixão platónica, Kaname Kuran – tomar conta das duas jovens e garantir que nada de mal lhes acontecia.
Mas mesmo assim, Ruka não suportava aquela ideia.
Apesar de no fundo do seu íntimo, ainda amar Kaname, Ruka odiava a filha dele, Rika, pois esta parecia conseguir arrancar mais atenção do seu marido, Akatsuki Kain, do que ela alguma vez conseguira, e apesar das constantes ameaças que ela fazia à Princesa Puro-sangue Kuran, esta continuava a aproximar-se do seu marido, que lhe garantia a vida fútil e de luxo que ela levava. Mas desta vez Ruka iria fazer valer o seu ponto de vista, desse por onde desse. Ela estava farta que uma pirralha como Rika roubasse tudo aquilo que lhe custara manter por vinte anos. E isso, no que dependesse de Ruka, nunca iria mudar.
Enquanto isso, Haruka e Rika observavam com admiração e no caso de Rika, indiferença; a Academia onde elas iriam andar nos próximos três anos. Todavia, apesar do entusiasmo que Haruka sentia, Rika não parecia estar muito motivada para ali estar. Para além das dores que sentia no seu peito, derivadas do seu recente ataque de asma, Rika sentia todo o seu corpo dorido, para além das nódoas negras que escondia debaixo do uniforme branco da Night Class.
“A Ruka magoou-me tanto a noite passada...Gostava de saber porque ela me faz isto... Eu escondo de toda a maneira e feitio o que sinto pelo Kain, porque sei que ele não gosta de mim da mesma maneira que eu gosto dele por ele amar a Ruka, ou pelo menos é isso que ele mostra... Mas mesmo assim parece que ela vê tudo... Como se eu fosse um livro aberto, apesar de eu, tal como o papá, ser excelente a esconder as minhas emoções. É algo errado, amar alguém que é muito mais que um alguém mais velho que nós, uma pessoa que praticamente é nosso irmão mais velho, alguém muito importante nas nossas vidas que por vezes até chega a ser doentio o que sentimos por essa pessoa... Mas eu insisto em amá-lo... E sempre que tento protegê-lo das garras daquela megera, quem acaba por se arranhar sou eu... Estou sozinha neste mundo... Ninguém me pode ajudar agora... Serei sempre eu, a pobre rapariga que não pode contar nada do que sente ou acontece com ela a ninguém...” Acabou por pensar para com ela mesma, suspirando, enquanto raspava com a biqueira da bota no chão distraidamente, como se nada fosse, embora o seu semblante, inexpressivo, como sempre ostentava, escondesse por detrás de si um sofrimento interior profundo.
A seu lado, a sua irmã acabara por desviar o olhar dos enormes arcos em volta perfeita que marcavam os imponentes corredores que constituíam o caminho para o auditório, e olhou para ela, com um ar preocupado, nitidamente mostrando que, inadvertidamente, tinha lido os pensamentos dela, o que fez Rika, discretamente, engolir em seco.
- Rika... Que é que a Ruka te fez? Tenho reparado que cada vez que a vês, tremes que nem varas verdes... O Kain também já reparou que tens estado distante dele... Que se passa contigo? – Acabou por perguntar num sussurro, de maneira a que Ruka não ouvisse. Haruka guardava para si, mas a verdade, é que ela detestava aquela mulher. Todos os comportamentos dela irritavam sobremaneira a outrora Pequena Kuran, que agora tinha dezasseis anos, enquanto a sua irmã mais nova, Rika, tinha catorze. Rika, ficando pálida de repente, sem dizer uma palavra, desviou o olhar da irmã e pousou-o nas pedras de mármore que constituíam o chão. Haruka encolheu os ombros, suspirando. Ela já sabia que a resposta era a mesma de sempre: silêncio. Rika deixara de falar com ela há bastante tempo e deixara também de lhe contar o que a atormentava.
Contudo, Rika tremia. A aura de Ruka mexia com ela de tal forma, que a Princesa Puro-sangue quase desmaiava por vezes. E aquela era uma delas. Uma tontura percorreu-a de cima a baixo, e por pouco não caiu redonda no chão. Kain, com um movimento e reflexos rápidos, apanhou Rika, segurando firmemente a pequena rapariga nos seus braços. Assim que recuperou da tontura, rapidamente Rika se afastou de Kain, murmurando um agradecimento rápido, alegando depois que iria apenas procurar uma casa de banho, para poder molhar a cara, e que já iria para a sessão no auditório. Haruka quis ir com ela, mas Rika olhou-a com um ar fechado, como que a dizer que queria estar sozinha, depois desaparecendo a correr, sem que ninguém soubesse da confusão que ia na sua cabeça.
Por seu lado, Haruka, confusa com a atitude da irmã, acabou por suspirar. A Pequena Kuran já não sabia mais o que fazer, e cada vez que tentava perceber o que se passava com a sua irmã, mais ela se afastava de si, deixando-a cada vez mais perplexa e preocupada.
Haruka sempre se preocupara com a sua irmã, mas desde o dia em que a encontrou a chorar como se o Natal tivesse sido cancelado ou algo do género, Haruka ficou ainda mais preocupada. Sempre protectora como uma irmã mais velha deveria ser, das mais diversas formas Haruka tentou entender o que se passava com a irmã, mas aquela recusa em contar o que se passava e a recusa em partilhar os seus problemas deixava Haruka de pés e mãos atados. E quando falava com Kain em privado acerca disso, ele parecia também estar alheio, de alguma forma, ao que se passava com a Princesa Puro-sangue Kuran, pelo que não podia fazer muito.
Todavia, Haruka não desistiria. Apesar da teimosia da irmã, a Pequena Kuran iria descobrir o que se passava, e iria ajudá-la no que pudesse. Nem que para isso tivesse de se prejudicar a ela mesma, que fora o que sempre fizera até Rika se fechar na sua concha.
E era nisto que a Pequena Kuran pensava, enquanto esperava, já na sessão de boas-vindas; que a sua irmã voltasse. No entretanto Ruka desaparecera também, alegando que perdera a caixa das tabletes no jardim, e que voltaria assim que a encontrasse. Ninguém para além de Haruka achara estranho. Hanabusa tentava não adormecer e Kain brincava com pequenas chamas que fazia aparecer nos seus dedos, pelo que estavam completamente abstraídos de tudo, nem tinham entendido, ao contrário de Haruka, que aquela desculpa tinha sido meramente esfarrapada.
Haruka, de há uns tempos para trás, reparara que Ruka, sempre que Rika alegava que queria estar sozinha, arranjava sempre maneira de desaparecer ao mesmo tempo que a Princesa Puro-sangue Kuran. E sempre que Rika voltava, aparecia a chorar e trancava-se no seu quarto durante horas a fio, Ruka aparecia com um sorriso triunfante e suspeito, o que causava suspeitas na cabeça de Haruka. Na sua concepção, a causa da depressão da irmã estava em Ruka Kain. Bastava descobrir afinal o que acontecia quando aquelas duas se juntavam, se é que isso acontecia de verdade. Haruka não tinha provas, apenas suspeitas e ela, mais que ninguém, sabia que não valia a pena acusar pessoas sem provas de estas terem feito algo. Contudo, teria de descobrir o mais depressa possível o que se passava com Rika, antes que fosse tarde demais.
Enquanto a sessão de boas-vindas decorria lentamente, a ansiedade de Haruka crescia cada vez mais, pois quer Rika quer Ruka ainda não tinham regressado. Até que lhe surgiu uma ideia brilhante.
Ao longo do seu longo discurso, Yagari Touga, vinte anos mais velho do que quando os pais de Haruka e Rika frequentavam a Academia, insistira diversas vezes em demonstrar a sua faceta inflexível, pelo que para Haruka, parecia-lhe impossível, ainda para mais sendo Touga um Ex-Hunter; pedir-lhe para fazer uma deslocação rápida à casa de banho pelo que e para assombro de Hanabusa, decidiu optar pela saída mais rápida. Haruka abriu o blazer do uniforme e retirou de lá uma kunai , que utilizou para tentar atingir o sensei , contudo e como previra, falhou. Apesar da idade, Touga ainda tinha reflexos rápidos, e a kunai acabou por ficar presa no quadro de ardósia por detrás dele. Touga soltou uma gargalhada, como que a achar piada à situação e ignorando-a, continuou a falar, o que frustrou Haruka, porque ao fazer aquilo, pensava que iria ter acesso directo à porta de saída do auditório, e com uma óptima justificação.
Todavia, para azar (ou talvez sorte) da Pequena Kuran, Zero Kiryuu, o imponente e mal-disposto director da Academia Cross, estava a entrar no auditório e apanhou-a no acto, o que lhe valeu uma repreensão e a expulsão do auditório, ao que Haruka sorriu, sem sequer contestar, apesar do ar de assombro de Hanabusa, que quase parecia que iria desmaiar a qualquer momento. E assim que pode, saiu.
Rika estava sozinha nos jardins da Academia, perto da fonte, ou pelo menos pensava que estava só. Perdida nos seus pensamentos e sentimentos mais profundos, não deu por Ruka chegar perto dela, e a agarrar pelo pescoço, levantando-a no ar, furiosa.
- A tareia que levaste ontem não te chegou, não? – Perguntou ela, apertando o pescoço da Princesa Puro-sangue Kuran, deixando-a sem fôlego.
- N...não sei do...que estás...a fal...ar...Ruka-san... Deixa...me...ir...embora... – Rika falava a custo. Ruka apertava a sua garganta com demasiada força e isso estava a afectá-la e a fazê-la sentir-se aflita, por não estar a conseguir respirar como deveria.
- Não? Queres que te explique de novo? Eu não te disse para te manteres longe do Akatsuki, sua pirralha mimada?!
- Eu...não tenho...estado com ele...sua...bruxa... Ele é que...vem ter comigo... Devias tomar melhor conta dele... Em vez de... andares com os amantes... – Rika sorriu de través, o que irritou Ruka e a fez atirar Rika contra a fonte de mármore, tentando-a afogar de seguida, enquanto esta esbracejava e suplicava que ela parasse, em profundo desespero.
Haruka correra a Academia toda à procura da irmã e o único sítio que lhe restava era a zona do jardim. Apesar de o céu estar límpido, estava uma brisa fresca, que trazia o cheiro da neve que se avizinhava próxima. O frio era demasiado e Haruka teve de esfregar as mãos uma na outra para as aquecer. Contudo, os gritos desvairados e as súplicas de duas vozes conhecidas chamaram-lhe à atenção:
- Vais aprender a meter-te no teu devido lugar, pirralha irritante!
- Por favor, Ruka-san... Pára com isto...
- Rika! – Acabou por murmurar a Pequena Kuran, correndo para o local de onde vinham os gritos, acabando por assistir a algo que nunca pensara assistir: a sua irmã Rika a ser agredida por Ruka, que lhe dava pontapés e lhe puxava os cabelos de forma violenta e, enraivecida por ver aquilo, e sem sequer pensar em se conter para não arranjar mais problemas dos que já tinha, não foi de modos, investindo contra Ruka, atirando-a ao chão com tal força, que ao cair, bateu com a cabeça na beira da fonte, acabando por ficar inconsciente e fora de combate. Por seu lado, Rika estava estendida no chão, enquanto chorava em silêncio, cheia de cortes e escoriações, já para não falar que estava ensopada e a tremer de frio e de medo ao mesmo tempo. Haruka, preocupada, tirou o blazer, e vestiu-lho, de seguida abraçando-a e, num tom preocupado, perguntou:
- Rika? O que aconteceu? Porque é que ela te estava a bater daquela maneira?
Rika não respondera, mantendo-se encolhida sobre ela mesma, a chorar em pânico, contudo, Haruka voltou a insistir:
- É por isto que tens medo dela? Ela já te bate há muito tempo? Por favor Rika, confia em mim, sou tua irmã não sou? Tu sempre confiaste em mim... – Depois de ter dito aquilo, apertou-a mais para si, mimando-a numa tentativa de a acalmar e fazer com que ela não chorasse mais, pois Haruka detestava ver Rika a chorar, enquanto tentava curar os cortes que a Princesa Puro-sangue tinha na face – Por favor Rika, diz alguma coisa...
- E...Ela... É por causa do Kain... – Acabou por dizer Rika, num murmúrio fraco. Rika estava muito ferida e a quantidade de sangue que usara para se auto-curar deixara-a esgotada. Haruka, preocupada, acabou por expor o seu pescoço a Rika, e num tom meigo, disse:
-Se te ajudar a recuperar, por favor bebe... Falamos melhor depois... Tens de te recuperar primeiro... E temos de contar ao Aidou-senpai e ao Kain-senpai... Já para não falar que o otou-sama também tem de saber...
- N...não! O pai não pode saber... Nem o Aidou-senpai nem o Kain-senpai... Por favor Haru-nee-chan... – Rika falou num tom de pânico, apertando Haruka para si, agarrando firmemente entre os dedos a camisa dela, chorando no ombro da Pequena Kuran como fizera por diversas vezes quando era mais nova. Haruka, sentindo-se impotente, acabou por pegar em Rika ao colo, e levá-la para dentro, pois encharcada como estava, facilmente poderia apanhar uma pneumonia, o que não seria muito bom para a sua asma, levando-a depois para o Dormitório da Lua, nem se preocupando sequer se deixava a Ruka desmaiada ou não. Por ela, Ruka podia até morrer ali congelada que não iria querer saber. Ela merecia tudo de mal depois de sequer ter ousado encostar um dedo que fosse na sua irmã. Era simplesmente imperdoável e Haruka não se esqueceria daquilo facilmente.
Na entrada do dormitório, estava o director da Academia, e Haruka, impassível, passou por ele, sem dizer palavra, indo com a irmã para o quarto dela, contudo, antes de sequer conseguir dar mais um passo que fosse, Zero dirigiu-lhe a palavra, num tom seco:
- Haruka-san...
- Que quer, Director Zero? – Perguntou Haruka, ainda impassível, com um braço sobre o ombro de Rika, de forma carinhosa, o que de certa forma a acalmou.
- Dizer que amanhã antes das aulas da Night Class quero-a no meu gabinete. Temos de discutir o seu castigo... – Zero, após ter dito mais umas quantas palavras algo desagradáveis, acabou por virar costas, e saiu do Dormitório da Lua, voltando para o edifício principal da Academia.
- Que fizeste para seres castigada, Haru-nee-chan? – Perguntou Rika, num murmúrio.
- Bem... Longa história... Precisava de sair do auditório e achei que lançar uma kunai contra o Touga-sensei era a melhor opção... Só que tive azar e o director viu. Digamos que consegui o que queria, mas ao custo de um castigo... Estava demasiado preocupada contigo para ficar naquela sessão de boas-vindas... E ao que parece os meus pressentimentos não estavam errados...
- Oh Haruka... – Rika acabou por parar e abraçá-la, aninhando a cabeça no peito da irmã – Não precisavas de arranjar problemas por minha causa...
- Rika, sabes bem que importas mais para mim que um mero castigo. Os castigos fazem-se bem... Já para não falar que já estou habituada – Haruka, sorrindo abertamente, usou a chave da irmã para abrir a porta do quarto dela, e ambas entraram, fechando a porta depois atrás de si.
Assim que entraram, Haruka foi à casa de banho buscar a caixa de primeiros-socorros, e despiu a irmã, que estava pálida e a tremer de frio. Depois de cuidar de todos os cortes e feridas, secou-a com uma toalha que tinha trazido da casa de banho, e vestiu-lhe roupas secas, metendo as que lhe despira no cesto da roupa suja. De seguida ofereceu o seu pescoço à irmã para que ela bebesse dali e Rika, sedenta, mordeu-a, bebendo sofregamente até estar satisfeita.
- Obrigada, nee-chan... – Acabou por dizer, baixando o olhar.
- Não tens de agradecer, Rika... Bem, eu tenho de ir para o meu quarto... Soube que ficavas com o Kain-senpai... Está tudo bem nisso? Posso pedir amanhã ao Director para te trocar o quarto... – Haruka olhou-a com preocupação. Depois do que vira, Haruka sentia-se ligeiramente preocupada com o que aconteceria se Ruka voltasse a tocar com um dedo que fosse em Rika. Kain parecia não conhecer essa situação e Haruka descobrira da pior maneira.
- Não tem problema... Eu aguento... – Rika sorriu frouxamente.
- H-hai ... Tu é que sabes nee-chan... Mas por favor, se a Ruka te tocar de novo, diz-me por favor...
- Claro... Mas agora gostava de poder dormir... Não te importas?
- Claro que não... Ohyasumi ... - Haruka ajudou-a a deitar-se na cama, tapando-a, como se ela fosse uma criança pequena, e depois deu-lhe um beijo na testa, sorrindo doce, deixando-a depois no quarto. Ao sair, cruzou-se com Kain. Ao vê-lo, a mostarda acabou por lhe subir ao nariz. Assim que o viu, passou-lhe pela cabeça uma vontade sadia de lhe dar um murro, mas de alguma forma acabou por não o fazer. Invés disso, olhou-o com um olhar de raiva.
- Bela hora para apareceres Akatsuki-san... – Acabou por dizer, num tom irónico – Devias era ter aparecido mais cedo – Depois de ter dado um safanão no ombro dele e furiosa, seguiu para o quarto dela, sem dar explicações ou sequer se preocupar se ele tinha percebido a mensagem.
Mas Kain ficou perplexo. Não tinha entendido o porquê de tamanha ironia da parte de Haruka. Simplesmente não entendera o que poderia ter feito de mal. Ele suspirou e acabou por entrar dentro do quarto, onde Rika já dormia e ele sorriu docemente, passando junto da cama dela e dando-lhe um beijo na testa,meigo, depois sentando-se na cama a fazer carinhos na face da Princesa Puro-sangue Kuran. Depois ele acabou por ir vestir o pijama na casa de banho e ele mesmo foi dormir, completamente esgotado da viagem.
Hanabusa, no entretanto, estava à espera que Haruka voltasse ao quarto. A sessão de boas-vindas tinha acabado haviam passado horas, e ela ainda não tinha voltado ao quarto depois disso, o que o deixava preocupado, porque sabia que se lhe acontecesse alguma coisa, Kaname daria cabo dele. Ele tentou manter a calma, mas ao fim de duas horas, Hanabusa já andava às voltas no quarto. Assim que Haruka entrou e ao ver aquilo riu e depois, num tom irónico, escondendo toda a raiva que sentia naquele momento atrás das palavras, disse:
- Estás a gastar-me o chão do quarto, Hanabusa-kun...
- H...Haruka-sama... – Hanabusa respirou fundo de alívio e sorriu, apesar de ter metido pé em ramo verde, ao chamá-la por “-sama”. Tal como a sua mãe, ela detestava que a tratassem por mais do que ela era. Apesar de ser uma herdeira do Puro-sangue dos Kuran, ela não gostava de ser tratada como tal. Contudo, naquele momento Haruka ignorou aquilo.
- Desculpa ter demorado tanto, Hanabusa-kun. Hontouni gomen ... – Haruka acabou por fechar a porta após ter entrado no quarto e depois andou até à cama, estatelando-se nela, com um ar cansado.
- Tudo bem... Mas já estava a ficar preocupado... Que aconteceu para estares desaparecida durante tanto tempo?
- Problemas pessoais. Nada com que tenhas de te preocupar... – Haruka sorriu docemente e depois pegou nas kunais que tinha tirado do blazer e posto num pequeno coldre que tinha atado à coxa e começou a secá-las calmamente.
- Como queiras... Não insistirei... – Hanabusa sorriu, e depois foi vestir o pijama. O dia tinha sido demasiado longo para ele e ele estava cansado.
No entanto, ainda preocupado, ao voltar ao quarto, estava determinado em insistir e tentar entender o que se passava com ambas as irmãs Kuran. Contudo, teve azar. Haruka acabara por adormecer profundamente, com uma das kunais pousada sobre o peito. A sua face retratava um ar cansado, mas ao mesmo tempo angelical, e os cabelos dela caiam em cascata pela almofada. Hanabusa, de certo modo, corou, mas sorriu ao ver aquela imagem.
Sorria, não por ela estar a dormir, mas por ela ser tão bonita, e ele acabou por se ajoelhar junto à cama, observando-a a dormir. Após algum tempo, Hanabusa acabou por adormecer também, ficando a dormir no chão.
Ruka acabara por acordar algumas horas depois, com uma dor lancinante na cabeça. Ainda sangrava, mas o sangue e as dores não a incomodavam. O que mais a incomodava era que Haruka tinha visto tudo. Com muita sorte é que ela não contaria nada a Kaname, e se isso acontecesse, Kain saberia também, e ela estaria em maus lençóis. Ruka sabia que Kaname iria matá-la se soubesse que tinha tocado num fio de cabelo de Rika, mas mesmo assim, não podia arriscar-se a perder Kain.
Depois de ter sido repreendida pelos Guardiões da Academia por estar fora do dormitório e a infringir as regras, Ruka foi para o seu quarto, remoendo tudo o que acontecera até então.
Ao entrar no seu quarto, o que reparou de imediato fora que não estava no mesmo quarto de Kain. Na cama onde o seu marido deveria estar, estava um rapaz de cabelos pretos completamente desalinhados, olhos castanho-alaranjados, alto e atraente, de certa forma sexy, e algo parecido com Kaname. Ao ver algumas semelhanças com o Rei dos Vampiros, Ruka sentiu o seu coração bater forte. Era como se aquele rapaz tivesse mexido com ela de alguma forma. Naquele momento, Misaki Matsumoto , o rapaz de cabelos pretos, dormia serenamente, ou pelo menos assim ela pensava. Ruka, curiosa, aproximou-se da cama dele, e ficou a observá-lo fixamente.
Todavia, Misaki dormia de leve, e com o ranger da porta, tinha acordado, e apenas estava a fingir dormir. Através da mente, observava Ruka, que ainda olhava para ele fixamente, como se estivesse a olhar para um deus e a venerá-lo. Contudo, Misaki, de repente, e para deixar Ruka num estado de embaraço, abriu os olhos, cruzando o olhar com o dela. Como previra, Ruka corou, e acabou por pegar na camisa de noite, e foi para a casa de banho, tomar um duche. Misaki riu, e depois, metendo a almofada sobre a cara para não levar com a luz, adormeceu profundamente.
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MensagemAssunto: Re: [Fic VK][+16] Laços do Amor   Sex Fev 17, 2012 12:21 am

Esse Misaki parece engraçado Razz
Tens de postar mais... e mais.... e mais! xD
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MensagemAssunto: Re: [Fic VK][+16] Laços do Amor   Ter Abr 17, 2012 2:03 pm

O Misaki é super engraçado xD Nem imaginas o quanto XD (é um tarado também .-.)
Mas vais ver a importância dele ao longo dos caps ^^

Aqui vai mais um cap ^^ Espero que gostes ^^
Capítulo 4 – Castigo
Haruka acabou por acordar mais cedo que o normal enquanto Hanabusa ainda dormia serenamente no chão do quarto de ambos, junto à cama da Pequena Kuran, o que ela achou estranho mas, ao ficar com pena dele, decidiu não o acordar, para que ele não ficasse rabugento, como sempre ficava quando não dormia o suficiente.
Apesar de as aulas apenas começarem às sete da tarde, Haruka ainda teria de saber que castigo lhe estava destinado em consequência do que tinha feito na noite anterior, pelo que foi tomar um duche rápido, tentando perder o mínimo de tempo possível e após vestir o uniforme da Night Class e de cobrir Hanabusa com um cobertor, saiu do Dormitório da Lua em direcção ao edifício principal da Academia.
De certa forma, Haruka não tinha medo do castigo que poderia apanhar, pois castigos era algo a que ela já estava habituada, mas mesmo assim, a ânsia e os nervos aos poucos tomavam conta dela. Mas Haruka iria ser forte. Não demonstraria isso perante a figura imponente de Zero. Não lhe iria dar esse gosto, principalmente porque o detestava. Detestava-o mais que tudo na sua vida.
Haruka sabia de tudo quanto ao passado de Zero com a sua mãe, Yuuki, através das memórias que a sua mãe tinha do seu passado na Academia Cross e sabia que ele a amara muito, porém também sabia que actualmente Zero odiava a sua família. Mesmo assim, tanto Haruka como a sua irmã estavam ali. E isso deixava a Pequena Kuran de alguma forma perplexa e a pensar se Zero, de alguma forma, não poderia vir a usá-las para conseguir atacar Yuuki e Kaname.
Haruka acabou por sacudir a cabeça. Tudo aquilo era um mero disparate. Não valia sequer a pena pensar sobre tamanhos disparates, ou apenas iria cansar-se, mas de facto, a ideia não lhe parecia tão afastada da realidade assim visto que as pessoas por amor são capazes das maiores loucuras. E a história da sua família era prova disso mesmo. Não havia motivação mais forte para uma pessoa agir que o amor por outra.
Assim que chegou ao edifício principal, entrou pelas traseiras para não ser vista por nenhum aluno da Day Class, até porque não queria causar nenhum tumulto e depois seguiu por todos os corredores que a levariam até ao gabinete do director e assim que lá chegou, bateu à porta, relutante. Não estava mesmo com disposição para aquele tipo de conversas logo de “manhã”, por assim dizer.
- Entre... – Falou uma voz vinda de dentro do gabinete, e Haruka, abrindo a porta, entrou, e de seguida sentou-se na cadeira em frente da secretária de Zero.
O gabinete de Zero era algo semelhante a um consultório médico, excepto na parte em que não tinha instrumentos médicos. Em tons de branco e com armários de alumínio, o gabinete aparentava retratar um estilo informal mas organizado. A secretária contudo, contrastava um pouco com o resto da mobília. Aquela secretária, que pertencera ao antigo director da Academia Cross, Kaien Cross; era em mogno, num tom castanho-escuro; e tinha algumas marcas bem evidentes de maus-tratos, em parte por Zero quando ele era mais novo. Essa fora uma das razões pela qual ele a mantera. Para ele, a nostalgia era o tudo e era nada. Aquela secretária fazia com que ele se lembrasse de coisas boas e más ao mesmo tempo, mas mesmo assim, gostava de a ter ali.
Antes de Haruka entrar no seu gabinete, Zero estava de volta do processo escolar dela, e quando a viu sentar-se, lançou-lhe um olhar penetrante sob os aros dos óculos, enquanto fechava a pasta do processo dela, que graças aos constantes castigos que ela cumprira nos outros colégios, já tinha um tamanho considerável. Haruka, contudo, manteve-se impávida e serena, como se ele estivesse a olhá-la amistosamente, e até sorriu, o que irritou sobremaneira Zero, contudo, ele manteve a compostura. Apesar de ele ser o director, Haruka continuava a ser um Puro-sangue. Por isso tinha de manter a cabeça fria, ou dar-se-ia muito mal. Zero sabia que não valia a pena brincar com um Kuran. Era simplesmente inútil.
No entretanto, Haruka olhava para ele com alguma impaciência. Passou-lhe de novo pela cabeça que não dissera nada a Hanabusa, todavia, por irónico que lhe parecesse, até ficou feliz por isso. Ela não queria nada que ele soubesse que castigo ela apanharia, porque saberia que Hanabusa pela certa, isto se o seu pai já não tivesse descoberto por outra pessoa; iria contar-lhe. Apesar de saber que ele não refilaria muito se ela lhe desse uma boa justificação, ela desta vez não teria como justificar o que fizera, pelo que estaria em maus lençóis. Visto que a sua irmã tinha-a feito prometer que não contaria nada a ninguém do que vira no jardim na noite anterior, Haruka não poderia usar isso como defesa. Simplesmente, para o seu pai seria um acto irreflectido, e pelo qual ele a iria castigar.
Todavia, Haruka tinha em mente que o que fizera estava correcto. Proteger a sua irmã era a sua única prioridade e fora o que fizera apesar de ir contra as regras da escola.
“Qualquer que seja o castigo, eu cumpri-lo-ei...” Pensou Haruka para consigo mesma. Ela sabia também que lhe era impossível fugir aos castigos e sabia-lo por experiência própria. Já fugira antes, e o castigo que levara a seguir fora pior que o anterior. Desta vez enfrentá-lo-ia como uma mulher. “Pensa assim, Haru, foi por uma boa causa... Foi pelo bem da Rika, se não fosses tu ela teria sofrido muito mais... Tu protegeste-a, e é essa a tua missão como irmã mais velha. Tens de ter orgulho nisso. Deves proteger a Rika, seja sob qual for a circunstância... Mesmo que violes as regras...” Haruka acabou por sorrir sem se dar conta, o que acabou por indignar Zero de alguma forma.
- Não me parece que a Haruka-san esteja em condições de poder sorrir... – Acabou ele por dizer num tom azedo, demonstrando assim o seu desagrado face ao sorriso de Haruka. Sem dúvida, Zero detestara. Ele já estava farto dos Kuran, e da sua arrogância. Não... Talvez estivesse farto do nome Kuran, por pertencer a um homem tão egoísta e manipulador como Kaname. Nem ele próprio sabia bem. Contudo, a sua única certeza, é que detestava os Kuran. Nada mudaria isso, nem uma singela criança como Haruka.
- Peço desculpa, Director... Não me dei conta que tinha sequer mexido os lábios para o fazer – Retorquiu Haruka com frieza – Mas descanse, não estava a pensar nada que estivesse relacionado consigo ou com o que quer que seja... Agora desembuche de uma vez que castigo vou levar por ter atirado uma kunai contra o Touga-sensei. Tenho mais coisas para fazer antes de ir para as aulas...
- É precisamente sobre isso que eu quero falar. Serei breve e irei directo ao assunto: Haruka-san, o seu castigo vai envolver faltar às aulas. Durante esta semana, e até eu decidir que já aprendeu a lição, vai fazer as rondas com os Guardiões da Day Class. E não vale a pena contestar, vai ser transferida para a Day Class até ordens a dizer o contrário.
- Só pode estar a brincar comigo! – Acabou Haruka por dizer, indignada, batendo com os punhos em cima da mesa, acabando por dobrar o tampo da secretária ao meio – Eu não posso cumprir um castigo desses! Posso até ficar a limpar casas de banho até ao final do semestre, mas isso não!
- Pode e vai cumprir. Já tratei da transferência. O Aidou-san já sabe desta decisão, pelo que não tem de se incomodar a informá-lo.
- Isto não pode estar a acontecer-me... Eu não posso sair da Night Class! De maneira nenhuma, Director! - Haruka falou em tom de pânico. Ela sabia que, se Ruka sonhasse que ela iria estar de castigo na Day Class, iria com certeza aproveitar para acabar o que começara com Rika, pelo que de maneira alguma poderia deixar sozinha a sua irmã.
- Tivesse pensado nisso antes de se decidir a ter uma atitude como aquela. Talvez isso ajude-a a pensar com mais clareza acerca das suas atitudes da próxima vez – Zero sorriu escarninhamente, como se estivesse a apreciar aquele momento, o que deixou Haruka profundamente irritada. Ela detestava que fizessem gato-sapato dela, e naquele momento, só lhe apetecia rebentar com a cabeça dele.
- D... Demo... – Ela acabou por tentar contestar, contudo Zero não permitiu que ela falasse mais. Simplesmente já estava farto de perder tempo com aquele assunto, e quanto mais depressa ele ficasse terminado, melhor para si.
- Haruka-san, quando cometemos erros, temos de assumir as consequências deles. Comporte-se exemplarmente durante estes tempos e talvez eu considere levantar o castigo. Mas como deve entender, visto que é um Puro-sangue, deveria dar o exemplo. Hoje ainda frequenta as aulas na sua turma, mas depois da última aula, quero-a aqui para lhe atribuir o seu horário. Em princípio ficará na turma da manhã correspondente ao seu grau de ensino. Se não tem nenhuma dúvida, pode sair.


- Hai... De facto não tenho nenhuma dúvida... – Haruka acabou por suspirar, levantando-se para sair do escritório – Arigatou ne ... Shitsurei shimasu ... – Depois de ter dito aquilo, de forma puramente irónica, abriu a porta e saiu, batendo com esta com alguma violência, percorrendo depois os corredores vazios do edifício principal da Academia até à sala de aula. Nem sequer se preocupou em ir buscar as coisas que precisaria para aquela aula, apenas foi, e nem pensou mais nisso. Apenas queria estar um pouco sozinha para poder reflectir um pouco sobre o que acontecera naquele momento.
“Cumprir castigo na Day Class... Aquele idiota só pode estar a brincar... Como protegerei a Rika da Ruka nestas condições? Não posso quebrar a promessa que fiz à Rika mas também não a posso proteger estando na Day Class. Tenho de arranjar maneira de ela ficar segura enquanto estou de castigo... Mas como?” Acabou ela por pensar, enquanto se sentava numa mesa na fila da frente da sala. Naquele momento, Haruka sentia-se meio que perdida. As soluções pareciam estar longe e a Pequena Kuran nada mais via que uma grande encruzilhada na sua frente.
Apesar de ter dado voltas e voltas à sua cabeça, nada lhe surgia. Porém, não podia deixar as coisas assim. “Já sei...” Acabou por pensar “Peço ao Hanabusa para tomar conta dela no meu lugar. Se eu lhe contar tudo, e pedir para guardar segredo... Ele certamente o fará por mim... Por mim e pela segurança da minha irmã...” Ao pensar naquilo, Haruka levou a mão involuntariamente ao pendente que trazia ao pescoço, um pequeno medalhão que Rika lhe dera, e apertou-o por entre os seus dedos, enquanto soltava algumas lágrimas, meio por raiva, meio por estar completamente numa pilha de nervos, pois não queria de maneira nenhuma deixar a sua irmã à mercê de Ruka, e Zero dificultara as coisas drasticamente.
Hanabusa entrara na sala no preciso momento em que ela começara a soluçar sem se dar conta, e ao vê-la naquele estado, aproximou-se cautelosamente, abraçando-a, para a acalmar depois, fazendo carinhos nela. Assim que Haruka parou de soluçar, Hanabusa, meigamente, perguntou-lhe:
- Que se passou, Haruka? Estás bem?
- H-Hanabusa... – Acabou ela por dizer, num tom meio embaraçado – Estou sim... Não me devias ter visto assim... – Enquanto falava, Haruka tentou encontrar o seu lenço no bolso do blazer, contudo, não o conseguiu achar, e ao ver a demora dela em encontrar algo para limpar a cara antes que o resto da Night Class aparecesse, Hanabusa levou a mão ao bolso do blazer dele, tirando de lá o lenço vermelho que tinha ali, e estendeu-lho. Haruka sorriu e, corada, limpou as lágrimas que ainda lhe assomavam aos olhos de vez em quando – Obrigada...
- De nada... Como estás? O Zero foi desagradável contigo? – Acabou ele por perguntar, enquanto arrumava o lenço no lugar, que no entretanto Haruka lhe tinha devolvido.
- Não... Nada disso... – Haruka sorriu de través, embora não fosse muito convincente – Ele disse-me que já sabias o meu castigo...
- Sim, de facto sei. Não que eu concorde, como é óbvio. Descansa, não contarei nada ao Kaname-sama, ele não precisa de saber que estás de castigo de novo. Ah, e trouxe-te as tuas coisas... – Hanabusa sorriu, mas de seguida, a sua face assumiu um ar sério - Contudo, eu preciso de saber porque fizeste aquilo... Vais-me dizer? Ou tenho de recorrer ao inquérito?
Haruka olhou-o nos olhos com alguma condescendência. Apesar de Hanabusa ser um Nobre, ela era incapaz de lhe negar um pedido, e às vezes ordens. Vendo que fora derrotada, acabou por lhe contar tudo o que acontecera, incluindo a agressão de Ruka a Rika, pedindo depois para ele guardar segredo, até de Kaname e de Akatsuki. Nenhum deles poderia saber. Após jurar que guardaria segredo, Hanabusa jurou também que protegeria Rika enquanto a Pequena Kuran estivesse de castigo, o que a deixou descansada e a fez abraçá-lo, aninhando-se ali como se de uma criança se tratasse, ficando assim até ao início da aula.
Contudo, Hanabusa ficara a remoer naquilo. Se o que Haruka dissera era verdade, ele acabara de ganhar mais um motivo para odiar Ruka. Como poderia ela, sendo um Level B que só era verdadeiramente Nobre por causa do casamento com o seu primo Akatsuki; sequer ousar levantar um dedo contra um fio de cabelo que fosse de Rika? Isso era imperdoável. E só de pensar nisso, o ambiente ficara gelado. Mais uma vez, graças ao seu temperamento, Hanabusa voltara a congelar uma sala inteira. Haruka, ficando com frio, enroscou-se mais em Hanabusa, tentando aquecer-se de alguma forma. Este, sorrindo, abraçou-a de forma a tê-la bem encostada a si, e esperou que a sala voltasse ao normal.
No entretanto, noutro lugar da Academia, mais precisamente no Dormitório da Lua, no quarto de Akatsuki Kain e de Rika Kuran; e aproveitando que a Princesa Puro-sangue Kuran ainda dormia; ele estava sentado na cama, a reflectir sobre a sua vida.
Apesar de ser um Vampiro Level B e de pertencer a uma família rica, já para não falar que era primo dos Aidou; Akatsuki Kain nunca tivera grandes ambições, e a única a que se dera ao luxo de ter ao longo de toda a sua existência fora a de se apaixonar por Ruka Souen, agora Ruka Kain. Contudo, tudo aquilo com que sonhara, o casamento perfeito, a vida perfeita e apaixonada ao lado da mulher que ele amava; não passara disso mesmo: um mero sonho. Um sonho que, ao lado de Ruka, jamais seria realizado.
Após alguns anos a viverem juntos na mesma casa, para não terem despesas extra enquanto protegiam a vida de Kaname e Yuuki Kuran, Kain e Ruka decidiram casar, para haver uma união entre as famílias Souen e Kain, numa época em que a família de Ruka passava grandes dificuldades financeiras; embora para ele, o seu casamento com Ruka estivesse muito para além das razões económicas, pois aquela união era como que o cumprir de um velho sonho. Há muito que ele sonhava ficar com Ruka, e aquele fora o primeiro passo para que aquele sonho se realizasse.
Todavia, e ao contrário do que ele pensara ao longo de vários anos, as coisas não correram tão bem assim. Apesar de Ruka dizer que o amava, a verdade é que ela, mesmo não o afirmando, e sem o sequer conseguir esconder minimamente; ainda amava Kaname e nunca perdoara Yuuki por ter ficado com o seu amado, e isso via-se bem no seu semblante sempre que via Kaname feliz ao lado de uma também feliz Yuuki (ou pelo menos assim ela aparentava). Por outro lado, mantinha o casamento com Kain para continuar a ter uma vida cheia de futilidades. Apesar de ele saber de tudo isso, mantinha-se com ela. Apesar de, a cada ano que passava, a paixão por Ruka diminuir, Kain não a queria perder. Mesmo assim, viver do lado dela estava a tornar-se um castigo tão doloroso, que era quase impossível de suportar.
Kain sofria. E isso era de algum modo evidente.
Apesar de esconder tudo debaixo de uma capa de passividade e abstracção de tudo o que o rodeava, no seu olhar era bem visível o sofrimento interior pelo qual passava. A sua vida tinha-se tornado num puro inferno. Uma mulher controladora e fútil, pais que não queriam saber da sua felicidade e a Rika Kuran.
A Princesa Puro-sangue tinha-se tornado, nos últimos dezasseis anos, o centro da sua atenção. Apesar de viver meio que enjaulado no erro que cometera, Kain encontrara a sua liberdade na filha mais nova dos Kuran.
Kain lembrava-se do momento em que oferecera para tomar conta da Princesa Puro-sangue Kuran pela primeira vez, como se tivesse sido no dia anterior. Assim que vira a pequena de cabelos castanho-arruivados, Kain sentiu logo uma grande empatia por ela. Era como se algo lhe dissesse, bem no fundo do seu coração, da sua alma; que teria de proteger aquela criança com unhas e dentes, como se ela fosse a pessoa mais importante da vida dele. E num dia de Inverno em que Yuuki estava sozinha em casa e não conseguia tomar conta sozinha de Haruka e Rika, e como Hanabusa estava fora, Kain foi ajudar Yuuki. Na altura, Rika tinha dois anos de idade, mas também ela simpatizou de imediato com o príncipe do fogo, Akatsuki Kain, e até então ambos sempre se tinham dado bem.
Contudo, com o passar dos anos, a relação entre eles foi deteriorando, não por ele, mas porque Rika se afastara. Apesar de Kain sempre tentar aproximar-se de Rika, ela afastava-se e isso deixava-o triste. Rika tinha-se tornado para ele um centro de apoio muito importante. Sem ela, Kain sentia-se perdido. Contudo, se a Princesa Puro-sangue Kuran queria fugir dele, nada ele poderia fazer, apenas deixar as coisas correr.
Kain sentia-se perdido, pois já não sabia como deveria viver. Apesar de ele ser muito independente, sentia-se dependente de algo naquele momento.
E esse algo era a Princesa Puro-sangue Kuran.
“Sinto-me perdido neste momento... Se eu soubesse como me encontrar... Eu bem que quero pedir o divórcio à Ruka, mas a minha família e a dela nunca iriam aceitar. Apesar de já estarmos casados há vinte anos, ela nunca demonstrou interesse pela nossa relação. Apesar de eu querer ter filhos, aumentar a minha família, ela nunca se interessou por isso e sempre fugiu às suas responsabilidades como minha mulher. Gostava de poder mudar algo para poder ser mais feliz, mas o quê? Agora nem a Rika se quer aproximar de mim, como se eu fosse algo perigoso para ela. Até a Haruka já está contra mim. Sinceramente não entendo nada disto...“ Acabou por divagar um pouco, como sempre fazia sempre que se punha a pensar no seu passado. Contudo, acabou por ser interrompido pela voz de Rika, que ainda estava meio ensonada.
- K...Kain-senpai... – Rika sentara-se na sua cama, acabada de acordar, enquanto esfregava os olhos para se habituar à pouca luminosidade emitida pelos poucos raios do sol poente, que passavam através das cortinas que adornavam a janela e depois, com um ar meio admirado, perguntou – Já estás acordado?
- Sim, já estou acordado há algum tempo... Como te sentes? Parecias cansada ontem... – Acabou ele por dizer, com um sorriso dócil e meigo, muito típico dele, mas apenas para aquela rapariga em especial. Aquele sorriso meigo e dócil era apenas de Rika. De mais ninguém. E isso fazia Rika sentir-se de alguma forma especial. Contudo, ela sabia que, pelo seu próprio bem, teria de se manter longe de Kain. Ruka, quando descobrisse que ela partilhava quarto com o seu marido, iria ocorrer outra crise, e quem pagaria, para não variar, seria ela mesma.
- Sim... Ontem a Haru-nee-chan encontrou-me no jardim a dormir, então veio pôr-me ao quarto. Ela tinha medo que me constipasse... – A face da Princesa Puro-sangue Kuran, do lado direito, tinha um penso, devido a um corte com que ficara da agressão de Ruka na noite anterior, e infelizmente para Rika, isso era difícil de esconder. Kain, levantando-se da sua cama, foi até à dela, sentando-se do seu lado e pousando suavemente a mão sobre a face dela, disse:
- Onde te magoaste? Tenho a certeza que ontem não tinhas isto aqui...
- Erm... Arranhei-me numa roseira no jardim... Não reparei num ramo, e bati lá com a cara... - Acabou ela por responder com naturalidade. Para Rika, era fácil mentir. O facto de ter saído mais ao lado do seu pai do que ao lado da sua mãe justificava tal. Kaname era excelente a esconder o que sentia dos outros, e Rika era assim também. Todavia, só uma pessoa conseguia enxergar os pensamentos e sentimentos dela, e essa pessoa era Haruka, e por vezes, Kain. Mas daquela vez, ele não foi capaz de dizer se ela estava a mentir ou não. A história parecia tão verosímil, que era quase impossível duvidar dela.

- Ah, entendo... As roseiras do jardim estão muito grandes... Já eram assim na altura em que eu cá andei... O Hanabusa passava a vida a arranhar-se nelas... – Kain sorriu. Contudo, um laivo de tristeza e ressentimento assomaram aos seus olhos, ao reparar que Rika, como sempre mantinha uma distância considerável dele. Isso magoava-o. Ele não queria que ela se afastasse, queria tê-la perto de si. Contudo, era o que ela fazia e ele nada podia fazer, embora desejasse ardentemente descobrir o porquê daquele afastamento.
- É... – Rika sorriu de través – Bem, eu vou tomar banho... Já volto... – Ao levantar-se, ela sentiu uma tontura, e acabou por ser amparada por Kain, que rapidamente se levantou para a agarrar, evitando assim que ela caísse no chão.
- Estás bem, Rika? – Perguntou Kain, num tom preocupado, aproximando a sua face da dela, embora meio que por instinto. Kain não estava à espera de fazer tal aproximação, contudo fê-la, embora tivesse corado, assim como Rika, que ao ver os lábios carnudos e sedosos de Kain perto dos seus, ficou instantaneamente ruborizada.
- E-estou... Obrigada... Foi só uma tontura... Isto já passa – Acabou ela por dizer, após algum tempo a fixar os olhos castanho-alaranjados de Kain em silêncio – Tu é que não pareces bem... Pareces triste...
- Triste, eu? – Kain sorriu – Até parece que alguma vez me viste triste...
- Não mas... – Rika olhava-o de forma intensa, embora a sua intenção não fosse essa, e os seus lábios acabaram por ficar entreabertos, tornando-se convidativos a um beijo, sem que ela sequer se apercebesse de tal. Mas antes que algo pudesse acontecer, bateram à porta. Discretamente, Rika aproveitou para se afastar de Kain e este suspirou. Contudo, levantou-se e foi abrir a porta. Era Ruka e ao vê-la, suspirou ainda mais. Ela tinha descoberto onde ficara a dormir.
Para sorte de Rika, assim que Kain se levantou, ela rapidamente pegou nas suas coisas e foi para a casa de banho, pelo que Ruka não a vira. Assim que entrou, trancou a porta para que não pudesse ser incomodada. No entanto, o pesadelo para Kain mantinha-se.
Assim que Kain lhe deu licença para ela entrar no quarto, Ruka empurrou-o até à cama e deitou-se sobre ele, beijando-o de forma calorosa e intensa. Sem entender o porquê daquela atitude, Kain acabou por não corresponder, e afastou-a por um pouco, confuso.
Por seu lado, Ruka estava furiosa. Ela detestava ser rejeitada, e fora o que Kain fizera, pelo menos na sua cabeça. Antes de sair do quarto, ofendida com tudo aquilo, deu um estalo em Kain e ao sair, bateu com a porta, fazendo cair no chão tudo aquilo que estava em cima da cómoda que estava encostada na parede. Kain suspirou de novo, levando a mão à cara, e encostando-se à parede, ainda de pijama.
- Mas que é que deu naquela rapariga agora... – Murmurou para consigo mesmo. Ele não entendera o que levara, primeiro, a Ruka ter uma atitude de tal género, pois Ruka e ele nunca tinham sido tão íntimos como ela tentara ser, e também não entendera o porquê de ela o ter esbofeteado. Contudo, não teve muito tempo para pensar nisso, pois a porta da casa de banho abrira-se, e uma Rika já vestida com o uniforme da Night Class, de cabelos molhados que lançavam no ar um doce cheiro a morangos, saiu de lá fechando a porta atrás de si.
- Kain-senpai... Ainda não estás vestido? – Perguntou ela, sentando-se na sua cama para calçar as meias e os sapatos e foi assim que reparou que Kain estava completamente a leste, encostado na parede e com uma mão sobre a cara – Que aconteceu, Kain-senpai? – Ao ver que ele não respondia, acabou por se levantar e, aproximando-se dele, pôs a mão dela sobre a dele, que ainda estava pousada sobre a marca avermelhada da mão de Ruka na cara dele – Kain-senpai? Kain-senpai!
“Atatakai ...” Acabou ele por pensar, ao sentir o calor da mão dela na sua e só aí desceu à terra, olhando para Rika com um ar sorumbático . Rika ficou triste por o ver assim e mesmo sabendo que se estava a arriscar, abraçou-o fortemente.
- Rika? – Kain ficou confuso, sem entender o porquê de ela fazer aquilo, contudo, acabou por se aninhar nela, deixando-se estar ali, sossegado, enquanto ela o mimava meiga, não querendo que ele estivesse triste. Contudo, ao dar-se conta que o estava a fazer, enrubesceu até parecer um tomate. Todavia, não se afastou, acabando por se aninhar também.
Kain acabou por ficar mais animado, pois pela primeira vez em meses, Rika tomara a iniciativa de se aproximar dele, e isso deixava-o muito melhor. Com um sorriso, acabou por a afastar delicadamente, e num tom brincalhão, disse:
- Se não me deixares ir vestir-me, vamos chegar atrasados à aula...
- Ah, certo... Desculpa... – Rika, ao ver que ele estava melhor, sorriu e depois libertou-o do seu abraço, para que ele se pudesse ir vestir. Voltando a sorrir para ela, Kain foi ao armário buscar um uniforme e foi à casa de banho vestir-se. Após o ter feito, saiu e pegou nas suas coisas para irem para a aula e assim que Rika fez o mesmo, saíram ambos do quarto para irem para o edifício principal da Academia.
Quando entraram na sala de aula, repararam que ela estava congelada. Kain, rindo, aqueceu o ambiente para que todo o gelo derretesse. Ao sentir que a sala aquecera, Haruka sorriu e desencostou-se de Hanabusa, e sentou-se direita na sua cadeira, disposta a comportar-se exemplarmente na aula. Rika sentou-se ao lado dela, e Hanabusa ocupou uma cadeira por detrás delas, enquanto Kain foi para o outro extremo da sala, sabendo que Ruka faria uma cena se o visse perto das filhas de Kaname. Ao ver que Kain se afastara deles, Rika ficou triste, contudo, nada disse ou demonstrou, pois ela era mesmo assim.
Ruka, no entretanto já tinha ido para a sala, contudo, ia a matutar em algo que acontecera no quarto dela, depois de ter voltado do quarto de Kain, furiosa com ele.

Momentos antes...

Assim que entrara no quarto, Ruka, ainda a resmungar consigo mesma, deparara-se com o seu companheiro de quarto acabado de sair de banho, apenas com uma toalha à volta da cintura, e com os cabelos molhados a caírem-lhe de forma indecente e sexy sobre a face ebúrnea que agora traçava um sorriso safado, enquanto os seus olhos brilhavam de malícia e paixão. Ao ver Ruka, Misaki ficou deveras satisfeito. Era ela quem ele queria afinal de contas. Assim que a vira, na noite anterior, decidira que aquela seria a sua conquista do semestre. E estava disposto a fazer tudo para conseguir tê-la. Apesar de já se ter dado conta que Ruka era casada, por ter reparado na aliança dourada que ela trazia no dedo, na sua cabeça, Ruka era bem-feita e as suas curvas eram um deleite para os seus olhos. A volúpia e a luxúria que elas transmitiam deixavam-no louco e se ele não a possuísse enquanto estivesse ali naquela Academia, daria em doido.
No mesmo instante, Misaki decidiu aproximar-se dela, em movimentos sedutores e felinos e sorriu de novo, descarado. Ruka, corando, deu dois passos atrás, tentando fugir dele, fugir daquele rapaz que emanava virilidade por onde passava, contudo, atrás de si apenas estava a porta e ele foi capaz de a prender contra ela, ficando de frente para Ruka. Numa voz tão safada como o seu sorriso, disse:
- O meu nome é Misaki Matsumoto... Suponho que sejas a Ruka... Não é, Hime-chan ?
- S-sim, sou eu... Agora importas-te de me largar? – Acabou ela por dizer, meio que sem jeito, muito atrapalhada.
- Uhm... Não sei se me apetece, Ruka-hime-chan... Sabes... – Misaki, como bom mestre do engate que era; lançou um olhar sedutor a Ruka, que a deixou completamente indefesa. Por aquela altura, Misaki tinha a certeza: Ruka seria dele – Eu desde que te vi ontem à noite... Aquela mini-saia... Aquela camisa justa e aquele corpete... O teu corpo tão voluptuoso e harmonioso... O facto de nem soutien usares debaixo daquelas roupas tão tentadoras... Fiquei perdidamente apaixonado por ti... Mas eu entendo que não me queiras... – Misaki, teatralmente pegou na mão dela, a qual tinha a aliança de casamento com Kain, e pôs-se a observá-la atentamente – Afinal de contas és casada...
- Erm... Não estou a ver o que possas ter a ver com isso... Então deixa-me ir, Matsumoto-san... Por favor... – Ruka, quase incapaz de resistir aos encantos dele, tentou debater-se contra, contudo, o corpo musculado e bem torneado de Misaki prendeu-a de tal forma contra a porta, que lhe era impossível fugir, e ainda para mais, o seu corpo, contra sua vontade, estava a reagir a ele.

(Nota da autora 1: No(s) presente(s) spoiler/parágrafos estão presentes conteúdos que são para maiores de 16 anos. Abrir/ler apenas se estiverem dispostos ao risco de encontrarem coisas que não são para a vossa idade. Não me responsabilizo por quaisquer perturbações psicológicas ou choques derivados da leitura do spoiler/próximos parágrafos. Como os ingleses dizem: consider yourselves advised - considerem-se avisados(as) )

Spoiler:
 
Ao lembrar-se da sensação que a dominara por completo, Ruka corou. Aquilo tinha mesmo mexido com ela e a sensação de desconforto que sentia naquele momento, aquele molhado e os mamilos duros a roçar no tecido do soutien não estavam a ajudar em nada. Sendo honesta para consigo mesma, Ruka gostara do que acontecera. Aquilo era o que ela sempre sonhara para si. Aquela era a imagem que ela tinha de Kaname e definitivamente aquele rapaz, fosse ele quem fosse, era a fotocópia do homem dos seus sonhos.
“Ruka controla-te!” Acabou por pensar para si mesma. “Não posso demonstrar o que sinto neste momento... Que disparate, o Kain mantêm-me a vida que eu quero e necessito. Mas... Eu não posso... Eu não amo o Kain de maneira nenhuma. E o Misaki-san... Ele...” Ruka corou ainda mais assim que, no seu pensamento, apareceu a imagem de Misaki apenas de toalha. Fora demais para ela, e ela sentiu-se ficar ainda mais molhada. Quanto tempo aguentaria sem se render aos encantos dele?
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MensagemAssunto: Re: [Fic VK][+16] Laços do Amor   Seg Abr 23, 2012 1:33 pm

Hahahaha a parte da Ruka é cómica xD
Voltei a gostar imenso de tudo, como é óbvio! Very Happy A Rika é tão fixe *.*
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MensagemAssunto: Re: [Fic VK][+16] Laços do Amor   Sex Jul 20, 2012 12:06 am

Quando voltas a postar mais, Tinoco? Queria ler... Sad
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MensagemAssunto: Re: [Fic VK][+16] Laços do Amor   Seg Ago 06, 2012 5:35 pm

desculpa i.i tenho estado bastante ausente dos foruns(tirando dos q administro pq enfim) e n tenho tido tempo para as fics. Quando for ao pc eu posto algo para leres :3 obrigada por estares "presa" a minha fic.
"e eu mostrarei um doce sonho na proxima noite"
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MensagemAssunto: Re: [Fic VK][+16] Laços do Amor   Ter Ago 07, 2012 5:31 pm

Eu amo ler, faço isso todos os dias, mesmo que já tenha lido a história mais do que uma vez. Ficarei à espera Wink
Thanks! Very Happy
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MensagemAssunto: Re: [Fic VK][+16] Laços do Amor   

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[Fic VK][+16] Laços do Amor
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